Ex-dirigente de futebol vai a júri popular por morte de jornalista

Valério Luiz de Oliveira

O ministro do STF Ricardo Lewandowski derrubou em 1º/2 a própria decisão que tomou em dezembro do ano passado sobre o julgamento do ex-vice-presidente do Atlético Clube Goianiense Maurício Borges Sampaio, como mandante do assassinato do jornalista Valério Luiz de Oliveira. Com isso, o dirigente irá a Júri Popular pelo crime. Anteriormente, Lewandowski havia anulado a decisão do judiciário goiano, que determinava a realização do Júri.

Valério Luiz foi morto em julho de 2012 com seis tiros. Segundo as investigações, Sampaio encomendou o assassinato motivado pela insatisfação com as críticas do profissional ao Atlético, que iam desde casos de compra de resultados a uso de drogas entre jogadores.

Além de Sampaio, são acusados pelo crime o cabo da Polícia Militar Ademá Figuerêdo Aguiar Filho (que seria o autor dos disparos), e Marcus Vinícius Pereira Xavier, Urbano de Carvalho Malta e o sargento da PM Djalma Gomes da Silva, que teriam articulado o homicídio. A decisão de Lewandowski refere-se apenas a Sampaio, mas deve refletir nos recursos dos outros acusados.

O processo chegou ao Supremo após cerca de três anos de tramitação de recursos em outros tribunais, como o TJ-GO e o STJ.

Filho do radialista, o advogado Valério Luiz Filho comemorou a decisão em seu Facebook. Em entrevista à Abraji, disse acreditar que não haverá um outro revés na Justiça com a nova decisão do Supremo: “A sensação é de muita satisfação e alívio. Já são mais de cinco anos, já passamos por muitas fases. Agora, a situação foi normalizada. Dá a certeza de que o júri vai acontecer, que era o nosso desejo. A nossa missão estará cumprida”.

Luiz Filho pedirá nesta segunda-feira (5/2) à primeira instância que marque uma data para o Júri Popular de Sampaio e dos outros responsáveis.

* Com informações da Abraji

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