Morreu no sábado (23/3) o jornalista Márcio Fonseca, aos 68 anos. Ele lutava contra um câncer no fígado que afetou seu cérebro por causa da metástase. Figura conhecida no setor do automobilismo, foi assessor de imprensa de diversos pilotos, entre eles, Felipe Massa.

Fonseca fundou em 1990 a agência MF2, ao lado de Lito Cavalcanti, outra referência do jornalismo especializado no esporte a motor brasileiro. Foi responsável pela assessoria de imprensa de Felipe Massa por 17 anos, e trabalhou também com outros nomes como Bruno Senna e Antonio Pizzonia. Prestou consultoria para as equipes Ferrari e Willians, e trabalhou para a Renault, na área de divulgação da Fórmula Renault e do Trofeo Linea. Também comandou a comunicação do GP Brasil de F1.

Recentemente, assumiu o trabalho de divulgação das 6 Horas de São Paulo, prova que volta a ser realizada em 2024 como parte do Campeonato Mundial de Endurance (WEC), mas precisou se afastar do cargo no começo do ano para tratamento do câncer.

No mesmo sábado da morte do jornalista, Felipe Massa venceu a corrida sprint da Stock Car e dedicou a vitória a Fonseca: “É um dia feliz pela vitória, mas muito triste pela perda de um amigo, uma pessoa que fez parte da minha carreira por muitos anos”, disse Massa, em entrevista ao Motorsport.com.

Entidades ligadas ao automobilismo também lamentaram a morte de Fonseca. A Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) destacou as habilidades de escrita do jornalista: “Por suas enormes qualidades, Marcio brilhou nas redações e como assessor de imprensa. Fazia de seus textos, mesmo na correria dos fechamentos, verdadeiras peças literárias. Resgatava animais abandonados e dava a todos eles o amparo necessário”.

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