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Apesar de crescimento pequeno, circulação de jornais bate recorde em 2012

A circulação dos jornais brasileiros, apesar de crescer apenas 1,8%, bateu novo recorde em 2012, atingindo uma média diária de 4.520.820 exemplares. E se chegou a um desempenho positivo, embora modesto, deve-o sobretudo ao avanço das edições digitais, que tiveram alta de 128% na comparação com 2011 e já representam 3,2% da circulação total. O balanço do meio Jornal, feito pelo IVC, aponta ainda aumento de 3,4% no número de assinaturas e venda avulsa estabilizada. Os dados consolidados mostram também jornais de preço médio (entre R$ 1 e 2) com crescimento de 2,4% e populares (até R$ 0,99) de 1,8%, número abaixo dos anos anteriores. Já os títulos com preço de capa acima de R$ 2 continuam crescendo, com avanço de 1,2% na circulação. De acordo com o presidente executivo do IVC, Pedro Martins Silva, os jornais acompanharam o cenário econômico: “O crescimento ficou abaixo dos anos anteriores, de acordo ao PIB. Contudo, isso não aconteceu por causa da queda no consumo e sim pela baixa no investimento dos empresários do setor”.

Marcos Losekann prepara seu retorno de Londres para Brasília

Marcos Losekann, correspondente e coordenador da TV Globo em Londres, está com volta marcada para o Brasil em meados de agosto, e ficará baseado em Brasília, segundo rodízio programado pela emissora. Ele está fora do País há 13 anos, divididos entre Londres e Oriente Médio. Em Londres, além de correspondente, chefia o escritório europeu da Globo. Em Brasília, atuará como repórter especial, subordinado ao diretor Mariano Boni, cuidando de matérias de rede, preferencialmente para o Jornal Nacional e o Fantástico. Em entrevista ao portal Making of, Marcos afirmou que “o time da TV Globo em Brasília é um dos melhores do Brasil, talvez do mundo. Eu pretendo doar minha experiência e minha força de trabalho a esse grupo, esperando ajudar a praça a manter o alto nível de jornalismo”. Em comunicado interno aos colegas, também escreveu: ”De um lado, a despedida da velha e boa Albion, minha querida Londres, onde nasceram minhas filhas… Do outro lado, a boa (e não tão velha) e desafiadora Brasília, seus bastidores, seus porões e seus jardins, seus monumentos e suas cigarras, o planalto do cerrado onde brotam as matérias que podem mudar a história da República, dos brasileiros… Haja fôlego pra vencer tantos desafios. Terei capacidade? O Losekann que saiu há 21 anos de Brasília (depois de uma temporada de dois anos na Globo de lá, e depois de ter iniciado a carreira na RBS) tinha 26 anos de idade, era um ‘guri’… O Losekann que volta, se está mais experiente, também está mais cauteloso, mais ‘pé no chão’… ao ponto de saber temer. Mas aprendi que o temor é um importante sinal de responsabilidade. E podem crer que estou ciente dela… vai dar tudo certo”.

Marlene Jaggi será a nova editora-chefe da AméricaEconomia Brasil

Marlene Jaggi ([email protected]) começa em 13/2 como editora-chefe da revista AméricaEconomia Brasil, no lugar de Paula Pacheco, que chega ao iG nesta 2ª.feira (4/2) na função de editora-executiva da editoria de Economia. Marlene, aliás, foi uma das primeiras chefes de Paula em São Paulo, quando era editora da revista Franchising (Editora Globo).

Com mais de 20 anos de atuação em veículos de Economia e Negócios, Marlene era desde 2011 editora-assistente de publicações especiais (Suplementos e Revistas) do Valor Econômico. Antes, passou, entre outros, por TV Cultura, Veja, Exame, Época, Gazeta Mercantil, Pequenas Empresas Grandes Negócios, Estadão, femininas da Abril e Última Hora.

Na área corporativa, atuou na RP1 e na assessoria do Carrefour. Ainda na AméricaEconomia, Bruno de Oliveira, que teve passagens por DCI e site Limão, do Grupo Estado, começou como repórter em 21/1, na vaga de Graziele Dal-Bó, que deixou a revista. Os contatos dele são [email protected] e 11-3097-7706.

Site da Folha de S.Paulo muda política de comentários

Por causa de seguidos questionamentos do Ministério Público a comentários de leitores publicados no site da Folha de S.Paulo, o jornal implementou recentemente uma nova política em relação a essas manifestações. Pelo novo sistema, os assinantes seguem podendo comentar todos os temas, mas serão limitados a 20 por dia os textos dos demais leitores. Segundo nota do próprio jornal, “a escolha das reportagens e colunas será feita pela Redação, que também cuidará da pré-moderação dos comentários dos visitantes. Os escritos em blogs continuam sendo administrados pelo próprio autor da seção”. A Folha afirma receber mais de cinco mil comentários por dia, “o que torna praticamente impossível à Redação ler tudo o que os internautas escrevem”. O jornal lembra ainda que continuam a valer para todos, assinantes ou não, as regras explicitadas em seu site e que as responsabilidades civil e penal sobre cada comentário continuam sendo exclusivamente do autor. O novo sistema também torna mais rápida a identificação do IP de origem do comentário. 

Vaivém das redações!

Confira o resumo das mudanças que movimentaram nos últimos dias as redações de São Paulo, Distrito Federal e Minas Gerais:   São Paulo Cris Amaral deixou a TV Record, onde estava havia sete anos como editora de reportagens especiais, e começou no SBT. Ela é editora desde 1990, com cinco anos de atuação na Band e outros 11 na Globo. Também deixou a emissora o editor Mário Rezende. No sentido contrário, o editor Kiko Ribeiro despediu-se do SBT e assumiu o mesmo posto na Record. Silvio Crespo, que em dezembro deixou o portal do Estadão, onde havia três anos era editor-assistente de Economia, responsável pelo blog Radar Econômico, fechou com o UOL e estreia esta semana o blog Achados Econômicos. Ele diz que seu novo trabalho consistirá, basicamente, em analisar pesquisas e apresentar novos recortes aos leitores: “Por exemplo, a Pnad, uma pesquisa enorme do IBGE, já foi amplamente divulgada, mas se olharmos com calma para aquele amontoado de tabelas podemos encontrar manchetes para o ano inteiro. É isso que pretendo fazer, não só com a Pnad, mas também com dados do Banco Central, Ipea etc., incluindo entidades privadas e sites diversos, desde que tenham absoluta credibilidade”. Após passagem pelas revistas Carro Hoje e Racing, Leandro Alvares ([email protected] e 11-3856-2267) retornou ao Jornal do Carro, do Estadão, onde já havia trabalhado entre 2009 e 2011, quando o caderno ainda integrava o extinto JT. Alvares iniciou a carreira em 2003, no site da revista Speedway, e passou posteriormente por site Autoracing, Jovem Pan FM, assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Esportes e pelo site e revista Moto.com.br. De 2007 a 2009, escreveu o Guia Especial GP do Brasil de Fórmula 1 para o Estadão e, em seguida, foi para o JT. Rodrigo Ferreira (11-3553-8637 e [email protected]), que desde 2011 editava o caderno de Automóveis do Diário de S.Paulo, é o novo editor do portal WebMotors. Para seu lugar no Diário chega Alessandro Reis ([email protected]), que havia seis anos era repórter do caderno Máquina, do Agora SP. O repórter Daniel Barros, estagiário na sucursal da Exame no Rio de Janeiro durante o ano passado, chegará em fevereiro para a sede da revista, na vaga de Márcio Kroehn, que foi para Veja.com. Daniel vai se integrar à editoria de Brasil, que tem como titular Alexa Salomão, assim que concluir o Curso Abril, que começou nesta 2ª.feira (28/1) e vai até 7 de fevereiro. São 60 jovens, vindos de 11 estados brasileiros – e até um da França –, selecionados para seis especialidades (texto, design, vídeo, fotografia, infografia e mídias digitais). Vários deles, a propósito, tem no curso a porta de entrada para a carreira nas revistas e sites da Abril.   Distrito Federal André Barrocal começou este mês na sucursal da CartaCapital. Há 11 anos em Brasília, ele atuou, por último, na agência Carta Maior, depois de ter sido secretário-adjunto de Imprensa da Presidência da República no segundo mandato do Governo Lula, onde permaneceu até 2011. Antes, passou por Época, TV Globo, DCI e Gazeta Mercantil. Na revista, deverá cuidar mais especificamente de Economia e Governo, ficando com Cynara Menezes a cobertura de Política e Congresso e com Leandro Fortes, as matérias investigativas. Seu novo contato é [email protected]. Novidades também no Jornal de Brasília, que mudou a redação para o prédio vizinho, no Setor Gráfico, pois a sede está em reforma. Chegaram por lá Suelen Teles (ex-Correio Braziliense), para sub de Cidades, e na mesma editoria a repórter Júlia Carneiro, neta de Luís Orlando Carneiro. Em fevereiro, o jornal terá o reforço do repórter especial de Política Rudolfo Lago (também ex-Correio Braziliense), que em dezembro se despediu do site Congresso em Foco, onde estava desde 2009. Novas contratações nesse início de ano também no Correio Braziliense: Emanuel Macedo chegou para sub de Super Esportes; Étore Jerônimo, recém-formado pela UnB, entrou em Brasil, no lugar da repórter Ana Beatriz Lisboa, que deixou a empresa; e os estagiários Bárbara de Pina, para a Revista do Correio, e João Gabriel, para Suplementos.   Minas Gerais Angela Drummond (31-3263-5784) cobre a licença-maternidade de

Sueli Osório começa como editora-chefe do Notícias Automotivas

O blog Notícias Automotivas ganhou na última semana o reforço de Sueli Osório. Ela assumiu o recém-criado cargo de editora-chefe da publicação, tendo como principal desafio profissionalizar o blog, lançado em 2005, e que hoje tem em média 3 milhões de visitantes por mês. Formada em Jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo, com especialização em Gestão Automotiva pela FEI, Sueli atua no segmento automotivo desde 1998, acumulando nesse período passagens por Jornal do Carro (quando ainda era publicado pelo Jornal da Tarde), Caderno Autos (Estadão) e Automóveis no Diário do Grande ABC, revistas Automotive Business, Automotive News Brasil, Car and Driver, Car Magazine, Carro e Quatro Rodas, rádios Gazeta e Eldorado, e pelas tevês Globo, Gazeta e Cultura. Recentemente, integrou a equipe do iG Carros, e em novembro participou do lançamento do site Transporte-se, sobre temas relacionados à mobilidade, à frente do qual vai continuar. No NA, terá em sua equipe os redatores Eber do Carmo, Ricardo de Oliveira e Leonardo Andrade, ficando ela responsável a partir de agora pelas avaliações de carros e presença em eventos do setor. Uma das primeiras iniciativas para a profissionalização do blog será a implantação, já nos próximos dias, do uso de fotografias profissionais nas avaliações dos automóveis, com qualidade comparável às utilizadas por revistas. Os contatos de Sueli são 11-4429-4489 e [email protected].

Memórias da Redação ? Memórias ?comerciais?

Francisco Ornellas ([email protected]), que criou e por 22 anos esteve à frente do Curso de Focas do Estadão, hoje diretor Editorial do Diário de Mogi (SP), enviou em setembro três “causos” que, por razões que a própria internet desconhece, não chegaram às nossas mãos. Ante os nossos apelos por histórias, ele decidiu reenviar – pelo que encarecidamente agradecemos. Memórias “comerciais” Anúncio 1 Uma jovem recém-casada decide colocar à venda o seu vestido de noiva. Pelo telefone. Então ela ligou para um grande jornal de São Paulo, ditou o anúncio e recomendou que o pagamento fosse feito mediante débito em seu cartão de crédito. O anúncio deveria sair na seção Negócios e Oportunidades do caderno de classificados. Ocorre que os grandes jornais mantêm sistemas informatizados de coleta de anúncios por telefone e cada um dos títulos dos classificados recebe um código no sistema. No caso do vestido de noiva, quem recebeu o anúncio por telefone digitou um número errado. Um único número errado e pronto: o anúncio, em lugar de sair sob o título Negócios e Oportunidades, saiu na seção Relax, aquela parte do jornal que anuncia casas de massagem, scorts e afins. É claro que um título Vestido de Noiva na seção Relax haveria de provocar – como na verdade provocou – a imaginação de muitos leitores. Alguns inclusive lembraram-se da inesquecível peça de Nelson Rodrigues com esse mesmo nome. O telefone da moça que queria vender seu vestido não parou de tocar por quatro dias. Tempo para que a companhia telefônica concordasse em trocar o número. Tempo também para que ela enfrentasse dificuldades no casamento recém-contraído, como disse seu advogado quando impetrou ação contra o jornal na Justiça de São Paulo. O processo foi difícil. Foi muito difícil para experientes advogados da área. Eles apelaram inclusive para a Justiça norte-americana, onde casos semelhantes foram decididos pela Suprema Corte com a absolvição dos jornais. Sob a alegação de que a inexistência de dolo é excludente de culpa.   Anúncio 2 O jovem empresário do interior paulista andava de cabelo em pé. Tinha rompido um casamento de sete anos. Como tantos outros. No seu caso, entretanto, havia dificuldades adicionais com a antiga esposa. Também como tantas outras, ela não lhe dava sossego. Bem que o jovem empresário cedeu na partilha; entregou o carro mais novo, não fez questão de qualquer das joias – nem mesmo daquelas, de família, que a sogra havia passado à nora em tempos de paz. Nem com a pensão ele estrilou. Sem poder avaliar remuneração, já que tinha atividade como empregador, cedeu nos 30 salários mínimos. E ficou com os gastos fixos: seguro saúde, escola das crianças – eram duas – e até a mensalidade do clube. Fora o odontopediatra e ainda o analista que a ex-mulher fazia questão de frequentar. E cobrar. Passou nesse suplício seis meses. Não aguentava mais quando teve a brilhante ideia: a antiga esposa só lhe daria sossego se conseguisse, enfim, algum substituto. E o ex-marido tascou um anúncio no jornal. Que dizia mais ou menos o seguinte: “Jovem senhora, independente, com situação financeira estável, procura companheiro para compromisso sério. Troca-se foto na primeira correspondência”. Brava como andava, a “jovem senhora” tascou um processo no ex-marido. De rabeira, incluiu o jornal na ação em que reivindicava, do ex-marido e do jornal, indenização por danos morais. De três mil salários mínimos. Ainda hoje o jornal tenta se livrar da ação.   Anúncio 3 Um advogado formado em Mogi das Cruzes atuou, durante muitos anos, para uma empresa petrolífera. Quando deixou o cargo no Jurídico da companhia, resolveu montar banca própria. E cuidou de colocar um anúncio nos jornais. Descobriu então que o título Advogados costuma sair na mesma página de Acompanhantes. E que as jovens que inserem anúncios sob este título costumam guardar as páginas dos jornais para conferir a inserção encomendada.  “Descobri isso – disse-me o advogado tempos atrás – logo nos primeiros dias que meu anúncio saiu. As moças guardavam a página do jornal e, quando tinham problemas, ligavam para o número do advogado que constava da mesma página. Resultado: me vi especializado em atender moças que reclamavam de clientes inadimplentes ou de fregueses insatisfeitos por não terem suas fantasias preenchidas. Pior mesmo foi aquela que me ligou de madrugada pedindo para ir até Sorocaba, tentar soltar o irmão que fora preso com um carro roubado”.

A imprensa no Carnaval paulista

O desfile do Grupo Especial das Escolas de Samba de São Paulo deverá mobilizar este ano um batalhão de 1.600 profissionais de imprensa, entre eles aproximadamente 240 de imagem, sendo 110 fotógrafos, 50 cinegrafistas e 80 assistentes. Vale lembrar que neste número não está incluída a equipe da TV Globo, que tem os direitos de transmissão do evento e que deverá contar com mais de 60 profissionais em sua estrutura.

Dos veículos estrangeiros, até esta 3ª.feira (29/1) já haviam garantido credenciamento 36 jornalistas, representando diversos países, como Estados Unidos, Japão, Coréia do Sul, Itália, Espanha, Inglaterra e França.

Estrutura – A estrutura montada pela SPTuris para receber esses profissionais inclui uma sala de imprensa com computadores, pontos de internet fixos, rede wi-fi, bancadas, tevês de LCD, press releases, buffet, banheiros e estacionamento, oito cabines de rádio com vista para a pista de desfiles, dois praticáveis para fotógrafos e cinegrafistas, corredores de acesso à Concentração e Dispersão e corredores laterais à pista para passagem dos profissionais de imprensa.

Apuração – Por causa dos incidentes ocorridos durante a apuração de 2012, quando houve invasão da área de leitura das notas e violação das cédulas de votação, este ano foram anunciadas mudanças na cobertura do evento. Apenas profissionais credenciados para a cobertura dos desfiles poderão acompanhar a apuração e haverá limite de até dois repórteres e dois fotógrafos por jornal; um repórter e um fotógrafo por site ou revista; um cinegrafista, um repórter e um assistente por tevê, e dois repórteres (ou um repórter e um assistente) por emissora de rádio. Esses profissionais assinarão uma lista de presença e receberão uma pulseira especial para acessar a área onde ficam os representantes das escolas de samba e também a lateral do local onde ficam as mesas de apuração das notas e dos troféus.

Credenciamento – O credenciamento continua sendo realizado pelo sistema online contratado pela SPTuris. No entanto, como já ocorre há três anos, quem aprova ou reprova as solicitações é a Liga das Escolas de Samba de São Paulo. Informações no novo site do evento, onde também estão disponíveis releases, notícias e fotos.

Tom maior – Vale lembrar que, pelo terceiro ano consecutivo, o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo participará do carnaval paulista com uma ala exclusiva para seus associados na escola de samba Tom Maior, que vai para a avenida com o enredo Parque dos Desejos – O seu passaporte para o prazer fazendo uma viagem pelo universo da imaginação. Para sócios da entidade, o valor das fantasias é de R$ 230 e para não sócios, R$ 250. Interessados em participar devem entrar em contato com o Sindicato pelo 11-3217-6298, ramal 6294.

O Vale dispensa oito profissionais

A Valebravo Editorial, que produz o diário O Vale e as edições do Bom Dia em São José dos Campos e em Taubaté, dispensou esta semana oito profissionais de sua Redação, entre eles o editor de Esportes Nei José Sant’Anna, o repórter de Esportes Valtencir Vicente, o editor de Nacional e Internacional João Júlio da Silva, o Jota, e os repórteres fotográficos Thiago Leon e Warley Leite. Segundo nota publicada no site do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, também teria sido cortada uma dirigente sindical da área gráfica. Na mesma nota, a entidade – que trava embates com a empresa desde o final do ano passado para a regularização de pagamentos atrasados aos empregados –, acusou o jornal de lacrar as portas para impedir que os trabalhadores participassem de uma assembleia na porta do prédio e de ameaçar de demissão a quem saísse. Sobre as demissões e as acusações a empresa emitiu a seguinte nota: “A Valebravo Editorial S.A. embarca em um processo para remodelar o jornal O Vale frente às mudanças por que passa o mercado de comunicação no Brasil e no mundo e, em especial, para adequar o produto à era digital. Esta é uma mudança que garante o futuro desse modelo de negócios e que só pode ser atingida com mudanças culturais e estruturais do produto jornal e da empresa. Este jornal mantém seu compromisso de se manter fiel a um jornalismo ético e pautado pela qualidade e credibilidade da informação, e de ampliar seus horizontes rumo às plataformas multimídias, sem esquecer jamais a dimensão insubstituível da palavra escrita. São dois dos compromissos expressos pelo O Vale em seu Editorial de lançamento, em 4 de abril de 2010, reafirmados por esta empresa todos os dias”.

Com Valor PRO, Valor Econômico chega forte ao mundo digital

Foram três anos de desenvolvimento, R$ 100 milhões de investimentos, 370 mil horas de programação e cerca de 300 profissionais envolvidos, dos quais 200 especializados em tecnologia. Esses são alguns dos números que resumem a saga de lançamento do Valor PRO, novo serviço de informações eletrônicas em tempo real do Valor Econômico que, de resto, ampliou a equipe editorial nos últimos dois anos de 140 para 250 profissionais, aí considerados também os não jornalistas. Apresentado oficialmente ao mercado nesta 2ª.feira (28/1), o Valor PRO é um serviço de notícias e análises financeiras, políticas e macroeconômicas, com cotações de ativos em tempo real, complementado por ferramentas de cálculo e pelo mais completo banco de dados de companhias de capital aberto e fechado no País: cerca de 5 mil empresas na primeira fase – 1,7 mil no lançamento –, com planos de contas detalhados, informações cadastrais, análises financeiras, comparação por setor, relatórios de analistas e notícias a elas relacionadas. O custo de aquisição de cada terminal é de aproximadamente R$ 1.000 mensais. q “A mesma equipe de 250 economistas e jornalistas especializados que alimenta os produtos impressos da casa e o site responde também pelo conteúdo do Valor PRO”, informa o texto do próprio Valor Econômico publicado em seu site, com chamada na home. “Continuaremos a ser o mais influente e maior jornal de negócios, economia, legislação e finanças do País, mas, com o Valor PRO, nossa marca será cada dia mais aquela que, com relevância, senso de urgência e sobretudo credibilidade, provê informações confiáveis e exclusivas, vitais para que empresários, executivos e investidores façam negócios”, diz Alexandre Caldini, presidente do Valor Econômico, acrescentando: “Oferecemos informações em sete plataformas distintas e complementares: jornal impresso, digital, website, análise setorial, revistas, seminários e tempo real”. “Nesse projeto – esclarece Vera Brandimarte, diretora de Redação – conduzimos uma experiência pioneira de redação integrada. Os jornais mundo afora têm unido as redações de produto impresso e site online, aproveitando sinergias para bancar os contínuos investimentos decorrentes da demanda dos leitores por produtos digitais. Se por um lado a web ampliou exponencialmente o número de leitores, por outro provou-se até agora ser uma operação economicamente pouco rentável se a fonte de receita apoiar-se na publicidade, como ocorre nos produtos impressos. O primeiro movimento dos jornais para lidar com o resultado financeiro negativo de seus sites foi reduzir custos, atribuindo a uma única redação a responsabilidade pelo produto impresso e online. Recentemente, têm migrado do site totalmente gratuito para o parcialmente fechado, ou seja, para acesso pago, para equilibrar receita e despesa. O Valor foi mais longe. Além da versão impressa e site, seu time de jornalistas é responsável pelo noticioso em tempo real, um serviço cuja base é a agilidade, no qual contam os segundos para fazer chegar de forma imediata ao terminal do usuário o que está ocorrendo de relevante para a formação de preços dos ativos financeiros ou para as empresas. À transcrição imediata e quase literal dos fatos a equipe acrescenta análises e os furos jornalísticos que os leitores se acostumaram a encontrar no jornal. O conteúdo da versão impressa está disponível antecipadamente no terminal, assim como a versão integral do Casa das Caldeiras, blog dos jornalistas especiais e editores do Valor, que traz bastidores e comentários sobre o que se passa no governo, nas empresas e nos mercados”. Beth Cataldo, que coordenou a definição da cobertura de tempo real pela redação integrada do jornal, destaca que a criação de uma usina de informação, como se caracteriza o serviço em tempo real, exigiu ampliar a abrangência operacional da redação, tendo como ponto de partida uma pauta única, que contempla tanto as coberturas factuais como as informações exclusivas garimpadas pelos repórteres e as reportagens especiais. Segundo ela, “nesse esforço, os horários da operação se estenderam pela madrugada e ganharam vida nas primeiras horas da manhã”. Beth destacou ainda a criação de um manual específico para o conteúdo do noticiário em tempo real – “precedido de ampla discussão com os profissionais que participam da construção desse novo espaço editorial” – e lembrou que para absorver as mudanças nas rotinas de trabalho “foram consumidas centenas de horas de treinamento, o que sublinha a importância de se contar com recursos humanos de alto nível de qualificação,capazes de multiplicar habilidades e gerar conhecimento. Até porque a complexidade trazida pela convivência com diferentes formatos e estilos jornalísticos dentro de uma redação única representa um desafio constante aos seus integrantes”. O Valor PRO, segundo ela, “é o resultado primeiro de um ciclo que está apenas começando”. “Por que a opção por um serviço de tempo real?”, indagou Vera no artigo que publicou no site do Valor, sobre o lançamento do Valor PRO. “A semente desse projeto já estava na gênese do Valor”, afirma. “Quando o jornal foi criado, no fim de 1999, para ser lançado em maio de 2000, a estrutura concebida foi a de uma plataforma de produção com dois pilares: de um lado, notícias diferenciadas e relevantes para o leitor de temas econômicos, e, de outro, o banco de dados de indicadores macroeconômicos, preços de ativos e coleta de balanços para o anuário Valor1000. A plataforma, pensávamos então, atenderia a todos os projetos que viessem a ser criados no mundo de possibilidades que se abria com a internet – embora em 2000 fosse o jornal impresso o foco da empresa, para conquista do mercado leitor, construção da marca e geração de receita. Cinco a

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