+Admirados Região Sul ? Um saxofonista na liderança

Luís Fernando Veríssimo, o 39º colocado entre os Cem + Admirados Jornalistas Brasileiros, foi o campeão de indicações da região Sul, com 8.215 pontos. Escritor de sucesso (com 5,6 milhões de livros vendidos, só perde para Paulo Coelho entre os autores brasileiros), é também um jornalista querido e de grande influência, graças à coluna que mantém há anos em jornais como Estadão, O Globo e Zero Hora. Em 2º na região ficou Dulcinéia Novaes Felizardo Vieira, repórter de rede da RPC/Globo, de Curitiba, com 3.960 pontos. Entre os “dez mais” da região, mais dois são do Paraná: o apresentador Fernando Parracho, colega de Dulcinéia na RPC, que ficou em 9º lugar, com 1.840 pontos, e o repórter investigativo Mauri König, em 5º, com 3.240 pontos, que até agosto passado atuou na Gazeta do Povo; os demais são do Rio Grande do Sul, três deles repórteres na RBS: Giovani Grizotti, 3º colocado, com 3.475 pontos; Rosane Marchetti, 4ª, com 3.270; e Jonas Campos, 10º, com 1.815. Completam o time Ruy Carlos Ostermann, comentarista da Rádio Gaúcha, 6º colocado, com 2.315 pontos; Letícia Duarte, repórter especial de Zero Hora, 7ª, com 2.225; e Eugênio Esber, diretor de Redação da revista Amanhã, 8º, com 2.210. Luís Fernando Veríssimo Filho do escritor Érico Veríssimo (1905-1975) – autor de O tempo e o vento, Clarissa e Olhai os lírios do campo, entre outros clássicos da Literatura Brasileira –, Luis Fernando Verissimo nasceu e fez seus estudos em Porto Alegre. Mas passou parte da juventude nos Estados Unidos, para onde a família se mudou em função do trabalho de Érico como professor universitário. Lá se apaixonou pelo jazz e aprendeu a tocar saxofone. Começou no Jornalismo como copidesque em Zero Hora, onde foi editor de Nacional e Internacional e passou a assinar uma coluna. Mudou para a Folha da Manhã, também em Porto Alegre, onde ampliou o leque de sua coluna escrevendo sobre Cinema, Literatura, Música, Gastronomia, Política e Comportamento. De volta a Zero Hora, passou a publicar a coluna também no Jornal do Brasil. Tinha 37 anos quando estreou como escritor, lançando uma coletânea de crônicas com o título O popular. O sucesso viria logo depois, com o livro A grande mulher nua. A partir daí, tornou-se um escritor prolífico, com dezenas de livros de contos e crônicas, quatro romances, três livros infantojuvenis, sem contar inúmeras participações em coletâneas. Seus livros foram publicados em mais de uma dúzia de países. Avesso a mídias digitais – mantém e-mail por necessidade profissional –, não participa de nenhuma rede social e não usa celular. Extremamente tímido e caseiro, foge de eventos sociais e detesta se expor. Diz que prefere tomar injeção a dar entrevista. Mostra-se mais desinibido apenas quando toca saxofone porque “se esconde atrás do instrumento”.