Leslie Leitão sai da Veja no Rio para reforçar o Núcleo de Investigação da TV Globo no Rio. Entra no lugar de Ângelo Tortelli, que, com Flávia Duarte, deixou a emissora. Leslie foi do Extra e de O Dia. Na Veja, trabalhava com o editor Thiago Prado e se destacou por levantar episódios do governo Sérgio Cabral que contribuíram para a derrocada do político.
O Núcleo de Investigação foi criado formalmente há cerca de três anos, depois de funcionar por muito tempo de maneira informal, desde a morte de Tim Lopes, quando cada repórter contribuía com suas fontes para determinadas pautas.
A sede fica num prédio próximo à Rede Globo, no Jardim Botânico. Chefiado por Marcelo Moreira, conta com Tíndaro Menezes e Cecília Mendes, entre outros, além de repórteres vindos da CBN. E deve aumentar, com novas contratações em vista.
Os responsáveis vêm pedindo indicações e, em geral, o jornal O Dia é visto como um grande celeiro de repórteres investigativos. Em Brasília, a emissora mantém também um Núcleo de Investigação específico para política e Operação Lava Jato.
A Rede Globo está com inscrições abertas até 30/4 para o processo seletivo do projeto Passaporte. Os jornalistas selecionados farão parte do time que cobrirá a Copa do Mundo da Rússia, em 2018, para os canais Globo, SporTV e globoesporte.com.
Podem participar profissionais formados entre 2014 e o 1º semestre de 2017, no Brasil ou em outros países. Além do gosto por esporte, os interessados devem ser fluentes em inglês, ter nível intermediário em outro idioma e disponibilidade para mudança, pois poderão ser alocados em outro país durante o projeto.
O processo seletivo incluirá avaliações online e encontros presenciais, testes de vídeo, inglês, atualidades, conhecimentos gerais e entrevistas. As inscrições devem ser feitas pelo site do projeto.
Com expressiva votação em todo o Brasil e uma renovação de quase 50% nos ganhadores, chega ao final o Top Mega Brasil 2017, premiação que destaca e premia as feras da Comunicação Corporativa
Com o dobro de votos em relação a 2015, encerrou-se em 13/4 o segundo turno do Top Mega Brasil, definindo os Top 10 Brasil e os Top 5 Regional (de Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul), nas categorias Executivos de Comunicação Corporativa e Agências de Comunicação. Os 70 vencedores receberão um certificado especial e 16 deles (os três primeiros classificados do Brasil e os campeões de cada uma das cinco regiões, nas duas categorias) receberão também o Troféu Top Mega Brasil, com a silhueta da onça pintada, maior felino das Américas e que, nessa premiação, representa as feras da Comunicação Corporativa.
“Serão, na verdade, 55 vencedores, pois 15 (três executivos e cinco agências) ganharam em mais de uma categoria”, informa Luiz Rigo, diretor da Maxpress, empresa parceira da Mega Brasil na organização do prêmio. Ele lembra que a votação surpreendeu tanto no primeiro quanto no segundo turno, mesmo com a exigência de cadastramento dos interessados: “Tivemos praticamente o dobro de votantes em relação a 2016, número que já crescera mais de 50% sobre 2015, o que mostra o interesse cada vez maior da comunidade de comunicação pela premiação. Foram muitas campanhas, sobretudo pelas redes sociais, e isso contribuiu imensamente para a ampliação do número de votantes. Mas, em compensação, nos obrigou a redobrar os cuidados com a apuração, sobretudo em relação aos e-mails não corporativos e aos poucos casos de cadastramento duplicado. O resultado final retrata de fato o que foi a eleição e os eleitos estão, de fato, de parabéns”.
Para Eduardo Ribeiro, diretor da Mega Brasil, o que mais chamou a atenção nessa terceira edição, além da expressiva votação, foi o alto índice de renovação dos vencedores: “Entre os 70 premiados, temos a estreia de 34 nomes, sendo 21 executivos e 13 agências. Alguns, claro, até figuraram nas premiações anteriores, mas não na mesma categoria. Isso mostra não só o interesse do mercado, mas também a quantidade de bons executivos e boas agências existentes no País”.
“São as feras da Comunicação Corporativa”, diz Marco Rossi, também diretor da Mega Brasil, “pois foram submetidas a um duplo escrutínio, num mercado altamente competitivo. Para se ter uma ideia, foram indicados no primeiro turno pouco mais de mil executivos e mais de 370 agências; e passaram para o segundo 138 executivos e 106 agências. Figurar entre os Top 10 Brasil e entre os Top 5 Regional é uma conquista que entra para a história de cada um deles”.
A solenidade de premiação será em 25 de maio, às 19h, no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo, após o encerramento do 20º Congresso Mega Brasil de Comunicação, Inovação e Estratégias Corporativas. Será um jantar por adesão. Na ocasião serão anunciados o Pódio Brasil, destacando 1º, 2º e 3º classificados na contagem geral; e os campeões regionais (1os colocados) de Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul – nas categorias Agências de Comunicação e Executivos de Comunicação Corporativa.
Confira a seguir os vencedores, em ordem alfabética. Outras informações pelo [email protected] ou 11-5576-5600.
TOP 10 Brasil
Executivos de Comunicação Corporativa
Adriana Lutfi (Mercado Livre)
Antonietta Varlese (AccorHotels)
Bruno Rossini (Facebook)
Daniele Lopes Rodrigues (Coca-Cola Femsa Brasil)
Estela Matsumoto (Grupo Boticário)
Fabio Sabba (Uber)
Flavia Sekles (Google)
Nelson Silveira (General Motors)
Vivianne Funcia Simões (Iguatemi Empresa de Shopping Centers)
Wallace Faria (Boticário)
Agências de Comunicação
Agência de Textos (BA)
CDI Comunicação Corporativa (SP)
CDN (SP)
Edelman Significa (SP)
FleishmanHillard (SP)
FSB (RJ)
In Press Porter Novelli (RJ)
Ketchum (SP)
Printer Press (SP)
RP1 Comunicação (SP)
TOP 5 Regionais
Sudeste
Executivos de Comunicação Corporativa
Nelson Silveira (General Motors)
Paulo Marinho (Itaú)
Rozália Del Gaudio (C&A)
Viviane Mansi (Votorantim)
Vivianne Funcia Simões (Iguatemi Empresa de Shopping Centers)
O Centro Internacional para Jornalistas (ICFJ) está realizando uma pesquisa sobre tecnologia nas redações e como a mídia de notícias está abraçando a revolução digital. Com apoio de Storyful e Google News Lab, o estudo tem por objetivo identificar tendências em produção e distribuição de notícias.
O ICFJ produzirá um relatório com base nos resultados, destacando tendências regionais e discutindo quais tecnologias têm os maiores impactos. Os participantes terão acesso a todos os dados da pesquisa – que não leva mais de quinze minutos para ser respondida.
Os dados das respostas serão usados no agregado e nenhum indivíduo ou organização será identificado. Serão sorteados doze vales-presente de US$ 100 da Amazon para os participantes.
A pesquisa está disponível em doze idiomas: árabe, bahasa, chinês, inglês, francês, alemão, japonês, coreano, português, russo, espanhol e turco.
Mais informações com Fatima Bahja, coordenadora de pesquisa do ICFJ ([email protected]); dra. Diana Owen, pesquisadora principal, Departamento de Comunicação, Cultura e Tecnologia da Universidade de Georgetown ([email protected]); ou com a International Review Board da Universidade de Georgetown ([email protected]).
Leão Serva, ex-Folha de S.Paulo, Jornal da Tarde, Diário de S.Paulo e Lance, entre outros, estreou em 13/4 como comentarista da CBN. Ele entrará todas as quintas-feiras, às 10h40, no quadro Mais São Paulo do programa CBN São Paulo, fazendo reflexões sobre a construção de uma cidade mais moderna e eficiente. Por enquanto, falará de Londres, onde desde março faz um doutorado-sanduíche sobre fotografia de guerra.
“O convite foi feito no início do ano, quando já estava definido que eu viria para Londres durante o primeiro semestre”, disse Leão ao Portal dos Jornalistas. “Eles mantiveram o convite com essa ideia de que no começo eu faça relações entre as duas cidades. Depois, ao voltar, em agosto, começo a falar menos de comparações e mais da cidade mesmo”.
Leão integra um novo time de comentaristas que desde o dia 10 se reveza no quadro, conversando ao vivo com a âncora Fabíola Cidral. Os outros são a arquiteta, urbanista e bike-repórter Renata Falzoni(segundas-feiras), que fala sobre os cantinhos e segredos das ruas, passagens e caminhos da cidade; o sociólogo e professor da Escola de Governo Américo Sampaio (terças), analisando a agenda pública com um olhar diferenciado sobre a Prefeitura e o Legislativo; o comunicador, produtor, ativista e mestre em Filosofia Alê Youssef (quartas), com pesquisas sobre as dobras vanguardistas da cidade que lançam olhares para o futuro; e às sextas, o cientista político, doutor em Filosofia e professor do Insper Fernando Schüler, com análises sobre as políticas públicas e o comportamento do paulistano. O CBN São Paulo vai ao ar das 9h30 às 12 horas.
O número de processos contra jornalistas por injúria, calúnia ou difamação dobrou em 2016 (18) em relação com o ano anterior (9). A informação é da ANJ, com base em dados divulgados pela Fenaj.
De acordo com a entidade, a maior parte dos casos é de ações cujos propósitos são pressionar e intimidar comunicadores, desrespeitando objetivamente a liberdade de imprensa. Em geral, de acordo com a Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), essas ações judiciais contra profissionais de imprensa se sustentam em uma legislação ultrapassada, dos anos 1940, que tipifica crimes de calúnia, injúria e difamação, além de “desacato à autoridade”, quando o profissional – ainda que baseado em dados disponíveis mediante lei de acesso – questiona a conduta de um agente público (mesmo sem mencioná-lo).
Exemplo disso é a história do jornalista Erik Silva, que em reportagem questionou o salário de um contador municipal em Corumbá (MS) – com base em dados disponíveis no site de transparência do Estado – e acabou sendo processado pelo servidor público. Quem detalha a história é Andrew Downie, correspondente do CPJ no Brasil.
A Burson-Marsteller anunciou em 6/4 a nomeação de Ramiro Prudencio para CEO da Europa, Oriente Médio e África (EMEA), posição que passa a ocupar a partir de 2 de maio. Na mesma data,Francisco Carvalho, atual CEO da B-M Brasil, substituirá Prudencio como CEO para a América Latina. Prudencio ficará sediado em Londres e Carvalho, em São Paulo.
Ramiro iniciou na B-M em 1990, no escritório de Washington, depois de vários anos trabalhando no Congresso dos EUA como assistente legislativo. Mais tarde, mudou-se para o Chile para abrir o escritório de Santiago. Em seguida foi transferido para São Paulo, onde dirigiu a filial Brasil por oito anos. Ao todo, passou quase 13 anos liderando as operações, equipes e relacionamentos com clientes nesses dois mercados. Após retornar para os Estados Unidos, em 2006, passou a gerenciar a operação de Miami e coliderou o Programa Global de Relacionamento “Key Client”, que apoia as equipes dedicadas aos maiores clientes globais da agência. Em 2011, foi nomeado CEO para a América Latina. Sob sua liderança, a agência foi eleita em 2013 e 2015 como a melhor da região pela publicação The Holmes Report.
Francisco tem mais de 35 anos de experiência em jornalismo, publicidade e relações públicas, comexpertise em desenvolvimento e execução de estratégias de reputação corporativa, bem como posicionamento de marca, gestão de crises e programas de comunicação integrada para clientes B2B e B2C. Está em sua segunda passagem pela Burson-Marsteller, onde desde 2005 vem respondendo pela operação brasileira, com escritórios em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Além de liderar equipes, prestar aconselhamento estratégico e executar projetos de comunicação para uma variedade de clientes, comandou a implantação do processo de planejamento integrado de comunicação para a B-M na região. Antes de retornar à agência como CEO, foi diretor de Comunicação Corporativa de GTECH, McDonald’s, Young & Rubicam e MPM/Lintas, além da posição inicial de gerente na Burson-Marsteller Brasil. Também foi diretor de Relações Exteriores da Abracom.
Ao Portal dos Jornalistas ele disse ter levado um bom tempo digerindo o convite inesperado para começar um novo desafio na carreira: “A partir de maio começo a desbravar novos mares, felizmente dentro do mesmo barco seguro”.
Termina em 5/5 o prazo para concorrer à quarta edição do Prêmio MPT de Jornalismo. Um dos maiores em valores do Brasil, distribuirá R$ 400 mil para matérias e imagens que se destacarem na investigação e a denúncia de irregularidades trabalhistas.
São oito as categorias em disputa: Jornal Impresso, Revista Impressa, Radiojornalismo, Telejornalismo, Webjornalismo, Fotojornalismo, Universitário e Repórter Cinematográfico. Os inscritos também poderão concorrer nas especiais Fraudes Trabalhistas – concedida à melhor reportagem, dentre as concorrentes, sobre fraudes trabalhistas – e MPT de Jornalismo, com status de Grande Prêmio, entregue à melhor reportagem dentre todas as vencedoras das categorias nacionais.
Assim como em 2016, o prêmio será dividido em duas fases. Na primeira, Regional, os trabalhos serão analisados por cinco júris regionais: Centro-Oeste, Nordeste, Norte, Sul e Sudeste. Os vencedores dessa etapa, em cada categoria, passarão para a segunda fase, em que serão conhecidos os vencedores Nacionais.
Os vencedores das categorias regionais receberão R$ 5 mil, enquanto os das nacionais contarão com duas escalas de premiação: R$ 10 mil para as categorias Universitária e Repórter Cinematográfico, e R$ 15 mil para as demais. Já cada uma das reportagens vencedoras dos dois prêmios especiais receberá R$ 45 mil. Os prêmios não são acumulativos.
Nesta edição, podem concorrer reportagens veiculadas entre 2 de maio de 2016 e de 5 maio de 2017, mesmo dia em que termina o prazo de inscrição. Mais informações, ficha de inscrição e regulamento estão disponíveis no premiomptdejornalismo.com.br.
Jornal paranaense investiu R$ 23 milhões na mudança, que culminará com a transformação da versão impressa em semanal. Equipe fixa contará com 118 profissionais, entre jornalistas, designers, infografistas e pessoal de TI
Nós últimos anos, muitos têm sido os jornais impressos que deixaram de circular para reduzir custos, já que a crise do modelo de negócio provocada pelas novas tecnologias de distribuição de notícias fez a publicidade minguar, os leitores sumirem, a circulação cair e as receitas evaporarem. Diversos têm investido compensatoriamente no digital e no mobile e mantido as versões impressas – no máximo unificando as edições de final de semana para reduzir despesas –, mas em geral a conta segue não fechando.
Nesse cenário, a Gazeta do Povo, que completou 98 anos em fevereiro passado como o maior jornal do Paraná, anunciou em 6/4 que investiu R$ 23 milhões em tecnologia para promover uma mudança de paradigma em sua produção jornalística: a partir de 1º de junho, será o primeiro jornal brasileiro feito exclusivamente para plataformas móveis, tendo como diretriz o jornalismo de impacto social. Para sustentar o negócio, a principal fonte de receita virá de assinaturas. A versão impressa deixará de ser diária e passará a semanal, mais analítica e contextual, com circulação aos sábados.
Do ponto de vista operacional, também a produção de notícias será essencialmente a partir de celulares. Os profissionais da Gazeta escreverão suas matérias e as publicarão na plataforma digital do jornal a partir de seus dispositivos móveis por meio de um aplicativo desenvolvido pela Eidos, especialista internacional em soluções de publicação online. Ele permite ao jornalista produzir não só textos, mas também fotos, vídeos e lives.
Um caminho natural
Guilherme Pereira, presidente da GRPCom – Crédito: Divulgação
Para Guilherme Pereira, presidente do Grupo GRPCom, ao qual pertence a Gazeta do Povo, apenas o inglês Independent adotou esse foco essencialmente mobile, porém sem preservar qualquer edição impressa. Segundo ele, a decisão vinha sendo amadurecida há dois anos, quando o jornal passou a adotar uma nova política digital: “Desde então, as nossas pesquisas vinham indicando que esse era o caminho natural. Aliás, mais do que as pesquisas, a nossa realidade nos impôs a decisão. Hoje, na Gazeta do Povo são nove leitores no digital para cada um no impresso. No próprio digital, são 60% no celular contra 40% no desktop. E a curva do mobile só cresce. Então, quanto mais cedo mudarmos, melhor”.
Para sustentar o negócio, ele aposta fortemente na receita gerada por assinaturas. A orientação segue tendência identificada há dois anos em relatório da Associação Mundial de Jornais e Publishers de Jornais (WAN-IFRA), que detectou que a circulação, e não mais os anúncios, passaram a responder pela maior parte das receitas dos jornais no mundo. O mesmo documento apontava que o futuro do consumo de notícias seria dominado por celulares e tablets.
“A previsão é chegarmos a 300 mil assinantes até 2019, dos quais dois terços devem vir de fora de Curitiba”, diz Guilherme. “Nossa estratégia para isso se baseia em levar notícias de credibilidade ao leitor onde ele estiver, pelo celular. O leitor da Gazeta valoriza a informação de credibilidade e isso será a base para que ampliemos o nosso universo de assinantes”. Também servirão como atrativos para novos assinantes a diretriz de produção jornalística para gerar impacto social, capaz de ensejar mudanças, e o Clube Gazeta do Povo, que oferece vantagens aos seus membros. “Queremos demonstrar ao assinante que ele financia um jornalismo sério, confiável e que faz a diferença na vida das pessoas”.
Ele lembra ainda que os atuais anunciantes da edição impressa também terão papel preponderante no processo: “Além da versão impressa semanal e das revistas mensais Haus e Bom Gourmet, eles terão pacotes especiais no digital e ações de branded content. Usaremos o prazo que temos até junho para afinar as relações com os anunciantes”.
Geração de impacto social
Na nova estrutura, o conteúdo estará dividido em editorias com foco na compreensão de comportamentos e tendências: República (sob a responsabilidade de André Gonçalves), NovaEconomia (Rodrigo Ghedini), Livre Iniciativa (Fabiane Menezes), Educação (Denise Drechsel), Justiça e Direito (Joana Neitsch), Ideias (Jones Rossi), Política Paraná (Bruna Maestri Walter), Curitiba (Marcos Xavier Vicente), Esportes (Rodrigo Fernandes), Guia (Gilson Garret), Bom Gourmet (Deise Campos), Haus (Daliane Nogueira), Viver Bem (Katia Michele), Bessa (Reinaldo Bessa) e Automóveis (Renyere Trovão). A equipe fixa contará com 118 profissionais, entre jornalistas, designers, infografistas e pessoal de TI. A média de idade é de 35 anos.
Leonardo Mendes Junior, diretor de Redação da Gazeta do Povo – Crédito: Henry Milleo
Segundo Leonardo Mendes Jr., diretor de Redação da Gazeta, para aferir a meta de geração de impacto social o veículo adotará metodologia que vem sendo desenvolvida a partir de experiência do Marshall Project, portal noticioso norte-americano sobre Justiça Criminal: “Essa metodologia usa um algoritmo que nos permite identificar quando uma reportagem está sendo citada e gerando debate. Não queremos ser relevantes apenas por informar, mas produzir informação capaz de ensejar mudanças. O jornalismo é uma das principais ferramentas de mudança social. Cito dois exemplos reais: uma reportagem sobre um artesão que morava numa casinha de cachorro levou um empresário a nos procurar para dar a ele uma casa. E parte da reportagem Mitos e verdades de Moro foi usada no livro de um procurador sobre a operação Mãos Limpas, da Itália. Da mesma forma, quando sabemos que nosso projeto Ler e Pensar, de incentivo à leitura para alunos do Ensino Fundamental e Médio público e privado do Paraná, faz com que também os pais passem a ler”. Inicialmente, diz ele, os relatórios com essas aferições serão trimestrais, mas a ideia é que no futuro estejam disponíveis online, em atualizações diárias.
Migração de leitores
Leonardo acredita que a migração dos atuais leitores do papel para o mobile será tranquila: “Eles terão todos os colunistas, além de diversas funcionalidades, como podcasts. Também faremos curadoria de notícias, algumas exclusivas para assinantes. Hoje já fazemos alguma no online, como o Bom Dia, que fica disponível logo cedo com os principais temas do dia anterior. Haverá outras edições, como Boa Tarde e Boa Noite, atualizando o noticiário do dia, e, aos domingos, O melhor da semana”.
Outra preocupação, diz Leonardo, é manter o padrão editorial independentemente de plataforma, já que a credibilidade será fundamental para o sucesso do veículo: “Nesse sentido, a checagem de fatos tem papel primordial. Por isso, dentro desse período de transição também nos dedicaremos a desenhar dinâmicas de combate às fake news”.
Versão impressa
A edição impressa da Gazeta do Povo circulará sempre aos sábados em novo formato e vai aprofundar e explicar os assuntos mais relevantes da semana, além de trazer colunas, artigos exclusivos e algum material do mobile. Cada exemplar terá 64 páginas e também será vendido em bancas, a R$ 8. Os assinantes receberão em casa, aos sábados. A equipe fixa contará com cinco profissionais experientes: o editor-chefe Irineu Netto e os editores Célio Martins, Carlos Coelho, Denise Drechsel e Adriano Justino. Segundo Leonardo, o piloto ficou excelente e eles começam a trabalhar no regime de fechamento semanal entre o final de abril e o início de maio.
Para marcar a “virada de chave”, a Gazeta reafirmará seus valores e convicções por meio de 28 editoriais que serão publicados também a partir do final de abril. No dia 31 de maio, todos os textos serão compilados e disponibilizados na plataforma. “Queremos reiterar nossos valores de maneira transparente ao nosso leitor e a nossos parceiros. Somos um jornal a favor da vida, dos direitos humanos e da democracia”, conclui o presidente Guilherme Pereira.
A decisão da Gazeta teve muita repercussão nas redes sociais. Grande parte dos comentários, porém, afirma exatamente o contrário da proposta da empresa: ou seja, que, na realidade, ela está puxando o cordão do fim dos jornais impressos. A conferir.
Estão avançadas as negociações da CNN com a RedeTV para lançamento de um canal de notícias no Brasil. A informação é do TelePadi, de Cristina Padiglione.
De acordo com o site, a aliança prevê que o grupo brasileiro pague uma espécie de royalty pelo uso da grife CNN, além de atender aos padrões de jornalismo da marca original.
A rede norte-americana fechou negócio semelhante no Chile, que coexiste com a CNN Español, iniciativa que não emplacou em solo brasileiro.