A Associação Riograndense de Imprensa divulgou em 19/12 os vencedores da 56ª. edição do Prêmio ARI de Jornalismo, que reconheceu com a Contribuição Especial à Comunicação Social – Prêmio Antonio Gonzalez o colunista do Coletiva.net Julio Sortica, pela cobertura da Copa do Mundo publicada na Revista Goool, e o jornal Zero Hora, por seus 50 anos completados em maio de 2014. Os vencedores das 14 categorias receberam, além de valor em dinheiro, o troféu em bronze Negrinho do Pastoreio, confeccionado pelo artista Valdomiro Motta, e diploma. Os primeiros colocados foram: Paulo Roberto Souza Tavares, do Correio do Povo, com Zumbis no volante (Jornalismo Impresso – Reportagem Geral); Caio Cezar Cigana, de Zero Hora, com Proibidos, falsificados e perigosos (Jornalismo Impresso – Reportagem Econômica); Tânia Helena de Lima e Silva Goulart, do Jornal NH, com Os alemães na Revolução Farroupilha – Freiheit, Gleichheit, Menschlichleit – Liberdade, igualdade, humanidade (Jornalismo Impresso – Reportagem Cultural); Leandro Behs, de Zero Hora, com Fernandão – Morte e vida de um ídolo (Jornalismo Impresso – Reportagem Esportiva); Claudia Laitano, de Zero Hora, com O fim e o começo (Jornalismo Impresso – Crônica); Samuel Allgayer Maciel, do Correio do Povo, com Homens e ratos em busca da sobrevivência (Jornalismo Impresso – Fotojornalismo); Elias Ramires Monteiro, de Zero Hora, com Morre Mandela (Jornalismo Impresso – Charge), Carolina Salazar Moreira, de Zero Hora, com 1964 – 50 anos depois do golpe (Jornalismo Impresso – Planejamento Gráfico); Cid Martins, da Rádio Gaúcha, com Os caminhos da maconha no Uruguai (Radiojornalismo– Reportagem Geral); Francisco Ribeiro Neto, da Rádio Bandeirantes, com Fernandão, dor, ausência e celebração (Radiojornalismo – Reportagem Esportiva); José Renato Ribeiro, da Rádio Santa Cruz, com Fábrica de falsos engenheiros afeta mercado imobiliário gaúcho (Radiojornalismo – Reportagem Econômica); Matheus Felipe da Silva, da TV Record, com Sabrina, as pernas de um anjo (Telejornalismo – Reportagem Geral); Mariana Corsetti Oselame, da RBS TV, com Amor de mãe (Telejornalismo – Reportagem Esportiva); Karina Sgarbi, do site Jornal NH, com Violência contra a mulher: uma luta que precisa ter fim (Webjornalismo). A lista completa dos vencedores pode ser conferida aqui.
Ana Hickmann, César Filho e Renata Alves assumirão o comando do Hoje em Dia
Celso Zucatelli, Chris Flores e Edu Guedes deixam, na Record, o comando do Hoje em Dia na próxima 6ª.feira (9/1) e a partir de 2ª o programa terá apresentação de César Filho, recém-contratado pela emissora, Renata Alves, que fez sucesso no quadro Achamos no Brasil do Domingo Espetacular, e Ana Hickmann, que volta à atração. O programa contará com a colaboração de Dalton Rangel na culinária, e continuam Dr. Antônio Sproesser (saúde), Gustavo Sarti (moda) e Mariana Leão (Rio de Janeiro). Celso, Chris e Edu continuam a integrar o elenco da Record e, segundo a emissora, em breve farão parte de novas atrações. Outra novidade por lá é a estreia neste domingo (11/1), após o Domingo Espetacular, do Repórter em Ação, apresentado por Celso Freitas e produzido pelo núcleo de reportagens especiais da casa, também responsável por Câmera Record e Repórter Record Investigação. Ele exibirá uma seleção das melhores reportagens desses programas.
Congresso Abraji de Jornalismo Investigativo já tem data marcada
A Abraji divulgou as datas da décima edição do Congresso de Jornalismo Investigativo: de a 2 a 4/7, em São Paulo. Mais uma vez, a Universidade Anhembi Morumbi abrirá seu campus da Vila Olímpia para receber jornalistas de todo o País. Em 2014, o evento reuniu cerca de 600 jornalistas, professores e estudantes de jornalismo, que trocaram experiências sobre técnicas de reportagem, novas iniciativas jornalísticas e temas como meio ambiente, economia e saúde. Para seguir a tradição, a edição 2015 terá painéis de debates e oficinas práticas paralelamente. O participante deverá escolher o painel a que quer assistir em cada horário. Haverá também sessões especiais exclusivas. Os valores das inscrições – que serão abertas em breve – não sofrerão reajustes, mantendo-se os de 2014, que variaram de R$ 215 a R$ 490. A Abraji oferecerá descontos de até 17% para grupos com seis pessoas ou mais.
SIP abre inscrições para o Prêmio de Excelência Jornalística 2015
A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) está com inscrições abertas para o Prêmio de Excelência Jornalística 2015, do qual podem participar publicações impressas e digitais, além de agências de notícias de mais de 33 países das Américas e do Caribe. O prazo para envio dos trabalhos, em espanhol, português ou inglês, é até 15 de janeiro. Esta edição tem como novidade a categoria Jornalismo sobre o Meio Ambiente Robert Eisenmann Jr., patrocinada pelo La Prensa, do Panamá, em homenagem ao editor e fundador do jornal. Somam-se a ela as categorias Relações Interamericanas, Direitos Humanos, Cobertura Noticiosa, Crônica, Jornalismo em Profundidade, Fotografia, Caricatura, Infografia, Opinião, Jornal na Educação, Jornalismo Ambiental, Cobertura Noticiosa na Internet e Cobertura Multimídia. Há ainda Grande Prêmio SIP para Liberdade de Imprensa, que será entregue à pessoa ou organização que tenha obtido resultados significativos em favor da causa da liberdade de imprensa. Os vencedores receberão certificados e prêmios em dinheiro durante a Assembleia Geral, em outubro, em Charleston, Carolina do Sul (EUA). É imprescindível que o trabalho inscrito tenha sido publicado durante 2014, mas não é necessário que o veículos seja sócio da SIP para participar. O regulamento do concurso e detalhes sobre a participação estão no site da SIP.
Paraguai, Brasil e México na lista dos 20 países mais letais para jornalistas
O Comitê de Proteção aos Jornalistas (CPJ) divulgou relatório especial em que aponta os países com maior índice de assassinatos em jornalistas em 2014. Na conta, apenas os casos em que há fortes indícios de que o homicídio tem relação com a atividade jornalística do profissional. No Brasil, o CPJ confirmou a morte de dois jornalistas no Rio de Janeiro em função de seu trabalho. O primeiro, Pedro Palma, proprietário do jornal Panorama Regional, foi morto a tiros em frente de casa em fevereiro. Sua morte provavelmente está ligada à cobertura local de fatos políticos. O segundo caso foi do cinegrafista da Band Santiago Andrade, que difere das outras mortes nessa lista por ter acontecido durante um protesto, ambiente particularmente perigoso para jornalistas brasileiros no ano. No Paraguai, país mais perigoso da América Latina para jornalistas, foram três casos de assassinato em 2014. O mais recente é de Pablo Medina Velázquez, correspondente regional do jornal ABC Color, baleado diversas vezes no departamento de Canindeyú, enquanto trabalhava. Uma assistente também foi morta no ataque. Medina cobria a produção de maconha e o tráfico de drogas próximo à fronteira com o Brasil, e editores disseram que ele recebia ameaças frequentes por causa disso. Seu irmão e parceiro de trabalho Salvador Medina foi morto na mesma região, em 2001, por suas reportagens. Ainda estão na lista paraguaia Fausto Gabriel Alcaraz Garay, da Radio Amambay, e Edgar Pantaleón Fernández Fleitas, da Belén Comunicaciones, também baleados e mortos perto da fronteira com o Brasil em maio e junho, respectivamente. CPJ relatou que Alcaraz denunciava regularmente atividades criminosas e tráfico de drogas em seu programa de rádio. Fernández, que também era advogado, apresentava um programa crítico a juízes locais, advogados e funcionários do gabinete do procurador-geral. No México, o repórter Octavio Rojas Hernández, que havia começado a trabalhar para o jornal El Buen Tono, em Córdoba, Veracruz, foi assassinado na porta de casa em agosto. De acordo com o diretor de Redação do veículo, a morte está relacionada a uma matéria que ligava um diretor da polícia municipal a uma quadrilha de roubo de gás. Também em Veracruz, o repórter Gregorio Jiménez de la Cruz foi morto após ter sido sequestrado em fevereiro por homens armados perto de Coatzacoalcos. Jiménez cobria crime e segurança para os jornais Notisur e Liberal del Sur, segundo o CPJ. O Comitê identifica também uma tendência à impunidade no que diz respeito aos assassinatos de jornalistas da região, com raros casos em que os responsáveis pelos crimes são identificados e punidos.
Portal Coletiva.net começa o ano com novidades
O portal gaúcho Coletiva.net, especializado em jornalismo e comunicação, deu início a um processo de modernização e apresentou nesta 2ª.feira (5/1) novo leiaute, com um mosaico de imagens na home, além de novos recursos, como design responsivo, que se adapta ao formato de tela do usuário, em computador ou dispositivos móveis. O portal ganhou ainda novos recursos de interação, integrados às redes sociais Facebook, Twitter, Google+ e Pinterest, para que o leitor compartilhe o conteúdo com mais facilidade e agilidade, e um espaço destinado ao anúncio de vagas de emprego. Já na seção Agenda, o usuário tem a possibilidade de acrescentar os eventos de seu interesse a aplicativos de gerenciamento de agenda, como o Google Calendar. Outra mudança no site está na lógica de busca: ao procurar por um termo específico, o leitor encontra, em ordem cronológica, todo o conteúdo relacionado ao assunto publicado no portal, independentemente da seção em que a notícia, o artigo ou a coluna está localizado. As edições da revista Coletiva Tendências podem ser conferidas em versão digital.
A história por trás de Belo Monte
Os bastidores da reportagem multimídia que colocou 19 jornalistas da Folha entre os dez mais premiados do ano Em 15 de dezembro de 2013 ia à rede A batalha de Belo Monte. Com alto investimento e uma volumosa equipe, a reportagem era importante aposta da Folha de S.Paulo para a produção de uma reportagem multiplataforma, envolvendo jornal impresso, site e TV Folha. Durante 15 dias os enviados especiais Dimmi Amora, Lalo de Almeida, Marcelo Leite, Morris Kachani e Rodrigo Machado visitaram as obras da usina às margens do Rio Xingu, no Pará, e conheceram esta que será a terceira maior hidrelétrica do mundo e que desde a sua concepção tem gerado controvérsias. Nesse período, também analisaram o impacto da construção no município vizinho de Altamira e em comunidades ribeirinhas. “Ficou evidente que um só repórter, em poucos dias, não daria conta de abarcar todos os aspectos do empreendimento controverso, que enfrenta resistências desde os anos 1980”, explicou Marcelo na época da apresentação do projeto. “Planejou-se enviar quatro ou cinco jornalistas à área, em agosto (estação seca), por duas semanas. Uma decisão acertada. (…) Em paralelo, aprofundavam-se as pesquisas para produzir os infográficos sobre a intrincada engenharia da usina. (…) Altamira, rio acima, viu sua população aumentar pelo menos 40% em dois anos. ’Caos‘ é a palavra que mais se ouve – no trânsito, na violência, nas obras de saneamento que rasgam as ruas da noite para o dia. Isso para não falar do despreparo do poder público em mitigar os previsíveis impactos sociais do empreendimento. (…) Uma extensa reportagem, acompanhada de gráficos dinâmicos, vídeos e fotos para mostrar todas as facetas da maior obra em curso no País”. Na sede do jornal, outros 14 profissionais trabalharam entre pesquisa, produção e edição do material, que foi dividido em cinco capítulos: Obra, Ambiente, Sociedade, Povos indígenas e História. Integraram o time Rony Maltz (gravou imagens de vídeo no Rio), Eduardo Knapp (fotos e vídeos), Fábio Marra (editor de Arte), Mário Kanno (Coordenação de Arte), Pilker, Rubens Alencar e Lucas Zimmermann (Design e programação), Simon Ducroquet (Infografia, animação e Folhacóptero interativo), Douglas Lambert (Edição de vídeo), Demétrius Daffara (Pós-produção e motion graphics do Folhacóptero), Melina Cardoso (Narração), Marcelo Soares (Cronologia), Giuliana Miranda (repórter de Ciência, colaborou na pesquisa para produção de infográficos) e Michael Kepp (tradução do texto para o inglês). Conversamos com Sérgio Dávila, editor-executivo da Folha de S.Paulo, que falou sobre os investimentos da publicação em reportagens como a de Belo Monte. Portal dos Jornalistas – Como você analisa os resultados de A batalha de Belo Monte um ano após sua veiculação? Valeu a aposta? Sérgio Dávila – O resultado compensou o investimento, principalmente por mostrar ao leitor todas as possibilidades de uma boa narrativa jornalística em plataformas diversas. Investimentos assim devem se tornar a marca do jornalismo profissional, algo que o leitor só encontrará em sites noticiosos. Portal dos Jornalistas – Olhando para esses resultados é de se esperar que trabalhos como esse sejam tendência ou o atual momento do mercado jornalístico não permite isso? Sérgio – Eles já são tendência. Portal dos Jornalistas – O que podemos esperar para os próximos anos? Sérgio – Acho que o futuro reforçará o tripé do jornalismo profissional, que é formado por: 1. Informações exclusivas checadas e comprovadas – no cipoal de desinformações que toma as redes sociais, sites com informações confiáveis ganharão mais importância; 2. Curadoria – a internet é uma cacofonia informativa, onde tudo é manchete; neste ambiente, deve crescer o papel do jornalista na hierarquização editorial, com mandato do leitor; 3. Resumo, interpretação e análise – com mais atores disputando sua atenção, o leitor não tem tempo a perder, por isso tenderá a valorizar quem der a informação de seu interesse de maneira clara e contextualizada. Veja quem são os cem mais premiados jornalistas de 2014
Dimmi Amora ? No lugar certo e na hora certa
Para quem defende que o bom jornalista é aquele que está no lugar certo e na hora certa, o repórter da Folha de S.Paulo no Distrito Federal Dimmi Amora pode servir como um ótimo exemplo. Em mais um ano vitorioso para a publicação paulista, que em 2013 já havia recebido o título de veículo mais premiado do ano, Dimmi foi nome comum em três reportagens de impacto, que resultaram em diversos prêmios nacionais e internacionais. Na primeira, publicada ainda no ano passado, ao lado de Cátia Seabra, Flavio Ferreira e Julianna Sofia, ele ajudou a desvendar como funciona o cartel ferroviário brasileiro na reportagem Fora dos Trilhos. Com ela conquistou prêmios no próprio ano de 2013 – CNH de Jornalismo (categoria Jornal) e o Grande Prêmio CNT – e em 2014 – Folha de Jornalismo (categoria Reportagem) e SIP (Cobertura Noticiosa). “Foi um trabalho que surgiu após uma operação do Cade sobre as empresas do cartel”, explica Dimmi. “Nossa equipe conseguiu os primeiros documentos que revelavam a formação de preços por essas companhias nessa operação. Com extremo cuidado, trabalhamos para obter mais provas de que esse cartel beneficiava grupos políticos e essa informação só foi publicada quando tínhamos elementos suficientes para demonstrá-la”. Em 2014, veio o bicampeonato do Grande Prêmio CNT, desta vez com a reportagem Entupiu, mas pode melhorar, que discutiu os problemas de mobilidade em São Paulo após os protestos de junho de 2013. “Foi um trabalho que surgiu na editoria de Cotidiano e agregou alguns dos melhores profissionais de áreas diferentes do jornal, como saúde, engenharia etc., para falar sobre o impacto do transporte na vida das pessoas, com um resultado de alta qualidade”. No total, 15 profissionais participaram da produção do caderno especial. Mas o grande reconhecimento viria mesmo com um trabalho que levou dez meses para ficar pronto e envolveu 19 profissionais de diferentes editorias do jornal: o especial multimídia A batalha de Belo Monte, que já recebeu cinco prêmios, o que lhe está valendo o título de a mais premiada reportagem do ano. Foram eles os Grandes Prêmios Folha, Libero Badaró e CNI, e os internacionais SIP (Cobertura Multimídia) e Wash Media Awards (Água e Energia). “O projeto começou a ser desenhado um ano antes do trabalho de campo, sob a coordenação de Marcelo Leite e Vinicius Mota. Reunimos o maior número possível de informações e aí seguimos em cinco jornalistas para um período de quase quinze dias na cidade de Altamira (PA), com a missão de investigar os efeitos da construção. Toda a equipe mobilizada nesse projeto assumiu ainda o desafio de produzir uma grande reportagem nas diversas plataformas editoriais, o que acabou consumindo outros três meses de trabalho, resultando de fato em uma maneira revolucionária de comunicação jornalística”, assinala Dimmi. Nascido em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, Dimmi é formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e pós-graduado em Letras pela PUC-RJ. Começou a carreira no jornal ZM Notícias, em 1994. Passou por O Dia, onde foi repórter de Cidades e de Política, e O Globo. Desde 2010 é repórter da sucursal da Folha de S.Paulo em Brasília, e com a primeira posição no ranking de 2014 fecha com louvor um ano que marcou ainda o lançamento de seu segundo romance, intitulado Fora do Ar. Confira o pingue-pongue do Portal dos Jornalistas com o mais premiado jornalista brasileiro de 2014: Portal dos Jornalistas – Nos últimos anos tem sido possível perceber na Folha um movimento para produção de reportagens com time numeroso. Como funciona essa interação entre diferentes equipes? Dimmi Amora – O jornalismo da empresa vem-se direcionando para isso. A coordenação é um dos pontos fortes e, a partir do momento em que há a decisão de fazer determinado produto, o processo de produção ganha um fluxo que consegue agregar os melhores profissionais em cada área. Mas, antes de tudo, é preciso ter profissionais treinados e qualificados para realizar cada etapa, o que a empresa possui. Portal dos Jornalistas – Num cenário de equipes cada vez mais enxutas e repórteres se desdobrando para produzir o máximo de pautas no mínimo de tempo possível, ainda há espaço para produção de grandes reportagens multiplataforma como Belo Monte, que levou dez meses de produção e envolveu tantos profissionais? Dimmi – Será cada vez mais difícil se não encontrarmos um modelo econômico que sustente esse tipo de iniciativa. Por enquanto, o modelo está baseado nos anúncios em várias páginas impressas de jornal, concentrados em grandes companhias, o que vem cada vez mais se mostrando insustentável para o futuro. Acho que, de alguma forma, um novo modelo será criado. Torço para que ele seja rentável o suficiente para bancar esse tipo de inciativa, que custa caro, muito mais pelo custo humano do que pelo investimento na produção. Mas estamos num processo de transição e é difícil, para quem está nesse ponto, vislumbrar o que virá. Portal dos Jornalistas – Como você analisa o retorno que esse tipo de matéria traz às publicações? Dimmi – O que posso analisar é o retorno para a marca. O que testemunhei é que a empresa passa a ser percebida pelos leitores como uma companhia de excelência, pela qualidade do trabalho. Acho que esse aspecto é fundamental, visto que, não importa qual será o formato no futuro, o que sempre fica é a marca. Portal dos Jornalistas – Você acredita que resultados como esse ajudam de alguma forma a incentivar a direção dos jornais a apostar em grandes produções jornalísticas? Dimmi – Sem dúvida. Os prêmios ajudam a estabelecer um novo patamar de qualidade para o jornalismo e acredito que todos passam a querer superar esse patamar. Veja quem são os cem mais premiados jornalistas de 2014
José Hamilton Ribeiro, Líder Hors Concours dos Mais Premiados Jornalistas Brasileiros
Título é concedido pelo Conselho Consultivo do Ranking J&Cia, numa homenagem a um dos mais celebrados e respeitados jornalistas brasileiros
A trajetória profissional e as numerosas e celebradas conquistas do eterno repórter José Hamilton Ribeiro estarão a partir de agora eternizadas no Centro de Memória dos Prêmios de Jornalismo deste Jornalistas&Cia com a concessão simbólica a ele do título Líder Hors Concours dos Mais Premiados Jornalistas Brasileiros.
O título foi concedido com o apoio do Conselho Consultivo integrado por Ari Schneider, Audálio Dantas, Carlos Chaparro, Celso Kinjô, Fátima Turci, Francisco Ornellas, Junia Nogueira de Sá, Leão Serva, Luciano Martins Costa, Roseli Tardelli e Wilson Marini.
Profissional fora de série e permanente inspiração para as novas gerações, Zé Hamilton fez da atividade de repórter sua profissão de fé no jornalismo. São mais de 60 anos de carreira gastando sola de sapato nas ruas do Brasil e exterior, com raríssimas e curtas interrupções para atividades de chefia, que exerceu no interior paulista.
Há mais de 30 primaveras, dedica-se às reportagens no campo para o Globo Rural, programa dominical que ajudou a eternizar na mente dos brasileiros e que com suas reportagens vem há mais de três décadas mostrando as imensas e preciosas potencialidades de um Brasil rural moderno e progressista.
O Conselho Consultivo do Ranking entendeu que Zé Hamilton já não depende de novas conquistas para que continue a ser visto como líder, um exemplo para velhos e novos jornalistas por tudo o que já fez e continua a fazer pelo Jornalismo, nas redações e entidades associativas, e para o próprio País.
Certamente ele continuará a ser premiado e reconhecido, como aconteceu recentemente, ao receber o troféu de um dos dez mais admirados jornalistas brasileiros, concedido por Jornalistas&Cia, numa eleição em dois turnos de votação pelos profissionais de comunicação corporativa. Outros virão, com certeza, para ampliar a sua já vasta galeria de prêmios.
Mas, independentemente deles, Zé Hamilton a partir de agora é o Líder Hors Concours dos Mais Premiados Jornalistas Brasileiros de Todos os Tempos.
José Hamilton Ribeiro e Miriam Leitão empatam na liderança de todos os tempos
Os números falam por si: 4ª jornalista mais premiada em 2011, 1ª em 2012, 7ª em 2013 e 6ª nesta edição. Nesse ritmo era questão de tempo Miriam Leitão chegar à liderança dos mais premiados jornalistas brasileiros. E a conquista não poderia ser mais emblemática e honrosa, pois ela divide o posto com José Hamilton Ribeiro, líder em duas das três edições anteriores. Com os quatro prêmios conquistados em 2014: dois Comunique-se (da qual ela é recordista ao lado de Ricardo Boechat, com nove prêmios), um Troféu Mulher Imprensa e um Personalidade da Comunicação, Miriam somou mais 135 pontos, exatamente a diferença que a separava do topo do ranking, com 965 pontos. Fora do dia a dia das redações desde sua saída de Época, em setembro de 2013, mas na ativa com seu blog Desacontecimentos e envolvida em projetos literários, Eliane Brum completa o pódio na 3ª posição, com 885 pontos. Do 4º ao 10º lugar, poucas mudanças em relação ao ano passado. Caco Barcellos e Mauri König seguem na 4ª e 5ª posições, com 805 e 740 pontos, respectivamente. Com a conquista do Embratel/Claro (categoria Jornal), pela série 50 anos do Golpe Militar, João Antônio Barros ganhou uma posição e termina em 6º lugar, com 717,5 pontos. Em seguida aparecem Cid Martins (7º – 702,5 pontos), Carlos Wagner (8º – 660 pontos), Giovani Grizotti (9º – 647,5 pontos) e fechando os Top 10 um estreante: com os 205 pontos conquistados neste ano, Dimmi Amora saltou da 29ª posição em 2013 para a 10ª neste ano, com 560 pontos. O ranking segue ainda com Marcelo Canellas (11º – 557,5), Clóvis Rossi (12º – 550 pontos), Fernando Rodrigues (13º – 515 pontos), Gilberto Dimenstein (14º – 510 pontos), Humberto Trezzi e Mônica Bergamo (15º – 492,5 pontos), Nilson Mariano (17º –465 pontos), Juca Kfouri (18º – 412,5 pontos), Ricardo Boechat e Sérgio Ramalho (19º –402,5 pontos). Veja quem são os 200 jornalistas mais premiados de todos os tempos








