6.3 C
Nova Iorque
domingo, abril 5, 2026

Buy now

" "
Início Site Página 1237

O Dia já circula em novo formato, abre sucursal e anuncia contratações

Agora é oficial: o jornal O Dia volta ao formato standard, como noticiamos em J&Cia 924. A estreia foi em 17/12, e a notícia veio juntamente com a abertura de uma sucursal em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e novas contratações. Chegam à sede, além da subeditora Rosayne Macedo ([email protected] e 21-2222-8091), os repórteres Herculano Barreto Filho (herculano.filho@ e 8603), vindo do Extra, ex-Zero Hora, Diário de S.Paulo e UOL; e Juliana Dal Piva (juliana.dalpiva@ e 8073), ex-IstoÉ, Folha de S.Paulo e O Globo. Mais três profissionais, anteriormente alocados no projeto Observatório de Mobilidade, passam para a Redação: o subeditor Claudio Souza (claudio.souza@ e 8516) e os repórteres Daniel Pereira (daniel.pereira@ e 8541) e Amanda Raiter (amanda.raiter@ e 8546). A nova sucursal terá um tratamento especial no Caderno Baixada, editado aos domingos, que passa a contar com mais páginas e uma coluna social, sob o comando de Vanessa Assenoff, editora do suplemento. Para compor a equipe, foi contratado o repórter Nonato Viegas (nonato.viegas@ e 21-2668-1577); Diego Valdevino (diego.valdevino@) foi transferido da editoria Rio; e mais o reforço da estagiária Larissa Dalmeida (larissa.dalmeida@). Vanessa, a editora do caderno, substitui a Nelson Moreira (nmoreira@ e 2222-8205), que passa a editar País. A coluna assinada às 6as.feiras por Nelson, O Dia no Grande Rio, ganha mais importância. O jornal criou ainda o Prêmio Alma da Baixada, que foi entregue a 17 personalidades de destaque.

Memórias da Redação ? A encomenda

Encerramos o ano com a história de um dos nossos mais assíduos colaboradores, Sandro Villar ([email protected]), correspondente do Estadão em Presidente Prudente (SP). Agradecemos a ele e a todos os outros “causistas” que nos têm ajudado a manter vivo este espaço e esperamos seguir contando suas boas histórias em 2014. Até lá!   A encomenda Moraes Sarmento trabalhou no rádio por mais de meio século e, durante todo esse tempo, foi um ferrenho defensor da Música Popular Brasileira, pela qual lutava com unhas e dentes. Pensando bem, essa metáfora não ficou lá essas coisas, pois não passa de um surrado clichê. Elevemos (nossa, que palavra bonita!) um pouco o nível dessa conversa, colocando a prosa num patamar mais alto que escada de bombeiro, onde, aliás, estão os preços atualmente. A arma do Sarmento era o microfone, que ele sabia usar muito bem. Aliás, os radialistas veteranos chamavam o microfone de canequinha. Uma vez alguém me perguntou: “Sabe usar a canequinha?”. Apesar de ter trabalhado em quase todas as rádios AM de São Paulo, confesso, com toda a humildade possível, que sei usar o microfone mais ou menos. Vixe! Esse papo de canequinha me desconcentrou sobremaneira (sobremaneira é bom). Do que é que eu falava mesmo? Admito que estou mais perdido do que a Polícia Militar nos confrontos com os black blocs. Nossa mãe do céu, retomei o fio da meada! O distinto aqui falava do Moraes Sarmento. Natural de Campinas, Rubens Moraes Sarmento – seu nome no RG, no CPF e em outros documentos – trabalhou em grandes rádios paulistanas, entre elas Tupi e Bandeirantes, sem contar que também brilhou na TV Cultura, apresentando o programa Viola, minha viola. Um dos programas de maior sucesso dele foi Almoço à brasileira, na Rádio Bandeirantes. O programa começava ao meio-dia em ponto e vírgula, entre o fim da década de 1960 e o começo dos anos 70 do século passado. Com esse nome, é desnecessário dizer que tipo de música ele apresentava. Os antigos carnavais, que tinham mais marchas do que essas bicicletas modernas, também eram lembrados. Simpaticíssimo, Sarmento dava o seu recado descontraidamente. Ele também soltava os cachorros (não sei de que raça) toda vez que comentava um assunto mais sério ou saía em defesa da nossa música, hoje em dia um arremedo do que foi outrora (tem muito homicida, quer dizer, emicida na música contemporânea). Nos períodos de propaganda eleitoral, Sarmento ironizava a baixa audiência do horário político: “Fiquem agora com o ouvidíssimo horário eleitoral”, dizia ao se despedir dos ouvintes. É comum o apresentador mandar abraço aos ouvintes. Só que ele fazia isso de um jeito inusitado e criativo. Certamente, Sarmento, no estúdio, batia com a mão no peito, barulho que imitava o abraço. Não sei se é correto afirmar que o som era a onomatopeia do abraço. Além do Almoço à brasileira, Moraes Sarmento também apresentava um programa noturno, se não me engano apenas nos fins de semana. Uma vez ele tocou um disco e não gostou nem um pouco do cantor e da música. Parece que era um rock, ritmo que ele não apreciava e até criou a Macacobrás, uma alusão aos imitadores dos cantores americanos. “Isso é uma porcaria de música”, detonou. Não satisfeito, foi mais longe que andarilho e até fez comparação: “Isso é pior que uísque Becosa”. No dia seguinte, ao chegar para trabalhar, o porteiro da Rádio Bandeirantes o abordou: “Seu Moraes, tem encomenda pro senhor”. Era uma caixa enorme de papelão repleta de garrafas com água que colibri não bebe. Sarmento pegou a encomenda e a levou para o estúdio. Antes de iniciar o programa, abriu a caixa. De cara, viu um bilhete vistoso. Como diz a letra do samba Oh, seu Oscar, que os compositores Ataulfo Alves e Wilson Batista fizeram para o Carnaval de 1940 (crônica também é cultura), o bilhete assim dizia: “Muito obrigado, senhor Moraes Sarmento. Agradecemos pela propaganda gratuita que fez do nosso produto”. No melhor estilo falem mal, mas falem de mim, o bilhete era assinado por um diretor da Becosa, que, se não produzia um bom uísque, fabricava um bom steinhaeger, com o qual cansei de torturar o fígado. 

Zé Hamilton Ribeiro mantém liderança entre jornalistas mais premiados

Eliane Brum segue em segundo, Miriam Leitão assume a terceira posição e João Antônio Barros passa a figurar no Top 10 Diferentemente do que ocorreu em 2012, quando registrou grande movimentação entre os dez mais premiados em relação ao ano anterior, a edição deste ano do Ranking J&Cia dos Mais Premiados Jornalistas Brasileiros de Todos os Tempos trouxe poucas mudanças na parte de cima da tabela. O levantamento, que pelo segundo ano consecutivo apontou José Hamilton Ribeiro como o mais premiado jornalista do País, com 965 pontos, teve entre suas principais novidades Miriam Leitão assumindo a terceira posição. Após conquistar em 2013 um Prêmio Comunique-se, um Mulher Imprensa e um Esso de Informação Científica, Tecnológica e Ambiental, ela ultrapassou seu colega de TV Globo Caco Barcellos e assumiu o posto com 830 pontos, 30 a menos do que Eliane Brum, com 860 pontos, que se manteve na segunda posição. Essa pontuação, aliás, garantiu a Miriam a sétima colocação entre os mais premiados de 2013, ranking que no ano passado ela liderou. Apesar de ter caído para a quarta colocação, Caco registrou um importante crescimento em sua pontuação neste ano, chegando aos 805 pontos com a conquista do Libero Badaró de Reportagem Cinematográfica, com a matéria Gramacho. Ele também foi beneficiado por uma mudança na pontuação do Jabuti, que passou a conceder mais 20 pontos aos vencedores do Jabuti de Reportagem que também forem premiados com o Jabuti de Melhor Livro do Ano – Não Ficção. Vale lembrar que ele venceu essa premiação em duas oportunidades: 1993, com Rota 66, e 2004, com Abusado. O reconhecimento do Maria Moors Cabot, mais antiga premiação jornalística de que se tem conhecimento no mundo, garantiu ao repórter especial da Gazeta do Povo Mauri Konig não apenas a terceira posição entre os mais premiados do ano, mas também duas posições no Ranking de todos os tempos, saltando de 7º, em 2012, para 5º neste ano, com 780 pontos. Na sexta posição, com 702,5 pontos, aparece o repórter da Rádio Gaúcha Cid Martins. Ele, a propósito, é o mais vitorioso em número de prêmios no Brasil, com 42 no total, sem considerar menções honrosas ou conquistas de 2ª e 3ª colocações. Outra novidade entre os dez mais premiados foi a chegada de um novo integrante, o repórter especial de O Dia João Antônio Barros. Com 685 pontos, ele saltou da 12ª posição, em 2012, para a sétima neste ano. Vencedor do Prêmio SIP em quatro oportunidades (1996, 1998, 2000 e 2008), esses resultados não haviam sido localizados pela pesquisa nos anos anteriores e passaram a ser contabilizados nesta edição. Do Rio Grande do Sul, vêm o oitavo e o nono lugares do ranking, que nesta edição ficaram respectivamente com o repórter especial da RBS Giovani Grizzotti, com 647,5 pontos, e com o também repórter especial de Zero Hora Carlos Wagner, com 560 pontos. E na décima colocação, outro gaúcho, porém com carreira quase que integralmente construída nacionalmente, o repórter da TV Globo Marcelo Canellas, com seus 557,5 pontos. O ranking segue com Clóvis Rossi (11º – 550 pontos), Fernando Rodrigues (12º – 515 pontos), Gilberto Dimenstein (13º – 480 pontos), Humberto Trezzi (14º – 450 pontos), Nilson Mariano (15º – 435 pontos), Mônica Bergamo e Sérgio Ramalho (16º – 402,5 pontos) e Angelina Nunes, Juca Kfouri e Ricardo Boechat (18º – 372,5 pontos). Humberto Trezzi é o jornalista mais premiado no Brasil em 2013 Base de dados se consolida e resultado apresenta menos variações que em 2012 116 prêmios e mais de seis mil jornalistas vitoriosos

Humberto Trezzi é o jornalista mais premiado no Brasil em 2013

Rodrigo Carvalho, da GloboNews, e Mauri König, da Gazeta do Povo, ficam na segunda e terceira posições, respectivamente Após semanas de exaustivo trabalho de pesquisa, analisando 116 premiações nacionais e internacionais, Jornalistas&Cia e Portal dos Jornalistas divulgam nesta 6ª.,feira (20/12) os resultados do Ranking dos Mais Premiados Jornalistas Brasileiros, nas versões Todos os Tempos e Ano de 2013. Embora externamente ninguém soubesse disso, a disputa pela primeira colocação do Ranking J&Cia dos Mais Premiados Jornalistas Brasileiros de 2013 seguiu acirrada até o último instante. Na liderança até o início de dezembro, com 130 pontos, o repórter da GloboNews Rodrigo Carvalho teve o posto ameaçado uma semana atrás, quando foram anunciados os vencedores do Prêmio Sangue Bom no Jornalismo Paranaense. Na oportunidade, Mauri König, da Gazeta do Povo, venceu uma das categorias e atingiu a marca de 125 pontos, a apenas cinco da liderança. Mas a grande reviravolta veio mesmo nesta 5ª.feira (19/12), último dia de pesquisa, quando foram divulgados os resultados do Prêmio ARI de Imprensa 2013. Até então na terceira posição, dez pontos atrás de Rodrigo, o repórter especial de Zero Hora Humberto Trezzi faturou o ARI em duas categorias por trabalhos em equipe, e assumiu a liderança, com 145 pontos, terminando o ano como o Jornalista mais premiado do Brasil em 2013. Duas reportagens foram responsáveis pelo excelente resultado de Trezzi neste ano. Em A agonia das estradas, feita em parceria com os repórteres Caio Cigana e Guilherme Mazui, a equipe de Zero Hora abordou os graves problemas nas rodovias do Rio Grande do Sul. O estado é o último colocado no Brasil na proporção de estradas asfaltadas em relação ao total de rodovias. “A ideia surgiu de uma provocação da Marta Gleich, diretora de Zero Hora, que um dia questionou por que nossas estradas são tão ruins”, explica Trezzi. “Ao fazer um levantamento prévio, Caio e eu descobrimos que, mais do que ruins, são as piores em taxa de asfalto. Levamos mais de um mês para produzir um caderno em que falamos de corrupção, burocracia, entraves ambientais e outras dificuldades que nos colocam na rabeira do desenvolvimento de estradas no Brasil”. A reportagem foi premiada com os grandes prêmios do Setcergs e CNI de Jornalismo, além de ter faturado o Especial Infraestrutura do CBIC de Jornalismo. O grande destaque, no entanto, foi a reportagem Os arquivos secretos do coronel do DOI-Codi, produzida em conjunto com José Luís Costa, Marcelo Perrone e Nilson Mariano, que faturou o Esso de Jornalismo. “O mérito maior dessa reportagem foi do José Luís, que soube da morte do homem na noite em que ela aconteceu e descobriu, naquela madrugada mesmo, que o morto no assalto era ex-DOI-Codi. A nós parecia que poderia ser execução. As investigações posteriores, feitas pela Polícia Civil com rastreamento de celulares e imagens de vídeo, mostraram que bandidos assaltaram o coronel Molinas na intenção de tomar o arsenal (fuzis, inclusive) que ele mantinha em casa. Os bandidos eram PMs que já haviam cometido outros assaltos naquela área. Quando a Polícia Civil abriu a casa, desconfiamos que o coronel poderia ter papéis relativos ao regime militar. Após expectativa, eu recebi de um delegado a informação de que ele guardava em casa diversos papéis relativos ao atentado do Riocentro e ao Rubens Paiva. Passei para o Zé Luís, que tinha iniciado o caso, e ele pressionou muito, até ter acesso aos papéis. Não pôde xerocar: teve de copiar tudo à mão. O coronel mantinha inclusive um diário da época do Riocentro, contanto passo a passo o que fez quando soube da notícia do atentado. Inclusive encobrindo os feitos dos seus subordinados (os verdadeiros autores da explosão). Tanto o Zé quanto eu mergulhamos nos papéis. O Nilson foi a São Paulo entrevistar a família do Rubens Paiva e o Marcelo entrevistou, por telefone, autores de documentários sobre o caso. O importante na matéria é que ela comprovou com documentos que o Rubens Paiva ingressou numa unidade do Exército e jamais voltou a ser visto. O coronel guardava livro com a assinatura do Paiva e a apreensão dos bens dele, o que desmonta a versão militar de que o deputado tinha sido sequestrado por guerrilheiros. Com relação ao Riocentro, o próprio coronel recomenda que simulem furto do Puma, botando a culpa na VPR”. Além do Esso, a reportagem também recebeu o título de Hours Concours do Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo, o ARI de Reportagem Impressa, e os internos do Grupo RBS e de Zero Hora. Ainda como desdobramento do tema, também gerou a reportagem Fichados no Dops no RS, que recebeu o primeiro lugar no ARI de Webjornalismo. Reportagem mais premiada de 2013, Os arquivos secretos do coronel do DOI-Codi rendeu ainda pontos importantes para José Luís Costa terminar o ano na quinta posição geral, com 95 pontos. Aos 26 anos e há quatro atuando como repórter da GloboNews, Rodrigo Carvalho é, curiosamente, um debutante no ranking. Com a série Juízes ameaçados, em que traz a realidade de juízes que sofrem constantes ameaças de morte em todo o Brasil, ele faturou em 2013 o Embratel de Televisão, o Libero Badaró de Telejornalismo e o AMB de Jornalismo. “Encontramos juízes de vários cantos do País que sofriam ameaças de morte”, explica Rodrigo. “Todos, depois de algumas conversas por telefone, se dispuseram a falar abertamente sobre o assunto. Esse trabalho de apuração e pré-produção durou um mês. Gravamos em Campo Grande, São José do Belmonte (PE), Embu das Artes (SP), São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. O material rendeu quatro reportagens, cada uma com oito minutos em média, e no quinto dia fizemos um debate no estúdio e levamos ao ar trechos inéditos do material. Entramos num assunto que sem dúvida já foi pauta de todo grande veículo de comunicação deste País, mas acho que nosso mérito foi ter conseguido – ao tirar os juízes de seus gabinetes e levá-los para a rua – mostrar a fragilidade, o medo e o constrangimento desses profissionais diante das ameaças”. Segundo colocado entre os mais premiados de 2012, Mauri König repetiu o excelente desempenho e terminou 2013 na terceira posição. Desta vez, não foi um trabalho específico que lhe garantiu a alta pontuação, mas sim o conjunto de uma carreira marcada pelo sério trabalho investigativo que desenvolve e pelas denúncias que publica com frequência nas páginas da Gazeta do Povo. Em setembro o repórter foi homenageado com o prêmio Maria Moors Cabot, um dos mais cobiçados do mundo jornalístico. “O jornalismo é dessas profissões que nos tornam pessoas melhores, a depender do que se faz no jornalismo e do tipo de jornalismo que se faz. É de nossa escolha ser o profissional que queremos ser. Não bastasse isso, esse é daqueles ofícios que acabam fazendo mais pela gente do que a gente por ele. Qual outra profissão nos permitiria desnudar mundos, pessoas e realidades e ainda sermos reconhecidos quando damos uma cota extra de sacrifício para melhor contar uma história? Vibrei com cada trabalho premiado, e, claro, vibrei mais ainda com o Prêmio Internacional de Liberdade de Imprensa e o Maria Moors Cabot Prize, que, antes de reconhecer minha trajetória profissional, é um reconhecimento ao tipo de jornalista que escolhi ser”, celebra Mauri, que também faturou em 2013, com a reportagem Polícia fora da lei, um Embratel – Regional Sul e um Sangue Bom no Jornalismo Paranaense de Reportagem Impressa. Vencedora em 2013 de um Prêmio Comunique-se de Melhor Repórter de Mídia Impressa, um Mulher Imprensa de Melhor Repórter de Jornal, e do Grande Prêmio CNT de Jornalismo, com a reportagem Fora dos Trilhos – As revelações do cartel ferroviário no Brasil, a repórter da Folha de S.Paulo Cátia Seabra termina o ano na quarta posição, com 97,5 pontos, apenas 2,5 à frente de Lucio de Castro, da ESPN, e de José Luís Costa. Com a reportagem Memórias do chumbo – O futebol nos tempos do Condor, Lucio faturou a categoria Especial do Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo, e como Melhor Cobertura Noticiosa do Prêmio Gabriel Garcia Marquez de Periodismo (antigo FNPI). Na sétima posição, com 92,5 pontos, aparece Miriam Leitão, que neste ano conquistou um Comunique-se, um Mulher Imprensa e um Esso de Informação Científica, Tecnológica e Ambiental, em equipe, com o fotógrafo Sebastião Salgado. Ela é seguida de perto por outro colega de TV Globo e CBN, o comentarista Carlos Alberto Sardenberg, com 90 pontos, que se destacou ao vencer o Prêmio Comunique-se 2013 em três categorias: Apresentador/Âncora de Rádio, Jornalista de Economia – Mídia Eletrônica e Jornalista de Economia – Mídia Impressa. Empatado com Sardenberg na oitava posição está o também comentarista Mauro Beting, vencedor em 2013 de dois Comunique-se (Jornalista de Esporte – Mídia Eletrônica e Mídia Impressa) e dois Troféus Aceesp (Comentarista – TV Aberta e Rádio). Fechando os Top 10, outro debutante em prêmios, o repórter da Folha de S.Paulo Fernando Mello, com 85 pontos. Em 2013, Fernando fez parte das equipes da Folha que faturaram o SIP de Reportagem em Profundidade, o Esso de Contribuição à Imprensa, além de um Prêmio Cbic de Mídia Impressa. A relação com os 100 jornalistas mais premiados de 2013 estará disponível na edição desta 6ª.feira de Jornalistas&Cia. José Hamilton Ribeiro mantém liderança entre jornalistas mais premiados de todos os tempos Base de dados se consolida e resultado apresenta menos variações que em 2012 116 prêmios e mais de seis mil jornalistas vitoriosos

Época São Paulo desaparece como publicação regular

O final de ano da equipe de Época São Paulo não poderia ser mais triste. Após mais de cinco anos e meio de mercado (foi lançada em maio de 2008), a Editora Globo anunciou que vai descontinuar a edição regular da revista, mensal, para apostar exclusivamente nas edições comemorativas e especiais, como a que abriga o projeto O melhor de São Paulo, de grande sucesso. Com isso, toda a redação, integrada por 13 pessoas, foi dispensada, podendo parte dela ser reaproveitada na própria Editora Globo, em outros títulos, como apurou o Portal dos Jornalistas. A medida, segundo comunicado assinado pelo diretor geral Frederic Kachar, vigorará a partir de janeiro. Kachar justifica: “Com isso, pretendemos nos adaptar às atuais condições do mercado anunciante e concentrar nossas energias e esforços para manter a saúde e a rentabilidade das nossas marcas”. Deverão permanecer na empresa, integrando-se à equipe de Época, a editora de Texto Aline Ribeiro e o editor de Arte Fernando Pires. Também estão em negociação a designer Darlene Cossentino e a repórter Fernanda Nascimento. Se não houver nenhum fato novo deixam a empresa o Celso Masson (diretor de Redação), Rodrigo Pereira (editor-executivo), Daniel Salles e Olívia Fraga (editores), Denise Dalla Colletta (repórter), Soraia Yoshida (online), dois estagiários e uma checadora.

Memórias da Redação ? Impressões sobre uma entrevista

A história desta semana é uma colaboração de Guilherme Meirelles ([email protected]), estreante no espaço. Colaborador do Valor Econômico para revistas e suplementos, também faz frilas para a revista ELO (da Sotreq), Mundo Corporativo (Deloitte), Bares&Restaurantes (Abrasel), entre outras. Já trabalhou em Folha de S.Paulo, Folha da Tarde e Agência Estado. É pós-graduando em Jornalismo pela Cásper Líbero.  Impressões sobre uma entrevista “Essa é para matar paulista de inveja”. Durante duas horas, ouvi esta frase pelo menos quatro vezes, sempre de forma irreverente e provocativa e com um indisfarçável tom de orgulho. Acomodado em uma mesa debaixo de uma exuberante figueira em um conhecido restaurante dos Jardins, zona nobre de São Paulo, eu ouvia atentamente as ecoproezas do grupo EBX no campo da sustentabilidade. Simpático e extrovertido, o diretor do grupo empenhava-se animadamente em relatar ao atento repórter os milionários investimentos do arrojado empresário Eike Batista em iniciativas de conservação ambiental no Pantanal, Fernando de Noronha e nos Lençóis Maranhenses. Ideias sempre de “matar paulista de inveja”, ressaltando que o autor da expressão era o seu patrão, que a usava em reuniões e entrevistas quando queria destacar a grandiosidade e o profissionalismo de seus projetos. Aliás, é com “ei” ou com “ai”? Foi a primeira pergunta que fiz naquela ensolarada tarde de primavera ao diretor e aos dois assessores, que aguardavam a minha chegada na companhia de petiscos e doses de uísque. “É Aike”, me disse, dissipando uma dúvida recorrente em muitas conversas com colegas e amigos e que me foi de grande valia nos encontros futuros em que o nome do empresário aparecia. Era para ser uma entrevista por telefone. O convite para o almoço partiu do próprio diretor, que “coincidentemente” estaria em São Paulo durante a semana. Perguntou se eu conhecia o afamado restaurante. Disse que apenas de nome e antes de aceitar o convite consultei minha editora, já que seria meu primeiro trabalho como free-lancer para a empresa. De cara, recebi um generoso press kit que, além das informações institucionais, continha um DVD chapa-branca sobre a trajetória do ex-ministro Eliezer Batista, pai do empresário, contada de tal forma que constrangeria até mesmo os defensores do grupo Procure Saber. Recebi também um luxuoso livro de capa dura a respeito do projeto “Lagoa Limpa”, que destacava o milionário projeto do empresário em despoluir a lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio. Confesso que nunca li o livro. Meses depois, troquei-o em um sebo por O passado, do argentino Alan Pauls, e por O que é o virtual, de Pierre Levy. Espero não ter feito um mau negócio, caso o livro vá na direção contrária das ações das empresas do grupo EBX na Bolsa e passe a valer uma fábula em alguns anos. Admito que fiquei até bem impressionado com as medidas ambientais adotadas pelo grupo. Embora os valores passados fossem até expressivos, confesso que fiquei frustrado. Eram abaixo daqueles que eu imaginava para projetos de “matar paulista de inveja”, ainda mais partindo de um dos homens mais ricos do mundo. Para compor a reportagem, chequei as informações com as ONGs envolvidas nos projetos e não houve ninguém que desabonasse as boas intenções do grupo. Entre uma garfada e outra, o nome do chairman era constantemente mencionado pelo diretor e o tornava indissociável do grupo EBX, como se estivéssemos falando de Silvio Santos e o SBT. Separei uma frase para entrar na abertura da matéria: “Uma empresa do século 21 precisa ter a questão da sustentabilidade em seu DNA. Não dá para trabalhar como no século passado, apenas em torno de metas e doações”. Assim como não economizaram em autoelogios e em gentilezas, a conta do almoço certamente ficou em valores muito acima dos que eu teria condições de dispender, apesar de meu modesto pedido (para os padrões da casa) como prato principal e de ter permanecido incólume na água mineral. Despedimo-nos e nunca mais mantivemos contato. No primeiro semestre de 2013, quando os primeiros sinais da crise se manifestaram, soube pelos jornais que a diretoria de sustentabilidade havia sido extinta e que toda a equipe fora demitida. O resto é aquilo que todos já sabem. E, hoje, por ironia, o nome do livro do autor argentino trocado no sebo serve como epíteto para aquele que um dia foi aclamado pela mídia e por políticos como o novo fenômeno da economia mundial. 

Reportagem da Folha de S.Paulo sobre Belo Monte consumiu dez meses

Além dos enviados especiais Dimmi Amora, Lalo de Almeida, Marcelo Leite, Morris Kachani e Rodrigo Machado, trabalho multimídia envolveu outros 14 profissionais Com uma reportagem multimídia sobre a hidrelétrica de Belo Monte, dividida em cinco capítulos (Obra, Ambiente, Sociedade, Povos indígenas e História), a Folha de S.Paulo inaugurou em seu site no último domingo (15/12) a série Tudo sobre, com dossiês digitais que visam a destrinchar temas complexos do País. A usina, a terceira maior do mundo, que tem gerado muita controvérsia, está sendo construída no rio Xingu, no Pará, mobilizando 25 mil trabalhadores. A reportagem, intitulada A batalha de Belo Monte, que demandou dez meses para ser concluída, envolveu os enviados especiais Dimmi Amora, Lalo de Almeida, Marcelo Leite, Morris Kachani e Rodrigo Machado, e, direta ou indiretamente outros 14 profissionais, dezenas de entrevistas e milhares de fotos. Ela pode ser conferida em folha.com/belomonte. Marcelo, repórter especial, que fez o projeto, coordenou o trabalho e escreveu os capítulos 2 e 4, diz na apresentação da série que foi preciso amassar muito barro, em março, apenas para fazer o reconhecimento do terreno nos três canteiros de construção, separados por dezenas de quilômetros: “Ficou evidente que um só repórter, em poucos dias, não daria conta de abarcar todos os aspectos do empreendimento controverso, que enfrenta resistências desde os anos 1980. Planejou-se enviar quatro ou cinco jornalistas à área, em agosto (estação seca), por duas semanas. Uma decisão acertada. (…) Em paralelo, aprofundavam-se as pesquisas para produzir os infográficos sobre a intrincada engenharia da usina. (…) Altamira, rio acima, viu sua população aumentar pelo menos 40% em dois anos. “Caos” é a palavra que mais se ouve – no trânsito, na violência, nas obras de saneamento que rasgam as ruas da noite para o dia. Isso para não falar do despreparo do poder público em mitigar os previsíveis impactos sociais do empreendimento. (…) Uma extensa reportagem, acompanhada de gráficos dinâmicos, vídeos e fotos para mostrar todas as facetas da maior obra em curso no País”. As funções dos demais enviados especiais foram: Dimmi, repórter da sucursal de Brasília, escreveu os capítulos 1 e 5; Morris, repórter especial, escreveu o capítulo 3; Lalo, fotógrafo, registrou quase todas as imagens (fotos e vídeos); e Rodrigo, repórter da TV Folha, auxiliou na gravação de vídeos. Os outros participantes foram: Rony Maltz (gravou imagens de vídeo no Rio), Eduardo Knapp (fez fotos e vídeos em Taubaté/SP), Fábio Marra (editor de Arte), Mário Kanno (Coordenação de Arte), Pilker, Rubens Alencar e Lucas Zimmermann (Design e programação), Simon Ducroquet (Infografia, animação e Folhacóptero interativo), Douglas Lambert (Edição de vídeo), Demétrius Daffara (Pós-produção e motion graphics do Folhacóptero), Melina Cardoso (Narração), Marcelo Soares (Cronologia), Giuliana Miranda (repórter de Ciência, colaborou na pesquisa para produção de infográficos) e Michael Kepp (tradução do texto para o inglês).

Roberto Carmona comemora 50 anos de jornalismo esportivo

O repórter da Transamérica Esportes e comentarista do programa Papo de Craque Roberto Carmona completa 50 anos no jornalismo esportivo e tem mais dois motivos para celebrar: recebeu recentemente o Troféu Ford Aceesp (Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo) e o prêmio especial do júri da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes). Entregues respectivamente nos dias 6 e 9/12, os prêmios vêm em reconhecimento das cinco décadas de cobertura de diversos eventos esportivos, que incluem dez Copas do Mundo e corridas da Fórmula 1. Em entrevista a este Portal dos Jornalistas Roberto contou, entre outras coisas, que sua carreira começou por acaso, como uma brincadeira entre amigos:   Portal dos Jornalistas – O que o estimulou a ingressar no jornalismo? Roberto Carmona – Na verdade, comecei como uma brincadeira, sem estímulo ou desejo de ser jornalista. Há muitos anos, na cidade onde eu morava, Arapongas, no Paraná, eu e um amigo que trabalhava comigo no escritório íamos ao estádio assistir ao time local jogar e ficávamos narrando os jogos na arquibancada, utilizando latinhas de molho de tomate para dar potência na voz. Assim seguiu até que o Arapongas montou um time que disputaria o campeonato estadual e contrataram um locutor para narrar os jogos na rádio local. Justamente na primeira partida do campeonato o time perdeu e esse locutor falou mal de um dos jogadores, reclamou de seu comportamento fora do campo, sua indisciplina, disse que ele bebia demais e só queria saber de farra. O jogador, quando soube, ficou bravo e bateu no locutor, que precisou ficar afastado para se recuperar. O gerente da rádio se desesperou e alguém sugeriu que ele chamasse a mim e meu amigo para narrar, já que muitas pessoas gostavam de nós e nos conheciam da arquibancada. Assim comecei. Depois pedi para o meu amigo narrar o jogo sozinho, porque eu queria ser repórter. Mas nessa rádio o trabalho nem era remunerado, eu fazia pela diversão. Portal dos Jornalistas – Quando o jornalismo esportivo se tornou sua profissão? Roberto Carmona – O Joseval Peixoto morava na mesma cidade, fizemos o primário juntos. Quando ele chegou à idade de estudar, foi para Presidente Prudente (SP), mas nas férias voltava para Arapongas a fim de visitar a mãe. Acabamos desenvolvendo uma amizade. Em 1963 vim para São Paulo  trabalhar na minha área de formação, a contabilidade. Em um sábado fui assistir a uma partida de futebol, com meu filho pequeno, e no intervalo encontrei o Joseval no banheiro. Ele havia acabado de sair da Bandeirantes, e me disse que estava me procurando feito agulha no palheiro, porque estavam precisando de um repórter na Record, para onde ele tinha ido. Fui fazer o teste na 4ª.feira seguinte, 31/10/1993, um dia depois fiz uma narração, e me aceitaram para um período de experiência de 90 dias. Não saí mais. O salário ainda era ótimo, muito melhor do que o da contabilidade, eu não tinha como recusar. Portal dos Jornalistas – Qual foi a cobertura mais marcante de que participou nesses 50 anos? Roberto Carmona – A Copa na Argentina, em 1978. Na partida de terceiro e quarto lugares, entre Brasil e Itália, acabei entrando no gramado, e não é permitido entrar repórter de rádio no gramado. Consegui isso por causa de um bombeiro santista que estava de férias e foi com colegas passear na Argentina, me viu lá e me chamou para ajudar a traduzir. Entrei com eles, conheci todo o estádio, fui ao campo e fiquei sentado em uma pequena arquibancada onde ficavam os fotógrafos. Eu estava com o microfone no casaco, fiz a cobertura de dentro do gramado. Aquilo foi emocionante, era tudo o que eu queria. Portal dos Jornalistas – Qual considera ser a principal dificuldade da carreira de jornalista esportivo? Roberto Carmona – No início, quando comecei, a dificuldade era fazer amizade com os dirigentes, com as pessoas que poderiam te dar a noticia. Era preciso ter “jogo de cintura”, conversar amigavelmente, saber respeitar se a informação era em off ou se podia divulgar quem havia dado. E assim ganhava a confiança. Com a evolução das coisas, fazíamos amizade com os jogadores, e não havia assessor de imprensa, segurança, ninguém para barrar, era mais fácil. Hoje em dia não é assim. Portal dos Jornalistas – E qual é a maior graça? Roberto Carmona – É maravilhoso. Eu trabalhava no esporte que adorava, o futebol, e se não fosse jornalista teria que pagar para ver o jogo. Como jornalista eu ganhava pra isso. Quer algo melhor? Além disso, realizei meu sonho de infância, que era viajar o mundo todo. Dei a volta ao mundo duas vezes.      

Alexandre Nobeschi deixa a Folha de S.Paulo

Depois de dez anos na Folha de S.Paulo, em duas passagens, Alexandre Nobeschi deixou a editoria de Esporte do jornal e foi substituído por Naeif Haddad, que editava o caderno Comida. Em sua primeira passagem por lá, entre dezembro de 2003 e setembro de 2005, Alexandre foi repórter de Educação (Fovest) e redator do caderno Cotidiano. Na segunda, iniciada em maio de 2006, atuou como redator de Regionais (cadernos destinados às regiões de Ribeirão Preto, Campinas e Vale do Paraíba), de Cotidiano e da Secretaria de Redação (Primeira Página e Folha Corrida), editor do Painel do Leitor e editor de Esporte.  Outro que deixou o jornal, após 28 anos de casa, foi o colunista Gilberto Dimenstein, que também fazia parte do Conselho Consultivo. Em seu texto de despedida, em 11/12, escreveu: “Não sei quantos profissionais podem dizer que fizeram de seu local de trabalho um laboratório permanente. Eu posso – e por exatos 28 anos. Ou seja, desde que entrei neste jornal. Por causa dessa liberdade de experimentação, termina hoje minha colaboração com a Folha”. Ele – que dirige desde 2009 o bem-sucedido site Catraca Livre, além de atuar como comentarista da CBN – vai tocar um novo projeto de inovação para aplicação social, com lançamento previsto para 2014. 

Thales Guaracy deixa Playboy e revista passa a ser comandada por Sérgio Xavier

Também estão de funções novas Giuliana Cury, Denis Russo e Maurício Barros Foi apenas o tempo de uma gestação. Nove meses depois de assumir o comando da Playboy, em sua terceira passagem pela Abril, Thales Guaracy deixou a revista e, novamente, a editora nesta 2ª.feira (16/12). Segundo Portal dos Jornalistas apurou, a saída se deu por divergências com o diretor-adjunto de Segmentadas Dimas Mietto. Sérgio Xavier, diretor do núcleo Rodale – que engloba as revistas Men’s Health, Women’s Health e Runner’s World – assume a direção de Playboy. Thales havia voltado à Abril em março, para substituir a Edson Aran, que pilotara a revista por sete anos. Antes, esteve por duas vezes em Veja (editor de Brasil e repórter especial), foi editor-executivo do Grupo Exame e depois diretor de Redação de Vip por seis anos. Em seguida foi para a Camelot, como diretor Editorial. Antes da Abril, passou por Gazeta Mercantil e Estadão. Também escritor, tem 11 livros publicados, coordenou o projeto Autores e Ideias, de debates ao vivo com escritores no auditório da Livraria Saraiva do Shopping Cidade Jardim, em São Paulo, em parceria com a Livraria da Vila, e em 2009 assumiu a Direção Editorial da Saraiva. Sérgio entrou na Abril em 1995, como editor da Placar, da qual quatro anos depois se tornou diretor de Redação. Em 2012, passou a responder pela direção do núcleo Motor, Esporte e Turismo e, posteriormente, pelo núcleo Rodale. Além de Playboy, continua responsável pela Redação da Men’s Health. No comunicado interno sobre as mudanças, Mietto informou que, em função dessa movimentação, Giuliana Cury, desde 2012 redatora-chefe da Women’s Health, passa a responder diretamente a ele e também assume Vida Simples e Bons Fluídos, até então sob a responsabilidade de Denis Russo (que continua à frente de Superinteressante); e que Maurício Barros assume a Redação da Runner’s World, mas permanece como diretor de Redação da Placar e, assim como Giuliana, passa a reportar-se a ele, Dimas. Maurício está desde 2005 na Abril e já teve, em 2008, uma passagem pela Runner’s, quando atuou como editor e redator-chefe da revista. “Saída era apenas questão de tempo” “Agora vou voltar a fazer livros”, disse Thales Guaracy ao Portal dos Jornalistas. “Tenho dois projetos de livros de reportagem sobre o Brasil, para os quais ainda preciso de editor. E vou criar projetos de comunicação para empresas que envolvam diversas plataformas de mídia na minha empresa, a Comunicom. Torço para que a Playboy permaneça como uma revista respeitável, inclusive na sua matéria principal, e que na internet possa recuperar os anos perdidos para a pirataria”. Ele contou que havia sido convidado para dirigir a Playboy por Roberto Civita. Porém, quando assumiu, Roberto estava hospitalizado e em seguida veio a falecer, de modo que nunca chegaram a trabalhar juntos no projeto para a revista. Sem Civita, as condições para fazer Playboy teriam mudado rapidamente e por isso considerava sua saída apenas uma questão de tempo. “Nesse período acho que conseguimos coisas boas. Em sete meses, o número de likes da Playboy no facebook subiu de 250 mil para 1,4 milhão. A edição com Antonia Fontenelle foi a mais vendida em mais de um ano e a de Nanda Costa, a mais vendida desde Adriane Galisteu, em agosto de 2011. Um excelente resultado, a meu ver, num mercado declinante. Acima de tudo a revista voltou a ter repercussão e pôde restabelecer uma certa qualidade editorial, tanto nos ensaios como no jornalismo. Pelo menos, foi o propósito. Saio satisfeito com o que foi feito, incluindo a criação de uma plataforma nova na internet, que ainda deve ser lançada, na qual Playboy terá parte de seu conteúdo fechado para assinantes, de maneira a poder fazer receita na internet e crescer onde o mercado está crescendo, além de desestimular a pirataria na rede”.

Últimas notícias

pt_BRPortuguese