A Gênero e Número, iniciativa de jornalismo de dados, comemora nesta segunda-feira (10/8) uma década de existência. O projeto, fundado em 2016 por Giulliana Bianconi, Natália Mazotte e Maria Lutterbach, tem como principal objetivo enfrentar a falta de dados sobre as desigualdades de gênero, raça, e direitos como um todo no Brasil e na América Latina. Nos últimos dez anos, a iniciativa produziu pesquisas, desenvolveu tecnologias, capacitou profissionais, fortaleceu organizações e transformou dados e evidências em instrumentos de comunicação, participação e incidência política.
“Nascemos de uma pergunta simples, mas fundamental: quem fica invisível quando os dados não contam toda a história?”, escreveu a Gênero e Número em texto sobre seus dez anos. “Descobrimos que os dados não são apenas números. Eles revelam quem é contado e quem permanece invisível. Expõem desigualdades, mas também apontam caminhos para enfrentá-las. Quando produzidos e interpretados com responsabilidade, tornam-se uma ferramenta para fortalecer direitos, qualificar o debate público e ampliar a democracia”.
Em celebração ao marco de dez anos, a Gênero e Número publicou um manifesto no qual reflete sobre o trabalho realizado ao longo da última década, e cita os planos para o futuro: “Seguiremos produzindo jornalismo de dados, pesquisas, tecnologias e formações que fortaleçam a democracia, ampliem direitos e contribuam para que decisões públicas sejam construídas com evidências e compromisso com a justiça social. Seguiremos defendendo que todas as pessoas tenham também o direito de existir nos dados, porque ainda existem muitas histórias que precisam ser contadas”.
Algumas iniciativas da Gênero e Número incluem o Mapa Nacional da Violência de Gênero, que reúne dados e a aplicação de políticas públicas no combate à violência; o Radar Antigênero, que mostra como a desinformação impacta a democracia; o estudo Da Marcha ao Bem Viver, sobre a realidade das mulheres negras no Brasil; e o labGn, projeto que reúne pesquisa aplicada, formação e comunicação estratégica.
Atualmente, a Gênero e Número é tocada por Vitória Régia da Silva, diretora executiva; Adriana Constantin, gerente administrativo-financeira; Lara Martins, coordenadora de desenvolvimento institucional; Victória Sacagami, coordenadora de design e inovação; Bruna de Lara, coordenadora de jornalismo e distribuição; Gabriela Costa, coordenadora de pesquisa e dados; Miriã Damasceno, assistente de comunicação; e Carlos Carneiro, designer de informação.
Leia o manifesto da Gênero e Número na íntegra aqui. E contribua para o trabalho do projeto aqui.









