A Assembleia Legislativa do Rio aprovou a concessão póstuma da Medalha Tiradentes ao cartunista Henrique de Souza Filho, o Henfil. A iniciativa é do deputado Flávio Serafini.
Mineiro de Ribeirão das Neves, Henfil foi criado em Belo Horizonte e lá começou a trabalhar aos 20 anos. Seus cartuns e charges, publicados em diversos periódicos, já demonstravam a preocupação com as injustiças, o preconceito e a violência de todo tipo.
Mas foi no Rio de Janeiro, com o trabalho no Jornal do Brasil e no Pasquim, já na ditadura militar, que ele se popularizou. Morreu no Rio, em 1988, e sua criação conserva uma atualidade impressionante.
* Por Cristina Vaz de Carvalho, editora de Jornalistas&Cia no Rio de Janeiro
Ricardo Cesar e Eduardo Vieira, fundadores e CEOs do Grupo Ideal - Divulgação
Ricardo Cesar e Eduardo Vieira, fundadores e CEOs do Grupo Ideal – Foto: Divulgação
Em entrevista a Eduardo Ribeiro, diretor deste Portal dos Jornalistas, Ricardo Cesar, fundador e coCEO do Grupo Ideal (o outro CEO é Eduardo Vieira), fez um balanço das atividades da agência, que completa dez anos neste mês de setembro, e alinhavou alguns rumos que considera viáveis para a empresa e o setor.
Considera o jornalismo absolutamente essencial, o que não muda com a emergência da internet e de novas tecnologias, e que a agência precisa ter um perfil consultivo forte, capaz de discutir soluções de negócios com as lideranças de seus clientes. Para isso, vê como essencial o investimento na formação dos profissionais de comunicação.
Eduardo Ribeiro – Quais as razões que os levaram a deixar o mundo das redações, aliás de uma importante redação como Exame, para empreender na comunicação corporativa? Sonhavam alto quando decidiram?
Ricardo Cesar – Adoro jornalismo, fui feliz nas redações pelas quais passei e aprendi demais em todas elas, mas sempre tive vontade de empreender. Acho que a inspiração veio de um tio, Arthur Gaglianone, já falecido, que décadas atrás fundou uma editora de álbuns de figurinhas que foi um sucesso incrível.
Eu via aquela efervescência, aquela energia criativa a cada lançamento de álbum, e ficava fascinado. Mais tarde fui mordido pela mosca do jornalismo, entrei na Escola de Comunicações e Artes da USP (ECA) e lá conheci o meu sócio Eduardo Vieira, que tinha o mesmo impulso de criar projetos e tirá-los do papel. Depois cada um seguiu seu caminho profissional. Eu trabalhei em redações como IDG – no Brasil e em Londres como correspondente internacional –, Valor e Exame.
O Edu foi de Gazeta Mercantil, Info Exame, Exame, Época. Ficamos muito amigos e sempre conversávamos sobre abrir algum negócio juntos. Ao mesmo tempo, comecei a cobrir o setor de tecnologia e redescobri o empreendedorismo no modelo Vale do Silício, aquela coisa de “garagem”.
Foi quando eu e o Edu vimos que a internet estava mudando a maneira como as pessoas e as marcas se comunicavam, mas estranhamente isso ainda não tinha impactado os serviços de relações públicas no Brasil de maneira significativa. Estudamos o que estava sendo feito lá fora e vimos uma oportunidade. Também entendemos que existia espaço para uma agência com perfil premium no mercado. Então desenhamos um business plan e apresentamos ao Google como a agência “ideal” para uma companhia inovadora. O Google abriu concorrência, chamou quatro ou cinco agências estabelecidas e nós com um power point na mão e um sonho na cabeça. E – para nossa grande surpresa – acabou nos escolhendo. Daí nasceu a Ideal. Nasceu no susto (risos).
Eduardo – Quando a agência foi criada, o mercado já era dos mais competitivos, com agências de grande tradição o dominando. A Ideal, no entanto, surpreendeu e em poucos anos posicionou-se no andar de cima do segmento, tendo criado inclusive uma segunda bandeira, a Concept PR. A que atribui essa performance? Quais os diferenciais que a agência aportou ao mercado para um crescimento tão rápido e consistente?
Ricardo – Não foi um fator isolado, mas um conjunto de coisas. Do ponto de vista da nossa oferta, foi a capacidade de ser uma agência contemporânea e digital, mas ao mesmo tempo sólida nos trabalhos tradicionais, como gestão de crises, relacionamento com imprensa etc. Conseguimos juntar o novo e o tradicional, muitas vezes mesclando ambos dentro um mesmo trabalho.
Uma crise de imagem é percebida e resolvida de maneira mais eficiente porque mapeamos o que está sendo falado em redes sociais e respondemos tanto nesse ambiente como também na imprensa, só para dar um exemplo. Ou a divulgação de um produto começa na imprensa e depois vira febre entre influenciadores digitais, que por sua vez retroalimentam a cobertura de certos veículos jornalísticos.
O segundo fator é a qualidade da equipe que conseguimos reunir na Ideal. Temos – e sempre tivemos – talentos incríveis aqui. O sucesso da agência é mérito dessas pessoas. Sou incrivelmente grato a todos, tanto os que estão conosco quanto aos que passaram por aqui em algum momento. O terceiro fator é a cultura interna que criamos: obsessão em servir bem aos clientes, um ritmo acelerado, mas com muito respeito, sem hierarquias rígidas, com flexibilidade em vários pontos, estímulo à criatividade e ao desenvolvimento de novas soluções e muita diversidade dentro da agência. O quarto fator são os clientes que acreditam em nós. Aprendemos demais todos os dias atuando com algumas das melhores cabeças que presidem ou lideram as áreas de marketing, comunicação e RH de grandes empresas no Brasil e na América Latina. O quinto fator é a ética, no geral, e o respeito ao bom jornalismo, em particular. O sexto fator é trabalhar duro. Tem muita inspiração, mas tem muita transpiração também. O sétimo fator foi sorte. Não necessariamente nessa ordem (risos).
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Eduardo – Foi isso o que chamou a atenção do Grupo WPP? Como foi que eles chegaram até vocês e como é hoje essa relação, em termos societários e também de horizontes profissionais?
Ricardo – Acredito que a WPP viu nas nossas agências um conjunto de ofertas que atende ao que o mercado precisa hoje e precisará cada vez mais nos próximos anos. Os gestores de comunicação corporativa e marketing estão em um momento de repensar e modernizar seus trabalhos de comunicação, mas sem colocar em risco ou perder qualidade em muita coisa boa que já implementaram e que funciona. Precisam também de mais parceria e proximidade. Nesse cenário somos, sem trocadilho, o parceiro ideal.
A WPP é o maior grupo de comunicação do mundo e chegou até nos por conhecer muito bem o mercado e entender que agências como as nossas estão fazendo a diferença para os clientes e, por isso, têm grande potencial de crescimento. Criamos o Grupo Ideal e temos a gestão no Brasil de marcas globais importantes da WPP nas áreas de RP, conteúdo, comunicação interna, análise de dados, comunicação digital.
Eduardo – Como está o ano de 2017 para a agência? Fechará com crescimento? Qual a estimativa?
Ricardo – Foi um ano que começou lento e do segundo trimestre em diante melhorou. Vamos crescer, mas ainda é cedo para arriscar um número. Fomos muito procurados para gestão de crises complexas. Lançamos a RDI, uma divisão focada em análise e inteligência de dados, resultado de muito desenvolvimento do nosso time e de conhecimento global que veio da WPP.
A nossa área de comunicação interna, que faz um trabalho brilhante para clientes como a Coca-Cola, também virou referência e está muito bem. Conquistamos prêmios importantes, no Brasil e no exterior. E ganhamos vários clientes importantíssimos, dos quais eu destacaria a conta mundial da Embraer, um trabalho liderado aqui do Brasil que envolve a coordenação de equipes de dezenas de pessoas em todos os continentes.
Eduardo – Como analisa a crise política e econômica e o impacto para as agências e o que espera para os próximos anos?
Ricardo – A crise impacta negativamente o mercado. As empresas seguram investimentos e engavetam projetos. Sem previsibilidade fica difícil investir. Pode existir uma demanda um pouco maior para serviços como gestão de crises, mas acho que o saldo é negativo para o setor e obviamente para o País. Olhando o copo meio cheio, a crise força empresas a repensar e modernizar suas áreas de comunicação e marketing, obriga a ter criatividade e a buscar eficiência. Nesse cenário aparecemos como um parceiro que traz soluções que as empresas precisam.
Eduardo – E em relação ao perfil da atividade, que mudanças estão no ar ou já em curso e como a Ideal está se estruturando para as enfrentar?
Ricardo – O setor está mudando muito. Acho que a Ideal tem sido um ator importante nesse processo aqui no Brasil, aliás. Por exemplo, já faz algum tempo que praticamos o data-driven-PR, ou relações públicas baseadas em dados. Temos mapeamento de redes sociais em tempo real – o chamado social media listening – embutido em boa parte das contas. Nossa equipe entende quais são as conversas que estão acontecendo nas redes sociais sobre uma marca, setor, produto ou assunto e adapta as estratégias de divulgação a isso.
Oportunidades ou crises são detectadas e todos os dias criamos ações que nem estavam previstas. Conseguimos localizar os influenciadores digitais que mais fazem sentido para cada cliente e sabemos como trabalhar com eles. Ou então acompanhamos o “ciclo de vida” de uma reportagem feita por um veículo tradicional dentro das redes sociais – e conseguimos influenciar em como esse conteúdo será compartilhado e comentado.
Em alguns casos isso aumenta o público impactado em dezenas de vezes. Em outros ajuda a debater certos aspectos da reportagem. E sempre nos permite ter uma visão muito mais realista sobre como a audiência efetivamente compreendeu aquele conteúdo, que aspectos foram considerados relevantes, positivos ou negativos. Comunicação não é o que falamos, mas o que o outro entende. Ler um texto – ou ver um vídeo – é sempre o ato de atribuir sentidos àquele conteúdo.
Hoje conseguimos entender e influenciar muito mais nesse processo. Antes, o trabalho de uma agência de RP terminava quando uma matéria sobre um cliente era publicada. Hoje, quando a matéria é publicada, o trabalho da Ideal está apenas na metade. Há um imenso esforço de RP digital depois que uma reportagem é feita. Dito isso, quero fazer um adendo: acho o jornalismo absolutamente essencial e isso não muda com a emergência da internet e de novas tecnologias.
No mercado todo mundo descobriu agora os influenciadores digitais – com os quais atuamos há dez anos, por sinal – e, tudo bem, isso tornou-se mesmo importante. Mas acho que o bom jornalismo, independente, crítico e investigativo é fundamental para a sociedade e é insubstituível. As formas de escoar os conteúdos jornalísticos podem mudar. O modelo de negócios está sofrendo um ajuste duro e talvez ainda não tenha encontrado o caminho exato. Mas encontrará. Se não por mais nada, pelo simples fato de que essa é uma atividade essencial para uma democracia. As pessoas precisam.
Eduardo – O segmento das agências de comunicação conta hoje, no Brasil, com cerca de 1.500 empresas, em sua esmagadora maioria micro e pequenas, segundo o Anuário da Comunicação Corporativa. Crê numa possível intensificação do movimento de consolidação? A Ideal H+K Strategies está olhando esse mercado?
“Acho que o mercado ainda é muito fragmentado e vai se consolidar mais. Estamos olhando ativamente agências de pequeno e médio porte que possam compor o Grupo Ideal” (Ricardo Cesar)
Ricardo – Sim e sim . Acho que o mercado ainda é muito fragmentado e vai se consolidar mais. E estamos olhando ativamente agências de pequeno e médio porte que possam compor o Grupo Ideal. Estamos abertos a essas conversas – e elas têm acontecido. De um lado, não sobraram mais muitas agências grandes que não estejam já vinculadas a grupos e holdings. De outro, surgiram recentemente novos e interessantes players, com gente muito talentosa envolvida.
Eduardo – As duas mais importantes marcas do mundo hoje têm uma história com a Ideal: Google. que foi o primeiro cliente e ficou alguns anos com vocês; e Facebook, cliente atual. Ou seja, o binômio inovação e tecnologia parece fazer parte do DNA da Ideal. Isso é um mantra dentro da agência?
Ricardo – Isso é o nosso DNA. Google foi cliente por seis anos, durante a primeira fase da Ideal. E há quatro anos temos um orgulho imenso de ter Facebook e Instagram como clientes, dentre vários outros ligados a tecnologia, biotecnologia e inovação. Mas temos clientes de todos os setores, portes e perfis. São quase cem, várias das principais marcas mundiais. O que sempre fazemos é trazer um componente de inovação muito forte para a comunicação de todos eles.
Eduardo – Entre as mudanças estruturais mais notórias que atingem o segmento das agências despontam a mestiçagem profissional e a dissolução das fronteiras de atuação. Também a tecnologia se incorpora de forma cada vez mais intensiva aos processos e soluções. Arriscaria apontar a agência do futuro, a partir de experiências do presente? Como ela será?
Ricardo – A Ideal já nasceu exatamente com essas caraterísticas, juntando profissionais de jornalismo, RP, publicidade, design, estatística, eventos etc. e usando a tecnologia e a análise de dados como base do nosso trabalho. As fronteiras estão muito menos demarcadas entre as disciplinas de comunicação. Está claro para mim que uma agência precisa ter um perfil consultivo forte, de altíssimo nível, capaz de sentar com a liderança das empresas e discutir soluções de negócios.
A agência que terá sucesso será aquela capaz de responder a uma pergunta: como o mercado do meu cliente está mudando e como a comunicação pode ajudá-lo a ser cada vez mais relevante nesse contexto? Todos os setores estão passando pela chamada transformação digital. A comunicação tem de ser uma aliada nesse processo. Nunca tivemos tantas ferramentas de comunicação tão poderosas, nunca as empresas puderam escutar e dialogar com seus públicos como agora. É preciso saber usar tudo isso. Há oportunidades incríveis. É um momento fascinante para se estar na indústria de comunicação. Note que “fascinante” não é igual a “fácil” (risos). O mercado está sofrendo as dores da transformação. Mas nos próximos dez anos a RP será mais importante para as empresas e para as marcas do que foi nos últimos dez.
Eduardo – Quais os principais problemas do mercado e em que soluções acredita?
Ricardo – Temos muitos. Mas, para economizar espaço, vou citar um: a formação dos profissionais de comunicação. Vivemos numa transição e tempos assim são sempre muito difíceis. Hoje temos profissionais tarimbados que estão perdendo o bonde das mudanças tecnológicas, de um lado, e, de outro, jovens talentosos e atualizados que se beneficiariam de conhecimentos mais sólidos de comunicação. Achar quem una as duas coisas é bem difícil. Uma das missões da Ideal é formar esse perfil aqui dentro. Agências e veículos com essa visão precisam se unir com universidades e instituições de ensino para contribuir com esse processo.
Eduardo – Quais os planos do Grupo Ideal para o médio e longo prazos em termos de performance, posicionamento, perfil de atuação etc.?
Ricardo – Nossa missão não mudou ao longo dos nossos dez anos de vida: oferecer os serviços de comunicação que mais tragam retornos concretos para nossos clientes, executados de forma comprometida, apaixonada, inovadora e ética. É isso que lutamos para ser, desde o primeiro dia, todos os dias, há exatamente uma década. É o que vai continuar nos tirando da cama todos os dias ao longo dos próximos dez anos.
A Rede Globo está com inscrições abertas até 28/9 para seu programa de estágio. São mais de 150 vagas nas cidades de Belo Horizonte, Brasília, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo, onde estão localizadas as cinco emissoras próprias da Globo. Podem se candidatar universitários com previsão de formatura entre dezembro de 2018 e dezembro de 2019, em áreas como jornalismo, publicidade, relações públicas, design gráfico, esporte, entre outras.
As inscrições devem ser feitas pelo site do programa. A etapa inicial é online, com avaliação de competências, redação e uma entrevista em vídeo. Os que forem aprovados são selecionados para atividades presenciais com gestores.
Apenas para São Paulo, o canal ESPN também abriu inscrições de estágio. Até 4/10, quem tem formatura prevista entre dezembro de 2019 e julho de 2020 pode se candidatar. Passadas as etapas de seleção, os escolhidos iniciarão o estágio em janeiro de 2018, com duração de dois anos e carga horária de seis horas por dia.
As oportunidades estão, entre outras, nas áreas de jornalismo, marketing, publicidade, rádio e TV, design e computação. É exigido inglês avançado e conhecimento do pacote Office. Os estagiários da redação ficarão ligados à Central de Produção, que vai designar as áreas em que devem trabalhar, como site, edição de texto, Watch ESPN / ESPN Play, e-Sports e Data ESPN. O sistema é chamado job rotation e foi implantado na emissora em janeiro deste ano. Inscreva-se!
Em nota publicada no siteConjur em 17/9, Jomar Martins, correspondente da revista Consultor Jurídico no Rio Grande do Sul, informa que a 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região determinou o pagamento de horas extras a uma assessora de imprensa que trabalhava para uma empresa de máquinas agrícolas.
A decisão teve como base jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho que equiparou as funções de assessor de imprensa e de jornalista para a aplicação da jornada de cinco horas diárias de trabalho, independentemente do ramo de atividade do empregador (Orientação Jurídica 407, da SDI-I, publicada em outubro de 2010).
Segundo Martins, a assessora teve o contrato de trabalho encerrado por rescisão indireta na Justiça, depois de quase dois anos como empregada. Formada em Jornalismo, ela demonstrou que trabalhava 8 horas e 48 minutos por dia, cinco dias na semana, em funções típicas de profissional da área: mantinha contato com a imprensa, escrevia notícias e encaminhava fotos para publicação em outros veículos, por exemplo.
O juízo de origem havia negado o pedido de horas extras, por entender que as provas anexadas aos autos não comprovavam o exercício da função de jornalista. Isso porque ela trabalhava para uma indústria de máquinas, o que não tem nada a ver com atividades desenvolvidas por empresas jornalísticas.
Ao proferir o seu voto sobre o Recurso Ordinário na corte trabalhista gaúcha, a relatora, desembargadora Íris Lima de Moraes, citou as disposições dos artigos 302 e 303, da CLT, que, respectivamente, define a função de jornalista e estabelece a sua carga horária diária; e as do artigo 2º do Decreto-Lei 972/1969, que elenca as atividades típicas que caracterizam esse profissional.
Ela afirmou que as provas evidenciam as atividades de jornalista desempenhadas pela autora da ação, uma vez que foram anexados aos autos diversos e-mails mostrando contato com outros jornalistas, com matérias e resumos sobre destaques da empresa e textos descritivos sobre as novidades tecnológicas – todos relacionados a informações prestadas pela autora a empresas jornalísticas.
Alexandre Farias, apresentador do ABTV 2ª edição, da TV Asa Branca, de Caruaru (PE), que foi vítima de bala perdida na noite de 16/9, passou cirurgia na madrugada deste domingo (17) e está em coma induzido. Segundo o G1, a Unimed local informou que o estado de saúde dele é grave e que o coma deve durar de três a quatro dias.
De acordo com a Polícia Militar, ele apresentou o telejornal, jantou e quando ia para a casa foi atingido por um disparo na cabeça, pois ficou no fogo cruzado entre assaltantes que estavam em um carro roubado e a polícia. Na fuga, os bandidos ainda atropelaram socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) que atendiam a uma ocorrência no local. Uma das auxiliares de enfermagem foi atingida.
Alexandre foi levado para o Hospital Regional do Agreste (HRA) e em seguida transferido para hospital Unimed.
Internado desde a última terça-feira (12/9) no Hospital Moriah, em São Paulo, por complicações de um câncer no pâncreas e no fígado que descobriu no final de abril, Marcelo Rezende morreu neste sábado (16), aos 65 anos. O corpo está sendo velado na Assembleia Legislativa de São Paulo e será enterrado às 15h30, no cemitério de Congonhas, zona sul da capital paulista.
Apresentador do Cidade Alerta, da Record TV, desde 2012, ele anunciou em rede nacional no início de maio que estava com a doença. Deixa cinco filhos e uma neta.
Carioca, começou no jornalismo com apenas 17 anos, como repórter esportivo do extinto Jornal dos Sports. Passou também por rádio Globo, O Globo e Placar. Em 1987 seguiu para a TV Globo, ainda como repórter de esportes, mas pouco tempo depois migrou para o jornalismo investigativo, área que marcou a sua carreira. Saiu em 2002 para a RedeTV, depois para a Record, voltou para a RedeTV, em seguida para a Band e, em 2010, novamente para a Record, primeiro como repórter especial do Domingo Espetacular e depois como apresentador do Repórter Record, até assumir o Cidade Alerta. Confira mais informações.
O médico e educador Jairo Bouer estreia nesta segunda-feira (18/9), às 6h40, no Jornal da CBN, o quadro Papo Livre, que irá ao ar diariamente para esclarecer dúvidas de pais e filhos sobre diversos temas que geram debates e discussões no caminho para a escola, no banco de trás do carro ou no café da manhã em família. Sexo, contracepção, relacionamentos, tecnologia, tudo será assunto para Bouer, considerado um dos mais conceituados especialistas em comportamento do País.
Com a carreira consolidada, ele diz estar empolgado e com frio na barriga típico de estreante para a nova etapa: “É um público novo, um horário no qual eu nunca falei, todo um novo desafio. Estou feliz e certo de que poderei esclarecer dúvidas e falar tanto para os pais quanto para os filhos e servir de gatilho para que esse diálogo se estenda nas famílias”.
Ricardo Gandour, diretor executivo da CBN, diz que Jairo “vem para nos brindar, não tenho dúvida, com sua inteligência, com sua capacidade de diálogo imensa com jovens, adolescentes e também com os adultos e somar num time que já é plural e forma opinião a manhã toda”.
Os comentários dele também estarão disponíveis no site e no aplicativo da rádio.
Andrew Greenlees e Luiz Antonio Flecha de Lima deixaram no início do mês a CDN – em que estavam, respectivamente, há 18 e oito anos – e criaram seu próprio negócio, a empresa Flag Public Affairs, que oferece serviços de relações institucionais e governamentais, ao qual ambos se dedicavam na CDN.
Eles entenderam que este era o momento de passarem a atuar autonomamente com perspectivas de ampliação e profissionalização do mercado. “A parceria com a CDN continua, inclusive no atendimento aos atuais clientes, sendo um dos pilares de atuação da Flag”, assegura Flecha de Lima.
Andrew disse a J&Cia que as relações entre a iniciativa privada e o poder público são cada vez mais relevantes, o que abre enormes oportunidades para a agência, tanto que já começam a prospectar clientes.
A Flag começa atuando com seis profissionais nos escritórios de São Paulo (três), Belo Horizonte (um) e Brasília (dois), mais pessoal de apoio. Em São Paulo, está instalada na rua Dr. Renato Paes de Barros, 717, conj. 61, tel. 11-3073-1220. Os e-mails são [email protected] e [email protected].
Já era madrugada do dia 31 de março quando o jovem repórter do Notícias Populares chegou à rua Conselheiro Crispiniano, onde ficava o QG do II Exército. Na redação do extinto NP ele fazia matérias para a editoria de Esportes. Ou seja, sobre futebol, assunto que podia atrair leitores de um jornal cujo público-alvo era o chamado “povão”.
A partir do momento em que o redator-chefe Narciso Kalili reuniu toda a redação – cerca de 30 pessoas, era a chamada redação enxuta – e comunicou que todos, a partir daquele momento, estavam cobrindo o golpe de 64, e que a ele caberia a cobertura da área sindical, o jovem repórter ficara excitadíssimo.
Começou fazendo uma checagem no Sindicato dos Gráficos, cuja sede ficava a menos de um quilômetro do pardieiro onde funcionava o NP, no largo do Gasômetro. No sindicato ocorreria um episódio digno de risos. Contarei em outra oportunidade, para não alongar demais este post.
O fato é que, ao tentar falar com a chefia dando conta dos acontecimentos – pelo telefone do chaveiro Zumbano, ali na rua Marconi, pois o celular ainda não fora inventado –, o jovem repórter foi informado por um vigia de que não havia mais ninguém na redação. Kalili decidira fechar mais cedo, com a manchete sobre o golpe em andamento.
Assim, ficamos eu, uma kombi e o motorista sem saber o que fazer. Depois de consultado, o motorista topou continuarmos na cobertura do tal golpe, que àquela altura já provocava tímidas reações na cidade.
Como o episódio da tomada da Telefônica pelo jornalista Nelson Gatto e mais um ou dois parceiros, outro episódio digno de risadas. Depois de um cerco que mobilizou (ou imobilizou) mais de três mil homens, Gatto e cia. saíram do prédio por uma porta dos fundos, que dava para a Galeria Metrópole.
Uma vez acertado que passaríamos a noite atrás de possíveis reações ao tal golpe, o motorista lembrou-se que, à tarde, vira uma movimentação estranha num quartel da Lapa, exatamente onde ficava o Hospital do Exército. Lá eu descobriria que, num golpe, deve ser muito importante a logística. Do ponto onde estávamos, barrados por dois soldadinhos, dava para ver uns 20 ou 30 ônibus da Breda Turismo, em fila, diante do quartel.
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Saímos dali e decidi que devíamos voltar para o centro, onde ficava o QG do II Exército. No caminho, subindo a Abilio Soares, outro bloqueio. Na rua Tutóia ficava o quartel da PE. Aproveitei. Perguntei a um soldadinho:
– O que está acontecendo?
– Não sei –, respondeu. Apenas mandaram que eu viesse para cá.
Finalmente chegamos ao QG. A Conselheiro Crispiniano, também bloqueada por uma corda. Junto dela, um tenente do Exército andava de um lado para outro. Reparei. Estava de capacete e tinha no coldre uma pistola 45.
Aos poucos juntava-se um grupinho de pessoas, gente que saíra dos cinemas ou apenas os notívagos habituais. O tenente aproveitava o pequeno auditório para explicar, gentil e didaticamente:
– No Brasil existem três poderes. O Executivo, o Legislativo e o Judiciário. Quando um deles extrapola, tenta anular o outro, o Exército tem a obrigação de intervir.
Depois de escutar duas ou três vezes essas “explicações” – e de cogitar em vão tentando descobrir qual poder extrapolara (como eu disse, minha área era o futebol e não a política) –, aproveitei uma distração do tenente, envolvido em algum questionamento por parte de um assim chamado “popular”.
Passei por baixo da corda (que temeridade, meu Deus) e fui me esgueirando junto à parede em direção a um grupo de cavalheiros, todos de terno, que conversavam diante do portão do QG.
Hoje, gato escaldado, jamais cometeria tamanha ousadia. Mas eu era um jovem repórter, deslumbrado por estar cobrindo um golpe…
Aproximei-me, sorrateiro, do grupo. Mas claro, fui detectado no ato:
– Rapaz, o que você tá fazendo aqui?
Antes que eu pudesse responder, o cidadão ordenou:
– Dá o fora ! Paisano aqui não tem vez…
P.S.: Lembro bem da frase… Ele não disse “civil” ou qualquer coisa do gênero. Ele disse “paisano”.
* Tão Gomes Pinto ([email protected]) começou a carreira há mais de 50 anos na Última Hora, integrou as equipes fundadoras de Notícias Populares, Jornal da Tarde, Veja, IstoÉ e Jornal da República, foi articulista de Folha e Estadão, editor-chefe de Manchete e Executive News, diretor da Revista Imprensa, passou pela Comunicação do Governo do Estado de São Paulo e do Ministério da Indústria e Comércio, além de ter sido auditor adjunto da EBC.
Roseli Ferreira Pimentel (PSB-MG), prefeita da cidade mineira de Santa Luzia, foi indiciada na última segunda-feira (11/7) por homicídio duplamente qualificado do jornalista Maurício do Campos Rosa, editor e proprietário do jornal local O Grito. A informação é da Abraji.
Presa desde a semana passada, Roseli é apontada como mandante e financiadora do assassinato, segundo nota da Polícia Civil do Estado de Minas Gerais. De acordo com o delegado César Matoso, ela pagou R$ 20 mil pela morte de Rosa.
Até a prisão da prefeita, a motivação e a autoria do crime não haviam sido esclarecidas, apesar das suspeitas de que a morte estivesse relacionada ao trabalho de Rosa. O jornalista investigava o envolvimento irregular de vereadores da cidade com uma cooperativa de coleta de lixo.