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Associação de ex-Gazeta Mercantil nega venda da marca

Fábio Galvão, CEO da GME, garante que negociações estão avançadas e que vai ampliar a equipe de colaboradores A propósito da notícia a respeito da Gazeta Mercantil Experience, que publicamos na quarta-feira (29/6), a Associação dos Ex-Funcionários da Gazeta Mercantil enviou a seguinte nota, assinada pelo presidente Marcelo Moreira e pelo advogado Carlo Frederico Müller: “O mercado jornalístico brasileiro foi surpreendido nesta quarta-feira, 29 de junho, com a notícia do lançamento de um empreendimento chamado Gazeta Mercantil Experience (GME), liderado pelo empresário Fábio Galvão, que teve sua carreira construída como sócio e diretor executivo na Verticals Capital, empresa da área de investimento de venture capital, que operou na América Latina até 2014. Em um comunicado divulgado no Portal dos Jornalistas, a GME diz que, entre outras coisas, “a empresa, comandada por um grupo de empresários do setor de investimentos e TI que adquiriu a marca, passou a publicar nesta semana conteúdo temático com a qualidade editorial do jornal mas em formato digital inovador”. Sobre essa questão, a Associação dos Ex-Funcionários da Gazeta Mercantil informa o seguinte: 1 – Os advogados da entidade têm recebido nos últimos meses consultas de vários interessados em adquirir a marca Gazeta Mercantil, arrestada por medida judicial para servir de garantia ao pagamento de dívidas trabalhistas. Um dos interessados que entrou contato com os advogados foi o empresário Fábio Galvão, da Verticals, que mantém negociações para a aquisição da marca. 2 – Ressaltamos que, apesar de negociações em curso, a marca não foi vendida e continua arrestada. 3 – Reiteramos que qualquer tentativa de concretização da negociação de compra da marga Gazeta Mercantil precisa obrigatoriamente passar pelo crivo do Poder Judiciário.” “Penso que em alguns dias teremos tudo isso acertado”, diz Fábio Galvão Fábio Galvão, CEO da GME – Gazeta Mercantil Experience e que está à frente do grupo de investidores que decidiu relançar a marca no mercado brasileiro, reconheceu, em entrevista a este Portal dos Jornalistas, que o anúncio do lançamento do primeiro projeto da GME foi feito sem que ainda todos os trâmites judiciais para a aquisição da marca tivessem sido finalizados. “Houve, é certo”, diz ele, “uma precipitação no anúncio, mas isso em nada inviabiliza a iniciativa, pois estamos fazendo tudo em absoluta harmonia com a Associação dos ex-Funcionários da Gazeta Mercantil, inclusive com o grupo de advogados das duas partes conversando permanentemente sobre os passos a serem seguidos. Está tudo encaminhado e tenho certeza de que a finalização do processo judicial é questão de dias”. Galvão explicou que os primeiros passos rumo à aquisição da marca se deram em 2014, quando, junto com o grupo de investidores que lidera, começou a analisar e a entender toda a complexidade judicial e econômica que girava em torno da Gazeta Mercantil: “Até o final de 2015, ficamos imersos nas questões judiciais e em contato com a Associação dos ex-Funcionários, para que tudo fosse feito de uma forma transparente e duradoura. Queríamos conhecer a fundo toda a questão judicial e mesmo econômica, o que nos levou a realizar uma gigantesca due dillinge. E para nós era fundamental fazer isso em consonância com a Associação, pois só a partir do momento em que eles de fato entendessem a nossa proposta e aceitassem fazer um acordo é que faríamos o movimento de aquisição. E sempre deixamos muito claro que era premissa a total desconexão em relação aos grupos que administraram o jornal no passado, tanto o Tanure (Nelson) quanto o Levy (Luiz Fernando). E por aí viemos até aqui, sempre em conjunto com a Associação, buscando um acordo judicial que permita o ressurgimento da marca, num novo negócio, sendo que isso agora é uma questão de dias, pois está tudo bem adiantado no plano judicial, restando apenas a deliberação da Justiça autorizando a transferência da marca para a nossa organização”. Por enquanto, o primeiro fruto desse novo negócio são as revistas digitais temáticas – batizadas de GME HUB –, a primeira delas, sobre os Jogos Olímpicos, lançada há duas semanas. Mensais, as duas próximas também já são conhecidas: em 15/7 será lançada uma edição sobre Tecnologia&Mobilidade e em 15/8, outra sobre Educação. “Com a revista digital GME HUB, nosso desafio é fazer com que os leitores, que têm cada vez menos tempo para se informar com profundidade, absorvam o conteúdo de nossas publicações em 5 minutos por reportagem. E para isso acontecer investimos em qualidade na produção jornalística e tecnológica”, afirma Galvão. Mas quais de fato são os planos da nova empresa e do grupo de investidores? Ambiciosos, segundo o idealizador da GME: “Somos um grupo de empresários do setor de investimentos e TI e o que estamos desenvolvendo na GME é algo extremamente inovador. Em quatro meses vamos lançar o Portal GME, apoiado no tripé informação, serviços de software e serviços de publicidade, focado sobretudo no pequeno e médio empresário de todo o território nacional. Mas não vamos fazer o que os outros estão fazendo, até porque isso não faz parte de nossa formação, em que a prioridade sempre foi o capital de risco”. Empresário e investidor, agora desempenhando a função de CEO da GME, com a responsabilidade de estruturar a empresa, Galvão explica que o plano de negócios para a criação da GME apoiou-se em três premissas: 1. Blindagem do negócio, ou seja, só entrar nele sob a garantia de que não correria riscos de descontinuidade pela questão judicial; 2. Desenvolvimento de um modelo inovador de negócios, que pudesse valer-se de conteúdos de qualidade, propiciado pela marca Gazeta Mercantil, com o uso intensivo de tecnologia para oferecer ao mercado informações, softwares e serviços de qualidade e com boa competitividade; e 3. Montagem de uma equipe sênior, qualificada, que pudesse garantir ao novo negócio o mesmo nível de conteúdo que fez história nas páginas da Gazeta Mercantil. Seria possível arriscar um futuro para a empresa e para os negócios, sobretudo na comparação com o que representou historicamente a Gazeta Mercantil? “Temos de no mínimo chegar onde a Gazeta Mercantil parou, mas creio que em algum tempo poderemos até mesmo ser maiores do que foi um dia o jornal. Explico: nós vamos precisar ter colaboradores em todo o Brasil, em especial nas principais praças, pois queremos dialogar de igual para igual com os empresários dessas regiões. Queremos entender como eles consomem e produzem informações e isso não será possível sem um olhar local. Lembro que o Levy tentou fazer isso, mantendo edições regionais, impressões gráficas descentralizadas, escritórios em várias capitais com redação e equipe comercial, mas, sem os recursos de que hoje dispomos, tudo isso representou uma operação caríssima, insustentável para aquele tempo. Hoje, com a tecnologia, será possível avançar muito nesse conceito de atuação regionalizada e nós vamos investir muito nesse caminho. Vamos buscar manter estruturas regionais fortes e que usem as estratégias mais adequadas, com plataformas e insumos que façam a diferença. Sem esquecer o principal ativo: os jornalistas que, com a tecnologia a seu lado, terão condições de produzir e consumir informação de ponta. Desde a última quarta-feira, quando o Portal dos Jornalistas deu com exclusividade o lançamento da GME, a empresa tem recebido em média 200 currículos por dia, incluindo candidatos da nova geração e também muitos que trabalharam na própria Gazeta Mercantil, incluindo 80% dos jornalistas que integram a própria Associação. “Isso acabou nos ajudando imensamente, pois estamos definindo a estrutura da equipe editorial e precisamos encontrar os profissionais com perfis adequados ao projeto. Todos, sem exceção, são bem-vindos. Além disso, embora a notícia tenha saído antes da formalização da aquisição definitiva da marca, foi bom para motivar os investidores, excelente para agitar o ambiente da publicidade, que já passa a nos ver como parceiros potenciais de negócios, e para o próprio jornalismo, que vê renascer um projeto histórico e que foi um marco na atividade”. Sobre a crise, diz ele: “Nossa atitude, por si só, demonstra que há espaço para inovação no mercado editorial e é prova de nossa confiança em nossa equipe e produtos”. E sobre o futuro do negócio, assinala: “Por enquanto estamos bancando todos os investimentos, mas sabemos que a médio prazo e pela magnitude do projeto, vamos precisar de novos aportes financeiros. Mas esse não é um negócio em que entramos para sanear e depois lucrar, vendendo. Sou, como o são milhares de pessoas, um órfão da Gazeta Mercantil e esse é um resgate que estamos fazendo para trazer de volta um legado do jornalismo brasileiro”. Aos 45 anos de idade, e leitor tradicional de jornais como Wall Street Journal, Estadão e Valor Econômico, Galvão cursou publicidade e economia, embora tenha logo cedo partido para o mercado de capitais. Fundou a Verticals Capital em 2001, gestora de investimentos em participação (venture capital) com foco em pequenas e médias empresas do setor de tecnologia, até assumir a direção da GME em 2014. 

Adriana Marcondes é a nova diretora da TV Câmara

Adriana Marcondes, que vinha coordenando a programação da TV Câmara, foi a escolhida para ocupar a direção da emissora, em substituição a Silvério Rios, que assumiu recentemente o cargo de diretor executivo da Secom.

STF suspende ações de magistrados contra jornalistas da Gazeta do Povo

O Supremo Tribunal Federal suspendeu nessa quinta-feira (30/6) ações promovidas por magistrados contra jornalistas da Gazeta do Povo, do Paraná. Em sua decisão, a ministra Rosa Weber determinou que “ficam suspensos os efeitos da decisão reclamada, bem como o trâmite das ações de indenizações propostas em decorrência da matéria jornalística e coluna opinativa apontadas pelos reclamantes”. Weber inicialmente havia negado o pedido dos jornalistas, representados pelo advogado Alexandre Kruel Jobim. No entanto, reconsiderou sua decisão e suspendeu as ações até o julgamento do mérito da reclamação do advogado. As dezenas de ações seriam uma reação a reportagens publicadas em fevereiro de 2016 sobre remunerações do Judiciário no Estado. Sobre o tema, a Abraji se manifestou em junho: “Para a Abraji, os processos na Justiça não buscam a reparação de eventuais danos provocados pelas reportagens, mas intimidar o trabalho da imprensa e, por isso, são um atentado à democracia”. Na sequência, a entidade lançou a campanha #foraassédiojudicial.

ZVS comemora 45 anos de jornalismo

Jornalista pretende lançar autobiografia e museu O jornalista itabirano José Vicente de Souza, mais conhecido como ZVS, comemora 45 anos de carreira em 2016. Colunista social, promoter, fotógrafo, assessor de imprensa e marchand nas horas vagas, colabora com os principais veículos dos vales do Rio Doce e do Aço (Jornal de Domingo, Carta de Notícias, O Indicador, Folha Regional, Domingo Quality) e com a Revista PQN. Antes de entrar para o mundo da comunicação, ZVS foi bancário na Caixa Econômica Estadual e na agência Informa-house da Economisa. Em 1970, passou a dividir seu tempo entre a redação da Gazeta de Valadares e a Minascaixa. Consagrado em Itabira, passou por todos os jornais da cidade e região, chegando depois ao Diário do Rio Doce, em Governador Valadares, onde ficou por muitos anos. Na capital, trabalhou em quase todos os jornais entre 1980 e 1995. Com João Euclides Salgado, fundou em 1985 o Jornal da Savassi, que se consolidou e circula até hoje na região centro-sul da cidade. Em 1995, o ex-prefeito de Governador Valadares o convidou para escrever uma coluna social em seu jornal, o que o fez voltar para a cidade. Porém, logo depois o periódico encerrou suas atividades e o colunista apostou em um novo projeto, o Gente Quality, que foi recentemente modernizado e passou a ser chamado de Domingo Quality. “O jornal aborda sociedade, artes e cultura, moda, gastronomia, politica e empresas”, diz ZVS. “A intenção é incluir em breve novas seções, como cinema e decoração”. O periódico circula em Vale do Rio Doce, Vale do Aço, Nova Era, Itabira e Belo Horizonte. Nos últimos 20 anos, João Vicente vem dividindo seu tempo entre o colunismo e a organização de eventos. Além das colunas e de arte, também gosta de escrever poemas. Algumas de suas poesias estão publicadas no livro Acontecências, lançado na década de 1990. Ele diz que nos próximos anos planeja lançar sua autobiografia e formalizar o Museu ZVS, com livros de Arte e Literatura. 

Leila Suwwan começa na Airbnb Brasil

Leila Suwwan começou no mês passado como secretária de Imprensa da plataforma de hospedagem alternativa Airbnb Brasil, em cargo recém-criado, para coordenar o atendimento e o relacionamento com jornalistas, diante do crescimento da empresa no País. Ela deixou o posto de secretária adjunta da Secretaria de Comunicação da Prefeitura de São Paulo em fevereiro, onde liderou a assessoria de imprensa desde 2013. Antes, foi repórter de Folha de S.Paulo (Brasília e Nova York) e O Globo (São Paulo) por mais de dez anos. 

Paula Pedrão deixa o Pão de Açúcar e vai para a JBS

Paula Pedrão assumiu a Diretoria de Comunicação Corporativa da JBS no início de junho, passando a responder pela comunicação institucional da empresa – que reúne as marcas Friboi, Seara, Swift e Doriana, entre outras. Sob a gestão dela estão as áreas de Comunicação Interna, Marketing Institucional e Relacionamento com a Imprensa. Há 20 anos na área de comunicação, Paula foi até recentemente diretora de Comunicação Corporativa no GPA (Grupo Pão de Açúcar). Graduada em Comunicação Social pela Unesp, tem MBA em Gestão Empresarial pela FGV e pós-graduação em Comunicação Empresarial pela Cásper Líbero.

Projor lança Manual Eleições Municipais 2016

O Projor, Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo, em parceria institucional com o Google, lançou o Manual Eleições Municipais 2016. O documento oferece uma abordagem inovadora, articulando conhecimentos básicos em duas áreas complementares: jornalismo de dados e políticas públicas municipais.

O público-alvo são jornalistas de imprensa local e regional, no entanto, de acordo com a organização, o Manual deve ser útil aos demais profissionais de imprensa, além de estudantes de jornalismo.

Desde 2013, o Projor, que mantém o site Observatório da Imprensa, realiza o projeto Grande Pequena Imprensa – GPI, cujo objetivo é capacitar veículos regionais de comunicação, com uma abordagem pluralista e apartidária. O projeto explora oportunidades e sinergias em torno da agenda que comporá as principais pautas da imprensa regional brasileira neste ano, com destaque para o papel dos jornais do interior do País na cobertura e na fiscalização da atuação dos candidatos a prefeito e vereador.

Nasce a Gazeta Mercantil Experience (GME)

Ismael Pfeifer (diretor de conteúdo e editor-chefe), Rita Lisauskas e Alex Costa, entre outros, integram o projeto

 

A tradição da marca Gazeta Mercantil, que durante décadas foi referência jornalística e líder em economia e negócios no Brasil, até ser descontinuada há sete anos, soma-se agora à mais avançada tecnologia digital para criar um novo veículo de comunicação: a Gazeta Mercantil Experience (GME).

A empresa, comandada por um grupo de empresários do setor de investimentos e TI que adquiriu a marca, passou a publicar nesta semana conteúdo temático com a qualidade editorial do jornal mas em formato digital inovador, o que envolve, além das reportagens aprofundadas, vídeos e entrevistas com empresários e executivos.

O primeiro produto, a revista digital GME HUB, estreia com uma edição especial sobre negócios dos Jogos Olímpicos Rio 2016, que será atualizada periodicamente buscando oferecer um painel completo de todo o empreendimento – desde a construção das arenas, das obras que estão modificando a cidade, o marketing, a gestão pública do orçamento, os gargalos financeiros e políticos, além dos negócios gerados pelo evento.

Fabio Galvão, CEO da GME, teve sua carreira construída como sócio e diretor executivo na Verticals Capital, empresa da área de investimento de venture capital, que operou na América Latina até 2014. Ele encabeça um grupo de executivos que há cerca de um ano trabalham na criação de uma plataforma de distribuição de informações e serviços inovadora para o mercado brasileiro.

Na área editorial, a publicação conta com Ismael Pfeifer como diretor de conteúdo e editor-chefe, Rita Lisauskas, jornalista e apresentadora do Estúdio GME (espaço em formato tevê da publicação), Alex Costa, produtor executivo, Daniel Cavallo, responsável pela área tecnológica do produto, Antônia Levy, marketing e mídias sociais, e vários outros colaboradores que já trabalham na preparação da próxima edição sobre Tecnologia & Mobilidade/SP, que será lançada em 15 de julho.

A GME HUB aposta nas mídias sociais para estabelecer uma base fiel de leitores, denominada #hubnation. A campanha Em 5 minutos você se informa e #em5nohub, pretende atingir usuários de Facebook, Twiter, Linkedin e outras redes sociais e de negócios. É uma campanha viral veiculada exclusivamente na internet.

“A nova empresa não tem conexão com o grupo que administrava a Gazeta Mercantil”, afirma Fabio Galvão. “É uma nova estrutura de sócios e de capital. Sou um órfão da antiga Gazeta e, como muitos outros executivos e leitores, a publicação fez parte da nossa formação profissional”.

Para ele, desenvolver o produto é a oportunidade de empreender utilizando a marca-símbolo do jornalismo de negócios no País e buscar o mesmo nível de qualidade e independência que ela representou. Mais informações com Sheila Santos ([email protected]).

Sindicato dos Jornalistas do DF lança pesquisa nacional sobre assédio sexual nas redações e assessorias

Depois de fazer recentemente uma pesquisa sobre assédio moral entre profissionais da área, o Sindicato dos Jornalistas do DF lançou em 23/6, pesquisa específica sobre o assédio sexual nas redações/assessorias de comunicação do País. Ela dá continuidade ao levantamento Desigualdade de Gênero no Jornalismo, realizado entre março e maio. Os resultados desse levantamento apontaram estatísticas preocupantes de casos de assédio moral e machismo nas redações e assessorias de várias regiões do País. A nova pesquisa chega no momento em que diversos profissionais se mobilizam contra o assédio sexual dentro dos locais de trabalho. O caso da jornalista do IG demitida após o assédio do cantor Biel durante entrevista coletiva indignou as profissionais e repercutiu nas redes sociais. Por isso, o Sindicato resolveu quantificar o número de assédios nas redações e assessorias de imprensa/comunicação. Outra meta da entidade é dar visibilidade para os casos, com a intenção de incentivar as jornalistas a denunciarem esse tipo de prática. Os dados servirão também para dar luz às iniciativas do Sindicato direcionadas para as mulheres jornalistas. Para participar da pesquisa, as jornalistas deverão responder se já sofreram assédio sexual no seu ambiente de trabalho e por quem o ato foi realizado. A pesquisa também quer saber se as jornalistas sofreram esse tipo de prática enquanto estavam desenvolvendo suas funções fora do local de trabalho. O levantamento abre espaço para as mulheres relatarem seus casos e dizerem se denunciaram o assédio. As profissionais poderão ou não se identificar e, no caso de identificação, poderão dizer se querem tornar públicos seus relatos. Mais informações com Gisliene Hesse (61-3334-2251 e 981-994-426).

Três de cada quatro ações de políticos para retirar informação da web visam às redes sociais

Três em cada quatro processos movidos por políticos contra empresas de mídia pedindo retirada de notícias, comentários ou outras informações são direcionados às redes sociais Facebook e Twitter, e ao Google. É o que mostra a mais recente atualização da base de dados do projeto Ctrl+X, da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji). A iniciativa mapeia, desde as eleições de 2014, as ações judiciais de candidatos e partidos para cercear a publicação de informações sobre eles. O projeto contabilizou mais de 1.200 ações na Justiça Eleitoral, sendo o Facebook o alvo mais frequente, com 71,5% dos processos catalogados. Na sequência vem o Google, citado em 15,8% das ações. Já o Twitter, terceiro mais acionado na Justiça, é réu em 2,5% das ações. De acordo com a Abraji, os dados continuarão sendo regularmente atualizados para as eleições de 2016. O foco dos processos em redes sociais acompanha tendência verificada em recente pesquisa do Ibope, que mostra que 51% dos eleitores brasileiros receberam informações sobre política pelo Facebook, Twitter ou WhatsApp nos últimos 12 meses, e que a maior parte desses eleitores as leva em consideração para mudar a imagem do candidato para pior.

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