Adriana Couto e Cunha Jr. (Crédito: Divulgação / TV Cultura)
O programa Metrópolis (TV Cultura), no ar há 32 anos, anunciou a estreia de uma nova fase e reformulação editorial. Interrompido em março por causa da pandemia de coronavírus, a atração que cobre arte e cultura em geral volta ao ar nesta segunda-feira (6/7), com novo formato, cenário, linguagem e pautas para os meios digitais.
O Metrópolis vai ao ar às 19h40, de segunda a quinta-feira, com apenas cinco minutos de duração. Cada edição trará informações mescladas sobre a hashtag/tema específico do dia. Às sextas-feiras, o programa será gravado em um estúdio da TV Cultura, com apresentação de Adriana Couto e Cunha Jr., e duração de 30 minutos. No domingo, às 20h, haverá um compilado dos melhores momentos da semana.
Marcos Maciel, diretor do Metrópolis, explica o objetivo da reformulação editorial: “O programa agora tem um formato modular, nem todo dia ele será igual. O roteiro tem um tema, uma história leva a outra, mas o formato é livre. Porém, mais do que a forma, o conceito aqui é o mais importante: chegar a mais pessoas, a públicos mais diversos. Não só aos centros. Mas também aos entornos; não só à capital, mas aos interiores do País. São nossas bases deste novo horizonte”.
A Justiça do Panamá determinou o sequestro de bens equivalentes a US$ 1 milhão do grupo de comunicação Corporación La Prensa (Corprensa), que edita os jornais La Prensa e Mi Diario. O valor será revertido em indenizações para o ex-presidente Ernesto Pérez Balladares, que alegou ter sido vítima de uma “campanha de difamação” promovida pelos veículos.
Em 2011, os jornais publicaram reportagens sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro no governo Balladares, com documentos obtidos em investigação que indicavam benefícios a casas de apostas e possíveis irregularidades em uma conta bancária nas Bahamas. Os advogados do ex-presidente declararam que os jornais “nunca se retrataram da publicação, que era falsa“.
O ocorrido foi classificado como ameaça à liberdade de imprensa por diversas entidades e estudiosos defensores do jornalismo. Em nota, Diego Quijano, presidente da Corprensa, afirmou que “a ação judicial é um ataque direto à liberdade de imprensa e ao direito à informação, já que impede a continuidade operacional da empresa, uma vez que a decisão congela os fundos utilizados para cumprir com nossas obrigações contratuais e realizar o pagamento por bens e serviços e, sobretudo, o salário dos 24 funcionários da corporação”.
Mary Anastasia O’Grady, colunista do Wall Street Journal, escreveu que “se reportagens investigativas se tornaram crime no Panamá, a democracia está em perigo”.
A Associação Mundial de Editores de Notícias (WAN-IFRA, em inglês) promove a primeira edição do Latam Media Leaders eSummit. O encontro, digital, oferece palestras e discussões sobre crescimento de empresas jornalísticas no contexto pandêmico atual, além de estratégias para possibilitar uma aceleração digital nos veículos.
Participarão dos debates líderes e referências do setor, de 27 a 29 de julho. Para membros da WAN-IFRA, as palestras são gratuitas, mas para não membros o preço é de US$ 490 (por volta de R$ 2.600). Inscreva-se aqui (em espanhol).
Escola de Mecânica da Armada, conhecido centro de torturas e desaparecimentos da ditadura argentina, é hoje o Espacio Memoria y Derechos Humanos
Por Plínio Vicente da Silva
Foi numa tarde fria de junho de 1978 que conheci o verdadeiro Hector Ricardo Gulberti. Argentino, com cara de cantor de tango, um dia viera pedir-me emprego na redação do Jornal da Cidade, de Jundiaí, do qual eu era o redator-chefe. Apresentou-me como única credencial a declaração verbal de que trabalhara na diagramação do El Clarín, diário de Buenos Aires. Como precisava de um secretario gráfico para me ajudar no fechamento, dei-lhe a oportunidade e, assim, com um desempenho razoável, ele foi ficando.
De segunda a sábado, planejado o jornal, almoçávamos no Bar do Mário, restaurante ao lado do jornal, e também passamos a jantar juntos depois de fechada a edição que ainda de madrugada circularia no dia. Num domingo, com minha família visitando parentes em Jarinu, convidei-o para almoçar. Como o jornal não circulava na segunda-feira, teríamos tempo para conversar. Ele topou e quando cheguei, pouco antes do meio-dia, ele já estava sentado na última mesa, lá no fundo, como exigia sempre e a todo momento, olhando desconfiado para a porta. Na verdade, ficávamos praticamente escondidos, iluminados pela luz bruxuleante de uma lâmpada de 15 watts. “É para economizar”, justificava o japonês quando alguém dizia que o bar dele parecia um cabaré de quinta-categoria.
Depois da segunda caipirinha, que ele dizia ter sido a supresa mais agradável que encontrara no Brasil, começou a soltar a língua. Contou como se estivesse me contando seu maior segredo, mostrou-me uma carteira de identidade da Marinha Argentina. Acrescentou que tinha a patente de capitão-de-fragata e que no auge do regime militar portenho comandara uma base de operações ligada à Escola de Mecânica da Armada, a ESMA, de triste memória.
No curso da conversa revelou que nesse local, camuflado como uma empresa de nome Automotores Orletti, milhares de presos políticos foram torturados e mortos. Disse mais: perseguido em seu país, entrara clandestinamente no Brasil. Como duvidei da autenticidade da identidade, Hector abriu a bolsa que carregava a tiracolo e me mostrou uma pistola calibre 45 que trazia no cabo a insígnia da ESMA. Aquilo bastou para eu crer que realmente ele era quem dizia ser.
Durante os meses em que trabalhamos juntos, fiz questão de anotar mentalmente os depoimentos que Hector me deu e ao chegar em casa passava as informações para um caderno. Assim, em pouco tempo tinha em mãos um dossiê sobre seu papel no período de repressão que marcou o auge da Operação Condor, montada para caçar opositores às ditaduras que os militares sustentavam em Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile. Em síntese, como seu maior feito ele se gabava de ter comandado o desmantelamento de um “aparelho” subversivo, ação durante a qual matou dois casais de uruguaios e levou embora um bebê, que horas depois entregou a um oficial do serviço de inteligência, seu amigo.
Quando fui trabalhar no jornal O Estado de S. Paulo, o Estadão, no final de 1979, Marcos Wilson estava voltando de Buenos Aires, onde fora correspondente do Grupo Estado. Iniciada a amizade que nos une até hoje, deu-me então a coceira de lhe falar sobre as anotações dos tempos do Jornal da Cidade. Sua reação foi de espanto, pois muito do que Hector me revelara batia com as suas suspeitas e com as informações que trouxera da Argentina. Mesmo assim achou prudente buscar uma segunda opinião.
Dias depois veio até mim e disse-me que consultara um amigo que trabalhava na agência de notícias, a espanhola Efe, e que também morara na Argentina. A reação do correspondente espanhol, contou, foi de espanto maior que o dele. Chancelou quase todas as informações, exceto algumas que não podia autenticar por falta de maiores dados. Alertou que aquilo tudo era uma bomba, pois pela primeira vez um militar argentino confessava a autoria de assassinatos de civis.
Foram quase dois anos de investigações, concluídas com uma entrevista na sede do Estadão, na qual Marcos Wilson, José Maria Mayrink, Luiz Fernando Emediato, Roberto Godoy e eu sabatinamos Hector a fim de confirmar ou não as declarações que ele me dera. Ao final, recusou-se a responder a uma única pergunta: a quem entregara a menina, que descobrimos ser Mariana Zaffaroni Islas, filha do casal de uruguaios mortos por Hector – Maria Emilia Islas e Jorge Zaffaroni.
Mariana, em 2015
Soubemos então que ela era a neta que Martha Zaffaroni de Castillo buscava já havia dez anos e da qual publicara uma foto em jornais do Brasil e Argentina na tentativa de localizá-la. Nessa época, Mariana era a única criança uruguaia desaparecida que ainda não fora encontrada e seus olhos tornaram-se símbolo das marchas pelos desaparecidos. e que anos depois foi personagem de um documentário produzido pelo uruguaio Gonzalo de Paredes para a rede francesa de televisão France 2.
Com a mesma competência que marcou sua carreira, Marcos Wilson encerrou as investigações com material suficiente para um livro – que ele jamais cogitou publicar, o que eu lhe disse que gostaria de fazer no futuro. Hoje, isolado em casa por conta do Covid-19, já o estou escrevendo e ainda nem sei a quantas páginas vou chegar, pois mistura a realidade do meu passado com a ficção que criei tendo Roraima como cenário, embora todos eles baseados em fatos e personagens reais.
Voltando aos meus dias de Estadão, eram tantas informações, entrevistas, depoimentos e fotos que o material acabou resumido numa série de seis páginas, coisa impensável no jornalismo de hoje. Publicada no final de janeiro de 1983, ganhou o Prêmio Rey de España daquele ano, concedido pela Efe. Dois detalhes importantes: foi o primeiro dado ao jornalismo impresso e, embora até então a honraria privilegiasse apenas os profissionais de língua espanhola, a decisão de concedê-lo ao Estadão deveu-se ao fato de que se tratava de material ligado diretamente a um país de fala castelhana e republicado por jornais do Brasil e do exterior.
Assim que as reportagens saíram, Martha Zaffaroni foi bater na redação. Emocionada, contou que as informações de Gulberti confirmavam as suas suspeitas: dos quatro que ele matara, dois eram seu filho Jorge e sua nora Maria Emilia. Portanto, o bebê de 18 meses que ele poupara só podia ser mesmo sua neta Mariana. Pediu-nos então, desesperada, que a colocássemos frente a frente com o militar, pois tinha esperança de que a ela Hector contaria sobre o paradeiro da menina, então já com cerca de 11 anos. Para isso, fui atrás do argentino. Localizei-o no interior paulista, trabalhando numa gráfica em Rio Claro, e depois de muita negociação convenci-o a ir comigo ao Rio. Fiz o encontro dos dois no restaurante Taberna do Leão Azul, na Cinelândia, e se ele contou o que Marta queria saber, não sei, pois ambos guardaram segredo dessa conversa e eu jamais os encontrei novamente.
Mais tarde, Ester Gatti, mãe de Maria Emília, recebeu em Montevidéu documentos que lhe foram enviados depois da morte de Martha, encontrados no apartamento dela em São Conrado. Somando essas informações com as outras que já tinha, a avó materna lançou um livro e nele está, num capítulo inteiro, a matéria que fiz com Martha e Hector, publicada no Estadão em julho de 1983. Depois de muito tempo procurando, Ester Gatti finalmente localizou Mariana em 1992 e esta pôde enfim recuperar sua verdadeira identidade.
Maria Ester Gatti, fundadora da Associação de Mães e Parentes de Uruguaios presos durante a ditadura, morreu dia 5 de dezembro de 2010 em Montevidéu. Com ela foi-se mais um pedaço da minha vida de jornalista e de uma das melhores reportagens investigativas que, junto com as de meus colegas, levaram minha assinatura. Restam-me apenas as lembranças de Mariana, que um dia, menina de olhos lindos, de certa forma ajudei a ser resgatada das mãos da ditadura argentina. E que, certa e infelizmente, não terei a felicidade de conhecer…
PS: Para minha felicidade, e antes de partir deste mundo, Deus e a tecnologia me deram um presente inestimável: encontrei Mariana no Facebook e pude, pelo menos brevemente, conversar com ela. Minha emoção maior foi ler em sua página, em resposta a prints da série que o jornal O Estado de S. Paulo publicou em janeiro de 1983: “Muchas gracias, Plinio. Que recuerdos!!! Usted eres una parte inmejorable de mi vida”. Fui ao dicionário de espanhol e descobri que sou parte inarredável da vida dela. Que recompensa maior eu poderia almejar? Valeu a pena o que ouvi em junho de 1978 naquela fria tarde de um domingo de inverno na mesa de um bar e restaurante em Jundiaí…
Plínio Vicente da Silva
Plínio Vicente da Silva, editor de Opinião, Economia e Mundo do diário Roraima em Tempo, em Boa Vista, para onde se mudou em 1984, assíduo colaborador deste espaço, brinda-nos com mais uma bela história.
Tem alguma história de redação interessante para contar? Mande para [email protected].
Zeca Camargo assinou com o Grupo Bandeirantes na quinta-feira (2/7), dois dias após o término de seu contrato com a Rede Globo. Segundo Cristina Padiglione (Folha), ele chega para ser diretor artístico, desenvolvendo novos programas e projetos para a emissora.
Uma das funções dele será reformular totalmente o programa matinal Aqui na Band. A atração deve mudar inclusive de nome. Mariana Godoy, contratada em junho, deve assumir o programa, ao lado de outro apresentador que ainda será definido.
Zeca trabalhou por 24 anos na Rede Globo, apresentando programas como Fantástico, Videoshow e É de Casa. Também passou pela antiga MTV.
O Nexo jornal lançou na quinta-feira (2/7) a plataforma Nexo Políticas Públicas, que traz em linguagem clara a produção de grandes centros de pesquisa do Brasil e do mundo. O objetivo é fornecer as referências acadêmicas necessárias para promover o debate público sobre diversas questões essenciais da sociedade.
O público-alvo do projeto são pesquisadores, tomadores de decisão, estudantes e professores universitários e do ensino médio, além do público em geral interessado nos debates que vão definir o futuro do País. A plataforma oferece conteúdo sobre desigualdade, mudanças climáticas, cidades, biodiversidade, primeira infância, questão racial, entre outros. Graças aos seus apoiadores e parceiros acadêmicos, o conteúdo do Nexo Políticas Públicas é 100% gratuito.
As instituições acadêmicas parceiras do projeto são:
– Núcleo de Pesquisa e Formação em Raça, Gênero e Justiça Racial (Afro-Cebrap)
– Programa de Pesquisas em Caracterização, Conservação, Restauração e Uso Sustentável da Biodiversidade (Biota/Fapesp)
– Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos
– Centro de Estudos da Metrópole (Cepid/Fapesp)
– Centro de Economia Energética e Ambiental (Cenergia/Coppe/UFRJ)
– Centro de Pesquisa Transdisciplinar em Educação
– David Rockefeller Center for Latin American Studies − Harvard University
Bianca Zanini estreou na quarta-feira (1º/7) como correspondente internacional do Jornal da Record em Israel. Ela substitui a Herbert Moraes, que voltou ao Brasil como repórter especial da Record TV.
Também documentarista, Bianca tem ampla experiência em coberturas internacionais em Europa, Estados Unidos, América Latina e Oriente Médio. Atou como jornalista de vídeo independente em veículos como Vice e TV2, e desde 2017 era correspondente internacional do canal de notícias i24NEWS em Israel. Fala português, inglês, dinamarquês e espanhol.
Pública lança projeto colaborativo para investigar mortes por Covid-19
Crédito: Bruno Fonseca e Larissa Fernandes / Agência Pública
A Agência Pública lançou o projeto Histórias que Contam, investigação participativa que convida os leitores a contarem histórias de familiares e conhecidos que morreram em decorrência do coronavírus. O objetivo é produzir reportagens especiais baseadas nestas informações, para investigar as circunstâncias em que estas mortes ocorreram e contar a história das vítimas.
Para participar, é preciso responder o questionário no site da Pública. As respostas ajudarão a verificar determinadas tendências em relação à subnotificação de mortes por Covid-19. As histórias das vítimas serão guardadas.
O projeto é coordenado pela repórter Anna Beatriz Anjos e pela editora de audiências da Agência Pública Giulia Afiune, que tiveram experiência com outros projetos de investigação participativa nos Estados Unidos. A ideia é trazer para o Brasil esse tipo de conteúdo, feito com a ajuda dos leitores, servindo como nova ferramenta para a elaboração de reportagens.
O jornalismo na pandemia
Jornalismo, uma vacina contra as fake news é o título do episódio VII da série documental A tirania da minúscula coroa: Covid-19, dirigida por Gustavo Girotto. O episódio conta com 21 depoimentos e tem pouco mais de uma hora e meia de duração. O novo capítulo teve como orientador Ricardo Lessa, ex-âncora do Roda Viva, da TV Cultura, e, como debatedores, entre outros, Glenn Greenwald (The Intercept Brasil), Milton Jung (CBN), Fábio Pannunzio, Daniel Evangelista (GloboNews), Alberto Bombig (Estadão), José Paulo Kupfer (UOL e Poder360), Luís Nassif (Jornal GGN), Vicente Nunes (Correio Braziliense), Marcílio de Moraes (Estado de Minas) e Eduardo Ribeiro (Jornalistas&Cia). A íntegra do episódio pode ser conferida aqui.
Na comunicação corporativa
A Ketchum desenvolveu o Ketchum Express, boletim semanal para conectar os clientes aos movimentos, transformações e tendências desse período em que toda a dinâmica do mercado está mudando continuamente. São entrevistas com profissionais de marketing, comunicação, gestão de pessoas e responsabilidade social, tanto do mercado quanto que pertencem às empresas que hoje compõem o portfólio da agência. Além de fazer a curadoria desse conteúdo, a Ketchum faz no boletim um trabalho de inteligência de comunicação digital, conduzido pelo time de Analytics – o Ketchum Linkedin Insigths −, que aborda especificamente tendências sobre a ferramenta. Interessados podem pedir as edições pelo [email protected] ou [email protected]
A Oboé Comunicação Corporativa, em parceria com a Mirabilis, vem produzindo para o Grupo Leforte podcasts sobre os cuidados com a saúde em tempos de coronavírus, a partir de entrevistas com médicos da instituição. Os quatro primeiros episódios alertam sobre os cuidados com a saúde que portadores de doenças crônicas (diabetes, câncer e cardiopatias) devem ter durante a pandemia, além dos tratamentos que precisam ser mantidos mesmo em época de isolamento, entre eles o da dor crônica. Os programas, em torno de 30 minutos, são coordenados pela área de Marketing do Leforte e podem ser conferidos no site da instituição.
Internacionais
Facebook anuncia projetos que receberão apoio financeiro para cobrir a pandemia na América Latina
O Facebook e o Centro Internacional para Jornalistas (ICFJ, em inglês) anunciaram os veículos selecionados para o Programa de Apoio Covid-19 a Veículos de Notícias na América Latina. Cerca de US$ 2 milhões serão destinados a 44 projetos de veículos de 12 países da região, para ajudar e fortalecer a cobertura da pandemia, combater a desinformação e investir em tecnologias úteis.
Os fundos variam entre US$ 10 mil e US$ 40 mil. Além disso, 18 dos veículos selecionados participarão do Acelerador de Receitas de Leitores, um treinamento de dez semanas, liderado por Tim Griggs, ex-executivo do The New York Times, que os ajudará a explorar novos modelos de negócios e aumentar as receitas vindas diretamente de seus leitores.
Os veículos brasileiros selecionados foram Agência Pública, Alma Preta, O Povo, Folha de S.Paulo, Gazeta do Povo, Metro Jornal, NSC Total, Nexo Jornal, Nós, mulheres da periferia, Rede Gazeta, O Estado de S. Paulo, Estado de Minas, Jornal do Commercio e UOL.
Um levantamento da OnG Repórteres sem Fronteiras apontou que 90 dos 193 estados-membros das Nações Unidas, usaram a pandemia da Covid-19 como pretexto para atacar a imprensa ou violar o direito à informação. Entre os países citados pelo relatório estão Alemanha, Brasil, China, Estados Unidos, Índia, Itália, Reino Unido e Rússia. As violações estão documentadas e disponíveis para consulta no site da RSF e no mapa do Observatório 19.
Outras iniciativas
A expressão “novo normal” está inserida de forma constante na cobertura da Covid-19, mas não fica em destaque ao ser comparada com outras mais comuns no vocabulário da pandemia. É o que mostra estudo comparativo realizado pela Cortex, plataforma de inteligência de análises sobre mercados e governos, considerando o período de fevereiro a junho deste ano. Seu uso vem diminuindo no decorrer da cobertura: hoje aparece 8% na média mensal, contra 14% fevereiro. Observa-se também que a imprensa iniciou a cobertura utilizando de forma mais frequente a expressão “quarentena”, mas mudou para “isolamento social” − que é a utilizada pelos especialistas.
O vírus versus nós
Crédito: Alireza Pakdel
Estamos reproduzindo charges sobre a Covid-19 publicadas na exposição O vírus versus nós, em cartaz no site da Associação dos Cartunistas do Brasil. A desta semana é do iraniano Alireza Pakdel. Seu trabalho, difundido em jornais e publicações importantes no Irã, ganhou muitos prêmios nacionais e internacionais, inclusive dois no Salão Internacional de Humor de Piracicaba, no Brasil, em 2016, em que conquistou o Grande Prêmio e o de Melhor Charge,
A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) divulgou nesta quinta-feira (2/7) os resultados de um monitoramento dos ataques à imprensa por parte do presidente Jair Bolsonaro nos primeiros seis meses do ano. Ao todo, foram registrados 245 ataques de janeiro a junho de 2020, divididos em: descredibilização da imprensa (211), ataques pessoais a jornalistas (32) e ataques à Fenaj (2).
O levantamento indicou que Bolsonaro fez ao menos dez ataques por semana ao jornalismo brasileiro no primeiro semestre. Integram a pesquisa todas as declarações públicas do presidente em suas redes sociais, lives, entrevistas em frente ao Palácio da Alvorada e transcrições de discursos e entrevistas disponibilizadas no portal do Planalto.
Segundo a Fenaj, os dados evidenciam que a postura de Bolsonaro transforma a imprensa em “inimiga”, por meio de uma “narrativa de ataques com o objetivo de promover a descredibilização do trabalho jornalístico e da credibilidade da produção de notícias. Algumas vezes o presidente coloca a imprensa e os jornalistas como ’inimigos do País’, por causa de coberturas que o desagradam”.
A repórter de finanças Katherine Rivas criou um projeto para ajudar pessoas desempregadas a conseguirem novo trabalho. É o Um CV, uma história, construído em parceria com a plataforma #Adoteumcv.
Todas as terças-feiras ela seleciona um currículo cadastrado na plataforma e entra em contato com a pessoa para conhecê-la melhor. Após entrevistá-la, publica no site do #adoteumcv e também no seu LinkedIn a história de um trabalhador brasileiro, que sonha, luta e precisa de uma oportunidade.
Ela quer, agora, buscar apoio de jornalistas de outras regiões do País, que se interessem em fazer o mesmo, mostrando assim a história por trás de cada currículo de um trabalhador brasileiro.
“Muitas vezes o currículo não conta exatamente a trajetória, superações, desafios e sonhos de quem está por trás dele. O objetivo da iniciativa é mostrar a essência de cada profissional, humanizando assim o mercado de trabalho e o mundo corporativo”, comenta Katherine.
A página #Adoteumcv acaba de chegar à marca de 12 mil de seguidores e, a partir de agora, terá uma sessão dedicada às trajetórias de vida contadas no #umcvumahistoria. A seção Adoteumcv.org/historias será a página destinada a retratar a trajetória de cada trabalhador brasileiro.