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domingo, abril 12, 2026

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ANJ realiza seminário gratuito sobre desinformação

A Associação Nacional de Jornais (ANJ) promove em São Paulo no próximo dia 17/10 (quinta-feira) o seminário Desinformação: antídotos e tendências, com palestras e debates sobre fake news na atualidade e nos períodos eleitorais, e a desinformação como um todo no Jornalismo.

Entre os palestrantes estão Marcelo Rech (presidente da ANJ), Daniel Bramatti (presidente da Abraji), Angela Pimenta (diretora de operações do Projor), Alan Gripp (diretor de Redação de O Globo) e Sérgio Dávila (diretor de Redação da Folha de S.Paulo).

O evento será no Teatro Unibes Cultural, no Sumaré (rua Oscar Freire, 2.500). A entrada é gratuita, mas com vagas limitadas. É necessário confirmar presença até 10/10 pelo [email protected] ou 11-958-662-484.

Volkswagen reformula gerências de Comunicação

Da esquerda para a direita: Fernando Campoi, Fabiano Severo e Renato Acciarto

A Volkswagen anunciou nesta semana uma importante reestruturação em sua área de Assuntos Corporativos e Relações com a Imprensa. Com a saída de Claudia Góes, após nove meses de casa, que assumiu em 1º/10 a Diretoria de Comunicação da Microsoft Brasil, a diretora Priscilla Cortezze promoveu uma dança de cadeiras em suas três gerências.

Renato Acciarto, que até então ocupava o posto de gerente de Imprensa Corporativa e Comunicação Interna, assumiu interinamente a Gerência de Comunicação Digital, no lugar de Claudia. Para o posto de Renato, foi transferido Fernando Campoi, que respondia por Imprensa Produto, para onde segue Fabiano Severo, que retorna da Alemanha após pouco mais de um ano na sede do Grupo Volkswagen, em Wolfsburg, na Comunicação Global de Produto. O assessor Michel Escanhola deixou o time de Imprensa Produto e passou a integrar o de Comunicação Digital.

“Oportunidades de carreira e desenvolvimento foram as premissas para as movimentações que fizemos no time”, explica Priscilla Cortezze. “Fabiano retorna de um período de um ano e meio na Alemanha, onde teve a oportunidade de trabalhar diretamente com a equipe de produtos na matriz, trazendo uma nova perspectiva para o time local; Michel assume uma posição estratégica na área digital, levando toda a experiência do tempo que passou em Imprensa Produto. Com bom tempo de casa, Fernando e Renato encaram o desafio de liderar novas áreas, aportando um enorme conhecimento da empresa e do setor. Temos uma equipe muito preparada, experiente, que estava pronta para encarar novos desafios”.

Sem brasileiros, Prêmio Gabo 2019 anuncia vencedores

O Prêmio Gabo 2019 anunciou nesta quinta-feira (3/10) os quatro vencedores nas categorias Texto, Imagem, Cobertura e Inovação. Os resultados foram apresentados durante o Festival Gabo, realizado em Medellín, na Colômbia. Apesar de alguns nomes brasileiros aparecerem como finalistas, nenhum deles foi vencedor em sua categoria.

Realizado pela Fundação Gabo, o prêmio visa incentivar a busca pela excelência, inovação e coerência ética no jornalismo, inspirado nos ideais e na obra de Gabriel García Márquez.

Confira os quatro vencedores:

Texto

La sangre nunca fue amarillaMónica Barró Sanchez (Periodismo de Barrio – Cuba)

Imagem

America First: El legado de una redada migratoriaAlmudena Toral (Espanha), Andrea Patiño Contreras (Colômbia), Mauricio Rodríguez Pons (Venezuela), Gerardo del Valle (Guatemala), Ronny Rojas (Costa Rica), Juanje Gomez (Espanha), Ricardo Weibezahn (Venezuela), Anna Clare Spelman (Estados Unidos) Nacho Corbella (Argentina), Jose F. López (Colômbia) e Selymar Colón (Porto Rico) – Unidivision Notícias Digital  – Estados Unidos.

Cobertura

El país de las dos mil fosasAlejandra Guillén, Mago Torres, Marcela Turati, David Eads, Erika Lozano, Paloma Robles, Aranzazú Ayala, Alejandra Xanic, Queso y Mónica González Islas, Gilberto Lastra, Mayra Torres, Juan Carlos Solís, Ana Ivonne Cedillo, Gabriela De la Rosa, Sandra Ley, Pedro Pardo, Félix Márquez, Queso, Rafael del Río (México). – A dónde van los desaparecidos, Quinto Elemento Lab – México

Inovação

Mujeres en la vitrina, migración en manos de la trata zonadivas.info Mónica González Islas (México), César Batiz (Venezuela), Jaled Abdelrahim Aranda (Espanha), Fernando Santillán (México), Jacobo Nájera (México), Lydiette Carrión (México), Sheyla Urdaneta (Venezuela), Gloria Betsabe Piña (México), Marco Antonio Gutiérrez (México), Landybel Pérez (México), Alfredo Domínguez (México), Amit Dorenbaum (México), Mario Báez (México), Diego Aguilar (México), Héctor Cárdenas (México), Marco Jasso (México), Hugo Muñoz (México), Edgar Villeda (México), Tatiana Cañón (Colômbia), Aida Quintanar (México), Beatriz Vernon (México), Alejandro Elizondo (México), Alejandro Meléndez (México), Javier García (México), Liz Gascón (Venezuela), Nadeska Noriega (Venezuela), Lorena Bornacelly (Venezuela), Alma Ariza (Venezuela), Elsy Torres (Venezuela), Andrea Tosta (Venezuela), Gabriel Batiz (Venezuela), Christian Mijares (Venezuela), Claudia Lizardo (Venezuela), Christopher Colmenares (Venezuela), Marian Piñango (Venezuela) e Alexis Navarro (Venezuela) – Pie de Página, Fusión e Enjambre Dígital (México) e El Pitazo, TalCual, Runrunes (Venezuela).

Exposição marca os 30 anos da morte de Luiz Gonzaga

Luiz Gonzaga tocando no Forro Xodo, no bairro de Sapopemba.
Luiz Gonzaga tocando no Forro Xodo, no bairro de Sapopemba.

Assis Ângelo, presidente do Instituto Memória Brasil (IMB), responde pela curadoria da exposição Luiz Gonzaga, na eternidade dos 30!, que marca a passagem do 30º aniversário da morte do rei do baião. Na abertura, em 8/10, às 19h, no Centro Cultural Santo Amaro (av. Santo Amaro, 822), ele contará histórias e curiosidades da vida e da obra do artista.

A mostra, que tem direção-geral de Sylvia Jardim e cenografia de Celso Rorato, está construída em cima de itens nunca expostos. São partituras de época, discos, livros, revistas e fotos pertencentes ao acervo do IMB. O centro do espaço será ocupado por uma grande instalação, uma alusão a Juazeiro e à força do povo sertanejo. O público terá acesso gratuito de 9/10 a 7/11, das 10h às 17h, diariamente.

Francisco Carvalho funda a FC2 para atuar como consultoria

Francisco Carvalho

Francisco Carvalho anunciou na última semana a criação da FC2 – Consultoria em Gestão de Reputação, dirigida a gestores e executivos de empresas e focada em questões estratégicas relacionadas a identidade corporativa, posicionamento no mercado, engajamento de stakeholders, assuntos públicos e gerenciamento de riscos e crises. Entre os serviços que integram o portfólio da agência estão planejamento estratégico, gestão de crise, posicionamento de CEO, treinamento de executivos e projetos de advocacy.

No post do Linkedin em que anunciou a criação da FC2, destacou: “O objetivo é oferecer aconselhamento estratégico a líderes empresariais, com ideias criativas e soluções ousadas para ajudar a gerenciar a percepção de suas empresas e marcas, assegurando uma comunicação significativa com todos os públicos de interesse. Não pretendemos competir com as agências. Queremos ser parceiros em projetos integrados que demandem senioridade e uma segunda opinião externa”.

Francisco tem mais de 25 anos como executivo e C-Level de empresas americanas, foi CEO da Burson-Marsteller Brasil por 11 anos e presidente da BCW para a América Latina por outros dois. Também atuou como diretor de Comunicação Corporativa e Assuntos Institucionais do McDonald’s e da Gtech; e como diretor de Assuntos Internacionais da Abracom. Seus atuais contatos são [email protected] e 11-991-248-003.

Earth Journalism Network oferece bolsas para cobertura da COP25

A Earth Journalism Network (EJN) está oferecendo bolsas para jornalistas que queiram cobrir a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2019 (COP25), no Chile.

Para concorrer, é preciso ser jornalista profissional, trabalhando ou representando uma empresa de comunicação; morar na América Latina, Caribe, África ou Ásia; e providenciar carta de um editor, produtor ou responsável do seu local de trabalho confirmando a publicação de qualquer matéria feita sobre o evento.

Os critérios para a seleção incluem trabalhos anteriores que comprovem experiência na cobertura de assuntos relacionados a clima, bem como o interesse dos concorrentes no tema e a audiência proveniente desses trabalhos. Além disso, inglês avançado ou fluente é um pré-requisito para a participação nas atividades.

Os selecionados viajarão em 6/12 para cobrir o evento, com retorno em 14 de dezembro. A EJN bancará passagens aéreas, acomodação, alimentação e transporte. As inscrições para as bolsas vão até 13/12 (domingo).

Uma jornada intensiva de benchmarking

O espaço de eventos do Hotel Tullip Inn Paulista, em São Paulo, será palco em 31/10 da edição 2019 do Mega Brasil Benchmarking, evento que chega à sua terceira edição com a proposta de unir as melhores práticas corporativas, num ambiente de network com executivos e executivas protagonistas no cenário da Comunicação Corporativa.

Nesta edição, 12 das grandes empresas em atuação no País vão mostrar o que melhor produzem no campo da comunicação, promovendo intercâmbio de conhecimento e networking profissional. Participarão Cristiana Xavier de Brito, diretora de Relações Institucionais e Sustentabilidade da Basf; Patrícia Pecego, head de Comunicação Corporativa e Patient Advocacy da Novartis; Luciana Teixeira, head de Comunicação Interna e Relações Externas da Enel; Luciane Reis, diretora de Comunicação da Cargill; Fernão Silveira, diretor de Comunicação Corporativa e Sustentabilidade para a América Latina da FCA; Raquel Ogando, head Global de Comunicação da BRF; Ana Gabriela Dias Cardoso, diretora Corporativa de Comunicação e Relações Institucionais da Usiminas; Daniela Grelin, diretora executiva do Instituto Avon e diretora de Comunicação da Avon Cosméticos; Leandro Modé, head de Comunicação Corporativa e Relações Governamentais do Itaú Unibanco; Helena Alonso, gerente de Comunicação Corporativa da Dow Brasil; Leandro Conti, diretor executivo de Marketing e Comunicação do UnitedHealth Group Brasil; e Caroline Torma, gerente executiva de Comunicação do Grupo RBS.

As inscrições com desconto estão abertas para o segundo loteaté esta sexta-feira (4/10) e valor parceladoem até três vezes no cartão de crédito – e o desconto ainda pode ser maior, utilizando o ‘Desconto Amigo Mega Brasil’. Confira a programação e convidados.

Morre Hércules Santos, narrador da Rádio Super (MG)

O narrador esportivo Hércules Santos faleceu, aos 45 anos, na madrugada desta quinta-feira (3/10), vítima de pneumonia. Ele estava internado desde segunda-feira e teve complicações durante a madrugada.

Hércules era conhecido por suas narrações esportivas e uma referência na locução de Minas Gerais. Comandava o programa esportivo Super FC, na rádio Super FM, e era responsável pela narração dos jogos do Atlético Mineiro..Antes, trabalhou na CBN/Sistema Globo de Rádio e na rádio Mineira, onde iniciou a carreira como locutor.

Os principais times de Minas Gerais (Cruzeiro, Atlético Mineiro e América Mineiro) lamentaram a morte do narrador. Outros jornalistas também se pronunciaram nas redes sociais.

Hércules deixa a esposa, Daniela Cristina Dias, e dois filhos, Bernardo (três anos) e Ulisses (um ano e quatro meses).

Prêmio CNT de Jornalismo anuncia finalistas de 2019

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) anunciou em 26/9 os 31 finalistas da 26ª edição do Prêmio CNT de Jornalismo. Foram selecionadas as melhores produções jornalísticas sobre transporte e sociedade, nas categorias Impresso, Internet, Televisão, Rádio, Fotografia, e Meio Ambiente e Transporte. O trabalho com a maior nota receberá o Grande Prêmio CNT de Jornalismo e R$ 60 mil. O vencedor de cada categoria receberá R$ 35 mil.

O corpo de jurados deste ano é formado por André Luiz Costa (diretor de jornalismo da Band), Alexandre Calais (editor de economia no Estadão), Eduardo Costa (apresentador da TV Record), Lilian Tahan (diretora executiva do portal Metrópole) e Amir Mattar (professor da UFSC).

O resultado será divulgado em novembro, e a cerimônia de premiação será no dia 4/12, em Brasília.

Confira os finalistas

Rádio

Só chamando JesusAgostinho Luiz Gouveia Teixeira (Bandeirantes – SP)

Perigo concreto: um raio-x dos viadutos de São PauloMaíra Gama Martins (BandNews FM)

Maio Amarelo – Quatro em cada dez crianças vítimas de acidentes de trânsito em Porto Alegre foram atropeladasCid Martins (Gaúcha)

O transporte do futuroDébora Alfano (BandNews FM)

A estrada é del@!Géssika Aline Lima da Costa (Correio AM 1200 – AL)

No meio do caminhoQueila Ariadne (Super Notícia – MG)

Impresso

DF fora dos trilhosAdriana Bernardes (Correio Braziliense)

Para onde vamos – Mobilidade x ModernidadeGuilherme Paranaíba Gouveia (Estado de Minas)

DF sobre trilhosAdriana Bernardes (Correio Braziliense)

A corrida pelo carro do futuroMarcelo Moura de Souza Santos (Época Negócios)

Guerra do trânsito: País tem um morto a cada 15 minutos no trânsitoMarlen Barbosa Couto (O Globo)

Televisão

GloboNews em movimentoGuilherme Ramalho de Melo (GloboNews)

Transnordestina: Da esperança ao abandonoHenrique Beirange (Record)

Fraude dos toxicológicosGiovani Grizotti (RBS)

Descaminhos do BrasilRenato Ferezim (Globo)

Desbravadores Fernanda Cristina Zanetti (EPTV Campinas)

Internet

Carros-fortes, homens indefesosSaulo Araújo (Metrópoles)

Rodas para crescerDeborah Fortuna (Correio Braziliense)

Pedágio sem retornoBernardo Henrique Miranda (O Tempo)

Especial Nova RotaçãoRoberta Soares (JCOnline e Portal NE10)

Greve dos caminhoneiros, um ano depois Renée Pereira (O Estado de S. Paulo)

Fotografia

Êxodo de escolas na zona ruralAntonio Scorza (O Globo)

Carros-fortes, homens indefesosIgo Estrela Caseiro (Metrópoles)

Agonia no trem, oito horas de um resgate frustradoDomingos Peixoto (O Globo)

A tragédia de Mariana (MG) vista pela janela do tremIgo Estrela Caseiro (Metrópoles)

O esquecido caminho das águasLeonardo Cavalcanti (Correio Braziliense)

Meio ambiente e transporte

O esquecido caminho das águasLeonardo Cavalcanti (Correio Braziliense)

Mudança de hábitos – Revolução nos transportesSimone Kafruni (Correio Braziliense)

Topamos o desafio: viajar com carros elétricosDiogo de Oliveira (Revista Autoesporte)

Enquanto o futuro não chegaLeonardo Cavalcanti (Correio Braziliense)

“Gotinha” que vai longeGuilherme Jancowski de Avila Justino (Zero Hora)

Racismo: nem o passo atrás livra a BBC de arranhões em sua imagem

* Por Luciana Gurgel, especial para o J&Cia

Luciana Gurgel

A emissora pública britânica BBC tem sido alvejada por petardos como a migração da audiência para canais de streaming, críticas aos altos salários de suas estrelas e acusações de parcialidade na cobertura política – contra ou a favor do Governo, dependendo da opinião do freguês. Não bastasse tudo isso, acaba de se enredar numa enorme controvérsia sobre racismo.

O estopim foi a reprimenda pública determinada pela ECU (Editorial Complaints Unit) a Naga Munchetty, jornalista com ancestralidade indiana, por comentários sobre a manifestação de Donald Trump feita em julho sugerindo que opositoras democratas deveriam “voltar para o lugar de onde tinham vindo”, referindo-se aos países de origem de suas famílias.

O caso ultrapassou as fronteiras dos meios jornalísticos e ganhou a imprensa geral. A pressão foi tão grande que a BBC acabou compelida a voltar atrás. Mas a história provocou discussões sobre diversidade e imparcialidade que ainda devem render. 

Racismo no café da manhã – A simpática Naga Munchetty é uma das apresentadoras do descontraído noticiário matinal Breakfast. Frequentemente, os dois apresentadores comentam as notícias, sem roteiro. Seu companheiro de bancada naquele dia, Dan Walker, entabulou uma conversa sobre a experiência dela com racismo, no contexto da notícia que acabara de ser exibida sobre a fala do presidente americano.

Naga foi dura, como seria de se esperar, já que a declaração de Donald Trump escandalizou meio mundo. Mas nada diferente de tudo o que muita gente vinha falando sobre o caso. Tanto que foi registrada apenas uma reclamação de espectador sobre a forma como a jornalista se expressou.

Ainda assim, a ECU abriu uma análise. Na semana passada anunciou o veredito: ela não teria respeitado os princípios de imparcialidade da emissora, razão pela qual a reclamação foi parcialmente acatada.

Mesmo sem resultar em punição, o caldo entornou. Uma avalanche de críticas à BBC iniciou-se imediatamente, envolvendo estrelas da casa, jornalistas de outras emissoras, celebridades negras e políticos, como o líder da oposição Jeremy Corbyn, que tuitou declarando apoio a Munchetty e cobrando explicações da BBC.

Parlamentares escreveram a Tony Hall, diretor-geral da emissora, exigindo revisão do caso. Uma petição online foi aberta em desagravo à profissional. Sindicatos entraram na história.

Na sexta-feira (27/9), o jornal The Guardian trouxe uma carta aberta protestando contra a decisão, assinada por jornalistas e personalidades representando minorias étnicas. Segundo os signatários, o veredito teria sido motivado por discriminação.

Tese que ganhou corpo na segunda-feira (29/9), quando o mesmo The Guardian revelou que a reclamação que deu origem à análise envolvia também o colega que dividia a bancada com Munchetty e dialogou com ela no ar. No entanto, a BBC repreendeu apenas a ela, deixando de fora Dan Walker, homem e branco.

A ECU tentou se defender. Argumentou que, na troca de mensagens com o espectador que abriu a reclamação, a conversa acabou se concentrando na apresentadora, razão pela qual a reprimenda teria sido apenas contra Naga. Lendo-se o conteúdo obtido pelo The Guardian, porém, não parece haver dúvidas de que o autor referiu-se a ambos – e até começou o texto falando primeiro de Walker, e não de Munchetty. Uma trapalhada. 

No fim do dia, depois de quase uma semana sangrando, veio a capitulação. O diretor-geral mandou um e-mail aos funcionários informando que o veredito tinha sido revertido. Afirmou que a emissora não é imparcial sobre racismo, e que discorda da análise da comissão, por não ver impropriedade nas palavras da jornalista.

O episódio dá margem a discussões acerca de imparcialidade no jornalismo. Pode um jornalista expressar opinião diante de um tema tão óbvio, já que a própria ECU admitiu que a declaração de Donald Trump foi racista? Qual o limite aceitável para um comentário dessa natureza? O jornalista pode condenar a fala e não o seu autor? É legítimo elaborar sobre suas motivações?  E sendo o jornalista um âncora, e não um locutor, de quem é esperado que vá além da simples leitura de um texto pronto, seria errado expressar sua opinião pessoal sobre Donald Trump no contexto do racismo praticado?

Há ainda a questão do racismo e da discriminação no jornalismo. Nesse caso, dupla, já que envolveu uma mulher integrante de minoria étnica. Teria sido ela de fato julgada por sua condição e não somente pelo que falou?

Muito ainda deve se debater sobre esse caso. Mas não há dúvidas de que a admirável BBC saiu arranhada da história. E demorou demais a reagir.

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