O Google News Iniciative (GNI) lançou o Programa de Crescimento Digital da GNI, que visa a ajudar organizações de notícias no desenvolvimento de estratégias de assinaturas digitais. A iniciativa foi feita em parceria com FTI Consulting, Local Media Association (LMA) e World Association of News Publishers (WAN-IFRA).
Os veículos participantes receberão treinamento de dez semanas, com interação entre eles e as entidades organizadoras, para desenvolver estratégias sustentáveis de receita com workshops, exercícios interativos e playbooks gratuitos. O progresso dos participantes servirá para inspirar outras organizações de notícias.
As empresas brasileiras que fazem parte do projeto são: Editora Globo, Correio (Bahia), Rede Gazeta (ES), O Tempo (MG) e Startups.com.br.
O Projeto Facebook para Jornalismo, em parceria com o Centro Internacional para Jornalistas (ICFJ, em inglês), lançou o Programa de Jornalismo para Jovens Talentos, que tem o objetivo de apoiar e criar oportunidades de desenvolvimento para uma nova geração de jornalistas.
O programa, com duração de oito semanas, vai abordar as melhores práticas de cobertura política e eleitoral, segurança para a imprensa, diversidade, storytelling, desenvolvimento de carreira, entre outros.
Fazem parte da iniciativa 20 jovens de A Gazeta (ES), Agência Mural, Correio Braziliense (DF), Estado de Minas (MG), NSC Total (SC), O Povo (CE), Jornal do Commercio (PE), A Crítica (AM), O Popular (GO) e O Globo.
A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), em parceria com o Brasil.IO, lançou CruzaGrafos, ferramenta que realiza investigações avançadas de dados e verificações cruzadas, reunindo milhares de informações em uma espécie de teia.
Em resumo, a plataforma consegue fazer de forma muito mais rápida e fácil uma pesquisa de dados complexa que levaria dias para ser finalizada. A ideia é que o profissional de imprensa consiga investigar bases de dados enormes sem a necessidade de ser um cientista de dados.
Até o momento, a ferramenta está disponível apenas para associados da Abraji, mas a entidade pretende abrir em breve o acesso gratuito à plataforma para não associados por um mês. Depois, terão que pagar uma assinatura de R$ 30 por mês.
Privar as pessoas de notícias durante alguns dias para entender suas reações foi um dos experimentos que fizeram parte da pesquisa World Without News, desenvolvida pela entidade setorial britânica Newswork ao longo de nove meses. O estudo, executado por três empresas diferentes, adotou um viés comportamental para identificar onde o jornalismo entra na vida das pessoas e como contribui para os objetivos que fazem parte da essência do ser humano.
Além de trazer boas novas, como a de que 70% dos entrevistados consideram o jornalismo essencial para a democracia, o trabalho reúne elementos que mostram os objetivos do público ao consumir notícias e os meios que contribuem mais para cada objetivo. Entre as conclusões estão a de que orientação (informar sobre os fatos) e calibragem (entender os fatos) são as principais expectativas do público em relação ao noticiário.
O trabalho mostra também que não houve alterações significativas nas percepções do público antes e depois da pandemia. E que, embora a opinião no jornalismo seja valorizada para fazer entender o contexto, o excesso de opinião nas redes sociais não agrada aos britânicos: 53% declararam-se ansiosos ao receberem notícias por redes sociais. E 63% disseram-se menos ansiosos com notícias lidas nos jornais do que com aquelas obtidas por mídias sociais, criticadas por 76% dos que participaram do estudo por apresentarem as informacões de forma menos estruturada.
Veja em mediatalks.com.br um resumo da pesquisa em português e acesso ao documento original.
A National Broadcasting Commission (NBC), agência reguladora do setor de mídia da Nigéria, divulgou um guia que orienta as emissoras de TV do país sobre como devem cobrir os protestos contra a corrupção e a violência policial que ocorrem desde o início de outubro. A entidade multou três emissoras que desrespeitaram as orientações do guia.
Segundo a NBC, os canais Channels Television, Arise Television e Africa Independent Television realizaram “cobertura não profissional e antiética”, e foram multados por isso.
Em nota, a Federação Internacional de Jornalistas (IFJ, em inglês) criticou a atitude da NBC e declarou que as multas são uma “tentativa inaceitável de silenciar o jornalismo crítico. Elas devem ser derrubadas”.
Os protestos em questão pedem o fim do Esquadrão Especial Anti-Roubo (SARS), acusado de realizar roubos, prisões, assassinatos, tortura, entre outros. Os atos começaram pacíficos, mas, em 20 de outubro, militares nigerianos abriram fogo contra uma multidão de manifestantes que se aglomerava na praça Lekki, no centro de Lagos. Segundo a Anistia Internacional, 38 pessoas foram mortas.
Fora da televisão desde maio, após rápida passagem pela CNN, Luiz Carlos Braga acertou com a TV Brasil. Ele será o âncora da nova versão vespertina do Repórter Brasil, que voltará a ser produzido no Rio de Janeiro, com estreia na próxima segunda-feira (9/11), às 14h30. Os dois outros noticiários da TV Brasil − Boletim Brasil em Dia, exibido pela manhã; e Repórter Brasil, à noite − são comandados diretamente de Brasília.
Para aceitar ao convite, Braga teve que se mudar de Brasília para o Rio. Apesar de ter nascido nessa cidade, trabalhava na Capital Federal desde 1993. Ele atuou na TV Globo por 27 anos, 15 deles no DF. Em 2008, seguiu para a Record, onde foi âncora, editor-chefe do principal telejornal local da emissora, chegando a cobrir as ausências de Celso Freitas em feriados e finais de semana no Jornal da Record. Há seis meses, foi demitido da emissora. Na ocasião, Matheus Ribeiro foi contratado para assumir suas funções.
Sobre a mudança para o Rio, revelou que está “com o coração apertado”: “Tantos anos juntos, lado a lado, família e amigos. (…) Mas o caminho ainda é longo para ficar parado. O medo é sempre inevitável, mas a esperança é inabalável. Parto para o Rio, minha terra natal, mas deixo aqui minhas raízes”.
A Jovem Pan anunciou nesta quarta-feira (4/11) a demissão de Rodrigo Constantino, após comentários sobre o caso de estupro de Mariana Ferrer. Durante live, o comentarista disse que não faria a denúncia se a filha dele tivesse sofrido um estupro enquanto estivesse bêbada: “Se minha filha for estuprada nessas circunstâncias, ela vai ficar de castigo feio. Eu não vou denunciar um cara desse para a polícia”.
Em nota, a Jovem Pan declarou que “as opiniões de nossos comentaristas são independentes e necessariamente não representam a opinião do Grupo Jovem Pan. No caso de Mariana Ferrer, defendemos que a vítima não deve ser responsabilizada pelos atos de seu agressor, apesar do respeito que todos nós devemos ter às decisões judiciais. Em consequência do episódio, na tarde desta quarta-feira, Rodrigo Constantino foi desligado de nosso quadro de comentaristas”.
Nas redes sociais, Constantino escreveu que a fala foi alterada e que ele não fez apologia ao estupro: “A pressão foi tão grande sobre a Jovem Pan, distorcendo claramente minha fala, que não resistiram. (…) Quem viu a live sabe que eu não falava do caso particular da Ferrer”.
Por causa do comentário, Constantino também foi demitido de TV Record, rádio Guaíba e Correio do Povo. O jornal Gazeta do Povo foi o único veículo que optou pela permanência do comentarista na equipe.
O caso em questão trata de André de Camargo Aranha, empresário acusado de estuprar a influenciadora Mariana Ferrer em Santa Catarina, que foi absolvido das acusações. Segundo o promotor do caso, não havia como o empresário saber que a jovem não estava em condições de consentir a relação, portanto, não houve intenção de estuprar.
Raquel Novaes deixou a GloboNews na terça-feira (3/11). Ela estava na emissora desde 2009 e apresentava desde 2010 a faixa das 9h às 13h na programação. Com a saída de Raquel, Aline Midlej passará a apresentar sozinha a edição do jornalístico matinal. As informações são do UOL.
Raquel estreou no canal de notícias no comando jornal matinal Em Cima da Hora, sempre no horário das 10h. Após a reformulação da programação, em 2010, continuou apresentando o Edição das 10h, ao lado de Luciano Cabral. Em 2016, ele deixou a emissora e Aline Midlej assumiu o posto ao lado de Raquel.
A correspondente internacional Luiza Duarte, que deixou recentemente a CNN Brasil, assinou com a Record TV. Ela já está cobrindo as eleições presidenciais nos Estados Unidos, com participação nos programas Fala Brasil e Jornal da Record.
Luiza trabalhou por cerca de nove meses na CNN Brasil, mas deixou a emissora para focar em projetos pessoais. Ela começou a escrever um livro sobre sua experiência como correspondente internacional na China.
O jornal O Globo e o Instituto Questão de Ciência (IQC) lançam o podcast mensal Ao ponto ciência, destinado a tornar a linguagem científica mais acessível, explicar sua importância e mostrar a aplicação no dia a dia. Com apresentação da dupla Carolina Morand e Roberto Maltchik, que já comandam o podcast diário de O Globo, o programa propõe a descontração do tema, por meio de um papo informal com a bióloga Natália Pasternak, fundadora à frente do IQC, e o imunologista Gustavo Cabral.
A parceria entre o jornal e o Instituto, que agora evoluiu para o podcast, começou em abril, quando Pasternak passou a contribuir com a coluna semanal A hora de ciência, publicada no impresso e no site de O Globo, e surgiu da necessidade de facilitar a compreensão do público leigo sobre o papel da ciência, num momento em que movimentos negacionistas ganham força Brasil afora.