Renato Maurício Prado e o canal Fox Sports rescindiram seu contrato nessa segunda-feira (22/8), depois de quatro anos. O programa A última palavra, apresentado por ele aos domingos, permanece, mas será reformulado. A notícia é de Flávio Ricco, colunista do UOL. As informações ainda são imprecisas. Renato teria pedido demissão, e o motivo seria por morar em Itaipava, um distrito de Petrópolis, e considerar cansativo o deslocamento até a Barra da Tijuca. No entanto, o Fox Sports não o credenciou para os Jogos Olímpicos, e pagaria seus honorários até novembro, quando termina o contrato. Depois de longa carreira em O Globo e Extra, Renato foi para o SporTV e, em 2012, para o Fox Sports. Coincidência ou não, deixou o SporTV após uma Olimpíada, o que se repete agora.
Sindicato dos Jornalistas de SP cria canal para denúncias de assédios moral e sexual
Como parte de uma série de inciativas para combater o assédio moral e sexual no ambiente de trabalho, o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo abriu na semana passada um canal direto para que profissionais possam denunciar casos.
As denúncias serão recebidas por diretoras do Sindicato, de forma a que as jornalistas sintam-se confortáveis para fazer os relatos. Após a apuração, diretoras e profissional, com o acompanhamento do departamento jurídico, vão analisar e definir como proceder em cada caso.
Para o Sindicato, caracteriza-se assédio sexual quando essa abordagem se dá por superior, por colegas de trabalho ou por fontes jornalísticas, ainda que este entendimento não seja garantido no nosso Judiciário. As denúncias podem ser feitas por telefone (11-993-001-382), e-mail ([email protected]) ou enviando seu relato por link.
O sigilo é assegurado. A próxima ação da entidade é a elaboração e a distribuição de cartilha especial esclarecendo o que é assédio moral e assédio sexual, as penas previstas e direitos do trabalhador.
Mercado de RP dá sinais de recuperação, diz Marco Sabino, da Llorente & Cuenca
Agência procura diretor para sua filial carioca, de olho em expansão dos negócios no Estado
Ainda celebrando os 28 prêmios conquistados na última semana pela Llorente & Cuenca no International Business Awards 2016 – o Prêmio Stevie –, superando os 23 da edição anterior, Marco Sabino, que desde o início do ano lidera a agência no Brasil, após ter vendido o controle da sua S/A para a companhia espanhola, disse ao Portal dos Jornalistas que começa a perceber uma retomada nos negócios de RP no Brasil, a ponto de apostar que o último trimestre poderá “salvar o ano” para o mercado.
A aposta dele tem como base a retomada das concorrências nas últimas semanas, após meses de represamento em decorrência da crise econômica e das incertezas políticas, o que agora, segundo ele, começa a mudar.
E uma das ações que a Llorente já começa a deflagrar, com vistas a um cenário mais positivo, é a contratação de um diretor para a filial do Rio de Janeiro, para expandir os negócios no Estado: “É um mercado estratégico e queremos fortalecer nossa presença na região”.
“Este ano”, diz ele, “assistimos à distância o bom desempenho da Llorente no Stevie, até porque faz muito pouco tempo que passamos a integrar o grupo e, nesse período, a prioridade tem sido a de nos integrarmos plenamente aos negócios e à cultura da organização. No próximo já estaremos em condições de concorrer mais fortemente e contribuir com conquistas brasileiras e da própria América Latina, onde a Llorente tem grande parte de seus negócios, ocupando posições de destaque em mercados como Argentina, México e Peru, entre outros”.
CDN apresenta novo posicionamento no mercado
A CDN apresentou nesta segunda-feira (22/8) seu novo posicionamento a clientes e ao mercado: “uma agência experiente, criativa e digital, que acredita no relacionamento em todos os meios, formatos e plataformas para levar aos clientes soluções de comunicação independente de especialidades”.
Segundo João Rodarte, presidente da agência, o posicionamento, refletido na nova identidade da marca e no slogan Relacionamento. E ponto., reforça as grandes mudanças pelas quais a CDN passou no último ano, em um processo de transformação que consolida a evolução cultural e o direcionamento dos negócios e acelera mudanças que já vinham acontecendo nos últimos anos: “O resultado é uma agência que alia a senioridade, a visão estratégica e o bom relacionamento reconhecidos pelo mercado com uma abordagem OnLife, mais ágil e criativa, com resultados de RP multiplataforma. O objetivo era ser mais moderno e criativo mantendo nossa crença na força do relacionamento, para apoiar a comunicação dos clientes em todas as plataformas e com todos os públicos estratégicos”.
O projeto teve três focos principais: dar um passo definitivo para tornar a agência completamente digital, impulsionar o perfil de relações públicas e descentralizar os atendimentos reforçando a atuação regional. Silvia Ruiz, ex-Vírgula, chegou à agência para ser Head of Digital e ampliou o time de profissionais com dedicação exclusiva à comunicação online.
Na área de relações públicas, a CDN promoveu a ida do vice-presidente Andrew Greenlees, então responsável pela área de Relações com a Mídia para órgãos públicos, para o time de Relações Institucionais e Governamentais, com o objetivo de atender à crescente demanda do mercado por serviços de public affairs e de uma relação de maior transparência com órgãos públicos e autoridades – exigência cada vez maior das áreas de compliance nas empresas.
No regional, o desafio era tornar a agência mais assertiva no atendimento a clientes locais. Para isso, foi firmada parceria com uma agência de Porto Alegre, criando a CDN Sul, e contratado o jornalista Leonardo Souza para a gestão das contas do escritório da CDN no Rio de Janeiro e descentralizar a tomada de decisões do escritório de São Paulo.
Também foi desenvolvida uma proposta de nova marca, totalmente azul, com fonte maax bolder. Segundo a vice-presidente Yara Peres, “buscamos o azul pois é uma cor que remete ao início da CDN, é moderna sem deixar de ser elegante, mas com tipologia que foge das letras usadas pela imprensa tradicional, antes usada na nossa marca”.
A identidade foi reproduzida no novo site, documentos, apresentações e papelaria.
Confira a seguir a entrevista que João Rodarte deu ao Portal dos Jornalistas sobre o novo posicionamento:
Portal dos Jornalistas – Você pode resumir as mudanças pelas quais a agência passou no último ano? A mudança de função do Andrew, a criação da CDN-Sul e a contratação do Leonardo Souza nós já havíamos divulgado.

João Rodarte – Encomendamos uma pesquisa ao instituto Ideia Inteligência, nosso parceiro, que reforçou algumas decisões que já havíamos tomado há alguns anos, como investir mais no digital e ampliar a expertise de relações públicas. Aceleramos os processos em curso nessas áreas. Ano passado, reunimos 20 executivos da agência para traçar um plano de transformação que definiu três alvos: impulsionar a expertise digital dentro da empresa e no mercado, sofisticar a abordagem de relações públicas e ganhar corpo na nossa atuação regional. Investimos no digital e trouxemos Silvia Ruiz, Head of Digital, para liderar a equipe. Em 12 meses, desenvolvemos projetos para 38 clientes, sempre de forma integrada com RP. Reforçamos a área de Relações Institucionais com a presença do vice-presidente Andrew Greenlees trabalhando junto com o também vice-presidente Luiz Antonio Flecha de Lima, porque entendemos que a área exige muita senioridade. Ampliamos a presença no Rio com a chegada do Leonardo Souza e conseguimos um aumento de 50% na carteira de clientes desse escritório. Em Porto Alegre, fizemos uma parceria com a BH, uma agência local, para criar a CDN Sul e ampliamos também em 50% a carteira de clientes.
Portal dos Jornalistas – O que vem a ser “abordagem OnLife”?
Rodarte – Abordagem OnLife significa que não há mais divisão entre on e off-line. Vivemos hoje a era pós-digital. Tudo é integrado, ocorre em todas as plataformas físicas e virtuais, e a comunicação deve acompanhar este conceito. E essa visão integrada e multiplataforma é como trabalhamos dentro da CDN, pois não existe mais diferença entre fazer RP no off-line ou online. É tudo relacionamento, em qualquer meio. Como destacamos hoje na nossa nova tagline: É Relacionamento, e ponto.
Portal dos Jornalistas – O que falta para tornar a agência completamente digital? Pode dar mais detalhes do que fará a Silvia e da equipe digital?
Rodarte – Desde 2011 já tínhamos unificado os atendimentos off-line e online, mas sentíamos falta de expertise mais aprofundada nos projetos desenvolvidos aos clientes. Então, fomos ao mercado buscar a Silvia e investimos bastante na área. Atualmente, 20% da nossa carteira de clientes incluem serviços digitais integrados ao de RP em contratos fixos. Essa equipe trabalha em diversas frentes – atendimento, produção de conteúdo, monitoramento, análises e mensuração –, sempre coordenada pela equipe de atendimento às contas. Uma parte importante está na área de Análise e Pesquisa, liderada por Fernando Pesciotta, responsável pelo índice que criamos para avaliar a qualidade da exposição das marcas nas mídias sociais, o IQEM-S. Com esses investimentos e a mudança do mindset das equipes – processo intenso, conquistado com muitos cursos, conversas, debates internos e rupturas culturais –, seguramente continuamos no caminho certo. Nossa cabeça já é digital, o que será refletido numericamente nos atendimentos durante o tempo. Até o final de 2017, a meta é ter 50% da nossa carteira de clientes – que é grande, são aproximadamente 130 clientes – com atendimentos integrados em digital e RP tradicional.
Portal dos Jornalistas – E para impulsionar o seu perfil de relações públicas?
Rodarte – Em relações públicas, já temos a consciência, em todos atendimentos, de que devemos trabalhar o relacionamento do cliente com todos stakeholders, não só com a imprensa. A ida do Andrew para a área de Relações Institucionais reforça o trabalho com um público importante e com características próprias, que são as autoridades, que requerem profissionais especializados.
Portal dos Jornalistas – Pretendem fazer outras parcerias? Alguma outra mudança já prevista?
Rodarte – Queremos trabalhar cada vez mais próximos de agências do Grupo ABC cuja competência é complementar à nossa. Temos mais proximidade no dia a dia com a Salve e a Rocker, em digital, e com a Tudo, em live marketing.
Portal dos Jornalistas – A CDN foi muito afetada pela crise econômica? Teve perda de clientes/contas?
Rodarte – O ano de 2015 impactou toda a economia e a CDN não saiu imune a isso. No momento de crise, trabalhamos mais para nos reinventarmos mais uma vez. O novo posicionamento é resultado desse esforço.
Portal dos Jornalistas – E na área governamental?
Rodarte – Na área de Relações Institucionais e Governamentais a oportunidade é cada vez maior. É crescente no mercado a demanda por serviços de public affairs e por uma relação de transparência com órgãos públicos e autoridades, exigência cada vez maior das áreas de compliance. Não posso abrir o número de clientes que conquistamos nos últimos 12 meses nessa área, nem as consultas que recebemos, mas posso garantir que o saldo é positivo e somos procurados cada vez mais.
Portal dos Jornalistas – Como analisa o mercado brasileiro de RP hoje e no curto prazo?
Rodarte – Ocorrem dois processos. O primeiro é que o mercado de RP e comunicação está cada vez mais consolidado. Começou como a antiga assessoria de imprensa, tornou-se comunicação integrada, incorporou as relações públicas e hoje está cada vez mais digital. O segundo é a sociedade, que passa por mudanças profundas: cada vez mais plural, diversa, politizada e com voz ativa. Práticas e comportamentos normais no passado, agora não são mais aceitos, e isso é bom, mostra evolução. As marcas agora não falam com as pessoas; mas conversam com elas, há um diálogo constante. Somos quem ajuda as empresas a criarem sua reputação, com transparência, contando suas histórias e mantendo o diálogo com seus públicos. Nesse cenário, o profissional de RP e comunicação e as agências precisam de uma única coisa: não ficar parados. Usando a CDN como exemplo, estamos mudando desde 1987 e vamos mudar muito mais ainda. Criamos a primeira área de análise editorial e os índices de mensuração da exposição na mídia, a primeira área de public affairs em uma agência de RP no Brasil, fomos um dos primeiros a investir no digital, no começo da década passada. E agora evoluímos novamente. Devemos inovar sempre, nos reinventar, arriscar e criar.
Abril negocia retomada dos títulos cedidos à Editora Caras
Uma semana após anunciar mais uma reestruturação em seus negócios, o Grupo Abril volta a surpreender ao informar que iniciou tratativas com a Editora Caras para “repatriar” os títulos que a esta cedeu nos últimos dois anos. Segundo a nota, “o acordo, que começa a ser discutido, passa por produção de conteúdo, circulação, impressão gráfica, venda de publicidade e assinaturas”. A empresa não informou quais dos 17 títulos poderão voltar às origens. Em 2014, a Abril transferiu para Caras Aventuras na História, Bons Fluídos, Manequim, Máxima, Minha Casa, Minha Novela, Recreio, Sou+Eu, Vida Simples e Viva Mais; e em 2015, Contigo, Placar, Anamaria, Arquitetura & Construção, Tititi, Você RH e Você S/A.
TJ-SP nega indenização a fotógrafo que bala de borracha cegou
Sindicato dos Jornalistas diz que decisão é “atentado à liberdade de imprensa”
O Sindicato dos Jornalistas de São Paulo condenou em nota a sentença do juiz Olavo Zampol Júnior, da 10ª Vara do TJ-SP, que em 10/8 negou indenização ao fotógrafo Sérgio Silva, vítima de uma bala de borracha disparada pela Polícia Militar durante uma manifestação em 2013.
Sérgio perdeu o olho esquerdo, destruído pela bala. Para a entidade, a decisão é lamentável, descabida e traz ainda mais preocupação em relação à segurança dos profissionais de comunicação do País.
Diz a nota assinada pela diretoria que “mais uma vez se transfere a culpa da violência policial do Estado paulista a um profissional de imprensa. Com a absurda alegação de que ‘ao se colocar o autor entre os manifestantes e a polícia, permanecendo em linha de tiro, para fotografar, colocou-se em situação de risco, assumindo, com isso, as possíveis consequências do que pudesse acontecer’, o juiz negou indenização ao fotógrafo Sérgio Silva.
Infelizmente, o entendimento do juiz Zampol Júnior se alinha a sentença semelhante do TJ-SP, que em setembro de 2014 considerou o fotógrafo Alex Silveira como responsável por ter levado um tiro de bala da borracha da PM, enquanto cobria um protesto de professores em greve, em 2000”.
“A decisão é lamentável, ainda”, prossegue a nota, “porque a violência da Polícia Militar do governo estadual de Geraldo Alckmin (PSDB) atinge toda a população e faz dos jornalistas alvos preferenciais, pois são os profissionais da comunicação que registram e tornam pública essa mesma violência policial. Para o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, a sentença é um atentado à liberdade de manifestação da sociedade e também fere a liberdade profissional e de imprensa. O Sindicato se solidariza e presta seu apoio ao fotógrafo Sérgio Silva e a entidade continuará sua campanha contra a violência policial, cobrando não só a apuração dos casos, mas, sobretudo, exigindo mudanças nos procedimentos da PM, seja em relação aos casos contra jornalistas ou à população em geral”.
Em coletiva na sede do Sindicato em 19/8, Sérgio disse que sentiu um misto de indignação e conformação quando soube da decisão judicial, pois já esperava por um resultado hostil: “O Alex Silveira passou pela mesma coisa. Eu também não esperava tratamento melhor”.
Ele afirmou que vai recorrer.
Morre Goulart de Andrade
Poucas horas após o falecimento de Geneton Moraes Neto, o jornalismo brasileiro despediu-se também de Goulart de Andrade. O jornalista morreu em São Paulo, na manhã desta terça-feira (23/8), aos 83 anos, em decorrência de problemas no sistema cardiorrespiratório. Carioca, Luiz Felipe Goulart de Andrade, que nasceu em 6 de abril de 1933, foi jornalista, publicitário, radialista, ator, diretor, diretor de cinema e tevê e empresário do setor de comunicação. Ultimamente comandava na TV Gazeta – onde já havia atuado na década de 1980 – o dominical Vem Comigo. No programa, alunos da Faculdade Cásper Líbero tinham uma aula prática de jornalismo pautada por um dos mais experientes repórteres da televisão brasileira. Ao longo de seus 61 anos de jornalismo, passou pelas tevês Rio, Tupi, Excelsior Record, Bandeirantes, SBT e Globo, onde esteve à frente do lendário Comando da Madrugada, exibido na década de 1970. Ele deixa a esposa Margareth Bianchini, com quem esteve casado por 13 anos, três filhos, três netos e uma bisneta. O velório de Goulart será na Assembleia Legislativa de São Paulo (av. Pedro Álvares Cabral, 201), a partir das 16 horas.
Morre Geneton Moraes Neto, o entrevistador que produzia memória
Geneton Moraes Neto morreu na segunda-feira (22/8), no Rio de Janeiro, aos 60 anos. Ele estava internado desde maio, após sofrer um aneurisma na aorta. Deixa a viúva Elizabeth, os filhos Joana, Clara e Daniel, e quatro netos. O velório será nesta quarta-feira (24/8), das 8h às 13h, no Memorial do Carmo, no Cemitério do Caju. Geneton nasceu em Recife e começou aos 16 anos no Diário de Pernambuco, alternando-se entre os estudos e o trabalho, até se formar em Jornalismo na Unicap (Universidade Católica de Pernambuco). Foi depois para a sucursal de O Estado de S.Paulo, em que esteve por cinco anos, até decidir morar em Paris. Cursou seminários na Sorbonne e uma pós-graduação em cinema. Para se manter, trabalhou como camareiro, porteiro e motorista, enviando matérias eventualmente para o Jornal do Commercio e o Diário de Pernambuco. De volta ao Brasil, em 1981, foi convidado para ser editor na Rede Globo em Recife. Na tevê, pôde pôr em prática o que aprendera sobre cinema. Três anos depois, foi morar em Londres e fez trabalhos como freelance para a Globo. Em 1985, voltou ao Brasil, agora para o Rio de Janeiro, e foi editor do RJ-TV, editor-executivo do Jornal da Globo e depois editor-chefe. Saiu da emissora, passou por TVE e Manchete, e voltou para a Europa. Entre Paris e Londres, em 1987, buscava temas para reportagens que interessassem aos jornais brasileiros. Uma entrevista com o escritor Rubem Fonseca, publicada no suplemento Ideias do JB, foi a primeira das muitas que o notabilizaram como entrevistador. Já no Brasil, sua longa entrevista com o poeta Carlos Drummond de Andrade seria mais tarde publicada na íntegra no livro Dossiê Drummond: a última entrevista do poeta. Mais uma vez na Globo, coordenou a criação do programa Pequenas Empresas, Grandes Negócios, passando depois a editor do Jornal Nacional, repórter especial do Fantástico, e editor do Jornal da Globo. E voltou à Europa pela terceira vez. Chefiou o escritório da Globo em Londres, com Ernesto Rodrigues, e foi correspondente do jornal O Globo. De volta, foi editor-chefe do Fantástico, com liberdade para produzir suas próprias matérias, além de fazer especiais para a Globo News. Desde 2009, passou a trabalhar exclusivamente para esse canal e apresentou, durante dez anos, o programa Dossiê Globo News. Uma entrevista polêmica com generais que ocuparam postos de comando durante o regime militar lhe rendeu o Prêmio Embratel de Telejornalismo de 2010. Em sua longa carreira, Geneton entrevistou seis presidentes da República, três astronautas que pisaram na Lua, dois prêmios Nobel da Paz, os dois militares que dispararam as bombas sobre Hiroshima e Nagasaki, a mais jovem passageira do Titanic e o assassino de Martin Luther King, entre muitos outros personagens históricos, lista o G1. “Todo profissional precisa de uma bandeira. Escolhi uma: fazer jornalismo é produzir memória. De certa forma, é o que me move”, afirmou em depoimento ao site Memória Globo. Escreveu 11 livros-reportagem, publicados ao longo de 30 anos. Alguns deles: Hitler/Stalin: o pacto maldito e Nitroglicerina pura, os dois em parceria com Joel Siveira; Dossiê 50: os onze jogadores revelam os segredos da maior tragédia do futebol brasileiro; Dossiê História: um repórter encontra personagens e testemunhas de grandes tragédias da história mundial; e Dossiê Gabeira. Em 2012, recebeu a Medalha João Ribeiro, concedida pela Academia Brasileira de Letras a pessoas que se destacam na cultura. Dirigiu documentários e longas-metragens, como Canções do exílio, com depoimentos de Caetano Veloso e Gilberto Gil sobre o período em que moraram em Londres, e Garrafas ao mar: a víbora manda lembranças, com base em sua convivência com Joel Silveira, entre outros filmes. Até abril deste ano, manteve o blog Dossiê geral no G1. A propósito de Joel, por ocasião da morte dele, em agosto de 2007, Geneton autorizou e J&Cia reproduziu na série Protagonistas da Imprensa Brasileira o registro de algumas das muitas conversas que por anos teve com “a víbora”. Vale conferir.
Bravo está de volta
“Mudou o contexto, mudou a narrativa e, claro, a imaginação”. Com essa frase se apresenta a nova versão da tradicional revista de cultura Bravo, agora encabeçada pelos ex-executivos da Abril Helena Bognoli e Guilherme Werneck. “O veículo é a Bravo, a revista que fez sentido há duas décadas porque já acreditava no que a gente continua acreditando: que só a arte é capaz de nos apontar um caminho, para depois a gente se perder nele, é claro”, segue o editorial. Sob o domínio bravo.vc, a nova Bravo chega com propósito de trabalhar o conteúdo em profundidade e “transcendendo limites”, experimentando diferentes formatos e linguagens. A revista havia deixado de circular em agosto de 2013, em um dos processos de reformulação da Abril. A primeira temporada dos dossiês temáticos que a nova Bravo se propõe a produzir trata de Incertude. A cada quinze dias, durante três meses, um episódio sobre o tema será lançado. No fim desse trimestre, uma edição impressa. E daí ela parte para um novo tema. “Vamos seguir nessa estrada desprovidos de convicções. A aposta é que o novo não é mais o último lançado, mas antes o não conhecido. O convite é para adentrarmos nesse vórtice de mãos dadas”, encerra o texto. Na equipe, além de Helena e Guilherme, estão Henk Nieman (direção de Visual), Peèle Lemos e Yentl Delanhesi (direção de Criação), Adriano Dias (Tecnologia) e Almir de Freitas (editor executivo).
Abril e Google promovem fórum sobre liberdade de expressão na internet
Abril e Google promovem em 26/8, às 9h, na Associação dos Advogados de São Paulo (rua Álvares Penteado, 151), o Fórum Abril-Google sobre Liberdade de Expressão na internet. Entre os convidados, está confirmada a participação do ministro José Luís Roberto Barroso, do STF, que fará a palestra de abertura. O objetivo do fórum é aprofundar o debate sobre como os usuários da internet podem ser beneficiados por um ambiente aberto e pautado pela liberdade de expressão. O evento também contará com os painéis A voz do eleitor nas redes sociais e nas mídias digitais; Ridendo castigat mores: A crítica pelo humor (com Nelito Fernandes e Martha Mendonça, do Sensacionalista); O Brasil precisa de um ”direito ao esquecimento”; e Remoção de conteúdo e Marco Civil. Para participar do fórum, gratuito, é necessário apenas preencher um formulário de inscrição.








