Os veículos que lideraram a conquista de prêmios nas respectivas regiões em 2012 foram jornal A Crítica (AM) e Rádio Liberal (PA), no Norte; Jornal do Commercio (PE), no Nordeste; Correio Braziliense (DF), no Centro-Oeste; Rede Globo (RJ), no Sudeste; e Gazeta do Povo (PR), no Sul. Apenas uma região, a Sudeste, teve linha de corte, na 20ª colocação, em 65 pontos; as outras quatro entraram com todos os veículos que conquistaram alguma premiação em 2012.Veja a lista de vitoriosos por região:+ Centro-Oeste+ Nordeste+ Norte+ Sudeste+ SulVeja também:+ Ranking afere exclusivamente prêmios de jornalismo e focados na figura humana dos jornalistas+ Prêmios que compõem o Ranking Jornalistas&Cia+ O Conselho Consultivo do Ranking Jornalistas&Cia
Viviane Bevilacqua assina coluna diária no DC
Viviane Bevilacqua ([email protected]), cronista dos domingos da Revista Donna, agora compartilha seus pensamentos sobre temas predominantemente ligados ao universo familiar numa coluna diária no Diário Catarinense. A mudança atende a pedidos dos leitores, que manifestaram por diversos canais ? principalmente pelo Call Center do Grupo RBS ? o desejo de ler diariamente textos sobre assuntos capazes de fazer sentido a quem vive em família. Com 33 anos de carreira, a repórter especial Viviane acumula desde 2005 a função de colunista na Revista Donna. Seus novos textos também podem ser acompanhados no blog www.diario.com.br/vivi.
J&Cia apresenta os veículos vitoriosos regionais de todos os tempos
Os veículos vitoriosos regionais de todos os tempos Os campeões regionais de todos os tempos apontados pelo Ranking J&Cia são: A Crítica, de Manaus (Região Norte), com 595 pontos e 14 prêmios acumulados; Jornal do Commercio, de Recife (Região Nordeste), com 3.030 pontos e 94 prêmios; Correio Braziliense, de Brasília (Região Centro-Oeste), com 3.435 pontos e 85 premiações; Rede Globo, do Rio de Janeiro (Região Sudeste), com 8.845 pontos e 258 prêmios; e Zero Hora, de Porto Alegre (Região Sul), com 6.565 pontos e 223 prêmios. O Norte, com poucos veículos e tímida tradição em prêmios, teve apenas 21 veículos premiados até hoje. Desses, dez são paraenses, cinco amazonenses, três acreanos, um roraimense e um tocantinense. Pela ausência de outros premiados, não houve sequer linha de corte para a Região Norte. Quem ganhou ao menos um prêmio entrou no ranking. No Nordeste, Pernambuco ocupa os dois primeiros lugares e quatro no total, mas são os alagoanos que têm o predomínio entre os 20 mais premiados de todos os tempos, com seis veículos. Também os cearenses estão bem representados, com cinco veículos, enquanto Bahia e Paraíba têm dois representantes cada. O Rio Grande Norte também se faz representar com um veículo. No Centro-Oeste, praticamente não há concorrência para a imprensa de Brasília, que além de liderar com folga, com o Correio Braziliense, tem ainda outros 17 entre os 22 mais premiados de todos os tempos, haja vista que houve empate na 19ª colocação entre três veículos. O Ranking do Centro-Oeste dos Mais Premiados de Todos os Tempos é complementado com três veículos de Goiás, um de Mato Grosso do Sul e um de Mato Grosso. O Sudeste, onde a briga é muito forte, praticamente repetiu a pontuação do ranking geral, pois a maioria dos vencedores é dessa região, daí o predomínio de Rede Globo e O Globo. Apenas um mineiro, o Estado de Minas, se intromete entre os 20 mais premiados de todos os tempos, que têm São Paulo como sede de 13 veículos e o Rio de Janeiro, outros seis. São, no total: quatro emissoras de televisão, nove jornais (incluindo o já extinto Jornal da Tarde), quatro revistas e três emissoras de rádio No Sul, o predomínio da RBS é incontestável, com as conquistas das três primeiras posições, com Zero Hora, Rádio Gaúcha e RBS TV. Entre os 20 mais vitoriosos, o grupo tem ainda o Jornal de Santa Catarina na 12ª posição e O Pioneiro, na 16ª. No total, os gaúchos figuram com 15 veículos entre os 20 mais da região, incluindo os já extintos Folha da Tarde e Folha da Manhã. Os paranaenses tem quatro veículos colocados e os catarinenses, um, exatamente o Jornal de Santa Catarina, da RBS. Veja a lista dos mais premiados por região:+ Centro-Oeste+ Nordeste+ Norte+ Sudeste+ SulVeja também:+ Ranking afere exclusivamente prêmios de jornalismo e focados na figura humana dos jornalistas+ Prêmios que compõem o Ranking Jornalistas&Cia+ O Conselho Consultivo do Ranking Jornalistas&Cia
Nova York exibe filmes de Ana Maria Rocha e Jorge Oliveira
O programa Cinema nas Quintas da Brazilian Endowment for the Arts ? BEA, em Nova York, terá no próximo dia 17/1, às 18h, uma apresentação especial dos cineastas/jornalistas brasileiros Jorge Oliveira e Ana Maria Rocha. Serão exibidos Carlos Drummond de Andrade (2002), de Ana Maria, e O mestre Graça (sobre Graciliano Ramos ? de 1996), O poeta e o capitão (sobre o encontro de Pablo Neruda com Luiz Carlos Prestes ? de 2005) e Perdão Mister Fiel (que trata da morte do operário Manoel Fiel Filho no DOI-Codi de São Paulo na época da ditadura militar ? de 2009), direção de Jorge e codireção de Pedro Zoca. Após a projeção haverá debate com os diretores. A entrada é franca e a BEA fica na 240 East 52nd Street, NY 10022. Informações pelo 1 212 3711556 ou [email protected]. Jorge entrou no jornalismo na década de 1960 e trabalhou nas principais redações de jornais do Rio de Janeiro e São Paulo. Numa rápida passagem por Brasília, em 1980, levou o primeiro Prêmio Esso para o jornalismo da cidade com denúncias sobre o Acordo Nuclear Brasil ? Alemanha. De volta ao Rio, ganhou novamente o Esso no Jornal do Brasil. No final dos anos 1990 deixou as redações para criar a JCV, empresa onde se dedica à realização de seus filmes, quase todos focados em personagens históricos de Alagoas, onde nasceu. Este ano, fará mais um dedicado a outra conterrânea, a psiquiatra Nise da Silveira, revolucionária no tratamento de doentes mentais e criadora do Museu da Imagem do Inconsciente. Jorge é autor de diversos livros e finalizou Muito prazer, eu sou a morte, que a Geração Editorial lançará ainda neste primeiro semestre ? a obra, autobiográfica, relata sua trajetória jornalística a partir de um episódio em que poderia ter sido morto, em 1996. Ana Maria trabalhou nas principais emissoras de televisão do País como repórter, editora e apresentadora. Dirigiu a TV Educativa do Rio e em 2006 participou da criação da TV Brasil Internacional, que dirigiu por cinco anos. Realizou vários documentários nos países de língua portuguesa da África e no Timor Leste. Nos últimos anos tem-se dedicado ao trabalho na JCV e à produção e montagem dos filmes de Jorge Oliveira.
Memórias da Redação ? O laboratório do Leporace
O laboratório do Leporace Esse título, escrito assim desse jeito, pode levar o respeitável público a imaginar que Vicente Leporace era dono de um laboratório farmacêutico ou de um laboratório de análises clínicas. Pensar em qualquer outro tipo de laboratório seria, digamos, uma insinuação malévola (malévola é bonito, hein?), não tem nada a ver com Leporace, que era um jornalista correto e um cidadão exemplar. Se necessário, ele até poderia lavar a honra com sangue, mas, civilizado, desistiria da ideia até porque lavar a honra com sangue prejudica o hemocentro da Santa Casa. Mas do que é que eu falava mesmo? Confesso que estou mais perdido do que o Romney depois da derrota para o camarada Obama. Acho que vou pedir ajuda aos universitários, ou ao meu amigo valente Ricardo Kotscho, que manja um bocado da arte de escrever. Já me lembrei: a conversa era sobre o laboratório do Vicente Leporace e, após encher linguiça e outros embutidos, não tenho mais como enrolar vocês e, assim, vou explicar que diabo de laboratório era esse. Além do antológico O Trabuco, Leporace também apresentava na Rádio Bandeirantes o programa Laboratório Musical, no fim da década de 60 do século passado (agora é assim: sempre que mencionamos o século 20 convém acrescentar a expressão século passado). Ele apresentava discos recém-lançados, enfim, as novidades musicais e, após a execução (do disco, não do cantor), fazia os comentários de praxe. E lá vinha bomba! Se o disco era bom, como um do cantor Wilson Simonal, Leporace não economizava nos elogios e colocava o cantor nas alturas. Quando ele achava o disco medíocre, a crítica era ácida, mas com dose de humor e fina ironia. Foi o que aconteceu com o cantor Ronnie Cord, que gravara Rua Augusta, um clássico da Jovem Guarda. Leporace detonou a música. O compositor era Hervé Cordovil, pai do cantor e que também fez a versão de outro sucesso do filho, o clássico Biquíni de Bolinha Amarelinha. O original é Itsy Bitsy Teenie Weenie Yellow Polka Dot Bikini, sucesso de Brian Hyland, cantor cujo topete era maior do que o de Elvis Presley. Comentário do jornalista: ?O Hervé Cordovil, agora, virou twistista?. Em pleno ar, de improviso, ele criou um neologismo interessante, uma alusão aos cantores e compositores de twist, o ritmo consagrado por Chubby Checker (crônica também é cultura). Leporace achava o fim da picada um compositor do quilate de Hervé Cordovil render-se ao iê-iê-iê, logo ele que compusera Vida do Viajante, em parceria com Luiz Gonzaga, e Sabiá lá na Gaiola, que fez com Mário Vieira. Em outra ocasião, a vítima foi ninguém menos que Roberto Carlos, que, à época, não encontrava muito espaço nas rádios paulistanas. A exceção era a Rádio Piratininga, onde o produtor e discotecário Carlos Vidal deu uma força ao Zunga, apelido de Roberto, outro que nunca arriscou o pescoço por nada (quando lhe perguntavam sobre política, RC tirava o dele da reta dizendo que era Vasco). Não é exagero afirmar que Vidal ajudou a projetar o cantor em São Paulo. As outras rádios torciam o nariz para ele. Ou tapavam os ouvidos. O futuro rei (olha a República em perigo, te cuida, camarada Dilma!) tinha acabado de gravar Parei na Contramão. Leporace ouviu o rockinho ? ou iê-iê-iê, sei lá ? e não perdoou:?Parou na contramão? Então, merece ser multado, chamem o guarda de trânsito?. Vicente Leporace também foi apresentador de um programa dominical na Televisão Bandeirantes, hoje Band. Ele reclamava de perseguição do Ibope, achava que o instituto de pesquisas não lhe fazia justiça sobre a audiência do programa. Na avaliação do apresentador, o programa tinha boa audiência em São Paulo. No livro Na Terra do Crioulo Doido ou Febeapá 3 (Festival de Besteira que Assola o País), Stanislaw Ponte Preta (Sérgio Porto) reservou um capítulo para falar das bobagens televisivas. Tem cada coisa do arco da moça. Mesmo não sendo analgésico, o humorista tomou as dores do apresentador. Reproduzo a seguir o trecho em que Stanislaw conta a encrenca de Leporace com o Ibope: ?No domingo seguinte, mostrou (Leporace) um cheque de um milhão de cruzeiros, logo que o programa começou e explicou que, segundo o Ibope, seu programa era visto por mais ou menos umas 20 mil pessoas. ?Muito bem? ? prosseguiu ? ?se algum telespectador receber em sua casa ou conhecer algum ?pesquisador? do Ibope, mande-o aqui com o seu respectivo cartão de identificação que este cheque de um milhão será dele. São 4 horas da tarde. Eu espero até as 7?. Até hoje não apareceu nenhum?.







