O desemprego e a chegada aos 30 anos fizeram a jornalista Ariane Locatelli (ex-TV Globo e afiliadas) a repensar a vida e as perspectivas profissionais no jornalismo. Em função disso, lançou no youtube o canal Jovem de 30, no qual aborda os dilemas e reflexões típicos da idade, em conversas com pessoas comuns, que dividem suas experiências e falam das expectativas e da realidade de completar 30. A proposta é fazer vídeos semanais, com temas variados do universo da geração de 30, como estilo de vida, relacionamentos, carreira, comportamento, maternidade e saúde. “Eu pensava que aos 30 estaria estabilizada e feliz na minha carreira como repórter de televisão”, explica Ariane. “Batalhei muito para isso, tive bons momentos, mas não foi o que aconteceu. A mudança de década e as experiências que vivi me fizeram amadurecer e repensar o que é felicidade. Hoje me vejo num recomeço, em um namoro com a internet, apostando nesse relacionamento e aprendendo a empreender. Sem contar a sensação gostosa de autonomia e de poder colocar a minha cara em tudo o que faço. Gravar os vídeos, contar histórias de convidados, que também são minhas, e dividir com outras pessoas que estão no mesmo momento de vida me proporcionam uma satisfação que não tem preço”. Além do canal, Jovem de 30 tem uma fanpage no Facebook e, em breve, terá também um blog.
Procura-se jornalista censurado
Olga Khrustaleva, pesquisadora e doutoranda da American University, está buscando jornalistas e ativistas na América Latina que queiram partilhar suas experiências de censura na internet. O objetivo dela é mapear os tipos de censura da Internet na região e descobrir como jornalistas e ativistas estão mudando o seu comportamento por isso.
Olga é bolsista da Google Policy Fellowship, na ONG Derechos Digitales (Direitos Digitais), em Santiago, no Chile, que trabalha para o “desenvolvimento, defesa e promoção dos direitos humanos no ambiente digital”.
A primeira parte do projeto consiste em uma pesquisa anônima, disponível em Espanhol e Português, para jornalistas e ativistas que tenham vivido alguma forma de censura na internet. Isso inclui ameaças de violência, ações na Justiça, ataques de negação de serviço (ataques cibernéticos), entre outros.
Participantes da pesquisa também podem acrescentar outras ações que acreditem ser uma forma de censura, mas não estejam listadas. A outra metade do projeto é composta de entrevistas aprofundadas, realizadas por Khrustaleva. Há no formulário um campo para preencher com o e-mail, caso o participante queira ser entrevistado depois.
Ctrl+X firma parceria com startup dos EUA
A plataforma da Abraji Ctrl+X, que mapeia ações judiciais contra a divulgação de informações, começou a usar em setembro um sistema automatizado de coleta de processos contra jornalistas e empresas de mídia, que usa tecnologia de raspagem de dados em vários passos cedida pela empresa de tecnologia Parsehub.
Com a ajuda da equipe da empresa, a Abraji montou robôs que monitoram o sistema de acompanhamento de processos dos 27 TREs e do TSE. Os robôs vasculham e guardam ações que contenham termos comuns aos processos de retirada de conteúdo. As ações são então revisadas pela equipe do Ctrl+X e, caso de fato correspondam a processos de retirada de conteúdo, são catalogadas e cadastradas na plataforma.
Todos as semanas, os robôs vasculham mais de 20 mil processos em busca de informações relevantes. A propósito, novo videotutorial rápido da Abraji ensina como usar a plataforma Ctrl+X para fiscalizar os candidatos e partidos que mais entram com processos contra jornalistas e empresas de mídia contra a divulgação de informações.
Daniel Carvalho e Maeli Prado estão de volta à Folha de S.Paulo no DF
Daniel Carvalho e Maeli Prado aceitaram convite do diretor Leandro Colon e retornaram à sucursal da Folha de S. Paulo em Brasília nesta segunda-feira (26/9). Daniel, que cobrirá Política e foi repórter da Folha em Recife até 2104, ultimamente estava na Coluna do Estadão, em Brasília. E Maeli volta de uma temporada de quatro anos em Londres, para cobrir Economia, no Ministério da Fazenda.
Polyana Ferrari assume a Comunicação da Deezer Brasil
Polyana Ferrari (ex-Ketchum Estratégia, Burson-Marsteller e NR-7) assumiu no começo do mês a Gerência de Comunicação da Deezer no Brasil. Presente em mais de 180 países, o serviço – disponível para desktops, tablets e smartphones – oferece mais de 40 milhões de faixas de músicas de todos os gêneros do mundo inteiro. Especializada em tecnologia e startups, Polyana acumula em sua carreira atuação no atendimento de contas como LG Electronics, Procter&Gamble, Bombardier e Evernote. Mais recentemente, esteve à frente de um projeto especial para o Airbnb, durante a Olimpíada Rio 2016.
Columbia divulga estudo de Ricardo Gandour
A Universidade de Columbia, dos EUA, divulgou em 19/9 o estudo How digital fragmentation is shaping the way we produce and consume news, que Ricardo Gandour lá desenvolveu entre janeiro e junho passados, período em que atuou como pesquisador visitante da Escola de Jornalismo da universidade. O texto condensado saiu no site da Columbia Journalism Review. E deram o link para a animação em vídeo Why the news isn’t what it used do be, que resume o trabalho, e para o texto integral da pesquisa, publicado em inglês e português no formato de e-book (download gratuito) pelo Journalism in the Americas do Knight Center da University of Texas at Austin, dirigido pelo jornalista brasileiro Rosental Calmon Alves.
Saída da SulAmérica leva Grupo Bandeirantes a mudar Rádio Trânsito
Notícia que passou praticamente despercebida pelo mercado, terminou em 1º/7 a parceria entre a seguradora SulAmérica e o Grupo Bandeirantes, que desde 2007 mantinham na Região Metropolitana de São Paulo, na frequência 92,1 mHz, a Rádio SulAmérica Trânsito. Com isso, desde então a emissora deixou de usar os naming rights da seguradora e passou a operar apenas com a denominação de Rádio Trânsito. Procurada, a assessoria de imprensa da Bandeirantes não deu informações sobre os desdobramentos, mas o que circula no mercado é que, na ausência dos recursos da parceria, a programação da emissora passou a contar apenas com produção interna de notícias, sem a presença de repórteres nas ruas. Além disso, um corte de aproximadamente 70% da equipe teria sido feito em 18/8, restando apenas nove pessoas (uma delas em licença-maternidade), sob o comando do diretor Ronald Gimenez.
Estadão cria editorias Redes Sociais e Audiências
Com uma aposta cada vez maior em conteúdo multiplataforma e respaldado no fato de ser o veículo com o maior engajamento da internet brasileira segundo o índice Torabit, o Estadão criou duas editorias com vistas aos conteúdos em plataformas digitais: Redes Sociais e Audiências, ambas subordinadas ao editor executivo de Conteúdos Digitais Luis Fernando Bovo.
Sob o comando de Gabriel Valente Pinheiro, a editoria de Redes Sociais tem como objetivos estabelecer e implementar estratégias para fortalecer a presença dos conteúdos do jornal nas mídias sociais, intensificar interações com leitores, ouvintes e telespectadores, bem como disseminar pela redação processos que norteiam essas plataformas.
Já a missão da editoria de Audiência, que tem Ricardo Navas Lopes como editor, é monitorar o alcance dos conteúdos do jornal nas plataformas digitais, e criar e implementar ações com as demais editorias para fortalecer a disseminação digital da produção jornalística. Gabriel já cuidava de redes sociais no jornal.
Segundo Bovo, o que fizeram foi lhe dar o status de editor e transformar Redes Sociais, antes um apêndice da home, em editoria mesmo: “Agora o Gabriel vai ser responsável por toda a nossa política de redes sociais, divulgando boas práticas, indicando como e o que fazer e analisando os dados de todas elas”.
Navas, antes responsável por campanhas digitais no Departamento Comercial, foi transferido para a Redação, no time da gerente de Tecnologia de Conteúdo Luciana Cardoso, que responde por métricas, SEO e desenvolvimento. “Agora ele passa a responder a mim e terá o desafio de, junto comigo, construir essa função, que não existe na casa”, diz Bovo, acrescentando que ele terá dois papéis fundamentais: analisar a audiência do conteúdo em todas as frentes (site, redes sociais, vídeos etc.), identificando o perfil dos públicos e cruzando com o conteúdo que cada um deles consome; e captar quais assuntos estão despertando interesse, não apenas do público do Estadão, mas da web como um todo, e oferecer o que o jornal está produzindo.
“Hoje já fazemos um pouco esse trabalho, mas ele não é sistematizado”, afirma. “Na web, os interesses aparecem e desaparecem com muita rapidez. Por isso é importante identificar logo e aproveitar cada uma dessas ondas para trazer a audiência para o nosso conteúdo. Ele vai trabalhar diretamente com a home page, com as editorias, com o editor de Redes Sociais, com o time de métricas e com o pessoal de SEO. Nossa intenção, ao ter nessa função alguém que não é jornalista (ele é publicitário), é trazer uma visão mais aberta, mais solta, mais voltada ao leitor. Ele não terá um papel de produção de conteúdo, mas de timoneiro, de sinalizar para onde a audiência está indo e levar o conteúdo até ela. Vai nortear a produção, não produzir”.
Laerte Rimoli reassume Presidência da EBC e demite cerca de 30 funcionários
Reconduzido à Presidência da EBC em 14/9, Laerte Rimoli demitiu perto de 30 funcionários em Brasília, no Rio e em São Paulo, entre os quais o diretor de programação Albino Castro, a chefe de gabinete Cláudia Feher, a assessora da Presidência Flavia Cruvinel, o gerente executivo internacional da Diretoria de Conteúdo e Programação em Brasília Leopoldo Nunes, o superintendente executivo de Comunicação, Marketing e Negócios Rodrigo Dindo e o editor-chefe e apresentador do Repórter Brasil Guilherme Menezes. A diretoria de Jornalismo da EBC, em Brasília, permanece com Lourival Macedo, no cargo desde a gestão de Ricardo Melo. Ana Maria Simões Passos foi nomeada por Rimoli para assumir a coordenação do Núcleo de Programas Especiais da TV, no lugar de Carina Dourado, que virou correspondente na Bahia. Eles se reportam à diretora-geral Christiane Samarco. E foram contratados José Wilson Ibiapina e Luiz Recena, para a assessoria da Presidência; e Fernando Luz de Azevedo, para a Chefia de Gabinete. Rimoli, que coordenou a campanha de Aécio Neves em 2014 e assessorou Eduardo Cunha na Presidência da Câmara dos Deputados, ocupa o cargo que era de Ricardo Melo, nomeado por Dilma Rousseff e exonerado em maio, quando Michel Temer assumiu a Presidência da República durante o processo de impeachment. Melo chegou a voltar ao comando da EBC por meio de uma liminar do STF, mas deixou o cargo depois da decisão provisória ser revista pelo ministro Dias Toffoli. A decisão foi tomada após a edição de Medida Provisória que modificou a estrutura da empresa, extinguindo o Conselho Curador e dando plenos poderes ao governo para exonerar e nomear o presidente da EBC. O Conselho Nacional de Direitos Humanos, ligado à Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, aprovou em 19/9 um manifesto em que repudia mudanças na EBC, especialmente a extinção do Conselho Curador, exige “a garantia deste importante espaço de participação da sociedade” e considera fundamental que ele seja garantido e fortalecido: “Como Conselho que somos, sabemos da importância de espaços que garantam diversidade de olhares e participação efetiva da sociedade”. Já o Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional, reunido no mesmo dia em Brasília, formou uma comissão de relatoria para analisar e emitir parecer sobre a MP que altera a estrutura da EBC. O colegiado também emitiu nota oficial em que reitera a importância da empresa no fortalecimento da comunicação pública no Brasil. No próximo sábado (24/9), às 16h, no Rio de Janeiro, Ricardo Melo, a criadora da TV Brasil Tereza Cruvinel e o colunista de tevê Maurício Stycer serão entrevistados por Marina Amaral, diretora da Agência Pública, sobre o modo como veem o futuro da comunicação pública no Brasil. O tema do debate é Comunicação pública em jogo, e nele será discutido o papel da EBC. Esse encontro, que faz parte da série Conversas Públicas, tem entrada franca. Na Casa Pública (rua Dona Mariana, 81), com transmissão ao vivo por streaming no youtube.
TV Cultura agora é rede nacional
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) publicou nessa quarta-feira (21/9), no Diário Oficial da União, resolução que dá à TV Cultura a chancela de emissora em rede nacional. Com isso, ela passa a integrar oficialmente a lista das 16 emissoras cujo sinal tem alcance em todo o País. Segundo Fábio Borba, gerente de Operações de Rede da TV Cultura, na prática ela passa a ter seu sinal disponível no espaço das emissoras abertas em todas operadoras brasileiras de tevê por assinatura, não havendo mais a necessidade de negociações individuais para exibição em cada uma delas. Além disso, comercialmente a empresa poderá fazer prospecções no novo patamar de emissora nacional, o que lhe permitirá pleitear melhores contratos junto aos anunciantes. Ele diz também que a conquista teve como pré-requisito atender a dois critérios: estar presente nas cinco regiões do Brasil e alcançar pelo menos 1/3 da população. Ambos foram cumpridos pela emissora paulista, que hoje está em 24 estados, com seu sinal chegando a dois mil municípios por meio de 90 emissoras afiliadas e retransmissoras. Sua programação em canal aberto está disponível a 125 milhões de pessoas. Desde 2013 a TV Cultura vinha pleiteando à Anatel para se tornar rede nacional.






