Mulheres jornalistas de Minas lançam Campanha Libertas

Onze mulheres jornalistas de Minas Gerais que trabalharam em redações de grandes jornais de Belo Horizonte e em assessorias de imprensa uniram-se para criar a Campanha Libertas, cujo objetivo é contribuir para que mais mulheres sejam eleitas em 2018, dando mais visibilidade às candidatas e mostrando em pautas que representatividade importa. Bárbara Ferreira, Cinthia Ramalho, Daniela Maciel, Graziele Martins, Isabella Lucas, Joana Suarez, Juliana Baeta, Letícia Silva, Luiza Muzzi, Stéphanie Bollmann e Thaíne Belissa começaram a se articular no fim de junho e lançaram a campanha em 13 de julho.

Segundo Joana, que é de Recife mas mora há 15 anos em BH, o projeto surgiu em maio passado, quando voltou a Pernambuco e viu que a agência independente Marco Zero lançou o projeto Adalgisas, focado no Estado, e sugeriu para amigas de BH fazerem algo semelhante em Minas: “Entretanto, o projeto nasce de um engajamento que todas nós temos com o feminismo, nossa demanda por mais igualdade, mais espaço, cresceu nos últimos anos. Percebemos que as pessoas não votam em mulheres por desinformação, desconhecimento. Se conseguirmos atingir a meta do financiamento coletivo, a partir de 13 de agosto vamos produzir conteúdos diários e especiais sobre as candidaturas femininas a serem publicados em um site e nas redes sociais, que também ficarão à disposição para que outros veículos tradicionais de imprensa possam republicar gratuitamente. Vamos explorar mais as candidatas de BH e região metropolitana”.

O nome da campanha faz referência à liberdade das mulheres e à bandeira de Minas Gerais. “Queremos e podemos ocupar espaços de poder. Uma conquista, ainda que tardia”, dizem elas.

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