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domingo, janeiro 23, 2022

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Zuenir Ventura é eleito para ABL

A Academia Brasileira de Letras indicou Zuenir Ventura para ocupar a cadeira 32, sucedendo a Ariano Suassuna. Ele obteve 35 votos, entre os 37 votantes, e o resultado foi divulgado em 30 de outubro. “Zuenir é querido por sua dedicação, lucidez e argúcia com que acompanha a vida social e econômica do Brasil. A Academia está muito contente em recebê-lo”, disse o presidente da entidade Geraldo Holanda Cavalcanti. A posse deve ocorrer em 2015. Apesar de ter sido convidado a pleitear uma vaga em ocasiões anteriores, Zuenir sempre se recusou para não concorrer com pessoas amigas, e só decidiu-se aos 83 anos: “Sempre que um amigo meu se candidatava a uma vaga, aberta, eu cedia a vez. Achava que era a hora deles. Agora, achei que este seria o meu momento”. Mineiro de Além Paraíba, é bacharel e licenciado em Letras Neolatinas. Ingressou em O Globo como arquivista, em 1956. Nos anos 1960, estudou no Centro de Formação dos Jornalistas de Paris. Na volta, foi editor de Internacional no Correio da Manhã, diretor de Redação da revista Fatos & Fotos, chefe de Reportagem da revista O Cruzeiro, editor-chefe da sucursal Rio da revista Visão. Realizou para a Editora Abril uma série de 12 reportagens sobre Os anos 60 – A década que mudou tudo, posteriormente transformada em livro. Esteve ainda na Veja, como chefe de Redação da sucursal do Rio; na IstoÉ, como diretor da sucursal; e no Jornal do Brasil, convidado para reformular a revista Domingo. Em outra área do JB, a série de reportagens O Acre de Chico Mendes lhe rendeu o Esso e o Vladimir Herzog de 1989. Zuenir é hoje colunista de O Globo. Em 1988, lançou o livro 1968 – O ano que não terminou, que inspirou a minissérie Os anos rebeldes, na TV Globo, e cujas 48 edições já venderam mais de 400 mil exemplares. Publicou ainda O Rio de J. Carlos; Inveja – Mal secreto, lançado depois em Portugal e na Itália; Chico Mendes – Crime e castigo; Crônicas de um fim de século; 70/80 Cultura em trânsito – Da repressão à abertura, com Heloísa Buarque e Elio Gaspari; Minhas histórias dos outros; 1968 – O que fizemos de nós; e Conversa sobre o tempo, com Luis Fernando Verissimo. Seu livro mais recente é o romance Sagrada Família.

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