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segunda-feira, abril 13, 2026

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Débora Pratali chega à In Press Porter Novelli

Débora Pratali é a nova diretora executiva da In Press Porter Novelli. Ela chega para fortalecer a expertise da área corporativa, que responde por cerca de 50% do faturamento da agência, unindo-se ao time de diretores de núcleos, focada na estratégia de negócios dos clientes.

Com 20 anos de experiência em áreas como Saúde, Infraestrutura, Indústria, Telecomunicações e Agronegócio, Débora dirigiu nos últimos dois anos e oito meses a JeffreyGroup, sendo responsável pela carteira de clientes corporativos e pela estratégia de crescimento e desenvolvimento da agência no Brasil, que triplicou de tamanho durante esse período. Antes, atuou por 15 anos na FSB, tendo se destacado na gestão de crises, posicionamento para CEOs, criação de projetos multidisciplinares 360º e na construção das relações com diferentes stakeholders para os segmentos B2B e B2C.

Na In Press Porter Novelli, ela se une a Silvia Szarf e Alfredo Reikdal na diretoria executiva. Silvia segue na gestão de operações e Alfredo, na liderança das áreas transversais – mídia, planejamento, criação, marketing de influência, digital e estratégias de conteúdo.

GloboNews vence o Prêmio CICV de Cobertura Humanitária Internacional

Mário Cajé, representante da equipe vencedora

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) anunciou em 6/11 que a reportagem Especial Direitos Humanos – Direito à Nacionalidade, da GloboNews, venceu o Prêmio CICV de Cobertura Humanitária Internacional

O concurso incentiva a produção jornalística sobre temas humanitários, com foco nas vítimas. Assinantes da Globo Play podem ver a reportagem na íntegra.

O café para a imprensa

Por Virgínia Queiroz

Houve um tempo que Montes Claros e o Norte de Minas tinham um seleto grupo de pecuaristas que eram considerados os “Marechais do Campo”. Eram grandes pecuaristas e criavam milhares de animais, que transformavam em bois gordos para venda. E Montes Claros já teve um líder rural que atuava em nível nacional. João Alencar Athayde tinha poder de persuasão e liderava reuniões em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte com a presença de líderes nacionais, representantes de importantes entidades, como a Sociedade Brasileira Rural.

Como presidente da Sociedade Rural, construiu o Parque de Exposições, hoje um local de diversões, principalmente nos dez dias de julho, quando é realizada a exposição agropecuária visitada por milhares de pessoas. E no recinto do parque a imprensa sempre era chamada para as entrevistas coletivas.

Esse fato se passou nos anos 1950. Fui chamado por doutor João Athayde para fazer a reportagem sobre a inauguração da primeira exposição agropecuária, que aconteceria dentro de 15. Também foram chamados Lazinho Pimenta, da Gazeta do Norte, e Júlio Melo Franco, da Tribuna de Montes Claros.

A coletiva estava do meio para o fim quando o entrevistado solicitou a presença de um garçom para servir um café aos jornalistas. Veio um rapaz conduzindo uma bandeja com as xícaras e um bule. O garçom, novato, meio inexperiente, colocou tanto café que extravasou as bordas das xicaras e o café encheu os pires. Doutor João, levantou-se de sua cadeira aborrecido, determinou em voz alta, bastante indignado e com dedo em riste:

– Recolhe! Recolhe! Recolhe! Tire imediatamente!

O rapaz assustado, indagou:

– O senhor não pediu café?

– Foi só o café. Mas não pedi que enchesse tanto as xícaras. É falta de educação e de consideração com os repórteres. Volta na cozinha e me faça o favor de trazer outras!

O garçom voltou ao restaurante e retornou com o bule cheio e novas xicaras. Doutor João, ficou observando…. e de dedo em riste, bradou:

– Coloque faltando um dedo! Um dedo! Um dedo! Um dedo!

E o moço, receando nova bronca, ia mirando cada xícara para não passar do ponto, olhando o líquido caindo e medindo a olho.

Nós prendemos o riso. Saboreamos o café. Nenhum olhava para o outro com receio de explodir na gargalhada.

Lá fora do parque, longe do entrevistado, o trio que participava da coletiva não parava de rir. E o Lazinho com o dedo em riste imitava: Um dedo! Um dedo! Um dedo!!!

Era assim o doutor João Athayde. Um homem que gostava de tudo muito certinho e tinha muito respeito com os jornalistas.

Décio Gonçalves de Queiroz

A contribuição desta semana vem novamente de Virgínia Queiroz, da Infinity, que trabalhou por 25 anos na TV Globo-SP e teve uma rápida passagem pela Band. Em homenagem ao pai, Décio Gonçalves de Queiroz, falecido em maio do ano passado, ela separou algumas histórias que ele publicou na coluna Canto de Página do Jornal de Notícias, de Montes Claros, no Norte de Minas, e enviou a este J&Cia. Vale lembrar que ele próprio dirigiu por décadas o Diário de Montes Claros, além de ter sido revisor no Estadão, nos anos 1950. A história que reproduzimos é da edição de 10 de fevereiro de 2017.

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Tem alguma história de redação interessante para contar? Mande para [email protected] e contribua para elevar o nosso estoque de memórias

Observatório da Imprensa e ESPM lançam podcast sobre jornalismo

O Observatório da Imprensa e o curso de Jornalismo da ESPM lançaram nesta semana o primeiro episódio do podcast Cartas na Mesa – Jornalismo em Foco, com uma série de debates sobre assuntos relevantes do Jornalismo.

O primeiro episódio aborda o tema Desafios e oportunidades para maior governança ética do jornalismo brasileiro, com participação de Flavia Lima (Folha de S.Paulo) e Jorge Roberto Tarquini, professor de Jornalismo da ESPM.

O podcast terá cinco episódios. Os quatro restantes irão ao ar nas próximas quatro semanas, abordando temas como desinformação, importância e futuro do Projeto Comprova, feedbacks e a relação entre redações e a audiência, diversidade no jornalismo brasileiro, entre outros. Todos estarão disponíveis na página do Observatório da Imprensa e no Spotify.

Lauro Jardim e Fernando Gabeira em podcast

O Globo estreou em 5/11 o podcast Lauro e Gabeira. Semanal, traz a visão de dois conhecedores da política brasileira, colunistas do jornal. O programa está sendo preparado há dois meses, e três pilotos foram gravados antes da estreia, com produção realizada no estúdio que fica dentro da redação. O podcast permite alcançar um público mais jovem, de menos de 30 anos, pois pesquisas mostram que essa faixa etária se interessa pelo formato.

Lauro define: “A proposta é juntar dois jornalistas que se completam. Eu, que trabalho com muita informação, de diferentes assuntos, com bastidores. E o Gabeira, que conhece o outro lado; passou quatro mandatos como deputado. Mas, claro, podemos falar de outros assuntos”. Gabeira completa: “É bom porque poderemos ter um tom mais coloquial do que quando escrevemos um artigo, por exemplo. E também vamos poder juntar o que aconteceu na política da antiga e o que está acontecendo agora, e com mais tempo para abordarmos”.

O programa vem se juntar ao podcast diário Ao ponto, em que jornalistas aprofundam e analisam as principais notícias do dia. Para ouvi-los, são muitas as opções: a página do jornal em qualquer tela, e as plataformas de áudio (Spotify, iTunes, Deezer, Stitcher, Tune In e Castbox). É possível também receber atualização do novo episódio a cada semana.

Jornalistas querem igualdade salarial e o empoderamento das mulheres como fontes

* Por Luciana Gurgel, especial para o J&Cia

Luciana Gurgel

Não chega a ser uma guerra dos sexos. Mas o papel das mulheres no jornalismo vem sendo discutido em diversas frentes no Reino Unido. Um movimento que faz refletir sobre diversidade de gênero na profissão e também a respeito da perspectiva sob a qual as historias têm sido contadas pela imprensa em todo o mundo.

A situação que mais vem mobilizando o meio jornalístico aqui é a ação judicial aberta por Samira Ahmed, apresentadora do programa NewsWatch, da BBC. Há duas semanas ela entrou na Justiça para exigir da emissora pagamento retroativo da diferença de £ 693 mil entre o seu salário e o do colega Jeremy Vine durante o tempo em que ele estrelava o Points of View (atualmente apresentado por uma locutora em voiceover). A ela devem se seguir pelo menos dez outras jornalistas da rede pública.

O NewsWatch acolhe manifestações dos espectadores em relação à cobertura da emissora e questiona os editores, colocando no ar suas explicações. Tem 15 minutos, vai ao ar nas noites de sexta-feira e é reprisado aos sábados. O programa que Vine apresentava tem formato semelhante, o que fundamentou a reclamação trabalhista.

Na ação, Ahmed reclama do salário seis vezes menor do que o do colega: £ 3 mil por edição, fora outros penduricalhos. As justificativas que a BBC está usando para se defender enfurecem ainda mais as mulheres.

Para começar, argumentou que um dos programas era da linha de notícias, enquanto o outro fazia parte da grade de entretenimento. Sustentou que Vine é uma estrela reconhecida por 79% da audiência, enquanto Samira Ahmed seria conhecida de apenas 29%. E apontou que as perguntas que o apresentador fazia aos seus convidados eram mais complexas – inferindo-se que ele seria mais capacitado do que a moça.

A jornalista rebateu observando que o trabalho de criticar a própria emissora requer um alto grau de diplomacia, profundo conhecimento das questões que envolvem o jornalismo e uma habilidade enorme para entender e navegar na estrutura hierárquica da BBC. Entre as muitas vozes que se colocaram a favor de Ahmed está a NUJ (National Union of Journalists).

O caso de equal pay vem em um momento particularmente sensível no Reino Unido sobre o assunto. O último relatório divulgado pelo Governo, em outubro, indicou que o pay gap (diferença entre salários de homens e mulheres) aumentou pela primeira vez desde 2013, embora tenha diminuído na faixa abaixo de 40 anos.

Para piorar, a BBC vive um inferno astral no que diz respeito aos altos salários, por ser uma emissora pública. Há um movimento criticando os valores pagos a estrelas como o ex-jogador de futebol Gary Lineker, apresentador do Match of the Day, que virou uma celebridade em redes sociais e fatura £ 1,75 milhão. Uma tempestade perfeita.

Mulheres na redação e nas aspas – Outra frente desse debate é a presença das mulheres no jornalismo. E não apenas como profissionais atuantes nas redações, mas como fontes das matérias. Esse foi o tema de um encontro promovido pela Bloomberg na semana passada, em conjunto com a organização Women in Journalism.

O painel reuniu representantes da própria Bloomberg, da BBC, da City University e do The Times. Na plateia, jornalistas de várias idades. Além das situações relacionadas ao sentimento de discriminação de gênero, discutiu-se bastante o desafio de ter mais mulheres sendo entrevistadas, fortalecendo o seu papel na sociedade e também criando empatia com a audiência feminina.

A Bloomberg tem um programa formal para aumentar a presença feminina em suas reportagens e eventos. Há metas a serem atingidas, e até uma série de media trainings para executivas das áreas de finanças e negócios, capacitando-as para conceder entrevistas. Jornalistas da empresa só podem participar de painéis em que haja diversidade de gênero. BBC e Financial Times também desenvolvem iniciativas semelhantes aqui.

Mas o desafio não está apenas na decisão do repórter sobre quem entrevistar. Muitas profissionais presentes ao encontro, inclusive da própria Bloomberg, relataram dificuldades em encontrar mulheres dispostas a falar. Seja porque as corporações ainda nomeiam mais homens do que mulheres como porta-vozes, especialmente em indústrias fortemente masculinas como o setor financeiro, mas também porque nem sempre as mulheres querem se expor, segundo os depoimentos no encontro.

A boa notícia é que os esforços conscientes para transformar essa realidade surtem efeitos.  A Bloomberg tem conseguido elevar o número de mulheres como fontes e como entrevistadas nos programas da TV,  demonstrando o poder das iniciativas bem organizadas para a inclusão feminina.

Discussão esquenta e Augusto Nunes dá tapa em Glenn Greenwald

Augusto Nunes (Record TV e Jovem Pan) agrediu Glenn Greenwald (The Intercept Brasil) durante o Programa Pânico da Jovem Pan, realizado hoje (7/11). Os jornalistas discutiam sobre o polêmico comentário de Augusto Nunes sobre a criação dos filhos de Glenn Greenwald e seu marido, David Miranda. Veja na íntegra:

Estadão realiza debate sobre tecnologia e o futuro do jornalismo

O Estadão, em parceria com a Faap, realiza nesta quinta-feira (7/11) o debate Transformação Digital Estadão: O jornalismo do futuro agora.

Participarão do evento Luciana Garbin, editora e coordenadora de planejamento do Estadão, Marco Túlio Pires, coordenador do Google News Lab no Brasil, e Rafaela Campani, responsável pelo departamento de consultoria na Prodigioso Volcán, de Madri.

A mediação será de João Gabriel de Lima, editor executivo de Jornalismo e Audiência do Estadão, e Edilamar Galvão, coordenadora do curso de Jornalismo da Faap.

O evento será transmitido pela TV FAAP e pelas redes sociais do Estadão.O debate será das 9h às 11h45, no campus da Faap (rua Alagoas, 903). Inscreva-se aqui.

Twitter, NYT e Adobe anunciam projeto de combate a deepfakes

A Adobe anunciou, em evento realizado em 4/11, uma nova iniciativa de combate a deepfakes, desenvolvendo um novo modelo de distribuição de informações na internet. O Twitter e The New York Times são parceiros da Adobe na iniciativa.

O projeto, chamado Content Authenticity Initiative (CAI), busca solucionar a falta de transparência do conteúdo veiculado na internet, que pode ter sido alterado anteriormente ou não. Será criada uma equipe para solucionar o problema, e criar uma ferramenta capaz de identificar o material falso e entender no que os consumidores podem de fato confiar.

Segundo as entidades envolvidas, o projeto será lançado “num evento futuro junto de um grupo maior de empresas de tecnologia e mídia”. Para fazer parte da CAI, entre em contato com [email protected].  

BBC News dribla censura com site na dark web

A BBC News criou um espelho de seu site internacional na dark web para evitar a censura, como em países onde o conteúdo é bloqueado (China, Irã e Vietnã, países citados pela BBC).

Para acessar o site, é preciso usar o navegador Tor, que consegue ocultar a localização e a identidade da pessoa em camadas de criptografia. Por ele, é possível acessar sites normais de forma “mais anônima” e sites ocultos.

Segundo a BBC, o conteúdo desse site na dark web inclui matérias em línguas estrangeiras, como árabe, persa e russo, mas não o acesso ao IPlayer, serviço de transmissão da emissora.

Para acessar o site espelhado da BBC News, utilize a URL bbcnewsv2vjtpsuy.onion no navegador Tor. O link não funciona em navegadores convencionais.

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