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Leonel Rocha assume coluna online e edição da Revista Congresso em Foco

O Congresso em Foco começa 2016 com a contratação de Leonel Rocha para assinar coluna no site, sobre os bastidores do poder em Brasília. Ele também assume a edição da Revista Congresso em Foco.

Na semana de estreia, antecipou que Leonardo Picciani (RJ), líder do PMDB na Câmara, conseguiu adesões suficientes para retomar o cargo que havia perdido por decisão do presidente da Casa Eduardo Cunha e do vice-presidente da República Michel Temer. Dias depois, a notícia ganhou as manchetes dos jornais. Leonel atua como repórter em Brasília desde 1980.

Teve passagens pelas revistas Veja, Época e IstoÉ e pelo jornal Estado de S. Paulo.

Vídeo conta história da censura no Estadão

Estranhos na noite – Mordaça no Estadão em tempos de censura é o título do vídeo que José Maria Mayrink, repórter especial do jornal, concluiu recentemente ainda como parte das comemorações dos 140 anos do Estadão, completados em 4 de janeiro de 2015. Segundo ele, a ideia surgiu em 2014, de um encontro do diretor de Conteúdo Ricardo Gandour (em licença até o final de maio, fazendo pesquisas nos EUA) com o cineasta Camilo Tavares, da PequiFilmes, diretor do documentário O dia que durou 21 anos, sobre o golpe militar de 1964: “O roteiro de nosso filme foi o livro Mordaça no Estadão, que publiquei em dezembro de 2008, aniversário do AI-5. Terminei as entrevistas no primeiro semestre de 2015. Tiramos cópias em DVD para distribuição interna e testes. O jornal está montando um esquema de divulgação, para a segunda quinzena de janeiro. O link deverá ser acessível pela TV Estadão e pelo Portal Estadão”. Mayrink, também responsável pelo roteiro, entrevistou 27 pessoas e incluiu um depoimento próprio. A maioria dos entrevistados é de profissionais que trabalharam no Estadão e no Jornal da Tarde no período da censura do AI-5. Alguns foram presos e torturados, como Carlos Garcia, na época diretor da sucursal do Recife: “Todos foram testemunhas da repressão e sofreram suas consequências na redação. O ex-ministro Delfim Netto, o último a falar, deu uma bela e honesta entrevista, em contraponto. Outras contribuições importantes foram as das atrizes Eva Wilma e Irene Ravache, que falaram sobre a censura na cultura”. Os outros entrevistados são Carlos Brickmann, Carlos Chagas. Edmundo Leite, Fernando Mitre, Flávio Tavares, Gellulfo Gonçalves (Gegê), Hagop Boyadjian, Ivan Angelo, João Luiz Guimarães, Júlio César Mesquita, Ludenbergue Góes. Luiz Roberto de Souza Queiroz, Manuel Alceu Affonso Ferreira, Marco Antônio Rocha, Maria Aparecida de Aquino, Miguel Jorge, Oliveiros S. Ferreira, Raul Bastos, Ricardo Kotscho, Roberto Godoy, Ruy Mesquita Filho, Selma Santa Cruz e Sérgio Mota Mello. Bebeto Souza Queiroz, um dos entrevistados, publicou na comunidade eXtadão do facebook uma análise do vídeo que reproduzimos a seguir, com a devida autorização; A história da censura Recebi como “presente de Natal” enviado pelo Mayrink o vídeo Estranhos na noite – Mordaça no Estadão em tempos de censura, trabalho que sei lá quanto tempo ele demorou para produzir e que conta cronologicamente a história da censura, numa verdadeira aula de jornalismo. O vídeo, feito com entrevistas das principais “vítimas” da censura, inclusive este escriba, é um preito de saudade, e quase faz chorar a imagem do Gegê, velhinho, cantando com a voz de barítono de sempre Strangers in the night, para mostrar como ele “saudava” a chegada dos censores à redação. Mayrink conseguiu ir muito além da censura do Estadão, com o depoimento da Irene Ravache dizendo de como a censura afetou o teatro, com o Kotscho lembrando como o Estadão era proibido de noticiar fatos que saíam nos demais jornais, o depoimento do Sérgio Mota Mello, do Carlinhos Brickman, do Ivan Angelo, que teima em não envelhecer, do João Luiz Guimarães contando como o censor riscava as matérias e entregava a ele para que tirasse da edição, com o Carlos Garcia contando como foi torturado pelo Exército, o pavor que tinha do “gancho”, quando suas mãos, algemadas, eram penduradas num gancho a tal altura que os pés apenas tocavam o chão, para que contasse quem participava da “célula” comunista do Estadão. Um depoimento tão detalhado que, para mim, que várias vezes ouvi do Garcia a história de sua prisão, ainda havia muita novidade. A entrevista do Marquito, contando como Ruy fez questão de ir com ele quando foi preso no II Exército, a quem responsabilizou pela saúde do seu repórter, ganha vida quando a estória, que conhecia, é ouvida de viva voz, e mais viva ainda, quando Ruizito conta que na véspera teve que ceder sua cama, em casa, para o repórter ameaçado de prisão. A afirmação de Júlio Neto ao chefe da Polícia de que não era ele o responsável pelo que saía no jornal, mas o ministro da Justiça, cujos censores decidiam o que podia ser publicado, ganha novos tons no depoimento do Oliveiros, como também a saga do Flávio Tavares, exilado na Argentina e contratado por dr. Júlio como correspondente, com pseudônimo, é claro, e a afirmação de que a Polícia Federal sabia quem era “Júlio Delgado”, nome que assinava, mas não ousou fazer nada. Flávio Tavares retrata com precisão o apoio do jornal ao golpe, a decepção ao verificar que, em vez da levar à democracia, o movimento levou a uma ditadura e a decepção do dr. Julinho. Como contraponto, Mayrink entrevista Delfim Neto, que explica porque assinou o Ato Institucional nª 5 e que, nas mesmas condições, assinaria de novo. Firme ainda, apesar da idade, o arquiteto Hagop conta diante do prédio da velha redação como no dia das Instituições em Frangalhos aproveitou uma canaleta para entulho de uma obra dentro do jornal, que saía na Martins Fontes, para soltar uns 150 mil exemplares pela parte de trás do prédio, enquanto as “autoridades” fiscalizavam as docas de saída da Major Quedinho. Na capa do DVD, a fotografia de um dos censores, tirada à socapa por um dos fotógrafos do jornal, e o texto do dr. Ruy ao ministro Buzaid, “todos os que estão hoje no poder, dele baixarão um dia e então, sr. Ministro, como aconteceu na Alemanha de Hitler, na Itália de Mussolini, ou na Rússia de Stalin, o Brasil ficará sabendo a verdadeira história deste período”. O jornal no qual trabalhamos e que, como tudo, envelheceu, e envelheceu mal, encolhendo inclusive, renasce à medida que a peça de mais de uma hora aparece no vídeo. E meu próprio depoimento dá saudade de um tempo em que o repórter podia “aprontar” o que hoje é impossível. Eu conto no vídeo como chantageei o ex-ministro Cirne Lima quando, demissionário e a caminho do Rio Grande, ele pousou em São Paulo. Da porta do avião ele me pediu que contasse o que o Estadão estava publicando sobre sua demissão e a briga com Delfim, que a causou, e expliquei que não publicava nada, pois a censura impediu, mas que eu tinha na mão a página censurada, mas só a entregaria se me permitisse entrar no avião e seguir com ele e os gaúchos do seu “staff” para o Rio Grande. (Imaginem hoje, um repórter entrar tranquilo pela pista do aeroporto, ir até o avião, pois não havia “fingers” de embarque na ocasião e exigir ir a bordo.) O fato é que Cirne Lima concordou, fiz uma das melhores matérias de minha vida, mandei de Porto Alegre para São Paulo – pelas cabines de datilografia, vocês se lembram? – e o vídeo mostra o Góes contando como o censor cortou tudo e o jornal saiu com um grande anúncio da Rádio Eldorado na primeira página, onde deveria estar meu texto: AGORA É SAMBA. Sinto ter-me alongado, mas felizmente no eXtadão não há “copy” para enxugar a matéria e escrevinhei muito porque acho que todos que tiveram um dia o privilégio de trabalhar no jornalzão precisam efetivamente assistir à obra que o Mayrink deve ter muito orgulho de assinar.

FIJ oferece bolsa para projeto investigativo

O Fundo para Jornalismo Investigativo (FIJ, na sigla em inglês) está com inscrições abertas para uma bolsa de projetos para produção de reportagens ou livros investigativos. O conselho diretor da organização busca por histórias que abram novos caminhos e exponham irregularidades como corrupção, desvio de poder ou prevaricação nos setores público e privado, seja nos EUA ou em outros países. A bolsa é de US$ 5 mil e cobre despesas como viagem, documentação e aluguel de equipamentos. A candidatura deve ser feita em inglês, com orçamento do projeto detalhado e expresso em dólares americanos. As inscrições vão até 1º/2 via formulário no site. O FIJ aconselha que o candidato faça backup do material da sua candidatura e envie mensagem para [email protected] pedindo confirmação da inscrição, mesmo se ela aparecer na tela.

Rádio Eldorado/Estadão deverá reintegrar demitidos 

Por decisão unânime, o TRT da 2ª Região anulou em 16/12 a demissão de 16 jornalistas e oito radialistas da Rádio Eldorado/Estadão. A sentença, porém, só entrará em vigor após a sua publicação, o que deverá ocorrer quando terminar o recesso do Judiciário, em 20 de janeiro. A partir daí contarão os prazos para eventuais embargos e recursos. O TRT considerou que a rádio não poderia ter feito a demissão em massa sem prévia negociação com as categorias, por meio de seus sindicatos.

STF suspende artigo do direito de resposta

O ministro do STF Dias Toffoli determinou em 18/12 a suspensão da eficácia do Artigo 10 da Lei 13.888/2015, que regulamentou o direito de resposta nos meios de comunicação. A medida atende a pedido liminar da Ordem dos Advogados do Brasil e suspende a aplicação do artigo que garantia somente a órgãos colegiados dos tribunais a possibilidade de concessão de recurso para sustar a publicação da resposta. “Admitir que um juiz integrante de um tribunal não possa, ao menos, conceder efeito suspensivo a recurso dirigido contra decisão de juiz de primeiro grau é subverter a lógica hierárquica estabelecida pela Constituição, pois é o mesmo que atribuir ao juízo de primeira instância mais poderes que ao magistrado de segundo grau de jurisdição”, argumentou Toffoli. Na ação, a OAB defendeu a regulamentação do direito de resposta, mas afirmou que a lei não pode impedir a Justiça de coibir eventuais abusos contra direito de resposta abusivamente concedido.

Abertas inscrições para o Prêmio Roche de Jornalismo em Saúde 

A Roche América Latina e a Secretaria Técnica da Fundação Gabriel García Márquez para o Novo Jornalismo Ibero-americano (FNPI) anunciam o início da convocação para a quarta edição do Prêmio Roche de Jornalismo em Saúde, nas categorias de Rádio e Internet. As inscrições seguem até 10 de abril. Serão aceitos trabalhos originais em espanhol ou português veiculados entre 1º/1 e 31/12/2015. Os trabalhos deverão enfocar um dos temas: Inovação em cuidados com a saúde, Biotecnologia na área da saúde, Acesso a tratamentos de saúde, Pesquisa e desenvolvimento em temas de saúde, Regulação e políticas públicas em saúde, ou Oncologia. A cerimônia de premiação será na edição 2016 do Roche Press Day, fórum educacional de jornalismo em saúde e científico organizado pela Roche, ainda sem data definida. Vencedores e finalistas receberão também o livro Gabo Periodista, medalha comemorativa do prêmio e diploma de participação. Os vencedores poderão escolher entre uma bolsa com todas as despesas pagas para assistir a um workshop da FNPI ou participar no Festival do Prêmio Gabriel García Márquez de Jornalismo, que é feito todos os anos em Medellín (Colômbia).

FAPSP fecha as portas e extingue cursos de Jornalismo, PP e RTVI

Sem aviso prévio, a Igreja Internacional da Graça de Deus, do bispo R.R. Soares, mantenedora da Faculdade do Povo de São Paulo (FAPSP), decidiu nessa 5ª.feira fechar a universidade e, com isso, extinguir os cursos de Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Rádio, Televisão e Internet. Com isso, ficam sem escola mais de 400 alunos e, sem trabalho, perto de 100 profissionais, entre eles quase 40 professores. Segundo Patrícia Paixão, coordenadora do curso de Jornalismo, a decisão parece ter sido meticulosamente planejada para diminuir a repercussão externa: “Era o penúltimo dia de atividades. Chegamos para uma reunião de coordenação e fomos recebidos com as cartas de demissão e com exame demissional já marcado para o mesmo dia. Os alunos nem foram comunicados; simplesmente afixaram um aviso na entrada para informar do fechamento, sem mais explicações. Sei que a situação não está fácil para nenhuma empresa ou instituição, mas isso foi de uma canalhice sem precedentes. O que também machuca é que o projeto que desenvolvia foi o melhor dentre os de que participei em outras escolas”. Ainda sem ter muita noção das alternativas de caminhos a seguir, Patrícia diz que a situação é agravada não apenas pela crise econômica, mas pelo fato de ter ocorrido nesse período de festas de final de ano e sem que houvesse tempo para planejamento: “Embora já estejamos todos meio desmobilizados, principalmente os alunos, devemos nos reunir para decidir o que fazer”.

Ranking J&Cia dos +Premiados mostra os mais vitoriosos das cinco regiões

No Sudeste, poucas novidades, mas nas demais regiões muitos nomes diferentes Depois de apresentar os mais vitoriosos de 2015 no País, o Ranking J&Cia dos +Premiados Jornalistas Brasileiros leva para a vitrine os profissionais que mais prêmios ganharam nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Se foram poucas as surpresas no Sudeste, que dominou o levantamento nacional emplacando nove dos dez que mais pontuaram, o mesmo não se pode dizer das demais regiões: no Sul, o radiojornalismo gaúcho mostrou mais uma vez sua força e tradição ao conquistar os dois primeiros lugares; no Centro-Oeste, que pela segunda edição consecutiva emplacou também o +Premiado do Ano, na versão nacional, Dida Sampaio disparou, conseguindo quase o dobro de pontos do segundo colocado; no Nordeste, a editoria de Arte do Diário do Nordeste (Ceará) foi bicampeã, este ano com o designer Carlos Felipe Araújo Góes; e no Norte, com mais que o dobro de pontos do segundo colocado, Celso Freire consagrou-se como o mais premiado do ano na região. Confira os mais premiados de cada região: + Centro-Oeste + Nordeste + Norte + Sudeste + Sul 

Jornal de Londrina fecha e demite 20

O Jornal de Londrina, fundado em 1989 e adquirido dez anos depois pelo Grupo Paranaense de Comunicação (GRPCom), anunciou que deixa de circular nesta 6ª.feira (18/12) na versão impressa. No site, que parou de operar um dia antes, mensagem do chefe de Redação Fábio Luporini informava sobre as razões da decisão: “Fruto de uma série de fatores”, entre eles “a crise econômica que acomete o Brasil e uma reestruturação mundial pela qual atravessam os veículos de comunicação”. Depois de elencar os principais momentos desses 26 anos de história, Luporini afirmou no texto que, “embora o Jornal de Londrina deixe de circular, continuamos a acreditar, por meio de outros veículos, dentre eles a RPC e a Gazeta do Povo, na solidificação da liberdade de expressão, da independência jornalística e da democracia. E Londrina tem um papel importante nesses fundamentos”. Segundo o Portal Imprensa, ao menos 20 profissionais foram demitidos com o fechamento do jornal e do site. O Portal dos Jornalistas apurou que, além de Luporini, estão entre eles Fábio Alves Silveira, Gilberto Abelha, Marcelo Frazão, Marcos Cesar Gouvea, Ranulfo Pedreiro, Roberto Custódio, Simoni Saris, Telma Elorza e Zilma Santos.

AJA Media Solutions apresenta o AJA Data Report

Com sede em Londres, a agência de comunicação AJA Media Solutions, da brasileira Maria Luiza Abbott ([email protected]), combinou duas das grandes vantagens da capital britânica – hub mundial de tecnologia e de multiculturalismo – para criar um sistema exclusivo de levantamento de informações. Desenvolvido por uma equipe de cientistas da informação, o sistema cruza dados reproduzidos em milhares de fontes na web, em qualquer idioma. Com análise de informações divulgadas pela mídia e por instituições de governo ou privadas, o sistema gera um relatório com uma série da gráficos. A partir disso, uma equipe de profissionais de diferentes países e backgrounds faz a análise e produz o relatório customizado AJA Data Report. O material responde a perguntas como quem são clientes em potencial, concorrentes, tamanho de mercado, perfil de consumidores, tendências, oportunidades e desafios em qualquer país ou região. Com base em Data Analysis e hierarquização de informações, o sistema gera também um diagnóstico profundo sobre imagem e reputação de uma empresa ou seus concorrentes em quaisquer país e idioma. Segundo Maria Luiza, a AJA fará dez anos em 2016. Ela foi para Londres há 16 anos como correspondente do Valor Econômico, depois trabalhou para Folha de S.Paulo e BBC, de onde saiu para fundar a agência.

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