A Superintendência de Jornalismo e Esporte da RedeTV lancou um polo de matérias especiais, o Núcleo de Reportagens Investigativas. Sob o comando do superintendente Franz Vacek, o núcleo terá em sua equipe, coordenada por Celso Goes, profissionais como Edie Polo (reportagem), Guilherme Latorre e Bhárbara Pacheco (edição executiva), Carlos Olympio (repórter cinematográfico) e Bruno Rodrigues (produção). “A ideia é produzir conteúdo próprio em assuntos de interesse da população”, explica Franz. “Será a espinha dorsal do novo projeto para o jornalismo da RedeTV”. Entre os temas abordados nas primeiras semanas de atividade do núcleo estão o tráfico de drogas na rua Peixoto Gomide, em São Paulo, os perigos do uso de cerol, casos de violência no sistema educacional brasileiro, o uso de celulares dentro de presídios e tráfico de animais. Outra novidade por lá foi a chegada de Luciana Camargo, que desde o início do mês é a apresentadora oficial da coluna do tempo, exibida diariamente pelo RedeTVNews. Ela também fará reportagens especiais para os telejornais e apresentará, em rodízio com os demais colegas da casa, os boletins informativos 90 segundos.
Grupo Estado divulga em 27/10 finalistas do concurso Estadão no Futuro
Concurso interno mobilizou funcionários de todas as áreas da empresa e teve 240 inscrições “O número de inscritos foi uma grata surpresa”, diz Roberto Gazzi, diretor de Redação do Grupo Estado, um dos integrantes da comissão criada pela empresa para organizar o concurso Estadão no Futuro e identificar as (boas) ideias com origem na própria equipe que vivencia o dia a dia da empresa e os desafios dos novos tempos. A ideia nasceu, segundo ele, no período em que a empresa estava investindo no redesenho do Portal, momento em que muitos colaboradores quiseram ajudar com ideias em áreas como redação, mercado leitor, mercado anunciante, tecnologia, entre outras. “Ao observar aquele movimento, decidimos refletir sobre como poderíamos canalizar aquela boa energia para aprimorar, não só o próprio Portal, mas como toda a operação da empresa. Aí pedimos para Diego Ramos, gerente de Projetos de Produtos Digitais, apresentar um projeto que pudesse sistematizar e incentivar essa participação. E ele nos trouxe o Estadão no Futuro, um concurso aberto a todos os colaboradores, com prêmios em dinheiro ou transformados em bolsas de estudos”. Na próxima 2ª.feira (27/10) serão conhecidos os dez finalistas entre os 240 projetos inscritos entre 15/9 e 12/10 – individuais ou de grupos de até três funcionários – e que desde então foram analisados por uma Comissão de Avaliação formada por cinco representantes de diferentes áreas, que conhecem profundamente a empresa. Os selecionados ganharão R$ 1.000 em vales de compra da livraria FNAC e agora passam a concorrer aos três prêmios maiores, respectivamente de R$ 30 mil (1º colocado), R$ 20 mil (2º) e R$ 10 mil (3º), valor que poderão optar por receber integralmente em bolsas de estudos, para aprimorar a formação (objetivo maior do projeto), ou 50% em dinheiro. Todos terão auxílio para aprimorar os projetos, antes da classificação final, com especialistas externos que a empresa colocará à disposição para que possam sistematizar no papel as ideias, com palestras e mesmo atendimento personalizado em áreas como análise do mercado, empreendedorismo, inovação em jornalismo etc. E, o mais importante, as três ideias vencedoras têm o compromisso da empresa de que serão implantadas. Gazzi lembra que a avaliação dos 240 trabalhos para chegar aos dez finalistas foi inteiramente impessoal, ou seja, não havia o nome das pessoas nos projetos apresentados, para que isso não viesse eventualmente a influenciar o júri. Diego Ramos, que coordenou um grupo de dez pessoas e ficou encarregado de montar o Estadão no Futuro a partir de meados de julho, conta que tudo foi feito internamente, por profissionais de diversas formações: “De fora, só mesmo os consultores que vão assessorar os finalistas na transformação das ideias em projetos, para apresentação em 27 de novembro. Depois, eles passarão pelo crivo de um novo grupo de avaliadores e o resultado final será anunciado em 2 de dezembro”.
Na Comunicação dos presidenciáveis
Nesta reta final das eleições, Kátia Morais, editora de J&Cia em Brasília, buscou saber quem está à frente das equipes de Comunicação de Aécio Neves e Dilma Rousseff, coordenando os trabalhos e os últimos ajustes para a corrida presidencial de seus candidatos. Veja quem são: Aécio Neves Uma das frentes de trabalho da campanha de Aécio neste segundo turno tem sido tentar ampliar a votação nos Estados em que ele saiu vitorioso no primeiro: São Paulo, Paraná, Espírito Santo, Santa Catarina, Mato Grosso e Roraima. Para tanto, o candidato reforçou a equipe e o caixa da campanha. Trabalham na campanha do tucano: • Andréia Neves – coordenadora de Comunicação. Ela deixou a direção do Servas (Serviço Voluntário de Assistência Social) de Minas e está desde o início da campanha trabalhando para o irmão. • Paulo Vasconcelos – marqueteiro do PSDB e do estafe político. • Gustavo Krieger – coordenador de Comunicação. Atua junto aos veículos de comunicação e na elaboração de estratégias de marketing. A aproximação entre Krieger e Vasconcelos vem desde a campanha de reeleição de Antônio Anastasia (PSDB) ao governo de Minas Gerais, em 2010. Otávio Cabral – assessor de Imprensa do candidato Contatos: http://aecioneves.com.br/imprensa.html?utm_medium=menu Coordenação da campanha: 11-3707-9738 Sala de imprensa: 61-3424-0500 Plantão PSDB: 61-9682-6059 e [email protected] Dilma Rousseff Para fortalecer a equipe de Comunicação neste segundo turno, com o principal intuito de transferir a força dos votos que obteve na maioria dos Estados do Nordeste e do Norte para outros locais fundamentais para a eleição, a candidata também reforçou a equipe de comunicação recrutando profissionais que hoje atuam no Palácio do Planalto. Estão na campanha: • Rui Falcão (presidente nacional do PT) – coordenador geral da campanha • João Santana – chefe da equipe de Comunicação • José Américo – coordenador de Comunicação do PT • Flávia Filipini – coordenadora de Comunicação. Ela, que acompanhava Dilma nas viagens, a partir de agora está focada na produção de conteúdos e edição dos sites da candidata. • Olímpio Cruz – secretário de Imprensa do Governo, foi incorporado à campanha neste segundo turno. É responsável por acompanhar a presidente Dilma em suas viagens, e cuida da organização das entrevistas, funções que já exercia anteriormente. Seu cargo no Planalto fica vago até o final das eleições. • Franklin Martins (ex-ministro de Comunicação Social no Governo Lula) – responsável pela campanha na internet. Contatos: http://www.saladeimprensadilma.com.br/author/equipe-dilma-rousseff/ 61-3212-4853 / 4888 / 4889 / 4887 / 4853 e 8625-5488 ou [email protected]
Chico Mendonça deixa o Hoje em Dia
Chico Mendonça deixou o Hoje em Dia após quase um ano como editor-chefe no jornal. Formado pela PUC-MG em 1981, começou em BH, no Diário do Comércio, e passou pelas sucursais da Folha de S.Paulo e IstoÉ. Depois foi para Brasília, onde trabalhou em JB e Veja. Esteve em São Paulo, como editor-adjunto do Painel da Folha, e voltou para Brasília pela IstoÉ. Chefiou em seguida a Assessoria de Imprensa do Ministério das Comunicações, na gestão de Sérgio Motta, e depois atuou como consultor de comunicação, tendo atendido a Ministério de Minas e Energia, Petrobras, Governo de Minas Gerais (pela CDN) e Fiat, entre outros. Foi ainda secretário de Imprensa da Presidência do Senado, na gestão José Sarney, e chefe da Assessoria de Imprensa do Banco Central, em Brasília, na gestão Henrique Meireles. No lugar dele assumiu o editor-executivo Luiz Fernando Rocha, que em março deixou a edição do Metro para responder pela integração de mídias no HD.
Prêmio Jabuti terá nova apuração em cinco categorias
A Câmara Brasileira do Livro informou que, “para garantir absoluta igualdade de critérios a todos os concorrentes do Jabuti e reconhecendo ser imperioso reparar de modo pleno a não atribuição de notas a alguns quesitos e obras finalistas, percebida na cerimônia de apuração”, decidiu, junto ao Conselho Curador do prêmio, solicitar aos jurados das categorias Capa; Artes e Fotografia; Economia, Administração e Negócios; Teoria e Crítica Literária; e Literatura Infantil que, quando for o caso, completem e reenviem seus votos. Observou-se que jurados deixaram de enviar notas de alguns finalistas. A nova apuração será também em sessão pública, nesta 5a.feira (23/10), na sede da CBL, a partir das 13 horas. Na nota, a entidade também se desculpa pelos contratempos e desconfortos que a situação possa acarretar aos concorrentes; e reafirma confiança na isenção e seriedade do corpo de jurados. “Com tais iniciativas, nesta 56ª edição do Jabuti, o mais reconhecido e valorizado prêmio brasileiro do mercado editorial ao longo de mais de meio século, a Câmara Brasileira do Livro (CBL) e o Conselho Curador acreditam estar reforçando a credibilidade e prestígio do certame. Ao identificar problemas e repará-los com transparência e sem hesitação, todos os esforços foram feitos para garantir critérios equânimes na avaliação das obras inscritas”, completa a nota.
FAAP e Socialbakers lançam projeto de monitoramento de marcas nas redes sociais
O Núcleo de Inovação em Mídias Digitais da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), de São Paulo, lançou o projeto Mídias Sociais 360º (#MS360FAAP), em parceria com a Socialbakers, especialista mundial em monitoramento de marcas nas redes sociais. O estudo apresenta, trimestralmente, o desempenho dos cem maiores perfis de marcas nas plataformas facebook, twitter, instagram e youtube. Com dados acumulados dos três meses anteriores à publicação, o relatório tem diferentes gráficos nos quais é possível enxergar o desempenho, o crescimento de fãs, tempo de respostas das marcas às interações dos usuários, os tipos de postagens mais feitos pelas marcas, entre outros indicadores. O acesso é gratuito no www.faap.br/nimd e os relatórios de julho e outubro já estão disponíveis. Mais informações com Fabiana Dourado ([email protected]) ou Iracema Carvalho ([email protected]).
Best Cars comemora 17 anos
Um dos sites pioneiros do segmento automotivo, o Best Cars completa 17 anos de atividades na próxima 4ª.feira (22/10). Criado por Fabrício Samahá ([email protected]), é parceiro de conteúdo do UOL desde 1999 e foi a primeira mídia digital a receber carros para testes e ser convidada para lançamentos, como lembra seu editor: “A internet era muito nova no Brasil. O UOL, por exemplo, só tinha um ano. Quando nos tornamos parceiros, em 1999, nem havia uma seção de carros e fomos colocados entre as revistas”. Para celebrar a data, a página lança nesta 6ª.feira (17/10) uma série de reportagens especiais. Dentre os destaques, traz as avaliações dos esportivos Audi RS6 Avant e BMW M 135i, e a história dos modelos de motor V8 central-traseiro da Ferrari. “Apesar de atendermos a um público variado, incluindo o comprador de um carro familiar que busca praticidade e economia, sabemos que nosso leitor-alvo é o aficionado por automóveis, aquele que tem ‘gasolina nas veias’ e devora informações sobre modelos esportivos. Foi para ele que fizemos esta série comemorativa”, conclui Fabrício.
Julio Cruz Neto lança livro baseado em histórias e cenários do Rally Paris-Dakar
Está chegando às livrarias O caranguejo do Saara – Memórias de um jornalista brasileiro no Rally Paris-Dakar. A obra, que marca a estreia literária de Julio Cruz Neto (ex-Jornal da Tarde, Agência Brasil e Editora Globo), traz um relato de suas coberturas, nos anos de 1999 e 2000, do mais tradicional ralí do mundo. “Minha intenção não foi falar da competição em si, mas do que a cerca, como as pessoas que vivem nos rincões do deserto africano, a reação delas à passagem da caravana, o choque cultural, as histórias divertidas, perigosas, assaltos e ameaças terroristas”, explica Julio. “É uma espécie de crônica documental sobre os bastidores da competição quando ainda era disputada na África, antes de ser transferida para a América do Sul”. Para ilustrar a obra, o autor selecionou 38 fotografias tiradas em negativo, e que retratam a experiência de passar por nove países africanos usando diversos meios de transporte (avião, helicóptero e carro), num total de 40 dias acampado: “Esse livro surgiu de uma certeza que tive quando voltei da segunda cobertura do Dakar. Eu tinha muito mais para contar do que cabia nas páginas do Jornal da Tarde, do Estadão e nos boletins da Rádio Eldorado. Foi a oportunidade perfeita para realizar meu primeiro projeto autoral”. De produção independente, o projeto foi financiado a partir de uma iniciativa de crowdfunding (financiamento coletivo) pela plataforma Eco do Bem, e foi editado, diagramado e impresso com pouco mais de R$ 20 mil doados por 204 apoiadores durante 60 dias. “Não houve patrocínio nem incentivo fiscal, o livro virou realidade de um jeito bem empreendedor”, explica Julio. Com prefácio do piloto Klever Kolberg, O caranguejo do Saara chega ao mercado com 96 páginas e preço de capa de R$ 35. Os lançamentos começam neste sábado (18/10), em São Paulo, a partir das 17h, no Dita Cabrita (rua Barão do Bananal, 961), e seguem por Brasília (22/10, 18h às 23h, no Balaio Café – CLN 201, Bloco B, Asa Norte), Rio de Janeiro (29/11, 13h30 às 16h30, na Livraria Folha Seca – rua do Ouvidor, 37) e Belo Horizonte (22/11, horário a confirmar, na Livraria Quixote – R. Fernandes Tourinho, 274). Mais informações pelo [email protected] ou 11-987-990-109.
Projeto da Fenaj ganha concurso internacional de arquitetura
O Monumento à Liberdade de Imprensa, que deverá ser construído no Eixo Monumental em Brasília, conquistou um dos principais prêmios mundiais da arquitetura, o World Architecture Festival 2014, na categoria Cultura – Projetos Futuros. O festival foi realizado no início deste mês, em Cingapura. Elaborado pelo escritório de arquitetura Gustavo Penna e Associados por solicitação da Fenaj, o projeto é o terceiro brasileiro a conquistar o WAF. Para Celso Schröder, presidente da entidade, a premiação valoriza a iniciativa dos jornalistas brasileiros e poderá contribuir para a conclusão da obra: “Nosso objetivo é que esse projeto seja uma referência, não só para jornalistas promoverem exposições, cursos e palestras, como também para a sociedade ter livre acesso e conhecer a história da Comunicação Social no País”. Com 1000 m², o monumento será um espaço equipado para servir a jornalistas brasileiros e correspondentes estrangeiros em trânsito por Brasília, com espaço multimídia, auditório, estúdio de rádio e tevê, sala para entrevistas coletivas, ambiente para exposições, espaço onde os jornalistas terão à sua disposição equipamentos para produzir e transmitir matérias, além do Museu das Comunicações. A captação de recursos para sua execução acontce via Lei Federal de Incentivo à Cultura e conta, até o momento, com o apoiode Governo do Distrito Federal, Petrobras, Brasil Telecom, Ministério da Cultura, Govesa e Correios. Outras empresas que desejarem associar sua marca ao empreendimento poderão fazê-lo pela Fenaj. Esta esclarece que, em contrapartida, além da cessão das dependências do centro de imprensa para a realização de eventos, organização de coletivas e exposições, cada patrocinador poderá dar seu nome a um dos espaços físicos do monumento, expondo permanentemente sua logomarca. Diz o texto oficial sobre o projeto: O Monumento à Liberdade de Imprensa é um gesto feito de vidro. Límpido, sólido, mas delicado como a própria liberdade. Representa uma luta permanente e reflete a cultura de nosso povo fundada no senso comum. Vem daí essa forma translúcida, dinâmica a cortar o espaço em dois tempos: o de se aprofundar no fato, na verdade, e o outro liberto que se lança e fala alto para o mundo. Surge assim um lugar na Capital Federal destinado a acolher o Centro Internacional da Imprensa. Mas principalmente inaugura-se a morada do símbolo dos jornalistas.
Grupo In Press e Omnicom/DAS anunciam lançamento da FleishmanHillard Brasil
In Press se estrutura como holding de comunicação e passa a atuar como um hub para marcas globais de PR do Grupo Omnicom O Grupo In Press e o DAS Group of Companies, divisão de agências de comunicação da Omnicom, acabam de anunciar o lançamento da FleishmanHillard Brasil. A FleishmanHillard é a maior operação de relações públicas do Omnicom e a terceira maior do mundo, com receitas de US$ 551 milhões em 2013, segundo o DataCenter do Advertising Age. Com isso, o Grupo In Press traz para o seu portfólio de negócios uma das mais importantes e reconhecidas agências de relações públicas do mundo, com 80 escritórios em 30 países, afiliados em outros 42 e uma lista de clientes que inclui corporações, governos e organizações. Seu primeiro escritório no Brasil está localizado em São Paulo, no mesmo prédio da Juscelino Kubitschek onde fica o escritório paulista da In Press, no Itaim, porém com operações inteiramente independentes. Tanto que para comandar a FleishmanHillard, que nasce no Brasil já com oito clientes (entre eles Philips, GoPro e Abbott), os sócios convidaram Junia Nogueira de Sá, profissional com larga experiência no jornalismo e na comunicação corporativa em 30 anos de carreira, com passagens por veículos como Folha de S.Paulo, Exame e Veja, e por empresas como Grupo Abril, Telefônica, Volkswagen, Fiesp e Governo de São Paulo. O anúncio surge quase um ano depois que outra notícia de impacto agitou o mercado das agências de comunicação. À época, o Grupo ABC, dirigido por Nizan Guanaes, adquiriu de João Rodarte o controle acionário da CDN, segunda maior agência de comunicação do País segundo o ranking do Anuário Brasileiro da Comunicação Corporativa, integrando ao portfólio do conglomerado uma operação de comunicação corporativa, até então inexistente. Desde então, o mercado manteve-se relativamente calmo e nenhum outro negócio de porte surgiu no horizonte, embora nos bastidores as conversas tenham prosseguido. Curiosamente, a principal parceira da FleishmanHillard no Brasil vinha sendo até aqui a CDN, mas o acordo estabelecido em 2002 nunca evoluiu para uma participação acionária. A parceria atende desde 2009 à conta internacional da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), e assim continuará caso vença a concorrência, que envolve ainda a FSB em acordo com a Burson-Marsteller (o órgão exige atendimento no exterior, por isso a necessidade de acordo externo). Com a efetivação do negócio, o Grupo In Press, presidido por Kiki Moretti, assume uma nova postura no mercado, de olho na liderança que hoje é da FSB Comunicações, de Francisco Soares Brandão, que faturou em 2013 R$ 164,3 milhões, muito à frente da segunda colocada, a CDN, com R$ 84 milhões, e da própria In Press, que ficou na terceira colocação, com R$ 80,7 milhões. Pelos números dá para imaginar a dificuldade que qualquer empresa individualmente terá para se aproximar e tirar a liderança da FSB. Por meio de crescimento orgânico no curto prazo isso é praticamente impossível, até porque a líder mantém um ritmo de crescimento excepcional e nada faz crer que diminuirá. A saída para uma aproximação, portanto, seria um crescimento por aquisição ou, como no caso da In Press, pela chegada de uma segunda bandeira de prestígio. Nada, em tese, deve mudar no posicionamento individual, mas obviamente que no conjunto os números podem surpreender, sobretudo se a nova agência obtiver um desenvolvimento rápido, como é o objetivo. Essa a razão maior de Kiki ter acertado a vinda da FleischmanHillard para o Brasil e para a bandeira Porter Novelli quando negociou a venda de parte do controle da In Press com o Grupo Omnicom/DAS: “Fiz ver a eles que tínhamos uma oportunidade excepcional de crescimento no Brasil, mas precisaria que houvesse forte investimento. Não queria apenas vender um pedaço da In Press, mas sim fortalecer nossa presença no mercado e buscar de fato a liderança. Daí a decisão de instalar a FleischmanHillard no Brasil, dentro do Grupo In Press. Claro que fomos favorecidos pelo nosso relacionamento de anos com o Grupo Omnicom e também pelo forte desejo que eles tinham de trazer a agência para o País”. As palavras de Jack Modzelewski, presidente para as Américas da FleishmanHillard, confirmam Kiki: “O mercado brasileiro era um dos nossos mais importantes objetivos internacionais. Nós tínhamos clientes em comum com o Grupo In Press, e não há dúvidas de que muitos outros vão querer trabalhar conosco no Brasil assim que souberem que a marca está chegando com força ao mercado, debaixo de uma holding renomada e respeitada. Queremos ser a escolha dessas corporações para atuar com elas dentro e fora do Brasil”. Nesse novo desenho, o Grupo In Press, que hoje conta com escritórios em Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, uma equipe de 470 colaboradores e cerca de 150 clientes, passa a ser formado por duas agências de comunicação globais full service – In Press Porter Novelli e FleishmanHillard Brasil – e quatro agências de serviços especializados – In Press Oficina (public affairs), In Press Media Guide (esportes), MAP (análise) e Vbrand (vídeos) –, além da iniciativa China Desk.







