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domingo, abril 12, 2026

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Luiz Megale volta à BandNews FM

Luiz Megale

Luiz Megale voltou em 16/3 para a BandNews FM, no comando do Jornal da BandNews FM. Ele deixou o Primeiro Jornal (agora apresentado por João Paulo Vergueiro) para substituir a Eduardo Barão, que será correspondente internacional da rádio.

Formado em Jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Megale iniciou a carreira em 2000, ainda como estagiário, na Jovem Pan, onde virou repórter e especializou-se em coberturas internacionais. Em 2005, chegou ao Grupo Bandeirantes, atuando em programas na rádio e na TV. Foi correspondente internacional da Band em Nova York por dois anos. Desde 2018, apresentava o programa 90 minutos, em substituição a José Luiz Datena.

Adalberto Piotto deixa a TV Brasil por novo projeto

Adalberto Piotto

Adalberto Piotto deixou em 13/3 a TV Brasil, onde estava há pouco mais de três anos no programa de análise Cenário Econômico, exibido diretamente da sede da Bolsa de Valores em São Paulo. Com a saída dele, a atração será descontinuada.

Piotto lançou na última segunda-feira (16/3) seu projeto Gabinete em Crise, série dividida em capítulos com comentários sobre a realidade econômica brasileira. A apresentação e produção são dele mesmo. O primeiro episódio, A economia é feita de gente, já está no ar. Confira!

Inscrições para o Prêmio ABMES de Jornalismo vão até 22/5

A Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior abriu inscrições até 22/5 para a quarta edição do Prêmio ABMES de Jornalismo, que valoriza reportagens sobre temas relacionados ao Ensino Superior do Brasil.

Poderão ser inscritos trabalhos em vídeo, áudio e escritos (impresso e online) nas categorias Nacional e Regional. É importante que a reportagem tenha sido publicada em algum veículo de comunicação entre 1º de julho de 2019 e 22 de maio de 2020. Cada candidato pode inscrever até cinco trabalhos.

Os três vencedores da categoria Nacional receberão R$ 15 mil cada, e na categoria Regional, os três serão premiados com R$ 10 mil cada. A cerimônia de premiação será em 4 de agosto, em Brasília. Inscreva-se!

Cassio Cortes prepara lançamento de seu primeiro livro: Movido a Gasolina

Prestes a completar 20 anos de carreira, Cassio Cortes, apresentador do Acelerados (SBT YouTube), lança em fase de pré-venda seu livro de estreia, Movido a Gasolina (Labrador). A tiragem inicial é limitada a 1.000 cópias, e a pré-venda acontece no site kickante.com.br/movidoagasolina.

“É uma volta ao mundo acelerada por 18 países em cinco continentes, reunindo as principais reportagens especiais da minha carreira, desde a vez em que pilotei um tuk-tuk na madrugada de Bangkok até a Corrida de Jericos Motorizados em um lamaçal no meio da Amazônia”, revela o jornalista. “Tem pilotagem de Alfa clássica em Nürburgring, tem epopeias no Dakar, tem eu entrando ilegalmente no México pra participar do rali Baja 1000… Enfim, muita coisa legal, porque escolhi só as aventuras mais marcantes da minha carreira antes do Acelerados. E é claro que tem também muitos bastidores saborosos sobre o próprio Acelerados, incluindo como, afinal, surgiu o nosso canal. Tudo ilustrado com belas fotos de todas essas histórias”.

Governo Bolsonaro está na lista da RSF dos principais “predadores” da imprensa

A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) divulgou em 12/3 a lista dos 20 Predadores Digitais da Liberdade de Imprensa de 2020, estudo que aponta as principais empresas, organizações e governos que atacam os jornalistas e ferem os direitos de liberdade de imprensa e de expressão ao redor do globo. O Governo Bolsonaro é um dos “predadores” da lista.

O levantamento classifica os integrantes da lista em quatro categorias: Perseguição, Censura de Estado, Desinformação e Espionagem e Vigilância. Segundo o estudo, por sua grande influência na internet e em meios digitais, esses “predadores” intimidam e silenciam os profissionais de imprensa que abalam a integridade dos poderes estabelecidos.

“Os homens fortes autoritários, que organizam a predação da liberdade de imprensa, estendem sua atuação no mundo digital graças a tropas de cúmplices, subordinados e reservas que também são predadores digitais determinados e organizados”, explica Christophe Deloire, secretário-geral da RSF.

Classificado na categoria Perseguição, o Governo Bolsonaro aparece na lista como “O ‘gabinete de ódio’ de Bolsonaro”. O texto destaca os frequentes ataques do presidente do Brasil aos profissionais da imprensa nacional, citando nomes como Gleen Greenwald, Constança Rezende e Patrícia Campos Mello, que, por revelarem o que está “por trás das cortinas” do governo brasileiro, acabam sendo alvos de campanhas de ódio dos apoiadores de Bolsonaro nas redes sociais.

Confira a lista na íntegra.

Projeto de lei prevê multa contra fake news em São Paulo

A Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou em 11/3 um projeto de lei que prevê uma multa de R$ 5 mil para quem produzir ou compartilhar fake news. A multa dobrará em caso de reincidência ou se a notícia falsa for espalhada por servidor público.

De acordo com a justificativa do projeto, apenas quem colabora com a divulgação e criação das fake news será penalizado. Matérias jornalísticas não receberão multa: “Tentamos preservar a atividade dos veículos de imprensa e os jornalistas, que não poderão ser processados no livre exercício de sua atividade profissional”, diz o texto.

Também serão punidas as pessoas que utilizarem mecanismos automáticos de propagação e perfis falsos para espalhar notícias falsas (robôs virtuais). Quem divulgar informações alegando tratar-se de opinião pessoal ou humor não será penalizado.

O governador de São Paulo, João Doria, poderá aprovar ou vetar o projeto de lei. 

Jornais brasileiros derrubam paywall em matérias sobre o Coronavírus

Diversos veículos de comunicação retiraram o paywall de matérias que abordam o Covid-19, o Coronavírus. Jornais como a Folha de S.Paulo, O Estado de S.Paulo, O Globo, Nexo e a revista Exame adotaram a prática e passarão a manter esse tipo de conteúdo gratuito aos leitores.

A ação visa a trazer informações relevantes sobre o assunto, incluindo os sintomas e as formas de prevenção, além de reduzir o número de notícias falsas e rumores, que cresceu exponencialmente com a chegada do vírus ao País, e depois que foi considerado uma pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em nota, a Folha declarou que “as redes sociais estão desde o início da crise do Coronavírus repletas de informações falsas. O jornalismo profissional é antídoto em tempos de fake news e a Folha busca contribuir para que mais brasileiros tenham acesso a notícias confiáveis”. O Estadão e O Globo criaram editorias específicas para cobrir o assunto.

A derrubada do paywall já havia sido adotada por jornais internacionais, como o The New York Times nos Estados Unidos e o The Globe and Mail no Canadá.

Amor de pai

Ibsen Pinheiro

A recente despedida do deputado Ibsen Pinheiro, em 24 de janeiro, remeteu-me a um episódio de forte caráter afetivo que enriqueceu os meus 50 anos de jornalismo. Seu impacto deve ser creditado àquele misterioso código de afinidade entre progenitores, que nos acompanha talvez desde os tempos das cavernas.

Ocorreu em 2001, no fim de uma manhã. Tocou o telefone da minha mesa no Jornal da Tarde.

– Bom dia. Aqui quem fala é Ibsen Pinheiro.

A origem desse telefonema pede necessários prolegômenos, como diria Jânio Quadros, com o seu hábito de pentear a língua portuguesa para ser melhor entendido.

O deputado Ibsen Pinheiro (1935-2020), que desenvolveu sua trajetória política no extinto PMDB, foi uma grata e meteórica revelação na virada da redemocratização. Em 1982 era deputado estadual no Rio Grande do Sul; em 1986 já participava da Assembleia Constituinte que ofereceria ao País a Carta que Ulisses Guimarães chamou de “cidadã” em 1988. Em 1992, ocupando a cadeira de presidente da Câmara dos Deputados, governou com tal propriedade o tumultuado processo de impeachmentde Fernando Collor de Mello, o primeiro desse gênero entre nós, que seu nome se tornou uma barbadana política. (Somente esse jargão do turfe, aplicado para designar o cavalo favorito do páreo, poderia dar a medida do prestigio adquirido). Porém, para enorme surpresa nacional, em menos de dois anos Ibsen passou a ser azarão, acusado de corrupção na célebre CPI do orçamento e fazer parte do não menos famoso escândalo dos anões do orçamento. Teve o mandato cassado sob o estigma da desonestidade, embora permanecesse no ar uma série de dúvidas sobre sua culpabilidade. Em 2000 o Superior Tribunal Federal arquivou o processo por falta de provas e um novo mandato lhe foi dado pelas urnas em 2006. Possivelmente já fosse tarde demais para promover uma redenção completa.

Nessa mesma época, tangido por Murilo Felisberto, fui para o Jornal da Tarde, que estava em curva descendente, a fim de participar do esforço de recuperação. Murilinho, obedecendo a seus hábitos sofisticados, levou-me para almoçar no Gero, onde me faria o convite. (Dada a nossa intimidade, bastaria tomar um café em qualquer padoca de esquina. Acontece que o Gero, um dos braços do Fasano, na rua Haddock Lobo, e o Spot, na alameda Ministro Rocha Azevedo, eram seus restaurantes favoritos, na verdade, manias suas, das quais ele não abria mão. Em tempo: saudades dele!). É vencer ou vencer, disse-me na ocasião com uma agressividade que sua frágil aparência física desmentia.

A julgar pelas suas providências, estava seguro dos seus propósitos. Já decidira pela aquisição de uma nova família tipográfica, como convém a um artista das artes gráficas do seu tamanho. E na edição de 26 de julho de 2000, uma quarta-feira, teve oportunidade de sinalizar a que viera. Compôs uma magnífica capa, melhor dizendo, inesquecível, sobre a queda do Concorde em Paris no dia anterior, fazendo uma manipulação de preto e branco – sob seu proverbial apuro tipográfico – que Henri Cartier-Bresson aprovaria sem restrições. Ainda sob seu comando o JT produziria variados arroubos jornalísticos que imitavam o JT dos seus tempos gloriosos. Lembro-me particularmente de dois. O primeiro foi a série sucessiva de manchetes, assinada pelos repórteres Danilo Angerami e Marinês Campos, sobre a existência e atividades do PCC, até então pouco divulgadas, que daria dimensão nacional à organização e abriria o amplo debate que continua atual. (A origem da publicação deveu-se à consciência jurídica e religiosa – um católico extremado – do desembargador aposentado Renato Laércio Talli, então corregedor da Secretaria de Assistência Penitenciária, que foi a fonte das reportagens, face aos relatos cruéis que lhe chegavam, vindos diretamente do interior dos presídios paulistas). O segundo arroubo materializou-se numa dupla de repórter e fotógrafo que passou a cobrir a noite paulistana sob uma pauta diversificada, que não se limitava, isto é, não era engessada pelo tradicional e convencional noticiário policial. Esse arranjo era completado por um “marronzinho” que, quando fora do seu expediente na Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), rodava pela cidade de máquina fotográfica em punho e o ouvido colado no sistema de rádio da empresa para inteirar-se de tudo o que ocorria na cidade durante as chamadas horas mortas, e, evidentemente, registrar. Resultou numa quase diária sequência de atraentes assuntos inéditos e curiosidades da cidade. O fato é que, pouco antes de Murilo deixar o JT, em 2003, cujo data precisa me foge da memória, ele quebrou o férreo silêncio referente à vendagem e me disse que o jornal havia interrompido a queda prolongada e contínua de circulação; sugeria que no fundo do poço havia encontrado uma mola. Foi a única vez que abordou os efeitos do seu trabalho naqueles tempos em que estivemos juntos. Cerca de quatro anos depois, o JT viria morrer, sem choro nem vela, em mãos de terceiros.

Márcio Pinheiro, filho de Ibsen, entrou no JT em 2001 para ser editor de Variedades. Em 2002, por motivos que desconheço, voltou para Porto Alegre, onde havia feito todo o seu caminho jornalístico até ali. Suspeito que deva ter pesado a nostalgia pampeira e o distanciamento do Colorado, o Internacional, no qual a família sempre teve ativa e tradicional participação e do qual ele é conselheiro.

Não foi difícil constatar que Márcio era filho de Ibsen, jornalista como ele. Notei de imediato um sutil constrangimento relativo à história do seu pai e aquilo que poderiam pensar dele, até porque nós, brasileiros, nos especializamos em patrulhar o próximo e fazer batucada de má qualidade quando estamos no Exterior. Procurei tranquilizá-lo, levando em conta seu conforto pessoal e profissional, associado à injustiça atirada contra o deputado. Foi algo apenas preventivo, pois não sabia se era o caso e nem o que se passava na cabeça dele.

O telefonema daquele fim de manhã foi breve e profundamente revelador no seu laconismo.

– Pois não, deputado.

– Quero lhe agradecer pela conversa que teve com o meu piá (*).

(*) No dicionário gaúcho, piá é a palavra com que os pais designam suas crias tenras. Naquela época, o piá de Ibsen Pinheiro andava por volta dos 33 anos, uma vez que já chegou aos 53.

José Maria dos Santos. Crédito: Zanoni Fraissat/Folhapress

Esta é novamente uma colaboração de José Maria dos Santos, ex-Diários Associados, Manchete, Abril e Diário do Comércio, de São Paulo, entre outros.


Tem alguma história de redação interessante para contar? Mande para [email protected].

Gilberto Nascimento agenda três lançamentos de O Reino

Minucioso e inédito trabalho de apuração jornalística, O Reino – A história de Edir Macedo e uma radiografia da Igreja Universal, de Gilberto Nascimento, tem três lançamentos agendados em São Paulo nas próximas semanas: em 17/3, às 19h, no Centro de Estudos de Mídias Alternativas Barão de Itararé (rua Rego Freitas, 454, 8º), com debate sobre Religião, Mídia e Poder, tendo a participação do autor, do ativista ecumênico Anivaldo Padilha e de Andrea Dip, repórter e editora da Agência Pública de Jornalismo Investigativo; em 24/3, também às 19h, com bate-papo sobre o livro no Bar Tubaína (rua Haddock Lobo, 74), de Veronica Goyzueta; e em 8/4, no mesmo horário, com debate no Centro de Formação do Sesc (rua dr. Plínio Barreto, 285).

O livro traça a história completa da IURD, de seu fundador e de sua vertiginosa expansão. Examina os mecanismos internos da igreja e suas estratégias para arrebatar – e manter – fiéis, e explica como o bispo se tornou uma celebridade midiática, autor de best-sellers e empresário de sucesso, imune a todas as polêmicas em torno de seu império religioso.

Estadão define home office e cria editoria para Corona Vírus

A direção do Estadão definiu nessa quinta-feira (12/3) um esquema de home office para algumas de suas editorias, com uma escala de trabalho que será implantada na próxima segunda-feira (16/3).

Além da decisão, que tem como objetivo preservar a integridade dos funcionários do jornal por causa do novo Corona Vírus (Covid-19), a publicação também criou uma editoria extraordinária para cobrir os vários ângulos do assunto.

Ela está sob a responsabilidade de Daniel Bramatti, titular da editoria de checagem Estadão Verifica, e tem o suporte de jornalistas de outras equipes, cedidos temporariamente para a cobertura.

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