O programa Manhattan Connection estreia na TV Cultura em 20/1, mesmo dia da posse do novo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. Apresentado por Lucas Mendes, Caio Blinder e Diogo Mainardi, irá ao ar às quartas-feiras, às 22h, e será reprisado aos domingos, às 23h.
Em 18/1, os três apresentadores participarão do Roda Viva para conversar sobre a história do Manhattan Connection, que por 28 anos foi exibido nos canais do Grupo Globo.
Entidades defensoras do jornalismo assinaram em dezembro uma nota conjunta em repúdio à censura judicial imposta à Ponte Jornalismo. O veículo foi obrigado a retirar do ar a reportagem Criticada no trabalho por seu cabelo, Luanna foi condenada a indenizar empresa, que destacava a reprodução do racismo a partir do Poder Judiciário, por ordem do desembargador relator Piva Piva Rodrigues do Tribunal de Justiça de São Paulo. Vale destacar que os portais Alma Preta e Yahoo Notícias, que também publicaram sobre o caso, foram atingidos pela mesma decisão.
As entidades escreveram que “destacam a gravidade da violação aos direitos de liberdade de expressão e de imprensa decorrentes da decisão que retira a matéria de circulação. Mais uma vez, observamos a atuação do próprio Estado em deslegitimar os conteúdos jornalísticos por meio de censura velada, disfarçada de legalidade”.
“O papel do jornalismo é a produção de conteúdos que apresentam, além de dados e fatos, perspectivas, críticas e denúncias, inclusive no que se refere ao Estado e suas esferas de articulação. Portanto, no Estado Democrático de Direito, os poderes, inclusive o Poder Judiciário, não estão isentos de serem observados a partir dos mais diversos vieses jornalísticos − inclusive, aqueles que tecem críticas”, diz o texto.
Assinam a nota Artigo 19, Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), Instituto Vladimir Herzog, Intervozes − Coletivo Brasil de Comunicação Social, Rede Jornalistas Livres, Rede Nacional de Proteção a Comunicadores e Repórteres sem Fronteiras.
Alguns dias antes da publicação da nota, a Abraji já havia detectado um aumento nos casos de censura a veículos jornalísticos nas últimas semanas de 2020, destacando os casos da própria Ponte, além de Alma Preta e Atilados, que foram obrigados a retirar conteúdo do ar, enquanto o Intercept Brasil precisou editar uma reportagem. A Abraji escreveu que “a decisão de retirar de circulação matéria é mais um instrumento de invisibilização e apagamento de determinados grupos − quando se tratando de conteúdo relativo às pautas de raça, gênero, sexualidade, entre outras”.
Amaury Ribeiro Jr, autor do livro Privataria Tucana, foi condenado com outras quatro pessoas pela juíza Barbara de Lima Iseppi, da 4ª Vara Federal de São Paulo, pela quebra dos sigilos fiscais de pessoas ligadas ao ex-senador José Serra e ao ex-vice-presidente executivo do PSDB Eduardo Jorge.
Segundo o jornal O Estado de São Paulo, Amaury teria aliciado um despachante para obter cópias das declarações do Imposto de Renda da filha e do genro de Serra, mediante uso de documento falso. O jornalista foi condenado à pena de sete anos e dez meses de reclusão, mas cabe recurso. A sentença afirma que Amaury tinha consciência sobre o emprego de meios ilícitos em sua solicitação, e, portanto, houve dolo direto para a prática de corrupção.
A Editora Abril comunicou em dezembro ao Sindicato dos Gráficos de São Paulo que vai encerrar as atividades de sua gráfica agora em janeiro, o que terá como consequência a demissão de aproximadamente 250 trabalhadores gráficos e 50 administrativos vinculados à operação da unidade.
A possibilidade do fechamento da gráfica já estava prevista no processo de recuperação judicial da Abril. Em 2021, todas as revistas da editora passarão a ser impressas em gráficas terceirizadas, o que já ocorre há algum tempo com parte das publicações da empresa.
Em nota, o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo (SJSP) escreveu que “desde o início se opôs ao desmonte da empresa e às demissões em massa que esse processo tem provocado. Com relação às dispensas anunciadas para janeiro, hipotecou solidariedade aos trabalhadores gráficos e expressou a disposição de atuar conjuntamente com o Sindicato dos Gráficos em ações de mobilização e protesto, inclusive na porta da empresa, o que, infelizmente, acabou não acontecendo”.
A justiça britânica decidiu nesta segunda-feira (4/1) não extraditar Julian Assange, fundador do WikiLeaks, para os Estados Unidos, onde é acusado de espionagem pela publicação de documentos militares sigilosos em 2010. O representante legal do governo americano disse que vai recorrer da decisão.
A juíza Vanessa Baraitser afirmou na corte penal de Londres que negou a extradição por motivos de saúde, temendo que Assange cometa suicídio: “Diante de condições de isolamento quase total, (…) estou convencida de que os procedimentos (delineados pelas autoridades americanas) não impedirão o sr. Assange de encontrar uma maneira de cometer suicídio”.
Veja em MediaTalks a história de Julian Assange, as acusações feitas contra ele, os ativistas que o defendem, como foi o julgamento, o que disseram as entidades de defesa dos direitos humanos e as implicações políticas para o governo britânico.
A Fast Company, publicação com foco em inovação, tecnologia e negócios, está chegando ao Brasil. A revista vai operar no País por meio da Hack Tail, empresa fundada pelo empresário Marcelo Lobianco, que terá o direito de utilizar a marca de forma irrestrita por aqui, incluindo a reprodução do conteúdo da revista dos Estados Unidos e o que será produzido localmente por jornalistas brasileiros.
Além da versão impressa, a Fast Company terá uma plataforma digital com vídeos, podcasts e redes sociais, bem como serviços como consultoria, educação, eventos e premiações. No Brasil, Lobianco vai ocupar a função de CEO da empresa e Eduardo Vieira, coCEO do Grupo Ideal, e Fabiano Lobo, diretor-geral da Mobile Marketing Association (MMA) na América Latina, integrarão o conselho editorial. Marco Moreira, sócio da Hack Tail, atuará como COO.
Após três anos no UOL Carros, o repórter Vitor Matsubara despediu-se da casa em 18/12 para liderar a área editorial do Primeira Marcha, ao lado de André Paixão, que há alguns dias havia deixado o G1.
Com a nova equipe definida, o site entra em novo momento editorial, que terá inclusive com a estreia de novos site, identidade e estratégia em suas mídias digitais, em especial o canal no YouTube. A estreia da nova plataforma está prevista para a segunda quinzena de janeiro.
Antes do UOL Carros, Matsubara esteve por quase dez anos na equipe da Quatro Rodas, tendo passado também pela redação do Grande Prêmio. Ele atende a partir de agora pelo [email protected].
A Mira Comunicação, de Diego Ramalho e Juliana Miranda, comemora o crescimento dos negócios, apesar da pandemia, durante 2020. A agência aumentou bastante sua carteira de clientes no ano que passou.
Forte na área de educação – para o relacionamento com a imprensa e as mídias digitais –, viu chegar ao seu portfolio a plataforma britânica Mangahigh, de ensino de matemática, e a portuguesa OK Student, de intercâmbio de estudantes no Reino Unido. Essas marcas, pouco exploradas no mercado brasileiro, vêm se juntar às notórias Anglo e pH, da Somos Educação, e a área de Literatura das editoras Ática, Scipione e Saraiva, (www.somoseducacao.com.br).
Também foi o caso do GEduc 2020, congresso nacional de gestão educacional, e do Universidade por Um Dia, projeto que incentiva estudantes da rede pública a ingressarem no ensino superior. Assim como o grupo Rabbit, de consultoria educacional; Bei Educação, plataforma que reúne conteúdos orientados para projetos; e Camino Education. Somaram-se ainda à carteira da agência o British Council, entre outros clientes.
Paula Pedrão acertou com o Grupo Big Brasil e assumiu, agora em dezembro, a Diretoria de Comunicação da organização. Presente no país desde 1995, o Grupo BIG, ex-Walmart Brasil, opera hoje com 389 unidades e mais de 50 mil funcionários em 18 estados, além do Distrito Federal. São sete bandeiras, entre hipermercados (BIG e BIG Bompreço), supermercados (Super Bompreço e Nacional), atacado (Maxxi Atacado), clube de compras (Sam’s Club) e lojas de vizinhança (TodoDia), além de postos de combustíveis. Em julho de 2018, a Advent International anunciou a aquisição de 80% da operação Walmart Brasil. O Walmart Inc. mantém uma participação de 20% na empresa.
Paula dirigiu a comunicação do Grupo JBS por pouco mais de quatro anos, até agosto passado, e, antes, foi por 13 anos do GPA, empresa que deixou em junho de 2016 como diretora de Comunicação Corporativa.
A ABI renovou em 18/12 um terço do seu Conselho Deliberativo. O resultado foi anunciado por Arnaldo César Jacob, membro da comissão eleitoral, pouco depois de encerrada a eleição. A reunião foi via Zoom, conduzida pelo conselheiro Vítor Iório e tendo na presidência da mesa Fichel Davit Chargel, também presidente do Conselho Deliberativo. Na secretaria, estava a representante da chapa única Luta pela Democracia, Irene Cristina.
“A primeira votação 100% remota na história da entidade foi feita com muita eficiência e com resultado extremante positivo”, avaliou Iorio. Arnaldo César acrescentou: “Resultado muito exitoso, especialmente considerando que houve variações na internet no Rio. Um número muito significativo de votos para um Conselho Deliberativo, na história da instituição”, lembrando que o total de 124 votos, por meio exclusivamente digital, foi a maior votação de outras quatro, também digitais, realizadas pela ABI.