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Jeduca lança banco de fontes para jornalismo de educação

A Associação de Jornalistas de Educação (Jeduca) lançou um banco de fontes da área da educação para ajudar profissionais que cobrem a área e oferecer especialistas que possam agregar ainda mais conteúdo às reportagens.

Um dos objetivos do projeto é que os próprios integrantes alimentem o banco de fontes, indicando os especialistas mais adequados para cada área que engloba a educação. A ferramenta, exclusiva para associados do Jeduca, está disponível no site da entidade. Também é possível sugerir uma fonte ao cadastrar-se no Jeduca.

Organização americana financia projetos de mídia independente

A organização americana National Endowment for Democracy (NED) oferece financiamento para projetos de ONGs e mídias independentes que promovam a democracia ao redor do mundo. Interessados devem enviar as propostas até 10 de janeiro.

A ajuda financeira é de aproximadamente 50 mil dólares em 12 meses, podendo variar de acordo com o tamanho e escopo do projeto. A NED incentiva a participação de mídias independentes de países com democracias recém estabelecidas, com governos autoritários ou que estejam passando por transições democráticas. Mais informações aqui.

Carlos Félix Ximenes assume a Diretoria de Comunicação de Varejo da Amazon

Carlos Félix Ximenes

De volta ao Brasil após um curto período sabático na Europa, em que aproveitou para fazer uma caminhada a pé por mais de 3 mil km, saindo de Amsterdã até a cidade do Porto, Carlos Félix Ximenes assumiu a Diretoria de Comunicação de Varejo da Amazon no Brasil. Ele dirigiu anteriormente, por pouco mais de três anos e meio, a Comunicação da Nike e foi o primeiro head de Comunicação do Google, quando a empresa se instalou no País. Passou ainda por Microsoft, Nestlé, Multibrás e Nokia.

Eficiência para entender anseios e calibrar discurso definiram eleição britânica

Por Luciana Gurgel, especial para o J&Cia

Luciana Gurgel

Após a vitória do Partido Conservador britânico nas eleições gerais, contrariando pesquisas que apontavam vantagem apertada, o papel dos meios de comunicação vem sendo exaustivamente debatido. É difícil demarcar a influência da imprensa e das mídias sociais sobre o eleitor, mas há sinais interessantes sobre o impacto de cada uma.

Um deles é o alcance das redes como fonte de informação no país. Segundo o novo relatório da PAMCo (Publishers Audience Measurement Company), todos os jornais reunidos (incluindo versões online) atingiram 47,9 milhões de pessoas entre outubro de 2018 e setembro deste ano, superando os canais do Facebook (com 42,6 milhões) e Google, com 41,5 milhões.

Isso não significa que os britânicos tenham sido mais influenciados pela mídia tradicional ao escolher o candidato. Mas sugere que ela se mantém relevante diante das plataformas digitais quando se trata de informação.

O problema é que ambas são vistas com desconfiança. Uma pesquisa do Intuit Research/Norstat antes do pleito indicou que 57% dos britânicos acreditam que a mídia veicula notícias falsas, percentual que sobe para 71% entre os usuários do Facebook e 67% dos seguidores do Twitter. A estatal BBC vive um inferno astral, acusada de parcialidade por todos os lados.

Há também questionamentos sobre a capacidade de a propaganda eleitoral em redes sociais converter eleitores. Jake Wallis Simons, do Daily Mail, citou um registro da plataforma Who Targets Me apontando que os videos do derrotado Partido Trabalhista foram vistos 82,2 milhões de vezes, contra apenas 24,5 milhões dos do Conservador.

A tese está em linha com um estudo científico feito pelas universidades americanas Northeastern e Southern California e pela organização Upturn sobre propaganda eleitoral no Facebook. Os experimentos comprovaram que ao direcionar as mensagens por relevância, a rede social acaba atingindo pessoas que já concordam com aquela posição política, reduzindo a eficácia no sentido de conquistar adeptos.

O meio e a mensagem – Com maior ou menor grau de confiança, porém, a realidade é que em um país de alta escolaridade e acesso fácil à internet os eleitores não ficam mais sujeitos a apenas uma fonte, como no passado, em que o assinante de um título conservador como o The Times raramente era exposto a opiniões divergentes. E aqui entra o mais importante em qualquer processo de comunicação, seja para um candidato ou para uma marca de sabonete: quem consegue ser mais eficiente ao entender os anseios do público e calibrar o discurso conforme as expectativas.

O Partido Conservador venceu a guerra. Boris Johnson foi ridicularizado no fim da campanha por controvérsias como a recusa em ser entrevistado pelo duro apresentador Andrew Neil; por se esconder em um frigorífico para fugir da Imprensa ao visitar uma fábrica; ou ainda por colocar no bolso o celular de um jornalista da ITV que tentava confrontá-lo com a foto de uma criança atendida no chão de um hospital.  Memes circularam nas redes, sobretudo entre o público contrário ao Brexit – intelectuais, jovens, residentes de Londres e gente que posta mas não vota.

Não colou nele, que venceu fácil e agora tem maioria expressiva no Parlamento. Garantiu a vitória com uma surpreendente votação em regiões historicamente trabalhistas, cuja importância econômica foi esvaziada devido ao fechamento, fábricas, minas e do comércio de rua afetado pelas vendas online.

O resultado da eleição mostra que o Partido Conservador, ainda que dominado pela elite, soube transmitir à classe média e trabalhadora britânica a ideia de que o Brexit vai restaurar a glória do passado, um discurso nacionalista que soou como música aos ouvidos de quem quer uma vida melhor. Isso foi mais decisivo do que críticas sobre transparência ou questões morais. E talvez mais “seguro” do que as promessas radicais do Trabalhista.

Parece que continua atual a frase cunhada em 1992 pelo então assessor da campanha de Bill Clinton, James Carville: “É a economia, estúpido!”.

E em uma nação em que a imprensa escrita assume seu lado, o Daily Telegraph, alinhado a Johnson – que até se tornar primeiro-ministro assinava lá uma coluna – não perdeu tempo. Três dias após a eleição, capitalizou a proximidade com uma ação de marketing online conclamando o público a assinar o jornal cuja equipe “mais conhece Boris”. Isso é que é campanha de oportunidade.

Justiça derruba veto de Crivella ao Grupo Globo

A 8ª Vara de Fazenda Pública do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro determinou nessa segunda-feira (16/12) o livre acesso de jornalistas do Grupo Globo a entrevistas e coletivas da Prefeitura da capital. A decisão derruba o veto do prefeito Marcello Crivella, que afirmou no começo do mês que não responderia mais aos pedidos de informação feitos pela Globo e que em diversas ocasiões atacou-a abertamente.

A liminar, determinada pela juíza Alessandra Cristina Peixoto, obriga a Prefeitura a encaminhar ao Grupo Globo todas as informações divulgadas abertamente à imprensa, sob pena de multa de R$ 10 mil para cada vez que não o fizer.

Um dos argumentos da juíza foi o de que diferenças político/ideológicas não podem ser utilizadas como justificativa para o veto da Prefeitura. “Frise-se que os agentes públicos, bem como os atos de suas gestões, estão sujeitos a questionamentos quanto às suas condutas e atuações, não havendo razão para impossibilitar os jornalistas de emitirem opiniões sobre pessoas públicas ou sobre a gestão dos agentes, o que, na realidade, faz parte de suas funções como fomentadores de questionamentos e opiniões”, diz a liminar.

Com informações da Folha de S.Paulo.

Morre Nelson Hoineff e deixa registrada parte da história da TV no Brasil

Nelson Hoineff

Por Cristina Vaz de Carvalho, editora de J&Cia no Rio de Janeiro

Nelson Hoineff morreu na manhã de 15/12, aos 71 anos, de complicações decorrentes de diabetes. O enterro foi no dia seguinte, no Cemitério Israelita do Caju, no Rio de Janeiro. Hoineff deixou o legado de um dos mais importantes nomes do audiovisual brasileiro, fosse como diretor de TV, produtor e diretor de cinema.

Ele começou no jornalismo impresso. Foi editor executivo do Jornal do Brasil e passou, como editor, redator, colunista ou articulista, por veículos como Veja, O Globo, Folha de S.Paulo, Bravo, Última Hora, Diário de Notícias, O Jornal, O Cruzeiro, Observatório da Imprensa, entre muitos outros. Por último, no JB e no Observatório, publicou mais de 800 artigos sobre televisão, políticas do audiovisual e cultura brasileira.

Como crítico de cinema, atuou desde os anos 1960 em O Jornal, Diário de Notícias, Última Hora, O Cruzeiro, Manchete, Filme Cultura, O Globo, IstoÉ, Veja, A Notícia, O Dia, Jornal do Brasil e site criticos.com, entre outros. Foi crítico e correspondente no Brasil da Variety, dos EUA. No início da carreira, teve passagem pela imprensa esportiva, como repórter, redator e editor de esportes em O Jornal e Última Hora, para o qual cobriu a Copa do Mundo de 1974. Nesses veículos e em outros, foi editor de cultura, editor internacional, secretário de Redação e editor-chefe.

Especializou-se em HDTV e novas tecnologias de distribuição de TV em Nova York, onde fez mestrado e doutorado. Em Tóquio, estagiou na produção de conteúdo em HDTV analógico na NHK, em 1988.

Uma vez na televisão, dirigiu o Departamento de Programas Jornalísticos da Manchete e foi diretor de programas jornalísticos em SBT, Bandeirantes, GNT, TV Cultura e TVE do Rio. Entre as séries e programas que dirigiu destaca-se o Documento especial, premiado no Brasil, em Monte-Carlo e Berlim. Foi ao ar em três redes abertas, na Manchete, de 1989 a 1992; no SBT, de 92 a 95; e na Band, de 96 a 97. Entre 2008 e 2010, cerca de 80 programas – de um total de 430 que produziu – foram reprisados pelo Canal Brasil. Também dirigiu Primeiro plano, no GNT e depois na Cultura, sobre as vanguardas artísticas brasileiras; o Programa de domingo, na Manchete; Realidade, na Band; Curto-circuito, na TVE, e inúmeras séries, entre as quais Celebridades do Brasil, As chacretes e Vanguardas¸ todas no Canal Brasil.

Atuante nas entidades de classe, foi um dos fundadores e, por quatro vezes, presidente da Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro e cofundador da Associação Brasileira de Produtores Independentes de Televisão, da qual foi vice-presidente por duas gestões. Participou ainda da fundação do Centro de Pesquisadores do Cinema Brasileiro, foi membro do Conselho Consultivo da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, do Conselho Superior de Cinema da Presidência da República e do Conselho Consultivo do Sistema Brasileiro de TV Digital

Como produtor de cinema, realizou Antes: uma viagem pela pré-história brasileira, exibido na Mostra do Redescobrimento (Brasil+500), e vários outros. Ao todo, dirigiu mais de 700 documentários, fossem na forma de séries de televisão, produtos isolados para TV ou filmes de longa-metragem. Entre os feitos especialmente para televisão figuram O século de Barbosa Lima Sobrinho e O filtro da imprensa (comemorativo do jubileu do Prêmio Esso), sobre a modernização da imprensa brasileira e outros. Como diretor de cinema, assinou O homem pode voar, sobre Santos-Dumont; Alô, alô, Terezinha!, sobre o comunicador Chacrinha; Caro Francis, sobre o jornalista Paulo Francis; Cauby – Começaria tudo outra vez, sobre o cantor Cauby Peixoto; e 82 Minutos, sobre o Carnaval da Portela.

Autor de vários livros sobre televisão, antecipou tendências, como em TV em expansão – Novas tecnologias, segmentação; Abrangência e acesso na televisão moderna, no qual discutiu, no final dos anos 1980, a TV por assinatura, as operações por satélites e a alta definição (HDTV). Em A nova televisão – Desmassificação e o impasse das grandes redes, debatia assuntos como a convergência de meios e as plataformas digitais.

Como professor, coordenou o curso de Radialismo da Facha, e aí também fundou a Faculdade de Cinema e Audiovisual – ele lecionou durante 30 anos na instituição. Ensinou também Televisão Digital nos MBA da Fundação Getulio Vargas (FGV) e da Universidade Cândido Mendes, ambas no Rio. Antes disso, foi professor de jornalismo na Sobeu, Sociedade Barramansense de Ensino Universitário.

Em 2001, criou o Instituto de Estudos de Televisão (IETV), e ali realizou eventos como o Festival Internacional de Televisão, o Fórum Internacional de TV Digital e o Seminário Esso-IETV de Telejornalismo. Editou ainda os Cadernos de Televisão, revista quadrimestral sobre estudos avançados, publicada pelo IETV. E produziu as séries Televisão e grandes autores e A televisão que o Brasil está pensando, ambas para a TV Brasil/EBC.

Adriana Magalhães, também jornalista e ex-mulher de Hoineff, postou nas redes sociais uma homenagem ao pai de sua filha Alice. Ricardo Largman, amigo e vice-presidente da ACCRJ, revelou que, já no período em que Hoineff estava doente, soube que ele escreveu um livro de memórias; acredita que a obra foi finalizada, e pretende ler histórias que ainda não se conhecem.

Grandes nomes do Jornalismo prestigiam lançamento de novo livro de Manuel Chaparro

Carlos Chaparro

Um emocionante encontro entre diversas gerações do Jornalismo marcou na última semana o lançamento de Como DIZER e AGIR pelo texto, mais recente livro do professor-doutor Manuel Carlos Chaparro. Editado por J&Cia Livros, selo literário deste Portal dos Jornalistas, sua impressão só foi possível com o apoio de amigos, familiares, colegas de profissão e ex-alunos por meio de campanha de financiamento coletivo.

Mesmo com dificuldades para enxergar e escrever, por causa de um AVC que sofreu no início do ano, o sempre professor da ECA-USP recebeu um a um os convidados no lançamento, realizado em São Paulo. Com muito entusiasmo, e sedento por novos projetos, conversou com todos, escreveu dedicatórias e se emocionou com os discursos de Eugênio Bucci e Gaudêncio Torquato, este o principal responsável pela campanha ter atingido o valor necessário para a impressão de sua tiragem inicial, de 400 exemplares.

Eduardo Ribeiro, diretor deste Portal dos Jornalistas, e Chaparro

Também estiveram presentes, entre outros, José Hamilton Ribeiro, Nemércio Nogueira, João Gabriel de Lima, Karina Yamamoto, Magali Prado, Fred Ghedini, Lia Crespo, Elza Ambrósio, Laura Matos, Norma Alcântara, Paulo Pepe, Vitor Blotta, Mara Ribeiro, José Coelho Sobrinho, Lena Miessva, José Donizete Lima, Altair Albuquerque, Dulcilia Buitoni, Henry Wender, Marcelo Mendonça e Marli Santos.

Como adquirir? – Interessados em comprar um ou mais exemplares de Como DIZER e AGIR pelo texto podem fazer o pedido para Fernando Soares (11-3861-5280 ou [email protected]). O valor, de R$ 45, inclui frete para todo o Brasil, e pode ser pago por depósito, transferência ou boleto.

Jornalistas têm muitas dificuldades no acesso a informações, diz estudo

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) divulgou nesta segunda-feira (16/12) um relatório sobre o uso da Lei de Acesso a Informações (LAI) por jornalistas. Segundo o estudo, o índice de problemas que eles enfrentam para obter respostas pela LAI é o maior desde 2013, quando o levantamento começou a ser feito.

Cerca de 89% dos jornalistas que participaram da pesquisa, nos níveis federal e estadual, disseram ter enfrentado algum tipo de obstáculo para obter informações. A média por estado é de nove entre dez jornalistas enfrentando problemas.

Por todo o País, as principais dificuldades se concentram no Poder Executivo: 94% dos jornalistas já tiveram problemas em obter respostas. Os assuntos mais problemáticos são de administração pública, salários, pagamentos e contratos.

Marina Atoji, gerente executiva da Abraji e especialista na Lei de Acesso a Informações, avalia esse problema como “extremamente preocupante”. Ela afirma também que os dados obtidos “concretizam a percepção de que está em curso um retrocesso na transparência pública”.

Esta é a terceira edição do levantamento, feito a cada dois anos. Foram entrevistados 85 jornalistas, a partir de maio deste ano. Aproximadamente 65% dos participantes afirmaram ter usado a LAI para apurar informações. Confira o estudo na íntegra.

Ponte Jornalismo receberá ajuda financeira do Projeto Velocidad

A Ponte Jornalismo foi a única organização brasileira escolhida para receber aporte financeiro do Projeto Velocidad, que busca ajudar mídias independentes na América Latina. O site, especializado em temas de segurança pública, receberá R$ 1,5 milhão e 1.600 horas de serviços de consultoria, como auxílio para a sua sustentabilidade.

O projeto, criado com financiamento da Luminate, foi desenvolvido pelo Centro Internacional para Jornalistas (ICFJ) e pela SembraMedia com o objetivo de incentivar a prática do jornalismo independente. “Enquanto cidadãos de países da América Latina exigem sociedades mais justas, equitativas e inclusivas, precisamos financiar e apoiar o jornalismo independente de alta qualidade que garanta que suas vozes sejam ouvidas e que os detentores do poder sejam responsabilizados”, diz Felipe Estefan, diretor de investimentos da Luminate na América Latina.

Confira os vencedores do Projeto Velocidad:

Cerosetenta – Colômbia

Ciper – Chile

Convoca – Peru

El Pitazo – Venezuela

El Surtidor – Paraguai

El Toque – Cuba

Lado B – México

Ponte Jornalismo – Brasil

Posta – Argentina

Redacción – Argentina

Inscrições para o Prêmio Citi vão até 31/12

Estão abertas até 31/12 as inscrições para o Prêmio Citi Journalist Excellence Award 2020, que premia as melhores reportagens sobre economia, negócios e finanças. O vencedor participará de um seminário na Columbia Graduate School of Journalism, em Nova York, com todas as despesas pagas pelo Citi.

Para participar, é preciso ter ao menos cinco anos de experiência na área e inglês fluente. Serão aceitas quaisquer matérias publicadas entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2019. Mais informações sobre o prêmio aqui.

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