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O coronavírus e os veículos de comunicação – XXI

Coronavírus aumentou desigualdade de gênero nas redações, diz FIJ

A Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) fez uma pesquisa sobre as condições de trabalho de mulheres jornalistas em meio à pandemia. Os resultados indicam que mais da metade das entrevistadas não consegue conciliar vida profissional e pessoal (62%); também quase metade teve consequências severas em suas responsabilidades profissionais (46%); e cerca de 27% tiveram alterações no salário.

A FIJ entrevistou 558 mulheres jornalistas, em 52 países, de 19 a 30 de junho. Os dados revelam também que aproximadamente 75% das participantes declararam aumento de estresse por causa de múltiplas tarefas; quase 70% afirmaram que os níveis de assédio e intimidação não mudaram durante a pandemia; mais da metade teve a saúde mental afetada e problemas com insônia; e apenas quatro de cada dez receberam equipamento de proteção de suas empresas.

As entrevistadas enumeraram alguns motivos para o aumento de estresse: trabalho em isolamento, assédio dos chefes, cuidado da família e da educação domiciliar, tensões domésticas, aumento da carga de trabalho e habituais ajustes de prazo, longas jornadas de trabalho, impacto psicológico da cobertura da Covid-19 e temor de perder o emprego. Em geral, elas concordam que a melhor forma de resolver a desigualdade de gênero é promover mais financiamento, melhores salários e mais oportunidades de ascensão profissional.

Maria Angeles Samperio, presidente do Conselho de Gênero da FIJ, declarou que “os meios de comunicação e os sindicatos devem fazer muito mais para abordar as desigualdades de gênero e ter em conta a conciliação da vida laboral e privada nestes tempos turbulentos. Devem escutar os pedidos das mulheres que têm sido profundamente afetadas pelo estresse durante a Covid-19 e responder a elas. É hora de estabelecer políticas adequadas de teletrabalho, garantir o apoio às mulheres em suas tarefas familiares e proporcionar-lhes um trabalho decente e com igualdade de remuneração”.

Jornalistas contam as dificuldades de produzir imagens durante a pandemia

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) entrevistou cinco jornalistas de Rio de Janeiro, Manaus e São Paulo sobre a captura de imagens durante a pandemia, algo que mexeu com ética, segurança e conduta dos fotojornalistas. Os profissionais precisam ter disciplina rígida para evitar contaminação, e, ao mesmo tempo, respeitar a privacidade e direitos dos pacientes atingidos pela Covid-19.

Os entrevistados foram Mauro Pimentel, fotógrafo da Agência France-Presse; Alexandro Pereira, cinegrafista da Rede Amazônica, afiliada da Rede Globo; Matheus Guimarães, fotógrafo e cinegrafista do portal Voz das Comunidades, Naná Prudêncio, fundadora da Zalika Produções; e Eduardo Anizelli, fotógrafo da Folhapress.

Eles falaram sobre fotos tiradas em hospitais de campanha, UTIs, agentes desinfectando vias, ruas vazias, aglomerações, vidas e mortes. Como se arriscaram para levar informações sobre a pandemia e mostrar a situação da doença em lugares de pouca visibilidade, destacam a necessidade de avaliar muito bem a pauta, priorizando a saúde e seguindo as recomendações de higiene; além de analisar a relevância e o respeito às fontes, pois, ao mesmo tempo em que é importante que as pessoas saibam o que está acontecendo na região onde moram, é preciso respeitar o luto e a privacidade das vítimas e familiares, e sempre pedir autorização para divulgação.

Confira a reportagem na íntegra.

Auxílio emergencial do Google ajudou cerca de 5.600 veículos no mundo

O Fundo de Auxílio Emergencial ao Jornalismo, organizado pela Google News Iniciative, já ajudou cerca de 5.600 veículos de notícias ao redor do globo. Foram direcionados US$ 39,5 milhões em recursos para pequenas e médias empresas em 115 países.

A iniciativa visa a ajudar publicações e sites de notícias que enfrentam dificuldades financeiras por causa da crise econômica agravada pela pandemia. Após o anúncio do Fundo, o Google recebeu mais de 12 mil solicitações. Quase 60% dos beneficiários são veículos impressos e digitais.

O projeto permitiu que o Google identificasse determinadas tendências no jornalismo local pelo mundo. No que se refere à publicidade, metade dos veículos que receberam recursos do fundo disse ser totalmente dependente de anúncios. Outros dados relevantes são que 30% operam com alguma forma de paywall e 18% dependem de contribuições de associações locais para trabalhar. Além disso, cerca de 20% dos responsáveis pelas publicações priorizam mudanças culturais que incluam diversidade, equidade e inclusão nas redações.

Leia o artigo do Google na íntegra, assinado por Ludovic Blecher, head de inovação na Google News Initiative.

E mais…

O Observatório da Ética Jornalística (objETHOS) lançou o Guia de Cobertura Ética da Covid-19. Diferente de outros materiais em circulação, é um guia inédito porque se concentra em questões éticas, ainda mais sensíveis e delicadas neste momento. Produzido pela equipe do objETHOS, foi especialmente planejado para estar à mão – por isso, pode ser baixado no celular. Confira!

O canal Um Brasil, plataforma multimídia da FecomercioSP, entrevistou o jornalista e escritor chileno César Jiménez, professor doutor de comunicação e mídia na Cardiff University School, em Londres. Em conversa com Daniel Buarque, Jiménez falou sobre a crise global causada pelo coronavírus, como a Covid-19 deixou de ser um problema local da China para se tornar um problema mundial, a imagem do Brasil na imprensa internacional, como a pandemia altera o posicionamento da população chilena em protestos de rua, como ficarão as relações dos países pós-pandemia, o nacionalismo e a globalização, entre outros. Assista à entrevista aqui.

A Fundação Merck anunciou o Prêmio Fique em Casa, voltado a jornalistas da América Latina, que valoriza trabalhos que informem e aumentem a conscientização sobre como se manter seguro e saudável mental e fisicamente durante a pandemia. O melhor trabalho receberá US$ 1 mil. As inscrições vão até 31 de agosto.

O prêmio tem quatro categorias: Multimídia, Impresso, Online e Rádio. Mais de um vencedor será escolhido em cada categoria. Para inscrever-se, é preciso enviar o trabalho para o e-mail [email protected], contendo dados pessoais do candidato, nome, gênero, país, tipo de mídia, endereço de e-mail e número do celular.

A Aberje e a TV Cultura promovem nesta quinta-feira (30/7), das 16h às 17h30, mais uma edição do Lab de Comunicação para Mobilidade. Virtual, discutirá como está a comunicação sobre a mobilidade urbana durante a pandemia, abordando desafios e propostas para o presente e futuro próximo. Participarão do debate Nelson Silveira, diretor de Comunicação da GM Mercosul, Leão Serva, curador do Lab e diretor de Jornalismo da TV Cultura, e Hamilton dos Santos, diretor-geral da Aberje. As inscrições são gratuitas, mas com vagas limitadas.

Observatório da Ética Jornalística lança guia gratuito sobre a cobertura da pandemia

O Observatório da Ética Jornalística (objETHOS) lança o Guia de Cobertura Ética da Covid-19, que visa a fazer com que profissionais de imprensa atentem para determinados tópicos enquanto cobrem a pandemia de coronavírus, como abordagem e respeito com as fontes, com o público e com os próprios jornalistas, além do cuidado com as informações que recebem e publicam.

Rogério Christofoletti, um dos coordenadores do objETHOS, explicou que o guia surgiu quando eles constataram que “havia pouquíssimas referências do tipo em língua portuguesa, e nenhum guia específico com aspectos éticos. Esperamos contribuir com os colegas jornalistas com mais este material de orientação”. A obra é uma iniciativa do departamento e do programa de pós-graduação em jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina.

Dividido em quatro seções, o guia é gratuito e digital, com o objetivo de estar sempre à mão dos jornalistas, acessível via celular para facilitar a consulta. A obra contém também links que direcionam o leitor para outros manuais e referências sobre a cobertura da pandemia e ética do jornalismo.

Baixe o guia gratuitamente aqui.

Celso Freitas estreia podcast diário na Record

Celso Freitas (Crédito: Edu Moraes)

A Record estreou na quarta-feira (29/7) o podcast JR 15 min, conduzido por Celso Freitas. O programa vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 18h, com duração de 15 minutos e a participação de um repórter e de um especialista convidado. O tema é sempre algum assunto de destaque do Jornal da Record, com uma abordagem mais aprofundada. Os aspectos mais importantes do tema selecionado são discutidos pelos participantes numa espécie de mesa-redonda virtual, gravados em estúdio. Há uma equipe de jornalistas da emissora dedicada exclusivamente à produção desse novo conteúdo.

Afastado da bancada do Jornal da Record desde março, por causa da pandemia, Freitas já atuava, de casa, no Live JR, programa de entrevistas lançado em maio. “Estar à frente do JR 15 min é um prazer que compensa esse isolamento da pandemia. Assim como a Live JR, é a oportunidade de vivenciar a notícia com os repórteres e um especialista”, afirma.

Pergunta certa e lugar do outro

Por Ceila Santos

Ceila Santos

Fazer pergunta é ferramenta para todo jornalista. Dentro de uma coletiva de imprensa, quando a pergunta é a certa, a ferramenta transforma o jornalista em autoridade entre os colegas. Tal transformação alimenta a alma e motiva nossa atenção para atingir sempre a pergunta certa diante da fonte que lhe trará o conteúdo.

Se houver incentivo, então, como os prêmios imprensa, maior a capacidade de concentrar a atenção no fazer a pergunta certa e encontrar o conteúdo que se deseja, seja aquele que denuncia ou o que conecta com a necessidade do público.

Isso foi o que vivi como jornalista dos anos 1990 até a primeira década do novo milênio. Aprendi a concentrar atenção no conteúdo e buscar o lead pra vencer os prêmios.

Parece que Jô Elias também viveu o hábito de concentrar sua atenção no conteúdo antes de receber o chacoalhão da head hunter Fátima Zorzato que contribuiu para virada dela ao corporativo: “Como jornalista, pessoa de conteúdo, você sabe fazer as perguntas certas, domina bem esse conhecimento, mas para falar com corporativo, você vai perder o jogo senão aprender a se colocar no lugar do outro”.

O “lugar do outro” que todo jornalista pode aprender para ocupar a gestão da comunicação corporativa é uma chacoalhadinha na cabeça, um “piscar de olhos” do uso da nossa atenção, como ensina Jô: Quando você é repórter, se interessa pela história dos outros e quer contá-la de forma que seja interessante a outras tantas pessoas. Na empresa não é diferente. Eu procuro me colocar no lugar de quem precisa comunicar seu produto, seu serviço, sua imagem institucional, para entender às suas necessidades e, então, encontrar a melhor estratégia”.

Jô deixa claro o quanto o jornalista pode mediar qualquer relação entre conteúdo e públicos. Também não tenho dúvida dessa capacidade. A pergunta é: o quanto você já reconheceu que ser mediador é usar as suas habilidades de atenção e foco?

Cada ser e o Ser Maior

Pergunto isso porque, dentro das organizações, colocar-se no “lugar do outro” é compreender como cada pessoa pensa, sente e age diante daquela estrutura organizacional, da posição que ocupa e da forma como se relaciona com as tarefas que entrega. De novo, um mediar de relações… só que desta vez o pedido é de escuta e simultaneidade.

Para entender cada pessoa, a gente olha para a natureza do ser humano, com suas generalidades e especificidades, através dos arquétipos. Olhar para cada pessoa, a partir de como ela pensa, sente e age na sua relação com o contorno organizacional, que tem uma estrutura viva e que pulsa de acordo com os objetivos, as atitudes e as capacidades das lideranças, é a ferramenta do profissional de desenvolvimento.

Dentro de uma facilitação, quando a escuta é profunda, as ferramentas citadas transformam o facilitador em parte do Todo, o Ser Maior, que é a própria organização. “Ver todo sistema como um só ser em vez de focalizar cada parte componente”, ensina Allan Kaplan, um dos meus mestres na área de desenvolvimento. E continua: “Depois, precisamos aprender a compreender os padrões arquetípicos que permeiam o processo humano e social e, por outro lado, a ler a unicidade dos caminhos individuais que se manifestam através desses padrões arquetípicos”.

A atenção e o foco do jornalista contribuem para desenvolver a escuta e a simultaneidade porque são habilidades opostas, mas dentro do mesmo âmbito sutil: o conhecimento. Há, no entanto, uma “fórmula” que contribui exponencialmente caso haja o desejo de exercer uma liderança colaborativa: o autoconhecimento. Esse foi o grande ouro que recebi desta conversa com Jô Elias, que, ao ser questionada sobre a origem de ela ter uma linguagem de liderança diferenciada, respondeu que eram seus anos de terapia com Rodinéia Padilha, sua psicanalista kleiniana, que faleceu em 2018.

“Foi meu MBA da Alma”, revelou Jô. Agradeço, celebro e grito: uhu, ouro, ouro, ouro! Achei a líder que reconhece o valor do autoconhecimento para liderar equipes, negócios e mensagens”. Obrigada, Maria José Elias! Fiquei tão entusiasmada com o reconhecimento de Jô para liderar a comunicação da Tereos que nem percebi o efeito do prêmio que ganhei como profissional de desenvolvimento e colunista deste editorial. Agora, sim, posso despedir-me da pele de jornalista para disseminar a Liderança Colaborativa, grata aos sete entrevistados – das edições 1.250 a 1.264 − que tiveram sua virada com a referência do jornalismo.

Pois, liderar de forma colaborativa só é possível para quem o conhece suficientemente a ponto de identificar as vozes internas que as impede de escutar o outro, o diferente e o futuro. Que venha o meio do caminho: as Relações Públicas!


Jô Elias

Box do Líder

Jô Elias

TEREOS

Líder: Global

Filosofia: dar o exemplo, ouvir as pessoas, entender as diferenças de estilo para tirar o melhor de cada um. Enquadrar todo mundo para fazer as coisas do seu jeito é um desastre. Pode até gerar resultado mediano, mas não dá pra esperar criatividade e inovação.

Referência: Sheryl Sandberg

Tempo da Jornada

Jornalismo: 13 anos

Destaque: JT, RNT, IDG e Clarín

RP: não atuou em agências de comunicação

Corporativo: 14 anos

Destaque: Nokia, Microsoft e Tereos

Formação: Comunicação Social – Universidade Metodista de São Paulo

Ela traz a diversidade cultural no DNA. Do lado materno, o gosto pela música – sua mãe trabalhou 36 anos na gravadora Copacabana. Do pai, que já foi locutor de rádio e passou pelas antigas Vasp e Varig, veio o interesse por fotografias e viagens. O reflexo surge nos idiomas. Fala inglês, francês e espanhol, o que contribuiu muito com sua jornada global.

Começou sua carreira no extinto Jornal da Tarde,com uma coluna sobre videogames, ideia do então diretor de Redação Fernão Lara Mesquita. “Uma oportunidade de ouro para uma foca ter coluna assinada”, conta. Foi nessa época – depois de algumas confusões com seu nome – que Maria José Elias decidiu assumir o na sua assinatura.

Passou por curto período no IDGNow!, onde aprendeu tudo sobre internet e chegou no divisor de águas em sua carreira convidada por Vivien Rosso: o Cidade Internet, portal do Clarín no Brasil. “Foi minha primeira experiência como executiva. Montei uma equipe de 40 pessoas, incluindo profissionais de áudio e vídeo, para o portal Cidade Internet, numa época em que a banda larga engatinhava”. Seu próximo passo a levou ao fenômeno Telecom, quando rolava a fertilidade da banda larga móvel e Jô Elias tornou-se editora da RNT.

A hora da virada veio com a Nokia, quando Yolande Pineda apostou na potência de Jô como gerente para o Brasil. “Tive a sorte de começar a comunicação corporativa numa forte cultura globalizada”. Quando a Nokia vendeu sua área mobile, juntou-se ao time Microsoft na América Latina.

Em 2017, Jô Elias achou que era hora de desbravar um terreno novo. Viu a chance de aprender algo do zero e conhecer o agronegócio com a proposta da Tereos, empresa francesa líder do setor sucroenergético. “Eu, um bicho da cidade, paguei o mico de ir de sapatilha na minha primeira visita ao canavial…”, conta. O fato de falar francês ajudou, mas o que Jô acredita que faça mesmo a diferença é seu interesse pelo outro. Sem dúvida, o interesse e a prática da escuta para liderar negócios, mensagens e pessoas.

Projeto contabiliza 630 ataques à imprensa na AL no primeiro semestre

O projeto Voces del Sur, composto por Abraji e outras dez entidades defensoras do jornalismo, lançou o dossiê 182 dias de contrastes: a situação da imprensa na América Latina, que contabilizou 630 ataques a jornalistas na região entre janeiro e junho.

A pesquisa, que leva em conta dados de 11 países latino-americanos, incluindo o Brasil, indicou que 708 profissionais e veículos de imprensa foram alvos de agressões. Segundo a Abraji, dos 630 ataques, 167 ocorreram no Brasil. Os ataques mais frequentes são agressões físicas, seguidas de discursos estigmatizantes feitos apenas por políticos e agentes públicos.

O documento destaca a emergência de uma nova agenda comum entre os meios de comunicação latino-americanos, além dos perigos da desinformação, vista como uma ameaça à democracia.

Juliana Fonteles, assessora jurídica da Abraji, declarou que “na América Latina, houve endurecimento das represálias estatais contra a imprensa e imposição de embaraços à disseminação de informação sobre o quadro epidemiológico. Além disso, as tentativas de contenção de desinformação que já estavam sendo discutidas, como o PL das fake news, tiveram maior espaço nesse período, contribuindo para comprometer o livre exercício do jornalismo”.

Confira a pesquisa na íntegra.

SporTV e ESPN fazem transmissão conjunta em homenagem a Rodrigo Rodrigues

O SporTV e a ESPN fizeram uma homenagem conjunta ao apresentador Rodrigo Rodrigues, que morreu nessa terça-feira (28/7), por causa de complicações do coronavírus. Ele iniciou sua carreira no jornalismo esportivo na ESPN Brasil, e o SporTV foi seu último local de trabalho.

Os programas Troca de Passes (SporTV) e Sportscenter (ESPN) interagiram durante 30 minutos, com homenagens ao apresentador. Participaram da transmissão o apresentador Fred Ring e o comentarista Paulo Nunes, pelo SporTV, e a apresentadora Marcela Rafael e o comentarista Paulo Calçade, da ESPN. Eles relembraram a parceria com Rodrigo Rodrigues, muito querido por colegas de profissão, conhecido por seu bom humor, carisma e generosidade.

A homenagem conjunta teve também depoimentos do ex-jogador Zico, do ex-jogador e comentarista da ESPN Alex, do ex- ESPN José Trajano, do narrador da Globo Galvão Bueno, do ex-jogador e comentarista do SporTV Petckovic, do ex-treinador e comentarista do SporTV Muricy Ramalho e do comentarista do SporTV Raphael Rezende.

Assista à homenagem no site do SporTV.

César Fabris não participa de coletiva por suposto veto da assessoria do Internacional

César Fabris (Crédito: Rádio Grenal)

O repórter César Fabris (Rádio Grenal), escalado para cobrir o jogo entre Internacional e Esportivo em 25/7, foi substituído por um colega na entrevista coletiva online do técnico Eduardo Coudet e dirigentes do Internacional por ordem da Rede Pampa, dona da Rádio Grenal. A alteração foi feita após um suposto pedido do setor de comunicação do Internacional.

Segundo o repórter, o assessor do Internacional Rafael Antoniutti pediu que outra pessoa participasse da coletiva representando a rádio: “O Antoniutti disse que ou indicavam outra pessoa ou a Grenal ficaria de fora da coletiva. Eu fiquei muito chateado e liguei para o presidente. Ele disse que não foi decisão do clube, que o assessor fez isso por conta própria”.

Fabris contou que chegou a perguntar ao assessor do Internacional sobre como funcionaria a entrevista online. Antoniutti respondeu que o repórter que participaria da coletiva era Nicolas Wagner, e que a própria Rede Pampa havia passado essa informação para ele.

O repórter garantiu que nunca atacou o Internacional. Assumidamente gremista, explicou que apenas provoca o amigo Carlos Lacerda, torcedor do Inter, pelas redes sociais e quando estão no ar.

O caso foi caracterizado como censura por diversos torcedores, jornalistas e entidades. Ao Coletiva.net, a assessoria do Internacional declarou que o clube não comenta o caso e que o assunto “já foi tratado e resolvido internamente”. A Rádio Grenal também se pronunciou, afirmando que o ocorrido “foi um fato lamentável, que não condiz com a conduta da instituição, sempre pautada pela liberdade de imprensa. Marjana Vargas, diretora da Rádio Grenal, destacou a imediata atenção dispensada pela direção colorada no esclarecimento do episódio, assim como no alinhamento de providências para que tal situação não volte a ocorrer”.

Em nota, a Associação dos Cronistas Esportivos Gaúches (Aceg) escreveu que “se posiciona em favor da liberdade de expressão (…) e se solidariza com o repórter da Rádio Grenal, César Fabris. (…) O pedido de veto partiu da assessoria do clube. O motivo seria porque Fabris é declaradamente gremista. Precisamos lembrar, neste momento, que vivemos em um estado democrático. Repórteres colorados e gremistas participam de coletivas e coberturas dos dois clubes, sempre com respeito mútuo e profissionalismo, como deve ser. Lamentamos o cerceamento ao profissional e também a postura de sua emissora em concordar com o veto por parte da assessoria do clube. A Aceg não vai se furtar de lutar pelo direito de seus associados”.

Com informações do Coletiva.net.

Conexão Rússia, pra inglês ver

Vladimir Putin na RT

Por Luciana Gurgel, especial para o J&Cia

Nas semanas que antecederam as eleições gerais britânicas, em 2019, o então primeiro-ministro Boris Johnson foi pressionado por todos os lados para divulgar o Relatório Rússia, elaborado pelo comitê de inteligência do Parlamento, que traria conclusões sobre interferência da administração de Vladmir Putin no país e sobretudo no plebiscito do Brexit. Ele resistiu, foi referendado no cargo com margem folgada e só agora trouxe a público o documento, que além das implicações políticas envolve o jornalismo do país.

Um dos alvos é a emissora RT (Russia Today), que entrou na mira por sua suposta atuação como braço da influência russa em solo britânico. Keir Starmer, líder do Partido Trabalhista, hábil advogado de tribunal, foi uma das vozes a se levantar contra a rede assim que saiu o relatório. Exige que a estação controlada pelo Estado russo perca a licença de transmissão no Reino Unido.

O caso coloca em pauta o papel de emissoras estatais globais, caso da própria BBC, maior braço do soft power britânico, levando ao mundo a influência cultural do país. Outras nações poderosas também financiam o jornalismo além das fronteiras por meio de redes públicas, como França e Alemanha. Os Estados Unidos têm uma agência governamental para cuidar disso, a USAGM (US Agency for Global Media), que supervisiona servicos como a Voz da América.

Ainda que oferecendo programas de qualidade, todas representam interesses do país de origem. Mas poucas foram tão longe no alinhamento político como a RT − que passou a usar a sigla e não o nome completo talvez para não deixar tão evidente a conexão com a Rússia. Ao percorrer a grade de canais de TV no Reino Unido, um desavisado nem percebe tratar-se de um canal ligado ao país.

Os problemas de imparcialidade da RT não são novos. O próprio órgão de controle de telecomunicações do Reino Unido, o Ofcom, já andava de olho na emissora. Ano passado, multou-a em £ 200 mil por sete violações ao código de transmissão em relação à cobertura do caso de envenenamento de um ex-espião russo em Salisbury, que teria sido praticado por integrantes do serviço secreto do país.

A emissora tentou reverter a punição alegando direito à liberdade de expressão. Mas não teve  sucesso. A pena foi confirmada pelo Supremo Tribunal.

A teia política que envolve a RT com o Reino Unido é extensa. Dois dos programas punidos por quebrar as regras de imparcialidade foram apresentados pelo britânico George Galloway, um ex-parlamentar que se tornou apresentador na emissora. Alex Salmond, ex-líder do Partido Nacional Escocês (SNP) é outro que mantém um programa na RT.

São exemplos das ramificações na sociedade britânica apontadas pelo relatório, que revelou a presença russa em círculos sociais e de negócios, principalmente imobiliários. E também jornalísticos.

Ano passado causou estranheza na imprensa mundial o fato de uma obscura agência de notícias chamada Ruftly ter sido a única a obter imagens do momento em que Julian Assange deixou a embaixada do Equador em Londres, onde estava refugiado havia quase sete anos. A sortuda agência, que estava no lugar certo na hora certa,  pertence à RT, levantando suspeitas de que poderia ter sido favorecida devido a ligações de Assange com Putin.

Dois dos principais jornais britânicos, o Evening Standard e o Independent, pertencem ao empresário e ex-agente da KGB Alexander Lebedev e seu filho Evgeny. Eles compraram o Standard em 2009 e o Independent no ano seguinte, por valores simbólicos.

Johnson e Evgeny Lebedev socializam em festa do Evening Standard (Crédito: David M Benett/Getty Images)

No dia seguinte à vitória nas eleições de 2019, Johnson foi comemorar justamente na casa do magnata, em uma festa regada a caviar, segundo a imprensa britânica. Russo, certamente.

O recesso parlamentar de verão deve dar uma trégua na política britânica por algumas semanas. Mas o impacto do Relatório Rússia foi tão grande que a RT pode esperar dias difíceis pela frente. Parece história de filme de espionagem. E talvez seja mesmo.

Morre o apresentador Rodrigo Rodrigues, aos 45 anos

Morreu nesta terça-feira (28/7) o apresentador Rodrigo Rodrigues (Globo/SporTV), aos 45 anos, no Rio de Janeiro. Diagnosticado com coronavírus, ele estava internado desde o último sábado, teve trombose venosa cerebral (TVC), foi submetido a uma cirurgia e estava em coma induzido.

Rodrigo nasceu no Rio de Janeiro em 1975. Iniciou a carreira em 1995, na Rede Vida. Atuou em veículos como TV Cultura, SBT, ESPN Brasil, Band, Gazeta e Esporte Interativo. Desde 2011 no setor esportivo, Rodrigo apresentou o Resenha ESPN na ESPN Brasil. Contratado em janeiro de 2019 pela Globo, comandou programas como Troca de passes, Redação SporTV, SporTV News, Tá na Área e Seleção SporTV no SporTV, e apresentava o Globo Esporte aos sábados, no lugar de Felipe Andreoli. Atuou também como locutor e apresentador da Rádio Globo em São Paulo.

Além da carreira no jornalismo esportivo, Rodrigo trabalhou na área cultural, em programas como Vitrine, da TV Cultura; 5 Discos, da Gazeta; e Cor de Rosa, do SBT. É autor dos livros As Aventuras da Blitz, que conta a trajetória do grupo musical, e London London, um guia para conhecer Londres de metrô. Era guitarrista da banda The Soundtrackers, que chegou a se apresentar no quadro Ding Dong do Domingão do Faustão.  

No site do GloboEsporte, a Globo escreveu que “a morte de Rodrigo abre uma ferida que vai muito além do profissional insubstituível. Dentro e fora da Globo, dezenas de pessoas sentem a perda de um amigo. E a família chora a partida de um parente que conquistou uma legião de admiradores”.

Com informações do UOL.

Auxílio emergencial do Google ajudou cerca de 5.600 veículos no mundo

O Fundo de Auxílio Emergencial ao Jornalismo, organizado pela Google News Iniciative, já ajudou cerca de 5.600 veículos de notícias ao redor do globo. Foram direcionados US$ 39,5 milhões em recursos para pequenas e médias empresas em 115 países.

A iniciativa visa a ajudar publicações e sites de notícias que enfrentam dificuldades financeiras por causa crise econômica agravada pela pandemia. Após o anúncio do Fundo, o Google recebeu mais de 12 mil solicitações. Quase 60% dos beneficiários são veículos impressos e digitais.

O projeto permitiu que o Google identificasse determinadas tendências no jornalismo local pelo mundo. No que se refere a publicidade, metade dos veículos que receberam recursos do fundo disse ser totalmente dependente de anúncios. Outros dados relevantes são que 30% operam com alguma forma de paywall e 18% dependem de contribuições de associações locais para trabalhar. Além disso, cerca de 20% dos responsáveis pelas publicações priorizam mudanças culturais que incluam diversidade, equidade e inclusão nas redações.

Leia o artigo do Google na íntegra, assinado por Ludovic Blecher, head de inovação na Google News Initiative.

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