O Dia, em recuperação judicial, concorda em pagar a metade do que deve aos ex-funcionários

Os ex-funcionários da Editora O Dia aprovaram em 14/9 um plano de recuperação judicial apresentado pela empresa em Assembleia Geral de Credores. Por ele, serão pagos 50% do valor acordado inicialmente, em 12 parcelas mensais. Após mais de dois anos de espera, os profissionais preferiram receber a metade do que nada receber.

O Sindicato dos Jornalistas do Município, representado pelos diretores Márcio Leal e Felipe Martins, apresentou outra proposta, melhor para os jornalistas, mas o jornal mostrou-se intransigente. A proposta da entidade, com o advogado Walter Monteiro, era aumentar de 50% para 70% do valor inicialmente acordado, com as primeiras seis parcelas iguais, de maneira a que os credores de menor valor recebessem mais rapidamente. A proposta fora montada em reunião online dos ex-funcionários credores, mas a Editora alegou que alterar seu plano de recuperação poderia provocar reclamações dos credores que não participaram da assembleia. Mesmo o Sindicato refutando que a alegação da empresa era infundada, pois nenhum credor sairia perdendo, a Editora recusou-se a considerar a proposta. Assim, na votação, a entidade optou por abster-se.

O plano de recuperação judicial foi aprovado com 252 votos a favor, apenas seis contra e 17 abstenções. Um dos votos contrários à aprovação foi o do Banco Comercial Português (BCP), credor de alta quantia, e que pede a inclusão no plano de recuperação como classe hipotecária, como garantia do que tem a receber. A demanda do banco depende ainda de decisão judicial, o que não afeta o valor a receber pelos trabalhadores. A aprovação do plano segue agora para homologação. Ainda há a possibilidade de algum credor insatisfeito com a decisão entrar com recurso.

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