Propósitos e Causas é o tema que abrirá o ciclo de especiais de J&Cia Empresa Cidadã em 2019, com circulação programada para 26 de março. Em sua segunda temporada, o projeto é uma iniciativa de branded content da Jornalistas Editora que a cada bimestre abordará também Compliance (maio), Melhores práticas com empregados/Melhores empresas para trabalhar (julho), Responsabilidade social e corporativa (setembro) e Voluntariado (novembro).
O objetivo é criar uma agenda positiva para as boas práticas empresariais, com circulação para públicos estratégicos como imprensa, comunicadores e influenciadores, numa audiência estimada em 100 mil profissionais. A primeira rodada do ciclo, no ano passado, teve como focos Diversidade e inclusão social, Fake news, Inteligência artificial, Redes sociais e Sustentabilidade.
Jornalista e gestora de comunicação pela ECA-USP, Martha Funke aceitou convite de J&Cia para pilotar a edição de estreia desta temporada, sobre Propósitos e Causas. Ela atuou em cargos de direção em editoras como Meio & Mensagem, Padrão Editorial e Segmento. Foi assessora de relações institucionais da Editora Abril e gerente de grupo de contas em agências de comunicação. Atualmente, colabora com publicações como Valor Econômico e Anuário da Comunicação Corporativa, além de desenvolver projetos pela sua Funke Comunicações.
Outras informações pelo 11-3861-5280 com Silvio Ribeiro ([email protected]).
A cobertura da imprensa sobre
assuntos que envolvem minorias étnicas e a comunidade islâmica está provocando
um acalorado debate sobre limites da liberdade de expressão aqui no Reino
Unido. Esta semana um grupo de 26 parlamentares divulgou uma carta aberta,
respaldada por mais de 20 organizações de direitos humanos, acusando um dos
dois órgãos reguladores da mídia impressa, o Ipso (Independent Press Standards
Organisation), de complacência com racismo e islamofobia na imprensa.
Segundo o grupo, o Ipso estaria
sendo leniente com reclamações sobre excessos a ele levadas. Esse órgão, assim
com o “concorrente” Impress, tem como atribuição garantir que padrões éticos
sejam respeitados, com autoridade para punir no caso de desrespeito ao código
de conduta endossado pelos associados. E até de promover arbitragens quando há
pedido de reparação.
Duas entidades para controle da
imprensa – Esse sistema de controle da mídia impressa, bem
diferente do que temos no Brasil, surgiu a partir do escândalo de escutas
telefônicas feitas pelo jornal News of The World, em 2011, que levou ao seu
fechamento. O caso resultou em uma investigação sobre ética na imprensa,
liderada pelo juiz Lord Leveson, dando origem ao Leveson Inquiry.
Entre as medidas recomendadas
estava a criação de um órgão regulador independente e de adesão voluntária,
supervisionado pelo PRP (Press Recognition Panel), dedicado a fiscalizar a
independência e adesão aos princípios do Relatório
Leveson. Mas acabaram sendo cridos dois órgãos. Um é o Ipso, o maior, que
reúne os principais veículos. O outro é o Impress, com menos adesões, limitado
a veículos locais.
Alguns jornais importantes, como
The Guardian e Financial Times, praticam a autorregulação, por discordarem do
sistema. O Impress clama ser o único a ter aderido integralmente aos princípios
do Levenson Inquiry, enquanto o Ipso
não assinou embaixo, ficando portanto livre para não seguir integralmente os
princípios. Por isso é considerado não reconhecido.
Carta-bomba – Na
carta aberta – na verdade um documento
eletrônico exibindo exemplos escabrosos extraídos de vários jornais
– o grupo aponta que racismo e ataques com base na fé religiosa contra comunidades
tornaram-se comuns na imprensa, encorajando discriminação e violência.
Eles sustentam que, embora a
imprensa seja livre para atuar, mesmo os mais flagrantes casos de discriminação
por parte da imprensa não têm sido considerados como quebra de código de
conduta pelo Ipso.
O chairman da entidade, Sir Alan Moses, defendeu-se afirmando que as
decisões são tomadas com base na quebra do Código Editorial, sem que isso
implique concordância com o conteúdo em questão. E coloca o dedo na ferida: “A
questão real é como encontrar o equilíbrio entre a liberdade de expressão e a
proteção do interesse público”.
O alvo principal desse movimento
é a chamada red top media – os
famosos tabloides sensacionalistas britânicos. Eles deixaram de ser chamados de
tabloides porque outros jornais adotaram esse formato. E passaram a ser
conhecidos como red top por usarem o vermelho nos títulos.
São jornais de enorme circulação,
para leitores tradicionais, conservadores, nem sempre abertos a minorias
raciais ou sociais. Alguns articulistas pegam mesmo pesado. Dois deles chegam a
ser citados na carta aberta ao Ipso. Mas não é apenas na página de opinião que
o nacionalismo exacerbado se manifesta. É comum ver manchetes fortes
destacando, por exemplo, um crime cometido por um imigrante de recursos
limitados.
Partidos políticos entraram na
dança – Acusações de racismo e islamofobia estão atingindo
também os dois principais partidos políticos por aqui. O Trabalhista vem
enfrentando uma crise, e já perdeu importantes parlamentares que saíram
atirando por acharem que o líder, Jeremy Corbyn, endossou discurso antissemita
de alguns membros. E esta semana foi a vez do Partido Conservador, da
primeira-ministra May, que enfrenta uma onda de protestos de membros por
posições consideradas islamofóbicas.
Um bom debate sobre liberdade de expressão e de imprensa, que ainda deve render muita discussão por aqui.
Bruno Paes Manso, também pesquisador do Núcleo de Estudos da
Violência, da USP, foi ouvido pelo podcast Rio Bravo,
sobre o projeto
anticrime do ministro Sérgio Moro, que, para ele, deixa a desejar porque não
contempla as possibilidades que a agenda da segurança pública tem demandado: “O
ministro precisa olhar toda a complexidade dos instrumentos com os quais ele
trabalha, que passa pela inteligência policial, pelas prisões e pelos
investimentos nesses sistemas”.
Em outro momento da entrevista, Paes Manso analisa o atual momento da organização criminosa Primeiro Comando da Capital, cuja cúpula recentemente foi transferida para presídios federais: “O PCC nunca esteve tão forte economicamente como hoje e a minha impressão é de que a transferência não muda muito o cotidiano da ampla rede de venda de drogas que vem se consolidando”.
Larissa Bortoni, 50 anos, morreu em 4/3, em casa, vítima de mal súbito. Graduada pela UnB, trabalhava desde 1998 na Rádio Senado, onde ingressou por meio de concurso público.
Pela rádio, fazia a cobertura diária das atividades legislativas e produzia reportagens especiais – várias delas reconhecidas em premiações nacionais, como o Prêmio Roquette Pinto e a menção honrosa no Vladimir Herzog, em 2011, com Adultos autistas: onde eles estão?.
Em Crônica da Cidade, do Correio Braziliense, escreveu Taís Bragasob o títuloLarissa Bortoni era a nossa Frida Khalo: “Ela é a menina do meu coração, dos nossos corações. Larissa, eu, Cláudia Carneiro e Isabel Braga temos um clube. O Clube da Felicidade e da Sorte, inspirado no filme homônimo. (…) No estatuto do clube estava escrito que nós ficaríamos velhinhas juntas. Mas Larissa era sempre a mais indisciplinada. Ela nos deixou antes. Inesperadamente, sem despedida (…)”.
O corpo dela foi velado na em 5/3 no crematório Jardim Metropolitano em Valparaíso. Larissa deixa os filhos Lucas e André.
Terminam
nesta segunda-feira (11/3) as inscrições de trabalhospara o 18º
Encontro Nacional de Professores de Jornalismo. O evento, marcado
para de 25 a 27 de abril, em Ponta Grossa (PR), tem a finalidade de reunir
docentes e discentes para refletirem, trocarem experiências e resultados de
pesquisa e extensão com o objetivo de proporcionar um jornalismo de maior
qualidade para o Brasil.
Para o envio dos trabalhos é obrigatória a
inscrição do autor ou autores. Pesquisadores e professores pagam R$ 170, estudantes
de pós-graduação, R$ 80, e acadêmicos de Jornalismo, t R$ 30. Sócios da Associação
Brasileira de Ensino de Jornalismo, em dia, estão isentos. Inscrições e
mais informações no site
do evento.
Finalista do TOP Mega Brasil 2019, Rozalia Del Gaudio deixou no início de março a área de Comunicação da C&A. Ela estava na companhia havia nove anos e antes passou por Votorantim, Vale e Novelis.
”Foram anos muito felizes e de muitas realizações por aqui, mas nesse momento optei por orientar minha carreira para alguns projetos pessoais sobre os quais vinha refletindo já há algum tempo”, explica a executiva. Enquanto não define seus novos desafios, atende pelos [email protected] e 19-998-315-334.
Cláudia Santos
Cláudia Santos deixou, a pedido, a CDI, em que estava há 20 anos, os dez últimos como diretora. Na agência, atuou sobretudo na vertical de agronegócio, atendendo a clientes como Monsanto, John Deere, Yara e Tereos, além de associações do setor.
Também esteve à frente de trabalhos nas áreas de saúde com AACD, Apae (SP), Hospital Infantil Sabará, Hospital Santa Catarina e Sigvaris; educação, Pearson e FEI; e ONGs, como Transparência Internacional e Fundação Tide Setúbal. Nesse período, a agência conquistou, entre outras premiações, o Aberje nacional e regional, o POP (de relações públicas) e o JatobáPR.
Antes da CDI, Cláudia atuou na grande imprensa em veículos como Diário Popular (quase dez anos) e TV e Rádio Record. Formada pela FIAM, tem pós-graduação em Gestão de Marketing pela ESPM. Os novos contatos dela são [email protected] e 11-976-634-001.
Mariana Kotscho, que divide com Roberta Manreza na TV Cultura o Papo
de Mãe, apresenta a partir deste sábado (9/3) na Rádio Capital o programa Capital Mulher, que vai abrir espaço
para temas ligados principalmente aos direitos da mulher. A edição de estreia,
no dia do quarto aniversário da lei do feminicídio, terá uma entrevista
exclusiva com Maria da Penha, que lhe dá nome. O tema será violência doméstica.
“O programa terá
entrevistadas, música, quadros e a participação das ouvintes”, diz Mariana.
“Ele é fruto do trabalho (voluntário) que venho há 20 anos realizando com
vítimas de violência doméstica. Sigo com o Momento
Papo de Mãe na TV Cultura, que em abril estreia nova temporada”.
Capital Mulher será semanal, ao vivo, aos sábados, das 11h
ao meio dia, e terá boletins diários ao longo da programação da semana. A
assistente de produção é Gabriela
Tornich, ex-produtora do Jornal da
Cultura.
Segundo
o site Fiquem Sabendo, entre junho de 2017 e maio de 2018, mais de 73 mil documentos foram colocados sob sigilo pelo governo brasileiro, mas há
pouca transparência em relação aos motivos dessa classificação. Por esse motivo, os jornalistas do site se
propuseram a hercúlea tarefa de revelar qual o teor de documentos que tiveram o
sigilo levantado nos últimos anos – e descobrir qual a justificativa dada por
funcionários para reservar essas informações do olho público.
Com o Projeto Sem Sigilo, eles vão se debruçar sobre
informações que estavam classificadas como “reservadas” – o nível mais baixo de
sigilo, que garante cinco anos de segredo. Para ter acesso a esses documentos,
é necessário fazer numerosos requerimentos à administração pública por meio da
Lei de Acesso à Informação (LAI), ministério por ministério, segundo o Fiquem
Sabendo. Os jornalistas voluntários também vão requisitar os Termos de
Classificação de Informação (TCI), em que o governo explica a razão para tornar
informações secretas.
Fundado por Léo Arcoverde, o Fiquem Sabendo também montou uma campanha de crowdfunding para cobrir alguns custos da operação. Com a contribuição mensal, pretende pagar um estagiário e um advogado para dar suporte aos jornalistas. Além de revelar documentos anteriormente sob sigilo, o grupo quer trazer mais conscientização a respeito da transparência no Brasil. Outro projeto que o Fiquem Sabendo tem é a newsletterDon’t LAI to me, com dicas sobre a Lei de Acesso à Informação.
Estão abertas as inscrições para o 9º Curso Estado de Jornalismo Econômico, mais conhecido como Foca Econômico, promovido pelo Grupo Estado em parceria com a Escola de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV). O curso tem duração de três meses, de 8/4 a 5/7, em período integral.
O processo seletivo tem duas fases. A primeira é online e os candidatos devem enviar seus currículos e justificativa de interesse no curso pelo site de inscrição, além de fazer provas de português, inglês e conhecimentos econômicos. Entre 19 e 21/3, os selecionados devem fazer provas de conhecimentos econômicos e português, e escrever uma reportagem sobre economia.
Estudantes do último semestre de jornalismo ou profissionais que se formaram há dois anos podem se candidatar ao treinamento até 13/3 pelo site.
O repórter André Azeredo deixou a TV Globo e seguiu
para a RecordTV, onde em breve passará a apresentar o SP no Ar, diariamente, das 7h às 8h50. Azeredo surpreendeu os
colegas de trabalho ao anunciar sua demissão em 4/3, em pleno plantão de Carnaval, após ter
trabalhado no sambódromo de São Paulo na sexta e no sábado.
Segundo o site Notícias da
TV, do
UOL, Azeredo terá um enorme desafio: colocar a Record na competição
pela liderança do Ibope em São Paulo em uma faixa muito disputada. Na primeira
hora, irá concorrer diretamente com o telejornal que o projetou, o Bom Dia São Paulo. Bruno Peruka, que há
um ano comanda o noticioso da Record, continuará apresentando o Balanço Geral Manhã, das 6h às 7 horas.
Nascido no Rio de Janeiro há
36 anos, aos 17 mudou-se para Porto Alegre e estudou Jornalismo na PUC-RS, onde
formou-se em 2005. Trabalhou na Band, de 2005 a 2006, e na RBS, entre 2006 e
2015. Ainda em 2015, mudou-se para a Globo em São Paulo