Ataques aos mal-afamados tabloides britânicos fizeram parte da conversa de duas horas do príncipe Harry e de sua mulher Meghan Markle à apresentadora americana Oprah Winfrey, que foi ao ar na noite de domingo (7/3) pela rede CBS. O casal reclamou da perseguição e do tratamento que considera desigual em relação a outros membros da realeza, como Kate Middleton, mulher do príncipe William.

Mesmo antes de ir ao ar no Reino Unido (a ITV, que comprou os direitos, marcou a exibição para a noite de 8/3), a entrevista tomou conta do noticiário dos dois lados do Atlântico. Acusações de racismo contra membros do Palácio de Buckinghan acabaram respingando também na imprensa.

E embora Harry tenha dito que não queria ver a história de sua mãe Diana repetida com sua mulher − ela foi perseguida implacavelmente pelos tabloides até morrer em um acidente de carro, em 1995 −, alguns padrões históricos foram repetidos. A cada 25 anos há uma entrevista que abala a Coroa Britânica.

Em 1970 foi a de Wallis Simpson, por quem Edward VIII, tio-bisavô de Harry, abdicou do trono. Vinte e cinco anos mais tarde, em 1995, veio a de Diana, na qual revelou que seu casamento com o pai de Harry tinha mais de duas pessoas. E agora a entrevista de Meghan Markle, que denunciou preocupações de membros da família real sobre o quão escura seria a pele de seu filho com Harry.

Em MediaTalks, leia mais sobre o que Harry e Meghan falaram sobre a imprensa, as reações às declarações do casal, o histórico de ações judiciais movidas por eles, com sucesso, contra jornais, e mais coincidências entre a entrevista deste domingo e a que Diana deu à BBC há 25 anos.

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