A Revista AzMina lançou uma nova versão da QuitérIA, ferramenta de inteligência artificial criada para avaliar, categorizar e analisar projetos de lei relacionados aos direitos das mulheres e de pessoas LGBTQIAPN+ em tramitação no Congresso Nacional. O objetivo é permitir que qualquer pessoa tenha acesso a informações qualificadas e transparentes.
A ferramenta, que pode ser acessada de forma gratuita, realiza diariamente a coleta de proposições legislativas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal através das APIs públicas. As proposições são categorizadas em temas e, em seguida, avaliadas dentro de um espectro de favorabilidade aos direitos das mulheres e da população LGBTQIAPN+. Os resultados produzidos pela IA passam, ao final, pela validação humana executada por integrantes da equipe da AzMina e das instituições parceiras, antes de serem divulgados.
A mediação jornalística da ferramenta também se traduz em dois produtos: o Radar Diário e o Radar Semanal. O primeiro é um alerta customizável por tema, casa legislativa, comissão ou proposição. O Radar Semanal realiza um acompanhamento contínuo do projeto reunindo, contextualizando e analisando os impactos políticos das tramitações. No site do projeto, o usuário pode escolher os temas sobre os quais ele gostaria de ser alertado por e-mail.
Segundo Helena Bertho, Diretoria da AzMina, “diante de um cenário de cada vez maior conservadorismo no mundo e no Brasil, de cada vez mais ataques e ameaças aos nossos direitos, a gente entende o Elas no Congresso, com a Quitéria, como uma ferramenta essencial para que as cidadãs e cidadãos brasileiros possam participar civicamente da política e barrar retrocessos de direitos”.
O código-fonte está disponível em repositório aberto, possibilitando que outras organizações auditem e adaptem a tecnologia para diferentes áreas do monitoramento legislativo. O projeto conta com o apoio da Rede Feminista de IA da América Latina e do Caribe, do Fundo de Inovação para o Jornalismo coordenado pelo Projor com apoio da Google News Initiative, do Fundo ELAS+ Doar Para Transformar e da Agence Française de Développement.
Leia também:
Monitoramento registra 2.630 ataques online à imprensa nas primeiras semanas do período eleitoral










