Pesquisa mostra efeitos de “um mundo sem notícias” sobre o público

Privar as pessoas de notícias durante alguns dias para entender suas reações foi um dos experimentos que fizeram parte da pesquisa World Without News, desenvolvida pela entidade setorial britânica Newswork ao longo de nove meses. O estudo, executado por três empresas diferentes, adotou um viés comportamental para identificar onde o jornalismo entra na vida das pessoas e como contribui para os objetivos que fazem parte da essência do ser humano.

Além de trazer boas novas, como a de que 70% dos entrevistados consideram o jornalismo essencial para a democracia, o trabalho reúne elementos que mostram os objetivos do público ao consumir notícias e os meios que contribuem mais para cada objetivo. Entre as conclusões estão a de que orientação (informar sobre os fatos) e calibragem (entender os fatos) são as principais expectativas do público em relação ao noticiário.

O trabalho mostra também que não houve alterações significativas nas percepções do público antes e depois da pandemia. E que, embora a opinião no jornalismo seja valorizada para fazer entender o contexto, o excesso de opinião nas redes sociais não agrada aos britânicos: 53% declararam-se ansiosos ao receberem notícias por redes sociais. E 63% disseram-se menos ansiosos com notícias lidas nos jornais do que com aquelas obtidas por mídias sociais, criticadas por 76% dos que participaram do estudo por apresentarem as informacões de forma menos estruturada.

Veja em mediatalks.com.br um resumo da pesquisa em português e acesso ao documento original.

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