Foram dispensados 25 profissionais, mais 18 que pediram para sair O jornal carioca O Dia demitiu nesta 5ª.feira (13/8) 25 de seus profissionais. Além deles, outros 18 negociaram suas saídas com a empresa nos últimos dias. O Portal dos Jornalistas apurou que entre os que deixaram o jornal a pedido estão a editora-executiva Karla Rondon Prado; o editor de Economia Marco Aurélio Reis (substituído pelo sub Max Leone); no Caderno D, a subeditora Kamille Viola e o repórter especial Leandro Souto Maior; o editor de País Nelson Moreira; na editoria Rio, a repórter especial Hilka Telles e as repórteres Juliana Dal Piva, Angélica Fernandes e Christina Nascimento; na Política, o repórter Nonato Viegas; a editora de Saúde e Mundo Fernanda Portugal e a repórter Beatriz Salomão. O editor-chefe Aziz Filho não se pronunciou oficialmente, mas deve fazer isso depois que todos os que se desligarem tiverem sido comunicados. Confirmou, porém, que o caderno Automania não será descontinuado, como alguns veículos especializados divulgaram.
Gazeta do Povo demite 11 da Redação
A Gazeta do Povo, de Curitiba, demitiu 11 jornalistas nesta 4ª.feira (12/8). Na lista está o repórter especial Mauri König. Além dos jornalistas, também foram cortados profissionais ligados ao Sindicato dos Gráficos. Segundo fonte do Portal dos Jornalistas, um alerta já havia sido dado pela empresa no ano passado, dando conta de que, para não haver novos cortes, seria necessário atingir metas de faturamento. “O que não aconteceu, embora a audiência digital esteja nadando de braçada”, disse a fonte. O Sindicato dos Jornalistas do Paraná manifestou-se sobre as demissões: “O Sindijor condena, veementemente, demissões como modelo de gestão para combater qualquer crise, ignorando o fato de que não se faz jornalismo sem jornalistas”. A entidade, inclusive, já agendou reunião com os demitidos para a 3ª.feira (18/8), e deve marcar um encontro com representantes da empresa para a próxima semana. A saída de König Repórter do jornal desde 2002, o premiado Mauri König é reconhecido por suas reportagens investigativas, de fôlego. Em dezembro de 2012, foi ameaçado de morte, com Felippe Aníbal, Diego Ribeiro e Albari Rosa, em razão de reportagens que fez denunciando corrupção na Polícia Civil do Paraná. Teve que passar dois meses fora do País. Antes da GP teve passagens por Jornal de Foz, Folha de Londrina, Rádio Bandeirantes, Estadão, Gazeta Mercantil e O Estado do Paraná, entre outros. É autor de Narrativas de um correspondente de rua (Pós-Escrito, 2008) e ganhador de dois Esso, dois Embratel, três Vladimir Herzog, três Lorenzo Natali, um Direitos Humanos de Jornalismo, da SIP, um International Freedom Press Awards, do CPJ, e um Maria Moors Cabot. É diretor da Abraji. Mauri disse ao Portal dos Jornalistas ter sido pego de surpresa com a notícia, em função do tempo de casa e do tipo de atividade que exercia, mas que é um direito da empresa dispor do seu cargo. Os contatos pessoais dele são [email protected] e 41-9519-2345. O Portal dos Jornalistas também confirmou as saídas dos editores José Marcos Lopes, João Rodrigo Maroni e Diogo Costa Marques (vídeo), e dos repórteres Aline Peres, Brunno Covello e Jocelaine Santos, além de dois diagramadores. A nota da empresa Em comunicado, a Gazeta do Povo justificou os cortes afirmando que “o País atravessa uma crise econômica e um dos setores atingidos é o da Comunicação. A mídia impressa é a que tem sentido mais os efeitos. Ao mesmo tempo em que a audiência é crescente, a receita dos jornais não aumenta proporcionalmente. Esse desequilíbrio obriga as empresas a promover ajustes em sua estrutura. Devido a este cenário, a Gazeta do Povo faz uma readequação tanto em sua operação quanto em equipes e projetos”.
Mais cortes na Abril
A Editora Abril encerrou a versão digital da revista Info, o que, segundo o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, levou ao corte de dez funcionários: cinco jornalistas, três da área de TI e dois estagiários. Em dezembro passado, a editora já havia anunciado o encerramento da versão impressa a partir de fevereiro de 2015, quando lançou a versão digital. Vale lembrar que em julho a Justiça do Trabalho proibiu a Abril de realizar demissões em massa, limitando a dispensa de jornalistas a 12 por mês. Na ação, motivada pelos fortes rumores de que a empresa preparava um novo corte, o desembargador Wilson Fernandes também limitou a 22 as demissões de outros funcionários. Em nota, o Sindicato dos Jornalistas protestou contra os novos cortes, afirmando que a entidade continua em litígio judicial com a empresa, procurando conter as dispensas. A próxima audiência está marcada para 3ª.feira (18/8). Segundo comunicado interno da Abril, que não se pronunciou oficialmente sobre as demissões, Exame.com passa a gerir o conteúdo da marca Info: “A partir deste mês de agosto, a marca INFO é incorporada ao site Exame.com, que reforça em seu conteúdo os temas de tecnologia e cultura digital. Também migra para esse canal o Infolab, laboratório de testes de equipamentos eletrônicos e aplicativos da INFO”.
Pesquisa aponta que jornais impressos e internet são as principais fontes de parlamentares
A FSB divulgou nesta semana os resultados da pesquisa Mídia e Política 2015. O levantamento, que vem sendo realizado anualmente desde 2008, reúne os principais hábitos de informação entre os parlamentares brasileiros. Nesta edição, foram entrevistados 229 deputados federais de 22 partidos nos dias 10 e 11 de março. Os congressistas foram indagados, entre outros pontos, a respeito dos jornais, revistas, sites, telejornais e rádios preferidos e que mais acompanham, se percebiam algum tipo de viés da mídia no País e qual o uso que fazem das redes sociais para acompanhar notícias e interagir com o eleitor. Dentre os principais destaques, o levantamento apontou ampla vantagem dos jornais impressos (50%) e internet (37%) como as principais fontes de informação para os congressistas. As duas mídias foram seguidas de longe pelos telejornais (8%), rádios (2%) e revistas (1%). Nas respostas espontâneas, com até três citações, a Folha de S.Paulo obteve o melhor resultado entre os jornais impressos, sendo lembrada por 74% dos entrevistados. O Globo, com 35%, e Estadão, com 32%, apareceram respectivamente nas 2ª e 3ª posições. Pela primeira vez desde o lançamento da pesquisa, o G1 ultrapassou o UOL como site de notícias mais visitado, com 49% contra 47%.
Não tá fácil: passaralho de um lado, pistolagem do outro
Desde 2012, o Brasil perdeu cerca de 1.100 vagas de jornalistas. Na média, mais de uma por dia. Só este ano já somam 419 as vagas cortadas do mercado – ou seja, demissões sem reposições, estas relativamente comuns até quatro, cinco anos atrás. Os dados foram atualizados pelo Volt Data Lab junto a 53 empresas de comunicação em todo o País e incluem os cortes do Terra na última semana. A primeira versão do estudo foi publicada em julho, e dava conta de 1.084 vagas cortadas. A Volt também divulgou nesta 2ª.feira (10/8) um levantamento sobre o número de mortes de jornalistas no País nos últimos anos. Com o título Quer profissão perigosa? Seja radialista em uma cidade pequena no Brasil – Mapa dos assassinatos de jornalistas no País, o levantamento chama atenção para o elevadíssimo percentual de radialistas mortos: são de rádio 13 dos 29 profissionais de comunicação assassinados desde 2002 por causa do exercício de sua profissão. “O rádio tem uma ligação forte com as pessoas. Não só o aparelho custa barato, mas também o locutor conversa com você, atende seus telefonemas ao vivo, reclama daquilo que você está insatisfeito”, diz trecho do texto, confirmando a relação de amizade entre rádio e ouvinte (também apontada pelo estudo Antropomedia, do Ibope). O ensejo para esse novo levantamento da Volt foi o assassinato do radialista Gleydson Carvalho, em Camocim, Ceará. Carvalho levou dois tiros enquanto apresentava seu programa na rádio Liberdade, na tarde de 6 de agosto. A polícia ainda investiga o caso, que, claro, tem contornos de crime encomendado.
Ibope Media apresenta o estudo Antropomedia
Para compreender os novos rumos da comunicação, é necessário buscar referências no cotidiano dos consumidores contemporâneos. Baseado nisso, o Ibope Media apresenta infográfico e artigo de Juliana Sawaia, diretora de Learning & Insights do instituto, sobre o estudo Antropomedia – o cenário de mídia sob uma perspectiva antropológica. No material, há reflexões sobre consumo, interação e significância dos meios na vida das pessoas. A partir de premissas etnográficas e antropológicas, o projeto procurou desvendar os hábitos e as novas experiências midiáticas em 10 países da América Latina. Foram mais de 60 casas visitadas e 110 horas de diálogo com homens e mulheres de todas as classes sociais, consolidados em um relato da observação e da vivência combinado com as informações oferecidas regularmente pelo Ibope. Publicidade – O Ibope Media também apresentou nesta semana um infográfico sobre os investimentos publicitários realizados na primeira metade deste ano. De acordo com dados do instituto, a partir de pesquisa regular de monitoramento dos investimentos nos principais meios de comunicação e mercados do País, foram investidos neste período R$ 60,1 bilhões em mídia, valor superior em 0,8% em relação ao aferido nos seis primeiros meses de 2014.
Sandro Rego começa no Banco Safra
Sandro Rego já está de trabalho novo. Depois de ter passado por siderurgia (CSN, oito anos), agronegócio (Bunge, dois anos) e cosméticos/varejo (Grupo Boticário, dez anos, em duas passagens), vai agora atuar no segmento financeiro. Ele começou na última semana no Banco Safra, como superintendente Geral de Comunicação Corporativa. Na função, passa a responder por toda a comunicação externa e interna da instituição. De volta a São Paulo dez anos depois de sua saída da CSN, morou, nesse período, em Santa Catarina e Paraná. Em maio último, ainda no Boticário, foi duplamente homenageado no Prêmio Top Mega Brasil, no encerramento do 18º Congresso Brasileiro de Comunicação Corporativa: eleito por jornalistas e profissionais de comunicação de todo o País, ficou em 3º lugar no Top10 Nacional e entre os Top5 da Região Sul.
UOL faz upgrade de sua rádio
Rodrigo Flores situa o conteúdo editorial no contexto musical Por Cristina Vaz de Carvalho, editora de J&Cia O UOL anunciou uma parceria com a plataforma de áudio francesa Deezer para ampliar o conteúdo musical gratuito que oferece. A Rádio UOL passa a se chamar UOL Música Deezer e a exigir um cadastro do usuário. São mais de 35 milhões de faixas musicais de diversos estilos, com audição grátis e ilimitada em desktops e laptops, permitindo compartilhamento nas redes sociais. Na versão Premium, que é paga, o usuário pode acioná-la também por celular e tablet, sem interferência de publicidade, mesmo estando offline. Segundo dados da Omniture – fornecedora de ferramentas para análise de websites –, o UOL é a maior empresa brasileira de conteúdo, produtos e serviços de internet, com mais de 7,4 bilhões de páginas vistas por mês e cuja homepage recebe mais de 50 milhões de visitantes únicos mensais. Em 2014, foi considerado pelo site Alexa – serviço para medir audiência pertencente à Amazon – o quinto site mais visitado da internet no Brasil. Detém uma plataforma abrangente de produtos e serviços nas áreas de publicidade, mobile, pagamento eletrônico, hospedagem diferenciada para empresas de qualquer porte, cursos e segurança. Além da produção própria de conteúdo, que conta com cerca de 200 profissionais, e mais o da Folha de S.Paulo, o UOL tem acordos também com Band, canais Discovery, ESPN, RedeTV e a Jovem Pan. Quem falou a J&Cia sobre as características do novo negócio foi Rodrigo Flores. Paulistano, 38 anos, Flores é jornalista formado pela USP e pós-graduado em Política Estratégica na mesma universidade, com MBA em Gestão Empresarial pela FGV. Ainda na faculdade, passou por revistas e jornais regionais e, em 1999, fez sua entrada na grande mídia – o UOL, que iniciara as operações três anos antes. Desde 2011 é diretor de Conteúdo do portal. Jornalistas&Cia – O que significa exatamente essa parceria? Rodrigo Flores – Estamos renomeando a Rádio UOL, que continua existindo, e reestruturando nosso serviço gratuito de música. Antes, fazíamos negociações com as gravadoras por conta própria, e nosso acervo chegava a centenas de milhares de faixas. Com esse acordo, passamos para 35 milhões. Uma enorme diferença. J&Cia – E para o UOL, em termos operacionais? Rodrigo – A equipe é a mesma da Rádio UOL. A que produz podcasts editoriais e temáticos, playlists editoriais, não necessariamente musicais. Para nossa equipe editorial, a diferença é ter muito mais produtos para compor esse conteúdo. Não se jogam 35 milhões de músicas sem curadoria, e assim, tentamos agregar valor editorial, uma interferência editorial. Para quem quiser, é claro… O usuário pode apenas ouvir música. J&Cia – A nova plataforma terá conteúdo exclusivo, entrevistas. Em que isso se diferencia do noticiário permanente do UOL? Rodrigo – Há um projeto de gravações originais e releituras de algumas faixas, pois teremos acesso a todas as músicas do mundo. O UOL continua cobrindo notícias numa boa, como sempre fez. Em um segundo momento, vamos agregar isso a todo o conteúdo musical do UOL. Hoje, temos um produto que toca e outro que escreve notícias. Enquanto você ouve Madonna, vai poder ler notícias sobre Madonna – vamos criar sinergia de temas. J&Cia – A equipe é a mesma ou houve remanejamento? Haverá contratações? Rodrigo – Mantemos a mesma equipe, de quatro pessoas, da Rádio UOL, mais os convidados. O conteúdo tende a aumentar em todas as áreas, mas seria prematuro prever isso agora. Nesses 15 anos, a Rádio UOL foi pioneira em levar músicas grátis para o Brasil. Com esse acordo com a Deezer, não só mantém o compromisso como tem a certeza de levar uma experiência melhor para o internauta.
Person deve anunciar venda de The Economist esta semana
O anúncio de venda da revista The Economist deve acontecer ainda nesta semana, segundo o Meio & Mensagem. O Grupo Pearson, detentor de 50% das ações da empresa que edita a revista, já teria fechado negócio com o Exor, fundo de investimentos da família Agnelli, dona da Fiat. O volume de ações negociadas dá direito a nomear seis dos 13 diretores do grupo, que inclui ainda o serviço de informação financeira Economist Intelligence Unit. Para que o acordo seja concretizado, é necessário o aval dos quatro curadores do Economist Group, que têm como dever proteger a independência da revista. A venda das ações já havia sido tentada com a Hearst Corporation, dona da Marie Claire, mas não avançou. Após a venda do Financial Times no mês passado e as negociações de The Economist, a Pearson deve focar seus esforços integralmente nos negócios de educação. Enquanto isso… Em São Paulo, The Economist lança uma campanha de marketing experiencial desenvolvida para promover o engajamento da população da cidade com o conteúdo editorial da revista e alavancar assinaturas: oferece gratuitamente durante esta semana o Kopi Luwak, considerado o café mais caro do mundo (que tem um porém: é produzido a partir de grãos ingeridos, digeridos e excretados pela civeta, um mamífero encontrado na Ásia). A responsável pela ação é a agência Momentum Worldwide. O carrinho de café da The Economist passará pelos seguintes edifícios comerciais da CCP no centro financeiro de São Paulo: Faria Lima Financial Center, JK 1455 e JK Financial Center, até esta 6ª.feira (14/10).
Felipe Machado assume Novos Negócios da Porta Voz e lança primeiro álbum solo
Dividir as profissões de jornalista e músico nunca foi novidade para Felipe Machado. Antes mesmo de se formar em Comunicação Social pela Cásper Líbero, em 1993, tinha já uma sólida carreira como guitarrista da banda de metal Viper. Agora, depois de dois anos intensos em ambas as profissões – período em que, no jornalismo, foi chefe de Reportagem do R7 e trabalhou na campanha do candidato à Presidência da República Aécio Neves, e na área musical participou de mais uma turnê de retorno do Viper, com direito a show no Rock in Rio –, ele anuncia novidades, nas duas áreas. Após produzir no começo do ano o livro Histórias que inspiram para o Mercado Livre, empresa que compõe a carteira de clientes da Porta Voz, ele está de volta à agência, onde assume o posto de diretor de Novos Negócios. “Além de prospectar novos clientes, ficarei responsável por implantar novos processos digitais para a agência e seus atuais clientes”, explica o agora executivo. Do lado musical, a novidade é o lançamento do álbum FM Solo, primeiro de sua carreira fora do Viper. “É um estilo totalmente diferente do que eu estava acostumado a fazer”, explica. “Enquanto banda é uma soma das influências de seus integrantes, em um trabalho solo você é livre para experimentar e explorar suas influências”. O álbum também marca a estreia dele no vocal. As dez músicas (sete originais e três versões) foram compostas em inglês, mantendo nesse quesito a talvez principal característica da época do Viper. O trabalho leva o selo da WikiMetal e da FM Labs, nova produtora cultural também criada por Felipe. Além de produzir seus trabalhos musicais e literários, ela estará aberta a outros artistas. O lançamento do disco será no Na Mata Café (rua da Mata, 70), em São Paulo, em 10/9, a partir das 22 horas.







