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sábado, julho 13, 2024

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Reestruturação no Grupo Estado corta 40

O Grupo Estado anunciou na última 5ª.feira (1º/12) uma nova reestruturação editorial ? a terceira em pouco mais de um ano ?, envolvendo o corte de 40 vagas e a descontinuidade de três de seus tradicionais cadernos: os suplementos Feminino (de 1953) e Agrícola (de 1955) e o Caderno TV. O Feminino e o TV vão se despedir oficialmente dos leitores neste domingo, 11 de dezembro; o Agrícola deixou de circular no último dia 7 de dezembro. O número exato do corte não foi divulgado, mas é estimado em 40 profissionais. Foram quatro demissões e seis vagas congeladas no Jornal da Tarde e entre 20 e 22 demissões no Estadão, mais cerca 10 vagas eliminadas (três delas da Agência Estado). Anunciadas em sequência por Folha de S.Paulo (aproximadamente 40), Editora Globo (44) e agora Estadão (40), o corte total na imprensa paulista supera 120 vagas apenas neste mês. Dessas, há uma promessa da Editora Globo de que reporá 15 vagas, das 44 demissões que fez. Há rumores de que haverá ainda dois outros cortes importantes antes do Natal, um em São Paulo e outro em Brasília. O corte efetivado pelo Estadão foi o maior dos três que fez entre novembro de 2010 e agora. No primeiro, em 2010, foram dez demissões, cinco delas no Estado e cinco no JT, e entre os que saíram estavam José Carlos Cafundó, Moacir Assunção, Heraldo Vaz, Mariângela Hamu, Lúcia Camargo Nunes, Juca Varella e Josmar Jozino, entre outros. No segundo, em fevereiro deste ano, 22 pessoas deixaram o grupo, entre elas Paula Pacheco, Marcelo Auler (Rio), Claudio Augusto, Marcelo Hargreaves e Maria Fernanda de Andrade. Houve ainda um corte em maio de 2010, que atingiu a Agência Estado e o Arquivo, de onde saíram sete pessoas. Mas a empresa, à época, informou tratar-se de uma reestruturação para adequação de perfis profissionais e que as vagas seriam repostas. Desta vez, entre os que deixaram o jornal estão Roberto Godoy (repórter especial), Marili Ribeiro (Economia ? Mídia e Publicidade), Paula Sampaio (Metrópole), Leandro Costa (Suplemento Agrícola), Lucas Nobili (Caderno 2), Luiz Carlos Monteiro Oliveira, o Lucas (fechador da Nacional), Tatiane Matheus (Opinião), Ethienne Jacintho (caderno de TV), Ciça Vallerio e Ana Rita Martins Baptista (Feminino), Regina Cardeal (Agência Estado), Edson Maldonado (Diagramação), Patrícia Villalba (Rio), Rui Nogueira (Brasília, que pediu para sair e foi substituído por Marcelo Moraes), além dos fotógrafos Marcos e Ivan ? todos do Estadão. Também saiu Verônica Dantas ([email protected] e 11-8556-9749), ex-fechadora de Política do Estadão e que recentemente havia assumido como sub de Geral do JT. Outras que deixaram o JT foram Marici Capitelli (Geral), Marília Almeida e Eleni Trindade (Economia) e Tatiana Piva (Saúde e Educação). Houve ainda alguns remanejamentos internos. Havia semanas que o mercado já falava nas novas demissões no Grupo Estado. E isso se deu antes mesmo dos cortes anunciados pela Folha, o que motivou até uma piada irônica entre os jornalistas das duas casas: ?O Estadão demorou tanto a fazer seus cortes que acabou furado pela Folha?. De fato, as demissões da Folha pegaram a todos de surpresa, o que não ocorreu na Editora Globo, em que, com pelo menos dez dias de antecedência, já se sabia que viria um corte pela frente, embora muita gente nas redações da empresa afirmasse não saber, como testemunhou este J&Cia. Especialista em Defesa… ? Funcionário do Grupo Estado desde 1971, com um breve hiato quando atuou como diretor Editorial da RAC ? Rede Anhanguera de Comunicação, em Campinas, o ex-repórter especial Roberto Godoy ([email protected] e 19-3342-2756 / 11-9265-2804) disse a este J&Cia que vai descansar este mês e só em janeiro tratará dos novos passos profissionais. Um dos únicos jornalistas brasileiros especializados na área de Defesa (terceiro maior orçamento do Governo Federal), Godoy ocupou até 2006 o cargo de editor-executivo, quando pediu para ser repórter especial. No Grupo Estado, além das reportagens e análises sobre sua área de especialização, que lhe renderam vários prêmios, entre eles um Esso, desempenhou várias outras tarefas, entre elas na TV Estadão, no Estadão.com e nas campanhas eleitorais, em que mediou vários dos debates organizados pelo jornal. …e em Mídia ?Marili Ribeiro ([email protected] e 11-9625-4402) estava havia 5 anos e meio no jornal e eram prioritariamente dela as coberturas de todas as pautas no campo da Propaganda, Marketing, Jornalismo e Comunicação. Ela esteve antes em Gazeta Mercantil, Jornal do Brasil, IstoÉ Senhor (com Mino Carta) e Agência Dinheiro Vivo, sempre atuando nas áreas de Economia e Negócios. Feminino ? Depois de nove anos na reportagem do Feminino, em sua terceira passagem pelo jornal, Ciça Vallerio ([email protected]) vai se dedicar ao mestrado e a frilas. Ela também esteve na revista Transamérica, no portal Cidade Internet, na Uma e na Quem, além de ter colaborado com Sexy e Claudia, entre outras. Comunicado ? Em comunicado dirigido à equipe de redação na última semana, o diretor Editorial Ricardo Gandour explicou as razões da reestruturação. O texto inicia informando que ?o equacionamento econômico das empresas jornalísticas tem exigido permanente revisão das estruturas de custos, em meio a um cenário de transição de mídias e receitas instáveis? e prossegue destacando que a empresa tem acompanhado ?a discussão mundial em torno dos modelos que permitirão sustentar o jornalismo independente e de qualidade? e que ?é imperativo assegurar condições para preservar e investir ? em conteúdos, em novas tecnologias, em melhor relacionamento com a sociedade?. Diz ainda a circular: ?Isso inclui fazer escolhas ? na estratégia, no portfólio de produtos, em processos e na alocação de recursos humanos e materiais?. Sobre o fim do Suplemento Feminino, explicou: ?Criado em 25 de setembro de 1953, o caderno foi concebido quando o restante do jornal se concentrava essencialmente no chamado hard news. Décadas depois, diversos cadernos e seções ao longo de todo o jornal contemplam temas como design e decoração (C2 e Casa), saúde (Vida), comportamento (Metrópole e C2) e orientações de consumo (Boulevard em Metrópole)?. Já sobre a descontinuidade do Agrícola, salienta: ?Diversas avaliações apontaram para perda de contexto do caderno, num jornal de notícias gerais. O caderno Economia & Negócios ampliará a cobertura dos agronegócios?. E arremata, esclarecendo o fim do caderno de TV: ?Aos domingos, a cobertura do mundo da televisão será transferida para o C2 Domingo, em seção fixa de duas páginas?. Gandour salienta ainda que ?ao realizarmos esse ajuste de configuração, vale lembrar que O Estado incorporou novidades nos últimos anos, ampliando sua oferta de conteúdos aos leitores e expandindo cadernos e equipes: os semanais Negócios, C2+Música e Sabático e os mensais Planeta e .Edu são exemplos?. A parte triste ficou para as duas frases finais: ?Ocorreram na data de hoje (5ª.feira, 1º/12) desligamentos de profissionais, tanto ligados diretamente aos cadernos que deixam de circular quanto em outras editorias e redações. Gostaria de reiterar agradecimentos aos colegas, desejando boa sorte em seus caminhos e esperando revê-los em projetos futuros?.

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