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sábado, maio 25, 2024

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Diretora da CBN faz nova incursão na literatura infantil

Diretora de Jornalismo da CBN, Mariza Tavares, conhecida executiva de imprensa, mostra pela segunda vez sua faceta de vovó contadora de histórias. Inspirada no netinho Gabriel, lança O medo que mora embaixo da cama, pela Globinho. A primeira experiência no gênero foi com O sofá que engoliu as crianças, lançado em meados do ano passado pela mesma editora. Além deles, também fora do óbvio, nasceram as coletâneas de poesia Fio (Jaboticaba, 2006) e Privação de sentidos (7Letras, 2008). Ao Portal dos Jornalistas, Mariza contou mais sobre suas aventuras no universo infantil: Portal dos Jornalistas – De onde veio a inspiração para escrever duas obras para crianças e com uma diferença tão pequena de tempo? Mariza Tavares – Na verdade, uma história puxa a outra. Quando se mergulha no universo infantil, a atenção fica mais aguçada para temas e questões que mobilizam os pequenos. Quando entreguei os originais do primeiro livro, O sofá que engoliu as crianças, já estava trabalhando no segundo. E tenho um terceiro pronto: desta vez, infanto-juvenil, em parceria com meu marido, o escritor José Godoy. Portanto, não pretendo parar tão cedo. Portal dos Jornalistas – Como se deu a parceria com a ilustradora Nina Millen, que também ilustrou sua primeira obra? Mariza – Por uma feliz coincidência. Estava num concerto, no Teatro Municipal do Rio, e encontrei a mãe de Nina, Manya Millen, que é editora do Prosa, caderno de Literatura de O Globo. Conversando sobre filhos, ela me disse que Nina havia acabado de se formar em desenho industrial e queria trabalhar na área editorial. Bastou um encontro para descobrir que ela era um talento e seria capaz de traduzir em imagens o que eu havia escrito. Nina vai longe! Portal dos Jornalistas – Qual é a principal dificuldade de escrever livro para o público infantil? Mariza – Uma vez, há muitos anos, eu entrevistava o músico Erasmo Carlos e ele disse uma frase que nunca saiu da minha cabeça: “Se o simples fosse fácil de fazer, já teriam inventado um outro ‘Parabéns pra você'”. O texto para crianças tem que ser simples, mas isso não quer dizer pobre. O encadeamento tem que fazer sentido, a narrativa tem que ser envolvente. São leitores muito críticos, atentos a falhas na história. Portal dos Jornalistas – E qual é a grande recompensa? Mariza Tavares – Lancei o primeiro livro no Salão da FNLIF (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil) e farei o mesmo com o segundo. Além disso, fui a algumas escolas, e não há coisa melhor do que ver aquelas carinhas embarcando na aventura literária. Portal dos Jornalistas – A literatura infantil influencia de alguma forma seus textos jornalísticos? Mariza Tavares – Eu trabalho na direção executiva de um veículo, que é a CBN, e não estou diretamente envolvida na produção de textos, mas os assuntos ligados à infância e adolescência sempre me interessaram muito.    Leia mais: + O Ato e o Fato, de Cony, ganha releitura  + Eliane Brum lança Meus desacontecimentos + Carlos Marchi começa a escrever Castelinho, jornalista do Brasil

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