Definidos os finalistas do Prêmio Livro-Reportagem Amazon

Obra vencedora ganhará um contrato para publicação da versão impressa pela Editora Record e o autor receberá um prêmio em dinheiro no valor de R$10.000

 

A Amazon.com.br, o Jornalistas&Cia e a Editora Record anunciam hoje os finalistas do Prêmio Livro-Reportagem Amazon. Por haver empate nas obras, quatro finalistas, ao invés de três inicialmente previstos, foram escolhidos: Campeões da Raça: Os Heróis Negros da Copa de 1958, por Fábio Mendes; Jornal da Tarde: Uma Ousadia que Reinventou a Imprensa Brasileira, por Ferdinando Casagrande; O Infiltrado: Um repórter dentro da polícia que mais mata e mais morre no Brasil, por Raphael Gomide; e O Mário do rádio, por Tatiana Lanzelotti.

Avaliados em critérios como originalidade, atualidade e relevância do tema, veracidade e profundidade dos fatos e de dados levantados, diversidade e relevância das fontes consultadas, qualidade literária e viabilidade comercial, os finalistas passaram por um júri especial, incluindo nomes como Carlos Andreazza, editor executivo de não-ficção e literatura brasileira da Editora Record e o renomado jornalista Eduardo Ribeiro, diretor do Jornalistas&Cia.

Entre 20 de junho e 31 de outubro, mais de 160 livros-reportagem foram publicados no KDP, ferramenta de autopublicação da Amazon, para participar da premiação. Dentre eles, 84 também estão concorrendo ao Destaque Universitário, voltado para estudantes ou recém-formados. Todas as obras inscritas foram cuidadosamente analisadas por uma banca de jurados qualificados e escolhidos pelo Jornalistas&Cia, pela Editora Record e a Amazon.

O vencedor, que será divulgado em fevereiro, terá oportunidade de fechar uma parceria com a Editora Record para a publicação da versão impressa do livro e receberá um prêmio de R$10.000 em dinheiro. Além disso, em fevereiro também será anunciado o vencedor do Destaque Universitário, que receberá um prêmio em dinheiro no valor de R$5.000.

 

Confira as obras finalistas:

Em 1958, o Brasil conquistou pela primeira vez a Copa do Mundo, revelando uma geração de jogadores excepcionais como Pelé, Garrincha, Didi e Djalma Santos. No entanto, para chegar à glória, esses jogadores tiveram de enfrentar não apenas as adversidades comuns ao esporte, mas também o intenso preconceito racial que vigorava no futebol brasileiro de então. “Campeões da Raça” traz detalhes dessa história. O livro é um documento fundamental para entender o Brasil e o futebol.

 

 

 

 

Final dos anos 1960. O mundo se transformava em alta velocidade. Liberdade, a palavra de ordem, ganhava novos significados. Todas essas mudanças eram retratadas de maneira singular por um jornal paulistano nascido no ventre de uma das empresas jornalísticas mais tradicionais do Brasil. Feito por talentosos jovens na casa dos 20 e poucos anos, o Jornal da Tarde rompia com todos os conceitos do que se conhecia por jornal. Foi uma ousadia – e a imprensa brasileira nunca mais seria a mesma. Neste livro, o jornalista Ferdinando Casagrande resgata a história da publicação que encantou pelo menos duas gerações de leitores antes de ser encerrada, em 2012, mais uma vítima da crise global que atinge os jornais e revistas impressos em plena era digital.

 

O premiado repórter Raphael Gomide foi recruta por um mês na PM do Rio de Janeiro para entender por que é a polícia que mais mata e mais morre no Brasil. O resultado desse trabalho investigativo de fôlego é este corajoso livro-reportagem. O autor fez um mergulho no coração da PM, o Curso de Formação de Soldados, para descobrir como pensam os policiais do Rio.
Descobriu que a violência é naturalizada no discurso dos policiais e dos alunos. No treinamento, ouviu instrutores ensinarem a forjar cena de crime para alegar legítima defesa. O livro revela também que os PMs do Rio vivem com medo e em uma relação de ressentimento com a sociedade, que acreditam não reconhecer sua dedicação.

 

 

Mário Lago foi um dos maiores artistas brasileiros do século 20. Figurou em novelas e filmes, escreveu clássicos de nossas músicas e militou como poucos na política, sempre defendendo a liberdade. Mas sua trajetória no rádio ainda é pouco conhecida. Mário começou como radioator, depois escreveu, dirigiu e produziu para as grandes emissoras da era de ouro do rádio brasileiro. Era um profissional respeitado e querido, que deixou sua marca inclusive na luta pelo reconhecimento da profissão dos radialistas. Essa e muitas outras histórias desse artista genial são contadas no livro O Mário do Rádio.

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