A ESPN Brasil estreia neste sábado (2/5), às 22h, o formato “feito de casa” do programa de entrevistas Bola da Vez, com todos os participantes trabalhando remotamente. Com conteúdo inédito e ao vivo, o primeiro convidado deste novo formato será o técnico uruguaio Diego Aguirre, que já dirigiu o São Paulo e o Internacional. A informação é de Flávio Ricco (UOL).
Segundo a coluna, o canal foi um dos primeiros a produzir
conteúdo ao vivo com toda a equipe trabalhando de casa, modelo já adotado em
outros programas como SportsCenter, Linha de Passe, BB Debate,
Futebol na Veia, Futebol no Mundo e ESPN League. Vale
destacar que não só os profissionais que aparecem na frente das câmeras estão
de casa, mas a equipe de produção e técnica também.
Em meio à crise econômica gerada pelo novo coronavírus, bem como a aprovação da MP 936, que permite entre outros fatores a redução de salários e de jornadas de trabalho, veículos de comunicação de todo o País estão fazendo cortes e acordos com seus trabalhadores. O Portal dos Jornalistas fez um balanço parcial das medidas que algumas grandes empresas têm tomado. Confira:
O Estado de S.Paulo
Em assembleia online realizada no domingo à noite (26/4) por convocação do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo (SJSP), jornalistas de O Estado de S. Paulo aprovaram, em decisão unânime, o acordo referente às mudanças e reduções no salário e jornada de trabalho.
Segundo Paulo Zocchi, presidente do da entidade, foi
aprovado o aumento da indenização financeira em caso de demissão: a MP 936 propõe
multa de 50% do salário, mas o Estadão aceitou 55% do salário mais o proporcional
de férias, 13º e FGTS, o que dará um total de aproximadamente 70% do salário.
Por questões práticas, devido às complicações causadas pelo coronavírus, o jornal aprovou também que a garantia de estabilidade de emprego – válida por um ano – passe a vigorar a partir de 1º/5 para que todos possam assinar o documento. Mas esse tópico foi assinado na segunda-feira (27/4) e já está valendo.
Em relação ao auxílio alimentação de R$ 150 por mês aos profissionais em home office, ocorreram algumas mudanças: antes da redução de salário e jornada de trabalho, esse aporte vale para os profissionais que recebem até R$ 7,2 mil. Depois da redução, o auxílio será para quem recebe até R$ 5,4 mil.
Os outros tópicos que foram acertados são: redução de 25% do salário, a partir do dia 2/5, por 90 dias; contrato coletivo: a empresa impôs controle de jornada às pessoas em home office, com redução de jornada e vedação de horas extras, que serão compensadas dentro do mesmo mês; plano de saúde garantido até 31/12, mesmo em caso de demissão; e reembolso dos gastos dos profissionais em home office.
Paulo Zocchi informou que, até a publicação desta nota, o Sindicato não havia recebido solicitação de negociações com Rede Globo, Record TV, SBT, Band, Folha de S.Paulo e UOL.
Editora Globo
No Grupo Globo, o corte será de 25% nos jornais O Globo, Extra, Expresso e Valor Econômico, e nas revistas Época, Quem, Glamour, Marie Claire, Vogue e Crescer, entre outras. A redução terá validade de três meses e os profissionais que aderirem ao acordo terão estabilidade de emprego até outubro. As férias de maio foram canceladas e haverá controle rigoroso de folgas. A informação é de Leo Dias (UOL).
Em nota divulgada nessa segunda-feira (27/4), jornalistas que atuam nas sedes da editora em Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, informaram concordar com a proposta. A decisão foi confirmada após três assembleias gerais virtuais, mas apesar do acordo, os profissionais repudiaram a maneira como as negociações foram conduzidas pela direção do grupo.
RedeTV
No caso da RedeTV, segundo o colunista Flávio Ricco (UOL), todos os celetistas terão o mesmo corte de 25% em seus salários por três meses. Já os contratados como pessoas jurídicas – grande parte dos apresentadores de programas e telejornais – sofrerão uma redução de 33%, também pelo período de três meses. A medida será aplicada também aos profissionais que recebem valor igual ou superior a R$ 20 mil. Além disso, a suspensão de alguns contratos está sendo analisada.
Editora Abril
De acordo com Paulo Zocchi, presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo (SJSP), a Abril acordou uma redução de 25% no salário de 40 jornalistas, algo em torno de 20% da mão de obra da empresa, integrantes das redações de Casa Cor, Estúdio Abril, Capricho, Guia do Estudante, Viagem e Turismo, Vejinha e Claudia. A revista Veja não foi atingida. Segundo Zocchi, não houve acordo coletivo, foram impostos acordos individuais, cujas regras seguem a MP.
Grupo RBS
A empresa anunciou em 24/4 uma série de medidas para diminuir os impactos da crise econômica. Segundo o site Coletiva.net, foram demitidos 20 profissionais das redações de RBS TV, Rádio Gaúcha, Zero Hora, Pioneiro e GaúchaZH.
Ao Coletiva.net, o grupo declarou que “está adaptando sua operação ao momento atual para estar preparada frente a um cenário ainda incerto. Todas as decisões têm como objetivo principal manter a sustentabilidade do seu propósito no longo prazo”. A RBS informou ainda que cortes nos salários e nas jornadas de trabalho dos profissionais estão sendo feitos de acordo com as demandas de cada área da empresa.
A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) convidou 12 profissionais para gravarem um vídeo elogiando e homenageando os colegas que seguem trabalhando arduamente e expondo suas vidas em risco para trazer as últimas informações sobre o novo coronavírus.
Em texto publicado no site, a entidade diz que abril foi
especial pois, “além de celebrarmos nosso dia no calendário, é neste mês de
2020 que a profissão vem sendo profundamente afetada por uma doença e por
medidas governamentais que supostamente viriam para proteger o trabalhador”.
O texto também explica que o papel do jornalista é, mais do
que nunca essencial no contexto pandêmico atual: “Jornalistas de todo o País foram
convocados a responder ao chamado de se manterem nas ruas, independentemente de
seus medos, crenças ou relações familiares em jogo. Para exercer esse papel
múltiplo, da apuração da informação, da divulgação de dados, de estatísticas,
mas também de contar histórias, de vida, de superação e de luto. Uma função que
também salva vidas”.
O vídeo contém depoimentos de (na ordem em que aparecem) Leonardo
Sakamoto (UOL), Bruna de Lara (The Intercept Brasil), Luís Nassif
(Jornal GGN), Elaine Barcellos de Araújo (Rede Pampa – RS), Amanda
Audi (The Intercept Brasil), Edilene Lopes (Rádio Itatiaia – MG), Vitor
Costa (Record TV – RS), Nonato Albuquerque (TV Jangadeiro – CE), Kátia
Brasil (Amazônia Real), Wilson Soler (RPC TV – PR), Laercio
Portela (Marco Zero Conteúdo – PE) e Helena Bertho (AzMina), que
valorizam o árduo trabalho dos jornalistas que colocam suas vidas em risco para
trazer informações sobre o vírus. Os profissionais também pedem à população
que, “se possível, fique em casa”.
Pesquisadores de rádio, em parceria com a Editora do Centro de Comunicação, Turismo e Artes (CCTA) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), lançaram o e-bookTodos os Rádios do Brasil. Novas frequências, sintonias e conexões. A obra reúne diversos textos de pesquisadores sobre o rádio no Brasil.
O livro é fruto do III Simpósio Nacional do Rádio de
2018 e foi organizado pelos professores Norma Meireles, Rogério
Costa e João Batista F. Neto. Os textos – produzidos pelos
pesquisadores nacionais e internacionais que participaram do evento – são
divididos em Rádio, convergência e mercado; Rádio e jornalismo; História
do rádio; e Rádio, gênero e juventude.
Ao Portal Imprensa, Norma contou que a ideia era,
inicialmente, apenas para incentivar os alunos do curso de Radialismo da UFPB:
“O simpósio veio a ocupar uma lacuna de um evento específico sobre este meio
que é centenário no Brasil, que já passou por diversas fases, se reinventando,
se transformando sempre. A ideia inicial nasceu de maneira despretensiosa, como
uma forma de incentivar os alunos”.
A Quero Bolsa, plataforma de vagas e bolsas do ensino superior, fez um levantamento sobre as oscilações da carreira de jornalista nos últimos anos, usando dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Segundo o estudo, cerca de 224 postos de trabalho foram fechados em 2019 no País e foram contratados 1.554 profissionais, o menor índice de contratações da década, superando 2017, quando tinham sido contratados 1.682 jornalistas.
A pesquisa explica que “considera-se que postos de trabalho
foram fechados se, no período analisado, a diferença entre as contratações e as
demissões for um número negativo”. No caso, em 2019, foram demitidos 1.778
jornalistas contra os 1.554 admitidos, o que caracteriza um saldo negativo de
224 postos fechados.
De 2014 a 2019, foram fechados quase dois mil postos de
trabalho: o número de contratações foi de 9.167 contra 11.127 demissões. Para
efeito de comparação, no início da década, de 2010 a 2014, o número de
admissões foi de 15.111 contra 13.648 cortes, um saldo positivo de 1.463.
Em nota divulgada nessa segunda-feira (27/4), jornalistas que atuam nas sedes da Editora Globo em Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, informaram concordar com a proposta patronal de redução de salários e jornadas em 25%, com base na MP 936. A decisão foi confirmada após três assembleias gerais virtuais, mas apesar do acordo, os profissionais repudiaram a maneira como as negociações foram conduzidas pela direção do grupo.
Confira a nota na íntegra:
Diante da proposta da
Editora Globo de reduzir os salários e jornadas em 25% com base na Medida Provisória
936, os jornalistas da empresa no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília se
mobilizaram em três assembleias gerais e acabaram por decidir, em reunião
virtual realizada hoje, 27 de abril, aceitar a proposta patronal.
Apesar de a categoria
ter decidido aceitar a proposta da empresa, por maioria dos votos, foi
deliberado em assembleia o repúdio coletivo à maneira como as negociações foram
conduzidas pela Editora Globo. Durante o processo, a empresa enviou termos e
comunicados desencontrados, confundindo os jornalistas a respeito do que estava
sendo colocado em questão e voltando atrás em demandas inicialmente atendidas,
como a de manter a estabilidade no emprego por seis meses.
Além disso, a Editora
Globo se recusou a fazer a retificação das propostas iniciais mesmo após ter
aceitado parte dos pleitos dos jornalistas, levantando dúvidas sobre a
segurança jurídica do processo. Ao mesmo tempo, a empresa pressionou
individualmente os funcionários e fechou de forma abrupta a janela de
negociações coletivas com os sindicatos das três praças.
A Editora Globo
tampouco ofereceu evidências concretas que justificassem o corte de salários da
categoria, se eximindo de enviar aos jornalistas relatório das receitas
demonstrando redução significativa no último mês, comprovando o impacto pelo
isolamento social em função da pandemia do novo coronavírus.
Vale frisar que a
postura adotada pela empresa não condiz com discurso reiterado de valorização
do fazer jornalístico e da função essencial dos jornalistas em momento grave
como o atual.
A crise provocada pelo
novo coronavírus causou graves consequências econômicas e sociais – e os
jornalistas sabem que não são os únicos a sofrerem com a redução salarial. Em
nenhuma das propostas enviadas à empresa, a classe questionou o impacto
salarial em situação de emergência. Cobrou, sim, medidas sobre outros pontos da
discussão, como a estabilidade no emprego, a integralidade do vale-refeição e a
garantia do plano de saúde, tão importantes em um momento como esse.
Não se tratou,
portanto, da defesa de privilégios, mas de direitos básicos a qualquer
trabalhador, ainda mais àqueles que prestam serviço essencial na atual
conjuntura, em que informação de qualidade pode ser a diferença entre a vida e
a morte. Os trabalhadores fizeram isso pela consciência de seu dever como
jornalistas. Fizeram isso em momento em que agressões virtuais e físicas se
tornaram padrão nos tempos de polarização política em que vivemos.
E o que ocorreu?
Durante todo o final de semana recebeu como resposta o silêncio.
Essa situação levou a
maioria dos trabalhadores a optarem pela assinatura, embora insatisfeitos com
seus termos. Os jornalistas da Editora Globo foram ludibriados para que, ao
final, se vissem frente a uma escolha impossível: ou a assinatura de um acordo
que em muito perde em relação ao de outras empresas de mesmo porte e em
situação financeira mais complicada; ou correr o perigo de demissão iminente de
colegas.
Mais uma vez, os
trabalhadores pagarão a conta para cobrir um prejuízo causado não apenas pelas
mudanças do modelo de negócios pelo qual toda a imprensa passa, mas também por
anos de erros de gestão, desperdício e escolhas questionáveis.
Mais uma vez, os
trabalhadores pagarão a conta de um prejuízo que, em meio a uma pandemia, não
foi considerado aceitável pelos donos da empresa, que, infelizmente, resolveram
manter o equilíbrio contábil à custa dos seus funcionários.
Mas valeu a luta
coletiva dos jornalistas do Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. Ficou a
lição: unidos somos mais fortes!
A Justiça Federal concedeu ao Estadão o direito de obter os resultados dos testes de Covid-19 feitos pelo presidente Jair Bolsonaro. A decisão, expedida nessa segunda-feira (27/4) pela juíza Ana Lúcia Petri Betto, da Justiça Federal de Brasília, obriga a União a fornecer os laudos de todos os exames realizados em até 48 horas. Bolsonaro já havia comunicado que todos os exames haviam dado negativo, mas sempre se recusou a divulgar os resultados.
Mesmo antes de receber a notificação, a Advocacia Geral da União enviou à Justiça Federal manifestação em que se opunha à divulgação do resultado. Segundo a AGU, o pedido deve ser negado sob a alegação de que “a intimidade e a privacidade são direitos individuais”. Já o Planalto preferiu não se manifestar a respeito.
O jornal justificou o pedido afirmando que a postura do Palácio do Planalto e do presidente em negar essa informação à população aponta “cerceamento à população do acesso à informação de interesse público”, que culmina na “censura à plena liberdade de informação jornalística”.
O Prêmio Roche de Jornalismo em Saúde, realizado pela Roche América Latina em parceria com a Secretaria Técnica da Fundação Gabriel García Márquez para o Novo Jornalismo Ibero-americano (FNPI), decidiu acrescentar à premiação uma menção honrosa a trabalhos que demonstram excelente cobertura da Covid-19.
Para participar, os trabalhos devem ter sido publicados
entre 1º de janeiro e 20 de maio, abordando o coronavírus e seus impactos na sustentabilidade
dos sistemas de saúde na América Latina, além dos desafios que saúde pública da
região está enfrentando para combater a doença. Todos
os requisitos estão disponíveis em nota publicada no site do prêmio.
As inscrições foram prorrogadas até 31/5 por causa do
contexto pandêmico atual. O prêmio visa a valorizar as principais reportagens
sobre saúde na América Latina. Vale lembrar que o vencedor de cada categoria
receberá um troféu, um certificado e poderá escolher entre uma bolsa com tudo
pago para participar de um workshop da Fundação Gabo ou participar do Festival
Gabo 2020. Os finalistas receberão certificado, medalha e o livro Gabo
Periodista. Inscreva-se!
O programa Roda Vida, da TV Cultura, entrevista nesta segunda-feira (27/4) o fotógrafo Sebastião Salgado, um dos mais renomados nomes da fotografia na atualidade. Ele participará em videoconferência, diretamente de Paris. O programa vai ao ar às 22h na TV Cultura, no site e nas redes sociais da emissora.
Salgado recebeu os principais prêmios de fotografia ao
longo da carreira. Suas fotos tratam principalmente de questões sociais, como refugiados,
cotidiano de indígenas e destruição do meio ambiente, e agora está focando nos
impactos do novo coronavírus em aldeias indígenas.
Com ancoragem de Vera Magalhães, a edição de hoje terá
na banca de entrevistadores Bianca Vasconcellos, jornalista e fotógrafa;
Leão Serva, diretor de Jornalismo da TV Cultura; João Wainer,
fotógrafo e cineasta; Gustavo Faleiros, editor do site InfoAmazonia; e Daigo
Oliva, editor de Mundo da Folha de S.Paulo. Haverá ainda a participação
remota do cartunista Paulo Caruso.
A Rádio Bandeirantes rescindiu em 26/4 o contrato do narrador esportivo José Silvério. Segundo Flávio Ricco (UOL), o plano inicial era mantê-lo até o final de 2022 e utilizá-lo na Copa do Mundo do Qatar, mas a Band acabou optando pelo desligamento.
Com cerca de 20 anos de casa, Silvério sai em meio ao
processo de unificação de todas as empresas do Grupo Bandeirantes. Procurado
pela coluna do UOL, o narrador confirmou a rescisão, e afirmou que ainda não se
decidiu sobre o que fará a seguir.
A situação do departamento de esportes das rádios segue
indefinida. Em um primeiro momento, quando Mário Baccei ainda era
vice-presidente das rádios, a ideia era formar uma única equipe para todas as
emissoras. Com a saída dele, as decisões serão tomadas diretamente pelo dono Johnny
Saad e pelo diretor de conteúdo Rodolfo Schneider.
Nascido em Lavras (MG), José Silvério iniciou a carreira na
rádio Cultura. Foi narrador das rádios Itatiaia e Inconfidência, de Belo
Horizonte, correspondente da Tupi e narrador da Continental, ambas do Rio de
Janeiro, e da Jovem Pan, de São Paulo, onde trabalhou 25 anos, sendo 23 como
titular, após a saída de Osmar Santos. Na Bandeirantes, foi o principal
narrador por 20 anos, e ficou conhecido como O Pai do Gol. Recebeu 13 vezes
o Troféu Ford-Aceesp, da Associação dos Cronistas Esportivos do Estado
de São Paulo. Ao longo da carreira, narrou mais de 20 modalidades esportivas
diferentes.