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Abraji critica Glenn Greenwald por ataques a repórteres de O Globo

Glenn Greenwald - Foto Fernando Frazão-Agência Brasil
Glenn Greenwald – Foto Fernando Frazão-Agência Brasil

Em nota divulgada na última sexta-feira (13/9), a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) criticou a atitude de Glenn Greenwald, do Intercept Brasil, que em vídeo na internet chamou de corruptos os repórteres Juliana dal Piva e João Paulo Saconi, de O Globo, além de procuradores do Ministério Público do Rio de Janeiro.

O caso ocorreu após reportagem do jornal do Grupo Globo ter apontado movimentações financeiras atípicas do deputado federal David Miranda, marido de Greenwald.

No vídeo, Greenwald afirma: “(…) eu sei exatamente quem são os corruptos neste caso. Não é David Miranda, são os procuradores do Ministério Público e os repórteres e editores do O Globo, que publicou um artigo lixo”.

O caso gerou uma série de ataques contra os jornalistas, principalmente Juliana, autora da reportagem, que passou a receber citações no Twitter acusando-a de receber propina de procuradores na tentativa de uma campanha de intimidação para parar a Vaza Jato, nome pelo qual ficou conhecida a divulgação das mensagens da Lava Jato pelo Intercept Brasil. 

“Nenhum jornalista deve ser acusado sem provas por realizar seu ofício de divulgar informações”, destacou a nota. “Lamentamos que um jornalista lance mão de expedientes dos quais ele próprio é vítima frequente — acusações e descredibilização — contra outros colegas, ultrapassando o limite da crítica ao trabalho feito”.

Fotógrafo é furtado após jogo da final da Copa do Brasil

O repórter fotográfico Max Peixoto (O Bairrista e Dia Esportivo) teve seus equipamentos furtados em 11/9 na Arena da Baixada, estádio do Athlético, em Curitiba.

O furto ocorreu na sala de imprensa do time visitante, local restrito a profissionais credenciados, após o primeiro jogo da final da Copa do Brasil entre Athlético e Internacional

Max denunciou o ocorrido via Twitter e fez boletim de ocorrência, cobrando um retorno sobre o caso à assessoria do Athlético e reiterando que “o clube tem total responsabilidade da segurança dos profissionais que ali estão trabalhando”.

Até a publicação desta nota a assessoria do Athlético não havia se manifestado sobre o caso.

CNN anuncia diretores de Jornalismo em Brasília e no Rio

André Ramos (esq.) e Givanildo Menezes

A CNN anunciou os diretores de Jornalismo em suas sedes de Brasília e Rio de Janeiro. André Ramos (ex-diretor de Jornalismo da Record TV) comandará o Jornalismo da emissora na Capital Federal, enquanto Givanildo Menezes, diretor-adjunto de Jornalismo da CNN Brasil, será responsável pela sede do Rio de Janeiro.

André tem experiência em coberturas políticas, o que levou a CNN Brasil a colocá-lo no comando da sede em Brasília, de onde virá a maior parte do conteúdo de jornalismo político da emissora. Já cobriu eleições e posses presidenciais, além fazer parte de coberturas esportivas internacionais, como os jogos Olímpicos de Pequim (2008) e Londres (2012).

Givanildo comandou o departamento de Jornalismo da Record TV no Rio de Janeiro por quatro anos e conhece bem a capital fluminense. Coordenou a cobertura de grandes eventos internacionais como a visita do papa e a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).

A CNN Brasil funcionará 24 horas por dia. A previsão de estreia é para o final do ano.

Justiça gaúcha manda reabrir exposição de charges

Por solicitação do vereador Marcelo Sgarbossa (PT), uma decisão liminar da Justiça determinou a reabertura da exposição Independência em Risco, suspensa na semana passada pela presidente da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, Mônica Leal (PP). A mostra, que conta com 36 desenhos de 19 artistas, é composta de charges com críticas ao governo federal, consideradas ofensivas pela parlamentar.

Em seu despacho, o juiz da 3ª Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre, Cristiano Vilhalba Flores, cita a defesa da liberdade de expressão, afirmando que ela fica descaracterizada com a censura. O magistrado diz ainda que as obras que compõem a exposição “nada mais aparentam ser do que a simples manifestação dos pensamentos e da arte dos expositores” e que “charges são sempre subjetivas”. Inicialmente, as obras deveriam ficar em exibição até 19 de setembro.

Vale lembrar que a mostra havia sido previamente autorizada pela direção-geral da Casa, e, a convite o vereador Marcelo Sgarbossa, artistas foram chamados para realizar uma exposição sobre a conjuntura política atual. A iniciativa, planejada desde julho, conta com a presença dos cartunistas Edgar Vasques, Santiago, Vecente, Dóro, Elias, Alexandre Beck, Alisson Affonso, Bier, Bruno Ortiz, Edu, Eugênio, Gui Moojen, Hals, Kayser, Koostela, Latuff, Nik, Schroder e Uberti.

Cartunistas poderão exibir novamente seus trabalhos

(Com informações do Coletiva.net)

Einstein lança agência de notícias com foco em saúde

Debora Pratali (JeffreyGroup Brasil) e Vanessa Amorim (Hospital Albert Einstein) apresentam a Agência Einstein
Debora Pratali (JeffreyGroup Brasil) e Vanessa Amorim (Hospital Albert Einstein) apresentam a Agência Einstein

Veículos de comunicação de todo o País podem contar agora com uma agência de notícias focada em conteúdo qualificado sobre saúde, ciência e bem-estar. A Agência Einstein, criada pelo Hospital Albert Einstein, de São Paulo, oferecerá gratuitamente reportagens, entrevistas, fotos e infográficos para jornais, revistas, emissoras de TV e rádio, além de sites de notícias. 

“O Einstein investiu nessa iniciativa por acreditar que é seu papel também difundir informação de qualidade para promover a melhor saúde”,
afirma Vanessa Amorim, head de Marketing e Comunicação da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein. “Ao oferecer essa plataforma aos meios de comunicação, queremos incentivar e facilitar a publicação de reportagens sobre ciência, saúde e bem-estar. E assim, impactar um número maior de indivíduos em todo o Brasil. É o Einstein colocando as  pessoas no centro”. 

Idealizado pela JeffreyGroup, que desenvolveu o projeto editorial e a plataforma responsiva a todos os tipos de dispositivos, a agência de notícias produzirá diariamente conteúdo jornalístico que poderá ser acessado exclusivamente por veículos cadastrados.

“Ficamos impressionados com a qualidade e relevância do conteúdo que tínhamos em mãos, fruto da posição de vanguarda do Einstein – que tem o que há de mais avançado em tecnologia, pesquisa, ensino e corpo clínico”, completa Debora Pratali, diretora-executiva da JeffreyGroup Brasil . “Vimos que tudo isso poderia ser melhor disseminado por meio da imprensa, principalmente em outras regiões do Brasil. A Agência Einstein chega para ser uma parceira dos veículos de comunicação, que poderão ter acesso e utilizar gratuitamente um conteúdo jornalístico de qualidade e credibilidade”.

O conteúdo será produzido por jornalistas com ampla experiência em saúde: Cristiane Bomfim, que atuou em Diário do Grande ABC, Jornal da Tarde, Veja SP, além das agências CDN e Ideal; e Fábio de Oliveira, ex-redator-chefe na Revista Saúde. Eles estarão na linha de frente do desenvolvimento de pautas e reportagens, sob coordenação de Cilene Pereira, jornalista com mais de 30 anos de experiência na cobertura de saúde, com passagens por veículos como O Globo, O Estado de S. Paulo e revista IstoÉ. 

As reportagens irão priorizar assuntos atuais e relevantes que colaborem para orientação e atualização da sociedade, como prevenção e cuidados com a saúde, pesquisas inéditas e avanços tecnológicos e científicos. O e-mail para contato com a Agência Einstein é [email protected].

Google altera algoritmo de busca para destacar conteúdo original

O Google anunciou nesta semana uma mudança em seu algoritmo de busca para identificar as reportagens originais, destacá-las e mantê-las por mais tempo no topo dos resultados. Também será possível ver a reportagem que deu origem às últimas notícias que circulam na internet, a primeira que foi veiculada e que originou as que vieram posteriormente.

Segundo nota do Google, devido ao grande número de informações que são veiculadas a todo o instante torna-se difícil que uma reportagem original permaneça no topo dos resultados e em destaque. A alteração no algoritmo busca mudar isso, valorizando o conteúdo original de empresas jornalísticas, que se beneficiam com maior exposição de seu trabalho.

Na nota, o Google afirma que “tem o objetivo de apoiar o trabalho da indústria jornalística, garantindo que as pessoas tenham acesso às notícias mais confiáveis e bem-apuradas”.

Bradesco Seguros prorroga inscrições para os Prêmios Longevidade

O Bradesco Seguros prorrogou até 20/9 as inscrições para os Prêmios Longevidade 2019, nas modalidades Jornalismo, História de Vida e Pesquisa. Segundo Alexandre Nogueira, diretor do Grupo Bradesco Seguros,” a adesão está cada vez maior e, por essa razão, decidimos prorrogar as inscrições”.

Os Prêmios Longevidade destinam-se a estimular a reflexão sobre o processo de transformação da estrutura etária da população brasileira. A modalidade Jornalismo busca premiar trabalhos jornalísticos que tratam o tema de longevidade com criatividade. Ela contempla cinco categorias: Jornal Impresso, Revista Impressa, TV, Rádio e Web. Estão habilitados a concorrer diversos gêneros jornalísticos, desde artigos até vídeos e podcasts, veiculados no período de 9/10/2018 a 20/9/2019. O primeiro colocado receberá um troféu, um certificado e R$ 10 mil.

Os trabalhos devem ser enviados até 20/9 para o portal Viva a Longevidade.

Corte criminal britânica garante inviolabilidade da imprensa

Anthony Loyd e Shamima Begun (Foto: Ben Gurr/The Times/Press Association Images)

* Por Luciana Gurgel, especial de Londres para o Portal dos Jornalistas

Luciana Gurgel

Uma decisão da corte criminal britânica anunciada na semana passada deixou bem delimitado o raio de atuação da imprensa. A Scotland Yard teve negado o pedido de acesso a anotações dos jornalistas e a imagens brutas que não foram ao ar relativas a um rumoroso caso envolvendo uma jovem que se uniu ao grupo terrorista Estado Islâmico.

Shamima Begum é uma das três adolescentes que deixaram o Reino Unido ilegalmente há quatro anos para se casarem com terroristas, caso que ficou conhecido como “as noivas do Estado Islâmico”. Em fevereiro deste ano o repórter Anthony Loyd, renomado correspondente de guerra do The Times, localizou-a em um campo de refugiados, prestes a dar à luz o terceiro filho, e publicou uma bombástica entrevista exclusiva, na qual ela pedia para ser autorizada a voltar ao país.

A matéria disparou uma crise política e um amplo debate sobre se ela deveria ser autorizada a retornar, e também sobre seus direitos de cidadania e do filho – que acabou morrendo dias depois. A história passou a ser investigada pela área de contraterrorismo da Scotland Yard, em busca de pistas sobre as ligações de britânicos com o grupo terrorista.

Como parte da investigação, a polícia solicitou aos veículos que entrevistaram Shamima – The Times e também BBC, ITV e SkyNews – o material não publicado ou veiculado. Todos negaram, o que levou ao processo judicial impetrado em julho, com base na Lei de Terrorismo, sob a justificativa de tratar-se de assunto de segurança nacional e interesse público.

Mas não deu certo. Na sentença favorável à imprensa, o juiz declarou que “é esperado que jornalistas sejam observadores neutros, e é essa neutralidade que  garante a sua proteção”. Ele foi além, observando que o trabalho dos jornalistas investigativos depende fundamentalmente da confiança, do sigilo, da proteção do material apurado e das fontes, da percepção de neutralidade e da cooperação das pessoas que confiam no repórter”.

A Corte determinou que o material fique sob a guarda de um escritório de advogados, para o caso de haver algum desdobramento – como a volta de Shamima ao Reino Unido – que leve a uma revisão do caso. Mas considerou que no momento não há razão para que os jornalistas entreguem notas ou imagens à Scotland Yard.

É um caso que pode tornar-se referência para ações semelhantes no futuro. Foi saudado como uma vitória da imprensa, e certamente deixa os jornalistas investigativos mais confortáveis para fazerem o seu trabalho.

Anthony Loyd e Shamima Begum (Foto: Ben Gurr/The Times/Press Association Images)

Contar histórias – Mas a cobertura do caso de Shamima Begun tem outro lado que merece reflexão: a dificuldade de contar tais histórias de forma sensível, sem causar ainda mais mal a pessoas ou famílias envolvidas em dramas humanos como o da jovem. Um livro sobre isso acaba de ser lançado no Reino Unido. Chama-se Trauma Reporting, escrito pela jornalista Jo Healey, da BBC.

É quase um “manual”, orientando repórteres sobre como abordar entrevistados em situações de vulnerabilidade como luto ou trauma. Há recomendações de jornalistas, documentaristas, professores e de pessoas que deram entrevistas à imprensa a respeito de situações dramáticas vividas por elas próprias ou por familiares.

Uma leitura importante para quem trabalha em redações no Brasil e vive cotidianamente o desafio de contar histórias sobre as tantas formas de violência que assolam o País. Para quem estiver interessado, aqui vai o link.

Érica Ceolin é a nova diretora de Comunicação do Senado

O presidente do Senado Davi Alcolumbre nomeou em 6/9 Érica Ceolin para ocupar a Diretoria da Secom no lugar de Angela Brandão, que deixou o cargo há pouco. Érica destacou entre suas metas no posto a incorporação de novas tecnologias e de linguagem da era digital à Secom, dando continuidade ao trabalho em andamento de tornar a informação legislativa mais atraente e compreensível ao cidadão. Servidora pública, ela ultimamente trabalhava na assessoria de imprensa da Presidência do Senado.

“Eu tenho o DNA da Secom”, diz. “Voltar para cá é um reencontro com amigos e profissionais. Tenho certeza de que, juntos, faremos um grande trabalho em equipe. Nossas demandas e nossos desafios serão tratados em conjunto, ouvindo todos os veículos. Que o nosso dia a dia possa ser vivido não só com produtividade, mas também com satisfação. Minha sala estará sempre aberta para quem quiser trocar uma ideia”.

Secretário de Embu das Artes (SP) ameaça jornalista

Adilson Oliveira, do portal Verbo Online, sofreu ameaças do secretário de Serviços Urbanos de Embu das Artes (SP) Celso Vasconcelos, após tê-lo questionado sobre a compra de sacos de lixo com o símbolo da pasta que chefia, com custos três vezes maiores do que os sem logomarca.

O portal Verbo Online publicou uma reportagem sobre o caso em questão. Adilson Oliveira entrou em contato com Celso Vasconcelos para ouvir a versão dele sobre o episódio, mas o secretário o atacou e ameaçou via mensagens de WhatsApp, com ofensas pessoais.

Em nota, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) repudiou as atitudes do secretário e defendeu Adilson afirmando que “sem uma imprensa livre e crítica, é a democracia e a sociedade que perdem”.

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