WPP anuncia fusão de Burson-Marsteller e Cohn & Wolfe

O Grupo WPP anunciou nessa terça-feira (27/2) em Nova York a fusão de suas agências globais de comunicação Burson-Marsteller e Cohn & Wolfe, transformadas agora em Burson Cohn & Wolfe (BCW), comandada por Donna Imperato. Segundo ela informou ao Holmes Report, a nova agência será a terceira maior do mundo, atrás apenas de Weber Shandwick e Edelman, com mais de quatro mil empregados em 42 países, entre eles o Brasil.

Donna Imperato, até agora CEO da Cohn & Wolfe, exercerá o mesmo cargo na nova empresa, enquanto Don Baer, CEO e chairman mundial da B-M, passa a chairman da BCW com foco em consultoria para clientes. O presidente global da B-M Kevin Bell assume a mesma posição na BCW.

Em 2017, a Burson-Marsteller foi ranqueada pela Holmes Report como a sexta maior agência de PR do mundo, com uma receita de US$ 480 milhões. A C&W foi a 12ª, com US$ 223 milhões.

Imperato garantiu à Holmes Report que não há previsão de demissões, enfatizando que a maior parte da equipe adicional será necessária porque a BCW é três vezes maior do que a C&W. Disse também que há planos de contratar mais talentos para serviços integrados.

No Brasil – A fusão mundial dessas duas marcas envolverá, por óbvio, as operações de ambas no Brasil. Mais antiga marca internacional de PR em atuação no País, onde está desde 1976, a filial da B-M é hoje liderada por Patrícia Ávila. Seu antecessor, Francisco Carvalho, foi promovido e está no comando da operação Latam. A Cohn & Wolfe, que aqui chegou comprando o controle da Máquina da Notícia em janeiro de 2016 e que por isso se chama Máquina Cohn & Wolfe, também tem uma liderança nova, Marcelo Diego, que sucedeu a fundadora Maristela Mafei, hoje fora da operação e morando no exterior. Juntas, as duas agências faturaram no Brasil em 2016, segundo estimativas do Anuário da Comunicação Corporativa, quase R$ 110 milhões (R$ 78,5 milhões da Máquina Cohn & Wolfe; e R$ 31 milhões da B-M), empregavam 303 pessoas (204 e 99, respectivamente), com 179 clientes (140 e 39).

Vale lembrar que o Grupo WPP, que tem origem no Reino Unido, é também dono de marcas mundiais de larga tradição, como Ogilvy e Hill and Knowlton (no Brasil desde 1986), e da brasileira Ideal, que foi adquirida há pouco mais de dois anos e hoje, como holding, lidera as marcas Ogilvy PR e Ideal H+K Strategies.

Por enquanto, todas as informações sobre a fusão estão concentradas nos EUA. E foi de lá que saiu o release anunciando o negócio. Quem acompanha o mercado diz que ele faz sentido e será benéfico para as empresas e para os objetivos gerais do grupo WPP. Fonte ouvida por J&Cia, comentando a lógica da negociação, brinca dizendo: “Não podemos esquecer que o CEO do Grupo WPP é sir Martin Sorrel, um financista obsessivo por números”. Outro executivo comentou que “esperam-se outros movimentos em direção semelhante para os próximos meses”.

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