A Bradesco Seguros divulgou nesta segunda-feira (18/11) os vencedores da nona edição do Prêmio Longevidade de Jornalismo. No total, 10 trabalhos foram premiados nas cinco categorias jornalísticas do concurso. Confira a relação:
Jornal Impresso
1º Colocado: Carmem Lúcia Melo de Souza, do Correio Braziliense, com uma série de três matérias sobre os impactos da obesidade na saúde, na qualidade de vida e na expectativa de vida dos indivíduos.
2º Colocado: Leila Cristina de Souza Lima, do jornal Valor Econômico, na reportagem Envelhecimento rápido impõe novos desafios para o Brasil.
Revista impressa
1º Colocado: Giuliana Toledo, da Revista Galileu, reportagem de capa O envelhecimento é uma doença? Tem cura?
2º Colocado: Joyce Moisés, da Revista AT, do Jornal a Tribuna de Santos, com Os perennials estão entre nós.
WEB
1º Colocado: Yuri Alves Fernandes, do Projeto #Colabora, com LGBT + 60: Corpos que resistem.
2º Colocado: Marcelle Cristine de Souza, do UOL, com Rumo aos 100 anos.
TV
1º Colocado: Gracielly Bittencourt Machado, da TV Brasil, com Quarta idade: a vida depois dos 80.
2º Colocado: Mariana Romão, do Jornal da Globo, com Jogo da Previdência: envelhecimento populacional pressiona as contas da seguridade social.
Rádio
1º Colocado: Marcos Andrei Meller, da Rádio Peperi, com Viver Mais.
2º Colocado: Géssika Aline Lima da Costa, da Rádio Correio AM 1200, de Maceió, com Veteranos da Vida.
A campanha de financiamento para o livro Queimadas na Amazônia – uma aventura na selva, de Simão Zygband, termina nesta quarta-feira (20/11). O livro conta uma história da época de juventude do autor, com informações e dados sobre incêndios criminosos na Floresta Amazônica, além do processo de construção da rodovia Transamazônica, a questão indígena e filmes que abordam o tema.
Nesta quarta (20), encerram-se as doações via Catarse,
mas as doações por transferência bancária e depósitos continuarão até dezembro,
período previsto para o lançamento do livro. Mais informações pelo [email protected].
Os colaboradores ganharão um exemplar no lançamento e, caso
não possam comparecer ao evento, receberão o livro pelo correio.
A Thomson Reuters abriu o período de inscrições para seu Programa de Treinamento em Jornalismo, com duração de nove meses, a partir de setembro de 2020.
O programa é dividido em um mês de estudos no Reino Unido e
outros oito meses em um dos escritórios da Reuters localizados em China,
Cingapura, Reino Unido, México, África do Sul, Egito, Líbano ou Emirados Árabes
Unidos.
Os candidatos selecionados receberão um salário no
escritório onde permanecerão e a oportunidade de se tornarem correspondentes
internacionais, caso sua performance seja considerada satisfatória.
Os requisitos para o programa são: inglês fluente (escrita
e fala); habilidade de contar histórias relevantes e interessantes; compromisso
com a profissão de jornalista. O domínio de um segundo idioma e familiaridade
com economia e finanças, edição de vídeo e fotografia serão diferenciais.
As inscrições vão até 15 de dezembro. Mais informações aqui (em
inglês).
Da esquerda para a direita: Tarsilla Alvarindo (Salvador), Amanda Santos (Florianópolis), Fagner Coelho (Salvador), Mariana Bispo (São Paulo), Clóris Akonteh (editora em São Paulo), Salcy Lima (São Paulo), Luiz Fara Monteiro (Brasília) e Rodrigo Cardozo (Florianópolis). Foto: Divulgação Record TV
Para marcar a Semana da Consciência Negra, a Record TV lança nesta segunda-feira (18/11) a série especial Sem vaga para o racismo. A emissora reuniu oito jornalistas negros que discutiram o tema e elaboraram reportagens especiais, com pesquisas, dados e experiências pessoais sobre o papel do negro no mercado de trabalho, os principais obstáculos e preconceitos. A série também mostra exemplos de negros bem-sucedidos e iniciativas que buscam estimular a inserção dos negros no mercado de trabalho.
As reportagens irão ao ar até sexta-feira, no Jornal da
Record. O episódio de hoje será sobre os negros no mercado de trabalho.
Novo horário
Em comunicado à imprensa, a Record anunciou que o Jornal
da Record ganhará novo horário de exibição a partir de 2 de dezembro. O
telejornal apresentado por Celso Freitas e Adriana Araújo passará
a ser exibido às 19h45.
Marcelo Cosme, da GloboNews, que ancora o Jornal Hoje aos sábados, apresentará o Hora 1 na semana do Natal, cobrindo Roberto Kovalick. Se agradar, poderá virar o substituto oficial do programa.
O apresentador, que faz parte de alguns quadros na
GloboNews, estreou no Jornal Hoje em setembro.
Ana Estela de Sousa Pinto, que hoje integra a equipe de repórteres especiais da Folha de S.Paulo, será a partir de fevereiro a nova correspondente do jornal na Europa, baseada em Bruxelas, pelo período inicial de um ano. O cargo vem sendo ocupado desde agosto de 2018, a partir de Paris, por Lucas Neves, que seguirá na capital francesa por conta própria.
Ana entrou na Folha em 1988 pelo primeiro programa de treinamento do jornal, e desde então foi repórter, redatora e editora em várias áreas, entre elas Ciência, Educação, Cidades, Política e Fotografia. Coordenou o programa de treinamento por 15 anos e editou o caderno Mercado de 2012 a 2016, quando passou a repórter especial.
A Associação Brasileira de Imprensa protocolou no STF uma notícia-crime contra o presidente Jair Bolsonaro pela informação de que ele e o filho Carlos pegaram a gravação das ligações da portaria do condomínio Vivendas da Barra, no Rio de Janeiro, onde ambos têm casa.
A gravação trata da visita de Élcio de Queiroz, um dos acusados de matar a vereadora Marielle Franco (PSol-RJ), ao condomínio no dia do crime, em março de 2018. De acordo com o presidente, a ação foi feita para “evitar adulteração do conteúdo”.
Segundo o Poder360, o pedido foi encaminhado em 8/11 ao presidente do STF, Dias Toffoli, e tornou-se público nessa sexta-feira (15/11). O relator do caso será o ministro Alexandre de Moraes.
Na petição, a ABI afirma que Bolsonaro e Carlos “acessaram, em data ainda imprecisa, por meios impróprios, elementos probatórios de uma investigação criminal sigilosa e em andamento, os quais poderiam elucidar o iter criminis [N.daR: a sucessão dos vários atos que devem ser praticados pelo criminoso para atingir o fim desejado] percorrido pelos principais suspeitos do assassinato”. Segundo a entidade, a ação do presidente e de seu filho “carece de investigação”. Diz ainda que “é imperioso verificar quando e de que modo ocorreu o acesso” aos áudios, e se a Polícia já havia realizado a perícia do material, “o que até o momento segue sem razoáveis esclarecimentos“.
Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, repudiou o artigo da Medida Provisória (MP) do Programa Verde Amareloque retira a exigência de registro profissional para jornalistas e outras profissões. A informação é de Aldo Rebelo, jornalista e ex-deputado federal, que conversou com Maia. No Twitter, Rebelo disse que o presidente da Câmara classificou a medida como “inaceitável”:
Segundo a Fenaj, em entrevista a jornalistas na Câmara
Federal, Maia afirmou que a MP deverá ser aprovada, mas sem interferir no
registro profissional do jornalista, e que esse artigo deve ser retirado da MP.
Ele também se solidarizou com os jornalistas.
A Fenaj, o Sindicato dos Jornalistas de SP e outras
entidades repudiaram a MP, que, segundo elas, “é mais um passo rumo à
precarização do exercício da profissão de jornalista, uma atividade de natureza
social ligada à concretização do direito humano à comunicação. Na prática, sem
qualquer tipo de registro de categoria, o Estado brasileiro passa a permitir,
de maneira irresponsável, o exercício da profissão por pessoas não habilitadas,
prejudicando toda a sociedade”.
A nota também faz críticas ao presidente Jair Bolsonaro: “A
Fenaj denuncia que o governo de Jair Bolsonaro constrói uma narrativa, desde a
posse na Presidência, para deslegitimar a atuação dos jornalistas no exercício
profissional”.
Após 15 anos de TV Globo, Eduardo Acquarone deixou a empresa no início do mês. Ele cuidava de projetos de inovação no Jornalismo desde 2008, quando criou e dirigiu o Globo Amazônia. Indicado ao Emmy Digital em 2011, o projeto conseguiu mais de 55 milhões de protestos virtuais contra a destruição da floresta. Na emissora, Eduardo escreveu, editou, roteirizou e dirigiu inúmeros trabalhos, tanto para televisão (Fantástico, Profissão Repórter) quanto para o digital (Globo Amazônia, G1).
Em 2015, estudou no Tow-Knight Center for Entrepreneurial Journalism em Nova York, onde fundou a Flying Content, uma empresa de narrativas digitais. Agora vai se dedicar à consultoria e a projetos sob demanda, além de concluir o doutorado em Narrativas Imersivas e Realidade Virtual em Lisboa.
Imagine Jair Bolsonaro pedindo votos para Lula no Twitter. Ou Lula indicando Bolsonaro como o melhor candidato para liderar o País. Impensável? Pois algo assim aconteceu no Reino Unido. Nessa terça-feira (12/11) dois vídeos causaram surpresa por aqui. Um deles estrelado pelo conservador Boris Johnson e outro pelo trabalhista Jeremy Corbyn, cada um declarando apoio ao outro nas eleições de 12 de dezembro.
Mas a perplexidade não é pela
mudança de posição dos adversários. E sim porque os filmes são falsos. Foram produzidos pela organização
Future Advocacy com o objetivo de denunciar o risco dos vídeos deepfake, que empregam inteligência
artificial para criar uma ficção assustadoramente crível, manipulando
com perfeição a imagem e o discurso de uma pessoa (*).
No fim dos vídeos os dois
“personagens” declaram-se “falsos” e revelam o truque. Uma ótima
ideia para expor do que a Inteligência Artificial é capaz, e chamar a atenção
para o perigo de se acreditar até no que se vê e ouve.
Vídeos assim tornaram-se
populares em sites de pornografia, com o rosto de uma pessoa aplicado sobre o
corpo de outra. E também vêm sendo utilizados para alimentar teorias
conspiratórias. Até Mark Zuckerberg já foi vítima. A consultoria de segurança
cibernética holandesa Deeptrace detectou que a quantidade de vídeos deepfake circulando na internet dobrou
entre dezembro passado e outubro deste ano. Espanta ver como podem ser usados
para influenciar o eleitor.
A campanha nas redes sociais – Essa
é uma das preocupações em uma campanha eleitoral polarizada por causa do
Brexit. E na qual o papel das plataformas tecnológicas deve ser decisivo,
sobretudo diante do acelerado engajamento de eleitores jovens, mais dependentes
das mídias sociais como fonte primária de informação, sendo assim expostos a
conteúdos nem sempre confiáveis. Nas primeiras 48 horas após a confirmação das
eleições de dezembro, a terça-parte dos mais de 300 mil novos eleitores
registrados tinha menos de 25 anos, e 65% estavam abaixo dos 35.
Tal contexto eleva o risco de que
as fake news, o discurso agressivo disseminado nas redes e até a
interferência de outros países acabem
por influenciar o eleitorado. Ataques online a candidatos, videos adulterados
pela campanha adversária e contas falsas em redes sociais são revelados quase
que diariamente desde que a campanha começou, sem mecanismos de controle
eficazes.
A influência de outros países,
principalmente a Rússia e os Estados Unidos, igualmente causa preocupação. Não
é à toa, pois é um trauma o escândalo da empresa Cambridge Analytica envolvendo
a manipulação do voto no referendo do Brexit em 2016, ainda que não existam
evidências de que a situação esteja se repetindo. E o presidente americano
Donald Trump já deu seus pitacos na política interna.
Paradoxalmente para os que
reclamam de influência externa em eleições, quem acabou colocando mais lenha
nessa fogueira doméstica foi a americana Hillary Clinton. Em visita ao Reino
Unido para promover seu livro, criticou o governo britânico por não ter
publicado ainda o relatório feito pela área de Inteligência do Parlamento
examinando atividades russas no plebiscito e nas eleições gerais de 2017,
concluído em outubro. O sigilo dá margem a versões diversas sobre o conteúdo do
documento, não necessariamente verídicas.
Culpados os russos ou não, é fato
que ações tecnológicas estão em curso. Na última segunda-feira (11/11), o
Partido Trabalhista sofreu um ataque cibernético que prejudicou o acesso online
e afetou a campanha. Um representante do partido sugeriu que poderia ter
partido da Rússia – até aí nenhuma novidade – ou do Brasil. O episódio alimenta
as teses conspiratórias e deixa os eleitores ainda mais confusos. Afinal, em
que acreditar?
Manual do fact-check – Enquanto a guerra sem controle
se desenrola nas redes sociais, as organizações de mídia têm a oportunidade de
brilhar como porto seguro para quem quer separar o joio do trigo. Muitas têm
feito esforços nesse sentido. A BBC escalou um comentarista especializado no
mundo digital para analisar diariamente o que acontece nas redes, sempre
alertando para o perigo de se acreditar no que chega por vias não confiáveis e
para as possibilidades tecnológicas de manipulação das informações.
A organização Full Fact publicou
um guia
para orientar as redações durante a cobertura da campanha. O
documento recomenda elementos de estilo, formato e produção que podem fazer a
diferença na hora de esclarecer o público. The Guardian é um dos jornais que já
lançou seu fact-check, escrutinando
promessas feitas por candidatos e partidos.
Seja quem for o vencedor, as
eleições no Reino Unido podem ser um importante laboratório para analisar os
riscos da tecnologia e as ferramentas de controle em processos eleitorais, para
o bem da democracia e da informação de qualidade.
(*) Vale a pena ver também a matéria
da BBC mostrando como foram feitos.