Monitoramento realizado pela Coalizão em Defesa do Jornalismo (CDJor), em parceria com o Laboratório de Internet e Ciência de Dados (Labic) da Universidade Federal do Espírito Santo, registrou um total de 2.630 ataques online à imprensa nas primeiras semanas de campanha eleitoral. A pesquisa analisou postagens em X e Instagram, entre 16 e 29 de agosto.
Do total de ataques, 1.548 ocorreram no Instagram e 1.082 no X. A maior parte das ofensas online tentava deslegitimar a atividade jornalística, com comentários como “imprensa lixo”, “jornalista militante”, “mídia golpista”, “caiu o pix”, “pesquisa comprada” e “pesquisa falsa”. Os assuntos que mais geraram interações negativas nas redes analisadas pelo estudo foram as eleições presidenciais e as disputas estaduais.
Outro dado importante registrado pela pesquisa foi o de ataques às mulheres jornalistas: Dos 220 ataques direcionados a jornalistas específicos no X, 66,4% foram contra mulheres. Já no Instagram, elas foram alvo de 67% das 273 postagens ofensivas registradas. A maior parte das postagens negativas continha comentários misóginos. Analisando o número total de ataques, a cada 3 postagens contra jornalistas, 2 foram direcionadas a mulheres. Natuza Nery, apresentadora da GloboNews, foi a jornalista mais atacada nas duas plataformas, com 61 ataques registrados no X e 49 no Instagram.
O estudo registrou ainda quais foram os veículos mais atacados nas redes. No X, o g1 ficou em primeiro lugar como o mais atacado, com 390 postagens ofensivas registradas, seguido pelo Metrópoles (156), GloboNews (122), CNN Brasil (106) e Folha de S.Paulo (57). No Instagram, a GloboNews foi a mais atacada, com 636 ataques, seguida por O Globo (71), Metrópoles (64), Estadão (55) e UOL Notícias (36).
Esta pesquisa da CDJor, em parceria com a Universidade Federal do Espírito Santo, será realizada ao longo de toda a campanha eleitoral, até o final do ano. A cada duas semanas, o estudo analisará e atualizará os dados sobre ataques digitais à imprensa. A iniciativa abordará também casos de violência contra jornalista fora das redes. Confira as atualizações no site da CDJor.










