Celso Barata morreu na madrugada de 24/7), aos 77 anos, no hospital Santa Catarina, em São Paulo. Ferido após uma queda, que não tratou, sofreu um choque séptico. Era solteiro e não tinha filhos. O sepultamento foi em 27/7, no Cemitério Paz, no Morumbi
Fluminense de Niterói, entrou para a Comunicação na UFRJ em 1967. No mesmo ano, começou a trabalhar no jornal O Sol. Sob a edição geral de Reynaldo Jardim e Ana Arruda, foi repórter de política e economia, em contato com o editorialista secreto Pedro Malan. O Sol foi uma escola de vanguarda na imprensa brasileira, e ele esteve ao lado de nomes marcantes da comunicação e da cultura, como Carlos Heitor Cony (editor de Polícia), Ricardo Gontijo (editor de Política) e Ruy Castro (redator de Variedades). Formou-se em 1971.
Foi para a rádio Jornal do Brasil, como repórter e depois redator, cobrindo Itamaraty e ministérios militares. Entre outras tarefas, cobriu o julgamento do líder estudantil Vladimir Palmeira no Superior Tribunal Militar (STM), as visitas ao Brasil da primeira-ministra indiana Indira Gandhi e da rainha britânica Elizabeth II. Participou de estágio na ONU com bolsa do Dag Hammarksjold Scholarship Fund, da United Nations Correspondents Association.
Dali foi para o Correio da Manhã e chegou a subeditor de internacional. Passou, então, à comunicação corporativa, na revista da Firjan, e na assessoria de relações com a imprensa do Instituto Brasileiro de Petróleo Gás e Biocombustíveis. Enquanto isso, era também tradutor na agência Reuters. Posteriormente, editou diversas publicações customizadas. De volta às redações, na sucursal da Editora Abril no Rio, foi repórter da redação geral, escrevendo para Pop, Quatro Rodas, Cláudia, Nova, Veja, Intervalo, Transporte Moderno, Capricho, Contigo e Realidade.
No Jornal do Brasil, foi editor de Internacional, e lá coordenou os correspondentes estrangeiros do jornal em oito países, incluindo Estados Unidos e União Soviética, além dos enviados especiais a crises e revoluções no Leste Europeu, Oriente Médio e África. Nos anos 1980, foi editor de Artes e Espetáculos na revista Veja. Como crítico freelancer, ainda na Veja e no jornal Opinião, trabalhou por oito anos.
Em sua passagem mais consistente na comunicação corporativa, foi gerente de Atendimento e Imprensa na Burson-Marsteller, do grupo Young&Rubicam, e, por dez anos, diretor de Atendimento na AAB Hill&Knowlton, do grupo Ogilvy. Mas era forte o apelo das redações, e aceitou o convite para editar o suplemento São Paulo na Gazeta Mercantil.
Foi também diretor de Comunicação Corporativa durante a fusão das agências de publicidade Grey Brasil e 141 Soho Square, ambas do grupo WPP. Em 1997 – portanto, 30 anos depois de se iniciar na profissão – fundou o Corporate Bureau, para atender a clientes em consultoria de vários estados brasileiros e manteve seu escritório até o fim da vida. Foram mais de 50 anos no jornalismo, em todas as suas muitas facetas.









