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segunda-feira, abril 6, 2026

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De São Paulo para o Algarve

Capa do livro
Capa do livro

Na véspera do seu aniversário de 59 anos, há cerca de três meses, Silvia Angerami ([email protected]) mudou-se com o marido de São Paulo para o Algarve, em Portugal, fazendo o caminho inverso de seus antepassados portugueses e italianos, que se transferiram para a América no século passado. Ela registrou, de forma romanceada, todo o processo de mudança do casal no e-book Destino Algarve, disponível na Amazon por U$ 1,13.

Silvia relata no livro o percurso que a conduziu até a cidade algarvia de Portimão. O olhar admirado pela nova realidade encontrada em terras portuguesas conduz a narrativa, que resgata também suas memórias de menina e de jovem esposa, quando começou a construir a família: um casal de filhos e uma neta, que ficaram no Brasil. Ela diz: “Não foi preciso morrer para chegar ao paraíso”, parafraseando uma amiga brasileira que chegou a Portimão muitos anos antes.

Fábio Fabrini começa na Folha de S.Paulo

Fábio Fabrini aceitou o convite do diretor da Folha de S.Paulo Leandro Colon e começou na equipe do jornal em Brasília na última segunda-feira (16/10). Ele entra no lugar de Bela Megale, que seguiu para O Globo.

Fabrini estava há cinco anos no Estadão, como um dos principais repórteres da área investigativa. Antes, trabalhou no Globo. Foi um dos autores da reportagem sobre a compra de Pasadena pela Petrobras em 2014, finalista do Esso daquele ano.

Movimentação também no rádio: Julio Lubianco e Fernando Molica deixam a CBN

Julio Lubianco, gerente de Jornalismo da CBN, deixou a emissora no início do mês. Esta semana, foi a vez de Fernando Molica, até então âncora do programa CBN Rio. Molica será substituído por jornalistas da casa, Bianca Santos e Frederico Goulart. A informação é do site SRzd.

Lubianco estava no Sistema Globo de Rádio desde 2006. Antes da Gerência de Jornalismo da CBN, nos últimos três anos, exerceu diversos cargos que lhe granjearam muitos prêmios, entre eles o Embratel e dois Tim Lopes. É professor da PUC-Rio.

Molica tinha assumido o CBN Rio no início do ano e, mesmo muito querido, houve a decisão da troca em razão do perfil desejado pela emissora para esse trabalho. Vinha de oito anos da bem-sucedida coluna Informe do Dia, no jornal O Dia. Trabalhou nos jornais Estadão, Folha e O Globo. Foi repórter especial da TV Globo por 12 anos. Coordenou o MBA da FVG-RJ em Jornalismo Investigativo. Como escritor, publicou um livro-reportagem, cinco romances e um infanto-juvenil.

Folha reforça normas e diretrizes de atuação do seu pessoal em redes sociais

 

Possivelmente em função da polêmica que envolveu na semana passada o então repórter Diego Bargas e o apresentador Danilo Gentili, a Folha de S.Paulo distribuiu comunicado interno nesta quinta-feira (19/10) para reforçar normas e diretrizes de atuação do seu pessoal em redes sociais.

Segundo o documento, assinado pelo editor executivo Sérgio Dávila, “o texto consolida comunicados anteriores sobre o mesmo tema, divulgados nos últimos cinco anos”. Uma versão ampliada dele constará do novo Manual da Redação, a ser publicado no começo de 2018, e já está marcado para 31/10 um workshop sobre o assunto para toda a Redação.

Confira a íntegra do comunicado:

  1. A Folha encoraja seus profissionais a manter contas em redes sociais. Podem ser ferramentas úteis para fazer novos contatos e cultivar antigos, pesquisar pautas, tendências e personagens, agilizar apurações e promover conteúdo próprio e de colegas de jornal, expandindo o alcance do material publicado;
  2. Nas redes sociais, a imagem pessoal tende a se misturar com a profissional. Parcela do público pode pôr em dúvida a isenção daquele que, na internet, manifesta opiniões sobre assuntos direta ou indiretamente associados à sua área de cobertura, especialmente as opiniões de cunho político-partidário e em áreas de cobertura de tópicos controversos;
  3. Mesmo que o faça fora do horário de trabalho e ressalve que aquela é uma posição pessoal, o jornalista fica sujeito a suspeição, assim como o veículo. Revelar preferências partidárias e futebolísticas ou adotar um lado em controvérsias tende a reduzir a credibilidade do jornalista e a da Folha, que tem o apartidarismo como princípio editorial;
  4. A melhor maneira de evitar armadilhas é assumir que conteúdo postado na internet é público, nunca desaparece e pode ser facilmente descontextualizado. O alerta também vale para ferramentas de comunicação privada nas redes sociais ou aplicativos de mensagens;
  5. A responsabilidade pelos comentários em página pessoal nas redes sociais é exclusiva do jornalista, mas uma manifestação imprudente, mesmo que não diga respeito a sua área de cobertura, pode dificultar o trabalho de colegas de Redação e, eventualmente, sua própria atuação futura. Assim como repórteres acompanham as redes sociais de pessoas públicas, as fontes, os possíveis entrevistados e grupos de pressão também consultam o perfil digital de jornalistas;
  6. Tenha cuidado ao compartilhar conteúdos externos. O ato pode ser interpretado como endosso à opinião ou à veracidade da notícia. Ao postar conteúdo opinativo ou polêmico de terceiros, adicione uma introdução neutra. Exemplo: Dilma atacando o ex-vice. @dilmabr: A onda regressiva do governo golpista vai se agravando;
  7. Além de seguir as orientações acima, o profissional não pode:

– antecipar reportagens e colunas que serão publicadas (incluindo teasers), mesmo as de sua autoria, salvo com autorização de seus superiores ou, se colunista, da Secretaria de Redação;

– divulgar bastidores da Redação ou dados e documentos internos da empresa, a menos que seja decisão do jornal;

– divulgar informação que o jornal decidiu não publicar por colocar em risco pessoas ou empresas (como sequestro em andamento ou boatos de falência, por exemplo);

– emitir juízos que comprometam a independência ou prejudiquem a reputação, a isenção ou a linha editorial da Folha ou de seus jornalistas;

– utilizar contas da Folha nas redes sociais em desacordo com os procedimentos e as condutas prescritas no Manual;

– destratar quem quer que seja. Em caso de insultos ou ofensas pessoais, responda educadamente ou ignore, mas jamais troque desaforos com quem quer que seja. Se pertinente, os superiores hierárquicos devem ser informados da altercação. Esse comportamento também é esperado de colunistas;

– postar conteúdo integral de reportagens e colunas. Em vez disso, deve-se publicar um link para a Folha, de preferência com uma amostra do material jornalístico. Na publicação de conteúdo jornalístico, incluindo imagens, o profissional da Redação deve dar prioridade às plataformas da Folha. O mesmo vale para análises e opiniões, dado que o jornal cultiva uma política de exclusividade;

  1. A Empresa Folha da Manhã S.A. oferece serviço de assistência jurídica aos profissionais que dela necessitem em decorrência de sua atuação na Folha. Além disso, consultores jurídicos ajudam a esclarecer questões legais relacionadas a conteúdos jornalísticos que a Redação queira publicar.

 

Tribos indígenas em discussão na Casa Pública

Por Cristina Vaz de Carvalho, editora de J&Cia no Rio de Janeiro.

A Casa Pública (rua Dona Mariana, 81) exibe nesta sexta-feira (20/10) o documentário Monocultura da fé, sobre a influência das igrejas evangélicas entre os índios Guarani Kaiowá. As realizadoras Joana Moncau e Gabriela Moncau percorreram aldeias do Mato Grosso do Sul seguindo denúncias da frequente oposição entre grupos evangélicos e rezadores tradicionais das tribos indígenas, o contraste entre os cultos evangélicos e os rituais xamânicos.

Joana trabalha como produtora independente, câmera e montadora de materiais audiovisuais. É formada em Jornalismo pela PUC-SP e em Ciências Sociais pela USP. Publicou artigos no Brasil e trabalhou como correspondente em São Paulo para a emissora venezuelana Telesur. Cobriu, entre outros temas, os Guarani-Kaiowá, no Mato Grosso do Sul, os Pataxó e Tupinambá, na Bahia, os Guarani Mbya. Já realizou documentários em parceria com produtoras internacionais. Gabriela também é jornalista pela PUC-SP. Por quatro anos, foi repórter da revista Caros Amigos. Também compôs a equipe de correspondentes em São Paulo do canal venezuelano de televisão Telesur. Edita o jornal Psi, do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo. Trabalha de forma independente com produção, filmagem e edição de materiais audiovisuais.

A exibição será seguida de um bate-papo com Joana Moncau e Sandra Benites, da etnia Guarani Nhandeva, professora e mestranda do Museu Nacional da UFRJ. O evento é aberto ao público, mas é preciso confirmar presença.

Grupo Globo reestrutura área de Esportes e corta dezenas. César Seabra sai depois de 18 anos

César Seabra
César Seabra

Por Cristina Vaz de Carvalho, editora de J&Cia no Rio de Janeiro.

Esta semana, desde 16/10, o Grupo Globo dispensou profissionais da TV Globo, do canal SporTV e do site GloboEsporte.com, como parte da reestruturação de sua área de Esportes, que prevê a unificação do conteúdo da tevê aberta, da tevê a cabo e da internet. Por causa da Copa do Mundo e, depois, dos Jogos Olímpicos, ambos ocorridos no Rio, houve aumento nas contratações.

Agora, segundo informações, uma empresa de consultoria teria analisado o desempenho do setor, concluindo que os produtos veiculados poderiam prescindir de cerca de 50 profissionais, sem comprometer a qualidade.

A maior surpresa foi ser a lista encabeçada por César Seabra – diretor regional de Esportes, sediado em São Paulo –, justamente o responsável pela integração entre as equipes dos canais de tevê e internet. Seabra chegou à TV Globo em 1999, vindo do jornal O Globo, onde passou 12 anos e obteve um Esso de Informação Esportiva. Convidado a participar da criação do Lance, lá esteve por dois anos, como diretor de Redação no Rio. Já na TV Globo, dirigiu o escritório em Nova York e, em 2009, passou à direção da GloboNews. Deixou o cargo dois anos depois, para assumir a direção regional de Esportes em São Paulo.

Trinta nomes experientes

Infelizmente, a lista é imensa. Da TV Globo, saíram Luciana Ávila, apresentadora do Esporte Espetacular, Carla Canteras, Cláudio Moraes, Cláudio Schwab, Marco Aurélio Souza, Renato Peters e Rosane Araújo.

Do SporTV, foram a apresentadora Vanessa Riche; Marcelo França, chefe da editoria Internacional; e também Alfredo Taunay, Bianca Junqueira, Chafi Haddad, Cintia Martins, Idival Marcusso, Joyce Bruhn, Luiz Ademar, Marcos Carvalho, Mariana Brochado, Mário Jorge Guimarães, Norton Marcon, Paulinho Criciúma, Renato Matte, Rivelino Teixeira, Roger Garcia e o comentarista Carlos Cereto.

Do site GloboEsporte.com, Alexandre Fernandes, Alexandre Sattamini, Cida Calu, Marcelo Guimarães e Mariana Barros.

Há cerca de um mês, Rogério Marques tinha deixado o Globo Repórter, na TV Globo, e Christina Cabo, a GloboNews, ambos sem ligação com o Esporte.

Até o fechamento do J&Cia, havia a previsão, ainda não concretizada, de cerca de mais dez cinegrafistas serem afastados antes do final da semana.

Arlindo Sassi deixa a Jovem Pan e vai para a rádio Pampa

Arlindo Sassi
Arlindo Sassi

Arlindo Sassi chega para comandar o programa Pampa News, das 15h às 18h, no lugar de Marne Barcelos, que segue na faixa das 6h às 11h, além de assumir os comentários no Pampa Bom Dia, das 5h às 10h, e no Conexão Pampa, das 10h às 15h.

Sassi despede-se da Jovem Pan Porto Alegre hoje (19/10), onde está desde o início do ano.Ele tem mais de 40 anos de profissão e passagens pelas extintas Difusora e Cidade, além das rádios 104, Alegria FM, Atlântida, Farroupilha, Itapema, Viva 90.7 FM e Universal.

Em entrevista ao Coletiva.net, disse queé uma honra tocar o trabalho realizado por Marne. Desde a infância, no interior, sou um ouvinte fiel dele. Substituí-lo é uma grande responsabilidade”.

Prêmio Abrafarma prorroga inscrições até 6/11

A organização do 3º Prêmio Abrafarma de Jornalismo, iniciativa da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias, decidiu prorrogar de 23/10 para 6/11 o encerramentos das inscrições para o concurso, que visa a incentivar a produção de trabalhos jornalísticos sobre o varejo farmacêutico nacional, cujos enfoques e parâmetros constam do Regulamento.

Podem concorrer trabalhos veiculados originalmente e de forma inédita entre 17/10/2016 e 30/10/2017, em jornal, revista, rádio, televisão ou internet, em qualquer região do País. A premiação destacará os três melhores trabalhos, sendo que o 1º colocado receberá R$ 6 mil; o 2º, R$ 4 mil; e o 3º, R$ 2 mil. O júri será formado por representantes de Jornalistas Editora, que edita este J&Cia, Scritta Comunicação e Abrafarma. A solenidade de entrega será na tradicional festa de final de ano da entidade, em 7 de dezembro, em local a ser oportunamente anunciado.

Os trabalhos inscritos deverão ser enviados para a Coordenação do Prêmio pelo e-mail [email protected], acompanhados das respectivas fichas de inscrição, que devem ser copiadas do site do prêmio, preenchidas e coladas num documento de Word ou no próprio corpo da mensagem. No caso de publicações impressas, serão aceitos arquivos pdf; no de vídeos, arquivos MP4 ou indicação de link; no de rádio, arquivos MP3 ou indicação de link; e no de internet, links para site ou para matéria específica em site ou para blog.

Qualquer dúvida, consulte o Regulamento ou ligue para 11-3861-5280, em horário comercial.

Inscrições ao Jatobá PR vão até 31 de outubro

Vão até 31/10 as inscrições ao Prêmio Jatobá PR, que distinguirá os melhores cases de PR em 16 categorias exclusivas para as agências de comunicação, uma delas internacional, e em duas categorias abertas a todo o mercado (Contribuição a PR e Concorrência/Licitação do Ano em PR). No caso das categorias exclusivas, as agências de comunicação concorrerão entre si em dois grupos distintos: Grandes Agências e Agências-Butique.

Os trabalhos já inscritos apontam para um equilíbrio na distribuição de cases pelas várias categorias e também entre grandes agências e agências-butique, na proporção, por enquanto, de  44% e 56%, respectivamente.

Informações e inscrições no site do prêmio ou pelo 11-5576-5600. O Jatobá PR é uma iniciativa do Grupo Empresarial de Comunicação (Gecom), integrado pelas empresas Jornalistas Editora (que edita este J&Cia), Mega Brasil, Maxpress e Business News Online.

Demissão de repórter da Folha de S.Paulo gera polêmica na web

Danilo Gentili e Diego Ribas
Danilo Gentili e Diego Bargas

Uma reportagem publicada pela Folha de S.Paulo na última sexta-feira (13/10) gerou uma discussão acirrada nas redes sociais sobre liberdade de imprensa. Numa ponta da história está o jornalista Diego Bargas, autor de matéria; na outra, o apresentador Danilo Gentili, entrevistado por Bargas; e no meio, a própria Folha.

Intitulada Criada por Danilo Gentili, comédia juvenil ri de bullying e pedofilia, a matéria de Bargas critica o recém-lançado filme de Gentili Como se tornar o pior aluno da escola – baseado em livro homônimo, também de Gentili –, questionando, entre outras coisas, a classificação etária do filme.

Insatisfeito com a matéria publicada, Gentili foi às redes sociais e divulgou um vídeo com a íntegra da entrevista feita por Bargas, questionou seu posicionamento ideológico e o acusou de parcialidade, incitando seus seguidores a atacarem o repórter, que foi demitido na sequência.

De acordo com a Direção de Redação da Folha, no entanto, a demissão nada teve a ver com a pressão de Danilo Gentili e seus seguidores, e sim porque o repórter “desrespeitou orientações expressas sobre comportamento nas redes sociais”, que constam, inclusive, no contrato de trabalho. “Segundo as orientações”, informou o jornal, “devem-se evitar manifestações de cunho político-partidário e juízos que comprometam a independência das reportagens produzidas pelo jornalista.

Vale ressaltar que o jornal condena os ataques sofridos pelo repórter nas redes sociais e colocou seu departamento jurídico à disposição dele para se defender dos que tiverem cometido crime, como calúnia, injúria ou difamação. Essa é uma praxe da Folha e vale para todos os jornalistas”.

Em nota, o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo se posicionou a favor de Bargas e criticou a conduta da Folha de S.Paulo: “É mais um grave caso de perseguição e intimidação a jornalistas, o sexto ocorrido em São Paulo nos últimos meses, e que mostra uma escalada contra a liberdade de expressão e de imprensa em nosso País”, diz o comunicado.

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