Canal esportivo reivindica marca NSC

Jornalista e empresário paulista diz que é dono da marca. Grupo catarinense não comenta o caso

 

O Grupo NC, que adquiriu as operações da RBS em Santa Catarina, anunciou em 16/5 a adoção do nome NSC como futura marca de suas emissoras no Estado. A data exata da transição, última etapa de um processo iniciado em março de 2016, ainda não foi definida, porém o grupo pode vir a enfrentar problemas na Justiça por causa do novo nome, definido a partir de consulta popular.

O jornalista e empresário Octávio Muniz e sua esposa e sócia Ana Christina Wense, também jornalista, reivindicam a propriedade da sigla, que por sete anos foi utilizada como nome fantasia do National Sports Channel Canal Esportivo Ltda. A emissora, que era especializada em esportes nacionais e regionais brasileiros, funcionou entre 2003 e 2007 na operadora TecSat e até 2010 na internet, sempre adotando a sigla NSC.

“Apesar de não estar operando, a empresa segue ativa na Receita Federal, uma vez que ainda tenho esperança de voltar ao ar com o projeto”, comenta Octávio, atualmente âncora esportivo na Tropical FM, de São Paulo, e narrador da Rede Record. “Recentemente inclusive, recebi algumas sondagens para retomar com o canal, mas as negociações infelizmente não evoluíram”.

O empresário explica, porém, que nunca se preocupou em fazer o registro da sigla NSC no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Apesar disso, acredita que o fato de a empresa nunca ter deixado de existir oficialmente, e de sempre ter utilizado a sigla é razão suficiente para comprovar a propriedade do nome.

 

 

“Sempre fomos chamados e conhecidos dessa maneira, inclusive em Santa Catarina, onde chegamos a ter exclusividade na transmissão do campeonato catarinense para fora do Estado”, relembra. “Logo que se ventilou o novo nome da RBS, muitos fãs do canal que moram em Santa Catarina nos alertaram sobre a possibilidade de o nosso nome ser utilizado como nova marca da RBS TV”.

Ele afirma que em nenhum momento foi procurado pelo grupo, ou pelas consultorias Interbrand e Exit, responsáveis pela criação dos nomes e pela campanha de votação. “Vou deixar isso agora nas mãos do meu advogado, que me orientará sobre os próximos passos que deveremos tomar. O que não entendo é como um trabalho de pesquisa, que imagino deva ter sido feito por essas consultorias, não encontrou nenhuma referência ao nosso canal”.

Procurada, a assessoria de imprensa do grupo catarinense informou que a empresa já estava ciente da questão, mas que não iria se pronunciar sobre ela.

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