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World Press Institute recebe inscrições até 16 de fevereiro

Turma de 2017 do World Press Institute - Reprodução: Facebook
Turma de 2017 do World Press Institute – Reprodução: Facebook
Sem brasileiros inscritos até o momento, programa corre o risco de não contar com representante do País em 2018

 

Um dos mais tradicionais programas de bolsas de jornalismo do mundo, o World Press Institute chega em sua fase final de inscrições com um alerta:  até a manhã desta sexta-feira (9/2) não havia nenhum jornalista brasileiro inscrito.

“Por algum motivo, não há nenhum concorrente brasileiro este ano e pouquíssimos da América Latina.  As chances de alguém concorrer e ganhar, portanto, são grandes”, diz Nely Caixeta, que já participou da bolsa, a exemplo de Caio Blinder, Lucas Mendes e Gabriel Baldocchi, entre outros.

O programa inclui visitas às principais redações dos EUA, viagens a diversos estados e uma imersão na cultura americana. “Um dos grandes méritos do programa é compor um grupo bastante diversificado”, explica Baldocchi, editor-assistente da IstoÉ Dinheiro, que participou em 2017. “Dividir as reuniões nos maiores veículos americanos de imprensa com nove jornalistas de outras partes do mundo permite-nos aprender em dobro, entender como cada um tira diferentes conclusões baseado nas suas realidades. Outro lado nada convencional torna a experiência mais rica: não se trata só de jornalismo. Ao incluir eventos tão diversos como visitas a famílias de cidades agrícolas minúsculas e a escolas em áreas violentas de grandes metrópoles, como Nova York, a bolsa promove uma verdadeira imersão na cultura e no pensamento americanos. Trata-se de algo extremamente valioso para qualquer jornalista no mundo, em especial na Era Trump, como tivemos o privilégio de experimentar”.

As inscrições terminam em 16 de fevereiro. Mais informações no worldpressinstitute.org.

José Paulo de Andrade estará de volta ao Pulo do Gato no dia 19

José Paulo de Andrade
José Paulo de Andrade

Afastado da Rádio Bandeirantes há pouco mais de um mês por problemas de saúde, José Paulo de Andrade estará de volta aos microfones da emissora na semana do Carnaval e ao seu Pulo do Gato a partir de 19 de fevereiro. Ele mandou a J&Cia uma nota sobre os motivos do afastamento:

Muitos anos de fumante produziram a chamada DPOC, o popular enfisema, com todas as complicações. Foi o que aconteceu. Por causa de combate à infecção pulmonar, tive crise renal grave. Estou saindo dela, agora e devo retornar à atividade na próxima semana, inicialmente no Jornal Gente (RB – 8h às 10h), e, a partir da segunda-feira, dia 19, no programa que é a marca da minha carreira, O Pulo do Gato, que completará em abril 45 anos.

A propósito, comemorei 55 anos de Rádio Bandeirantes (1963) no último dia 1º. De carreira são 57, os outros dois na Rádio América, que também fazia parte do Grupo Saad.

Luis Fernando Bovo passa a diretor de Projetos Especiais do Grupo Estado

Luis Fernando Bovo
Luis Fernando Bovo

Luis Fernando Bovo, editor executivo de Digitais do Grupo Estado desde 2012, assumiu em janeiro o cargo de diretor de Projetos Especiais da área de Mercado Anunciante. Passa a cuidar de branded content, publicações como Finanças Mais e Empresas Mais, fóruns, summits, além do Estadão Conteúdo, que foi incorporado à essa diretoria. Neste período em que foi editor executiro, consolidou a integração da redação, implantou a estratégia de redes sociais, criou produtos como os podcasts, e era responsável ainda por site, TV Estadão, Acervo e rádio Eldorado. Está no Estadão há 13 anos.

Com a movimentação dele, Marta Cury Maia passou a ocupar o novo cargo de editor de Digitais, com a responsabilidade de coordenar as equipes de jornalistas dedicados à produção digital do Estadão e os profissionais do Estadão Conteúdo. Marta responderá ao editor executivo de Digitais, ainda não definido. Nesse interim, fica subordinada a David Friedlander, editor executivo coordenador.

Ainda por lá, William Castanho, que era da Política, seguiu para o caderno Mercado da Folha de S.Paulo, a convite da editora Alexa Salomão.

Band e Téo José encerram contrato de 12 anos

Téo José
Téo José

Após uma negociação que se arrastou por quase quatro meses, o narrador Téo José e a TV Bandeirantes decidiram não renovar contrato. Um dos principais locutores do automobilismo nacional, em especial nas provas de Fórmula Indy, ele estava na emissora desde 2006, após passagens pelas tevês Manchete, SBT e RedeTV.

Segundo informações da coluna de Flavio Ricco no UOL, a negociação havia começado em outubro e estava bem avançada, mas o acordo acabou esfriando após as saídas dos diretores Marcelo Meira e Diego Guebel.

Repórter Brasil apresenta o Ruralômetro

Ferramenta permite avaliar a atuação parlamentar em questões socioambientais

Mais de 60% dos deputados federais têm atuação parlamentar – em votações ou na elaboração de projetos de lei – desfavorável à agenda socioambiental, que envolve a preservação do meio ambiente, os direitos dos trabalhadores rurais e a defesa de comunidades tradicionais, indígenas e quilombolas.

Os dados são resultado de um levantamento inédito feito pela ONG Repórter Brasil por meio do Ruralômetro, banco de dados e ferramenta interativa (lançada em 30/1) que avalia o comportamento dos deputados eleitos em 2014 diante da agenda socioambiental.

O levantamento avaliou 131 projetos de lei cujos autores são deputados eleitos em 2014 e 14 votações nominais (em que deputados registram seu voto). Todos apresentam algum tipo de impacto ao meio ambiente, povos indígenas e trabalhadores rurais. Oito organizações independentes do Terceiro Setor classificaram essas votações e projetos de lei como favoráveis ou desfavoráveis (à agenda socioambiental), o que permitiu avaliar e pontuar os parlamentares.

Marina Caruso deixa Marie Claire para assumir coluna em O Globo

Marina Caruso
Marina Caruso

Laura Ancona é a nova diretora de Redação da revista

Marina Caruso prepara-se para começar um novo ciclo no Grupo Globo, após nove anos na revista Marie Claire, em que ocupava o cargo de diretora de Redação. Voltará a morar no Rio, ali assumindo uma coluna com seu próprio nome, no Segundo Caderno, que sucederá a coluna Gente Boa. Começa em 15/2, reportando-se a Alan Gripp, diretor de Redação do jornal.

Com a saída de Marina, Laura Ancona, até então editora-chefe, assume o comando da revista, reportando-se a Fernando Luna, diretor editorial das revistas do grupo; e Maria Laura Neves é promovida de editora executiva a editora-chefe.

Comissão Interamericana de Direitos Humanos abre inscrição para estágio

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos abriu inscrições para o programa de estágios administrado em conjunto com o Programa de Estágios da OEA (Organização dos Estados Americanos). A oportunidade é para estudantes ou recém-graduados dos cursos de Direito, Relações Internacionais, Jornalismo, Ciências da Comunicação, Desenho Gráfico, Desenho Web, Webmaster, Ciências da Computação (Profissional ou Técnica), Engenharia Informática, Engenharia de Sistemas, Analistas, Designers de Sistemas, Técnico Superior em Sistemas de Informação, Tradução (capacitados para trabalhar em ao menos dois dos quatro idiomas oficiais da OEA), provenientes de Estados membros da OEA, poderem conhecer e trabalhar na CIDH aplicando os mecanismos de proteção e promoção que o Sistema Interamericano de Direitos Humanos oferece.

Os interessados devem preencher o formulário eletrônico de inscrição até 25 de fevereiro. É necessário um visto especial que poderá ser solicitado uma vez que for aceito oficialmente. Mais informações na página do Programa.

Thomson Reuters busca correspondente sênior no Rio de Janeiro

A Thomson Reuters está com uma vaga aberta para o posto de correspondente sênior em seu escritório no Rio de Janeiro. Além de fluência na língua inglesa, o profissional deve ter cinco anos de experiência e conhecimento em produção multimídia de reportagens.

Dentre as atribuições do candidato, terá como principal desafio traduzir a complexidade do país para o público estrangeiro, acompanhar o impacto da corrupção na vida das pessoas, o crescimento da influência evangélica na política, problemas relacionados a drogas e violência, além de auxiliar na cobertura das áreas de energia e mineração.

Confira mais informações.

Cristina Zahar é a nova secretária executiva da Abraji

Cristina Zahar
Cristina Zahar

Guilherme Alpendre segue para o portal Poder360

Cristina Zahar é a nova secretária executiva da Abraji, em substituição a Guilherme Alpendre, novo diretor executivo do Poder360/Drive, portal fundado por Fernando Rodrigues em Brasília.

Para se dedicar à Abraji, Cristina afasta-se da diretoria administrativa e comercial da Bastidores de Comunicação, sua agência de comunicação corporativa em sociedade com Moraes Eggers ([email protected]), que segue à frente da empresa.

Com mestrado em Comunicação pela Universidade Michel de Montaigne (Bordeaux III), na França, e MBA em Gestão Empresarial pela FIA-USP, ela teve passagens por Folha de S.Paulo, Caras, ViverBem e Abril Coleções. Foi ainda cofundadora do OrbitalLab, laboratório de inovação para projetos de mídia digital, e CEO no Brasil da Eaglemoss.

Na Abraji, Cristina ([email protected]) será responsável por captar recursos para o Congresso, os cursos e demais projetos da entidade, além de representá-la institucionalmente.

Formado em Jornalismo pela USP, desde 2015 Guilherme ([email protected]) cursa Direito na mesma universidade. Integrou equipes de dois projetos da Transparência Brasil, sob a direção de Claudio Weber Abramo. Passou por rádio Bandeirantes AM, BandNews FM e Jovem Pan. Começou na Abraji em 2010, como gerente executivo e exerceu outras funções na associação. Era secretário executivo desde setembro de 2012.

Os 90 anos de José Ramos Tinhorão

José Ramos Tinhorão
José Ramos Tinhorão

José Ramos Tinhorão, considerado um dos mais importantes pesquisadores da música popular brasileira, historiador e crítico musical, completa 90 anos nesta quarta-feira (7/2). Para marcar a data, os amigos organizaram dois eventos na capital paulista.

No primeiro, na sexta-feira (dia 9), às 18h30, na Ação Educativa (rua General Jardim, 660), Elizabeth Lorenzotti, biógrafa de Tinhorão, e o amigo Assis Ângelo, também ele pesquisador, mas de cultura popular, reúnem-se num bate-papo sobre a vida e a obra dele.

No sábado (10), a partir das 15h, diversos músicos farão uma grande roda de samba no Bar Amélia 596 (rua General Jardim, 596), que ele frequenta, onde será descerrada uma placa em sua homenagem. Mais informações pelo [email protected].

Bem-humorado, ele falou a J&Cia sobre alguns momentos marcantes de sua carreira:

Jornalistas&Cia – Você também é advogado, não?

José Ramos Tinhorão – Sim e não (risos). Comecei a fazer Direito no Rio de Janeiro, em 1949. Dois anos depois, entrei também em Jornalismo. Como o curso de Direito tinha cinco anos e o de Jornalismo, três, concluí os dois ao mesmo tempo. Naquela época era proibido tirar dois diplomas de curso superior no mesmo ano. Então, peguei o de Direito, mas jamais exerci a profissão. O de Jornalismo nunca peguei, e foi essa a carreira que segui.

J&Cia – E como começou?

Tinhorão – Foi em 1951, por intermédio do Armando Nogueira, que era meu colega na faculdade de Jornalismo e trabalhava no Diário Carioca. Comecei como redator. Um belo dia, fiz um texto-legenda pra uma foto, que todos na redação adoraram. Virei especialista naquilo, tanto que me chamavam de “Tinhorão legendário” (risos).

J&Cia – A propósito, Tinhorão é apelido, não?

Tinhorão – Era, mas virou nome. Eu me chamo José Ramos. Um dia, pouco depois que comecei no jornal, o secretário de Redação Everardo Guilhon queria me chamar mas não lembrava do meu nome. Sabia que era algo relativo a vegetal. Paraense, resolveu usar o nome de uma planta ornamental muito comum por lá. E berrou: “Ôôô José Tinhorão!” Todo mundo riu e passou a me chamar assim. Pouco tempo depois assinei minha primeira matéria como J. Ramos. Quando a vi publicada, estava lá: J. Ramos Tinhorão. Fiquei puto da vida e no dia seguinte reclamei com o Pompeu de Souza, que era diretor de Redação. Ele argumentou: “Deixa de ser bobo! José Ramos tá cheio por aí; Tinhorão, só vai ter você”. Não fiquei muito convencido, mas depois pensei melhor e achei que ele tinha razão. Tinha mesmo, né? (risos)

J&Cia – E a MPB, como entrou na sua vida?

Tinhorão – Foi no Jornal do Brasil, por volta de 1958, 1960. Comecei a pesquisar para uma série, Primeiras Sessões de Samba, a pedido do Reinaldo Jardim, para substituir uma de jazz que o Luiz Orlando Carneiro tinha terminado. Depois, passei a fazer uma coluna na página em que o Sérgio Cabral (pai) entrevistava sambistas das escolas de samba. Era um levantamento histórico sobre o samba desde o século XIX.

J&Cia – E as suas querelas com o pessoal da Bossa Nova, que ficaram famosas?

Tinhorão – Foi no início dos anos 1960, quando ela estava no apogeu. Como o meu trabalho tinha um enfoque histórico/sociológico, não considerava aquilo música popular, do povão. Era trabalho de garotões da classe média da zona sul do Rio de Janeiro. Meti bronca por esse ângulo.

J&Cia – Quantos livros você escreveu? Tem algum em preparação?

Tinhorão – Não sei de cabeça, acho que uns 30. O mais recente foi um ensaio biográfico sobre Ismael Silva. Não sei se vou escrever mais algum. Estou em fim de carreira – ou melhor, em fim de vida (risos). Se fizer, não será sobre MPB, pois esta não existe mais. Tenho pesquisado, juntado material sobre literatura erótica, livros proibidos. Quem sabe?

(Veja também o Blog de Assis Ângelo)

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