Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, a organização Repórteres sem Fronteiras (RSF) publicou nesta segunda-feira (8/3) um relatório mostrando como o sexismo afeta a atividade jornalística em todo o mundo. O Brasil é apontado como um dos países perigosos para as jornalistas.

O estudo envolveu 112 nações, das quais 40 figuraram como perigosas ou muito perigosas. A RSF entende como sexismo todas as formas de violência sexual e de gênero, como discriminação, insultos, assédio sexual, toque, agressões verbais e físicas de natureza sexual, ameaças de estupro ou estupro.

“O jornalismo pode ser uma profissão perigosa”, diz o documento. “Mas ser mulher e jornalista, muitas vezes, significa correr um risco duplo: aos perigos inerentes à profissão somam-se os riscos de ser exposta à violência de gênero ou sexual”.

O trabalho da RSF mostra que a internet tornou-se o lugar mais perigoso para as jornalistas, conforme relato de 73% dos participantes, seguida pelo local de trabalho, perigoso para 58% das respondentes.

O Brasil é citado no documento com destaque para o caso das perseguições à jornalista Patrícia Campos Mello e o movimento #DeixaElaTrabalhar, feito por repórteres esportivas para denunciar a prática de beijos forçados por parte de torcedores durante a cobertura de eventos esportivos ao vivo.

Leia em MediaTalks by J&Cia mais sobre as conclusões do relatório e as recomendações para jornalistas, redações, governos e plataformas digitais.

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