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Prêmio CNT de Jornalismo anuncia finalistas de 2019

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) anunciou em 26/9 os 31 finalistas da 26ª edição do Prêmio CNT de Jornalismo. Foram selecionadas as melhores produções jornalísticas sobre transporte e sociedade, nas categorias Impresso, Internet, Televisão, Rádio, Fotografia, e Meio Ambiente e Transporte. O trabalho com a maior nota receberá o Grande Prêmio CNT de Jornalismo e R$ 60 mil. O vencedor de cada categoria receberá R$ 35 mil.

O corpo de jurados deste ano é formado por André Luiz Costa (diretor de jornalismo da Band), Alexandre Calais (editor de economia no Estadão), Eduardo Costa (apresentador da TV Record), Lilian Tahan (diretora executiva do portal Metrópole) e Amir Mattar (professor da UFSC).

O resultado será divulgado em novembro, e a cerimônia de premiação será no dia 4/12, em Brasília.

Confira os finalistas

Rádio

Só chamando JesusAgostinho Luiz Gouveia Teixeira (Bandeirantes – SP)

Perigo concreto: um raio-x dos viadutos de São PauloMaíra Gama Martins (BandNews FM)

Maio Amarelo – Quatro em cada dez crianças vítimas de acidentes de trânsito em Porto Alegre foram atropeladasCid Martins (Gaúcha)

O transporte do futuroDébora Alfano (BandNews FM)

A estrada é del@!Géssika Aline Lima da Costa (Correio AM 1200 – AL)

No meio do caminhoQueila Ariadne (Super Notícia – MG)

Impresso

DF fora dos trilhosAdriana Bernardes (Correio Braziliense)

Para onde vamos – Mobilidade x ModernidadeGuilherme Paranaíba Gouveia (Estado de Minas)

DF sobre trilhosAdriana Bernardes (Correio Braziliense)

A corrida pelo carro do futuroMarcelo Moura de Souza Santos (Época Negócios)

Guerra do trânsito: País tem um morto a cada 15 minutos no trânsitoMarlen Barbosa Couto (O Globo)

Televisão

GloboNews em movimentoGuilherme Ramalho de Melo (GloboNews)

Transnordestina: Da esperança ao abandonoHenrique Beirange (Record)

Fraude dos toxicológicosGiovani Grizotti (RBS)

Descaminhos do BrasilRenato Ferezim (Globo)

Desbravadores Fernanda Cristina Zanetti (EPTV Campinas)

Internet

Carros-fortes, homens indefesosSaulo Araújo (Metrópoles)

Rodas para crescerDeborah Fortuna (Correio Braziliense)

Pedágio sem retornoBernardo Henrique Miranda (O Tempo)

Especial Nova RotaçãoRoberta Soares (JCOnline e Portal NE10)

Greve dos caminhoneiros, um ano depois Renée Pereira (O Estado de S. Paulo)

Fotografia

Êxodo de escolas na zona ruralAntonio Scorza (O Globo)

Carros-fortes, homens indefesosIgo Estrela Caseiro (Metrópoles)

Agonia no trem, oito horas de um resgate frustradoDomingos Peixoto (O Globo)

A tragédia de Mariana (MG) vista pela janela do tremIgo Estrela Caseiro (Metrópoles)

O esquecido caminho das águasLeonardo Cavalcanti (Correio Braziliense)

Meio ambiente e transporte

O esquecido caminho das águasLeonardo Cavalcanti (Correio Braziliense)

Mudança de hábitos – Revolução nos transportesSimone Kafruni (Correio Braziliense)

Topamos o desafio: viajar com carros elétricosDiogo de Oliveira (Revista Autoesporte)

Enquanto o futuro não chegaLeonardo Cavalcanti (Correio Braziliense)

“Gotinha” que vai longeGuilherme Jancowski de Avila Justino (Zero Hora)

Racismo: nem o passo atrás livra a BBC de arranhões em sua imagem

* Por Luciana Gurgel, especial para o J&Cia

Luciana Gurgel

A emissora pública britânica BBC tem sido alvejada por petardos como a migração da audiência para canais de streaming, críticas aos altos salários de suas estrelas e acusações de parcialidade na cobertura política – contra ou a favor do Governo, dependendo da opinião do freguês. Não bastasse tudo isso, acaba de se enredar numa enorme controvérsia sobre racismo.

O estopim foi a reprimenda pública determinada pela ECU (Editorial Complaints Unit) a Naga Munchetty, jornalista com ancestralidade indiana, por comentários sobre a manifestação de Donald Trump feita em julho sugerindo que opositoras democratas deveriam “voltar para o lugar de onde tinham vindo”, referindo-se aos países de origem de suas famílias.

O caso ultrapassou as fronteiras dos meios jornalísticos e ganhou a imprensa geral. A pressão foi tão grande que a BBC acabou compelida a voltar atrás. Mas a história provocou discussões sobre diversidade e imparcialidade que ainda devem render. 

Racismo no café da manhã – A simpática Naga Munchetty é uma das apresentadoras do descontraído noticiário matinal Breakfast. Frequentemente, os dois apresentadores comentam as notícias, sem roteiro. Seu companheiro de bancada naquele dia, Dan Walker, entabulou uma conversa sobre a experiência dela com racismo, no contexto da notícia que acabara de ser exibida sobre a fala do presidente americano.

Naga foi dura, como seria de se esperar, já que a declaração de Donald Trump escandalizou meio mundo. Mas nada diferente de tudo o que muita gente vinha falando sobre o caso. Tanto que foi registrada apenas uma reclamação de espectador sobre a forma como a jornalista se expressou.

Ainda assim, a ECU abriu uma análise. Na semana passada anunciou o veredito: ela não teria respeitado os princípios de imparcialidade da emissora, razão pela qual a reclamação foi parcialmente acatada.

Mesmo sem resultar em punição, o caldo entornou. Uma avalanche de críticas à BBC iniciou-se imediatamente, envolvendo estrelas da casa, jornalistas de outras emissoras, celebridades negras e políticos, como o líder da oposição Jeremy Corbyn, que tuitou declarando apoio a Munchetty e cobrando explicações da BBC.

Parlamentares escreveram a Tony Hall, diretor-geral da emissora, exigindo revisão do caso. Uma petição online foi aberta em desagravo à profissional. Sindicatos entraram na história.

Na sexta-feira (27/9), o jornal The Guardian trouxe uma carta aberta protestando contra a decisão, assinada por jornalistas e personalidades representando minorias étnicas. Segundo os signatários, o veredito teria sido motivado por discriminação.

Tese que ganhou corpo na segunda-feira (29/9), quando o mesmo The Guardian revelou que a reclamação que deu origem à análise envolvia também o colega que dividia a bancada com Munchetty e dialogou com ela no ar. No entanto, a BBC repreendeu apenas a ela, deixando de fora Dan Walker, homem e branco.

A ECU tentou se defender. Argumentou que, na troca de mensagens com o espectador que abriu a reclamação, a conversa acabou se concentrando na apresentadora, razão pela qual a reprimenda teria sido apenas contra Naga. Lendo-se o conteúdo obtido pelo The Guardian, porém, não parece haver dúvidas de que o autor referiu-se a ambos – e até começou o texto falando primeiro de Walker, e não de Munchetty. Uma trapalhada. 

No fim do dia, depois de quase uma semana sangrando, veio a capitulação. O diretor-geral mandou um e-mail aos funcionários informando que o veredito tinha sido revertido. Afirmou que a emissora não é imparcial sobre racismo, e que discorda da análise da comissão, por não ver impropriedade nas palavras da jornalista.

O episódio dá margem a discussões acerca de imparcialidade no jornalismo. Pode um jornalista expressar opinião diante de um tema tão óbvio, já que a própria ECU admitiu que a declaração de Donald Trump foi racista? Qual o limite aceitável para um comentário dessa natureza? O jornalista pode condenar a fala e não o seu autor? É legítimo elaborar sobre suas motivações?  E sendo o jornalista um âncora, e não um locutor, de quem é esperado que vá além da simples leitura de um texto pronto, seria errado expressar sua opinião pessoal sobre Donald Trump no contexto do racismo praticado?

Há ainda a questão do racismo e da discriminação no jornalismo. Nesse caso, dupla, já que envolveu uma mulher integrante de minoria étnica. Teria sido ela de fato julgada por sua condição e não somente pelo que falou?

Muito ainda deve se debater sobre esse caso. Mas não há dúvidas de que a admirável BBC saiu arranhada da história. E demorou demais a reagir.

Secom/PR desmente criação de “central anti-fake news”

A Secretaria de Comunicação da Presidência da República desmentiu a este J&Cia a informação, veiculada pelo Estadão, de que o Palácio do Planalto teria montado uma “central anti-fake news” para responder às notícias tidas como falsas sobre o presidente Bolsonaro. Segundo o jornal, ela estaria funcionando com cerca de 50 profissionais de comunicação, que submeteriam as “falsas notícias” à Chefia da Secom e, em alguns casos, ao próprio presidente.

Consultada, a Secom respondeu por e-mail que “não procede a informação de uma ‘central anti-fake news’ gerenciada pelo Governo Federal para monitorar notícias falsas, nem mesmo a contratação de ‘50 jornalistas’ para prestar algum tipo de serviço parecido. Cabe reforçar que a comunicação de governo tem princípios baseados na verdade e na transparência de informações”.

E mais…

Já a Secretaria de Comunicação do Senado desmentiu notícia que está circulando pelo WhatsApp de que a TV Senado teria censurado o vídeo de atores da TV Globo defendendo o projeto Dez Medidas contra a Corrupção, como ficou conhecido o PL 27/2017.

Em compensação, a Câmara dos Deputados lançou em 25/9 um canal para checagem de notícias, o Comprove. Por meio do WhatsApp 61-996-602-003, o usuário pode consultar a veracidade de informações relacionadas à atividade, à estrutura e à administração da Casa e aos deputados federais no desempenho de suas funções. Além de responder ao cidadão pelo mesmo canal, a Câmara publicará as demandas de maior interesse na página do Comprove, no portal da instituição e nas redes sociais, facilitando o processo de verificação das fake news. A ferramenta está disponível de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, exceto feriados.

Morre Newton Carlos, pioneiro das editorias de Internacional

Newton Carlos em 2010

Newton Carlos Pereira de Figueiredo, ou apenas Newton Carlos, como ficou conhecido, morreu no Rio de Janeiro em 30/9, aos 91 anos, depois de ter sido internado, no final de semana, com pneumonia.

Ele nasceu em Macaé, no Estado do Rio, e mudou-se para a capital para estudar Contabilidade, profissão que logo deixou. Começou nos anos 1940 no Correio da Manhã. Na década seguinte, passou à análise da política internacional no Jornal do Brasil, setor em que teria reconhecimento dali em diante.

Trabalhou na Organização Internacional dos Sindicatos Livres, em Bruxelas, a convite do governo espanhol no exílio. De volta ao Brasil, na década de 1960, foi chefe de Reportagem da revista Manchete, na Bloch Editores; no Jornal do Brasil, a convite de Jânio de Freitas, montou a primeira editoria de Internacional do País; e na Folha de S.Paulo, foi colunista de política internacional por 25 anos.

Esteve também no Diário de Notícias, na Última Hora e em O Pasquim. Escreveu para veículos internacionais, como o italiano Il Manifesto e o argentino Clarín, além de publicações peruanas e mexicanas. Teve carreira ainda na televisão (TV Rio e Globo) e no rádio (Excelsior), e como comentarista na Band. Sempre em atividade, até o início deste ano colaborou com o Correio Braziliense.

Publicou vários livros, entre eles: Chile com Allende para onde vai?; América Latina dois pontos; Camelot, uma guerra americana; e Bush e a doutrina das guerras sem fim. Como escritor, ganhou o Prêmio Rei da Espanha.

Newton Carlos deixa viúva Eliana Brazil Protásio e três filhas. Uma delas, Janaína Figueiredo, é jornalista de O Globo.

PUC-SP realiza 41ª Semana de Jornalismo

A PUC-SP promove, de 7 a 11/10 (segunda a sexta-feira), no Campus Monte Alegre (rua Monte Alegre, 984), no bairro paulistano de Perdizes a 41ª edição da sua Semana de Jornalismo, cujo tema será Jornalismo em tempos de cólera – A democracia sob ataque e formas de resistência, com debates e exibições de filmes sobre o assunto.

Entre as atrações do evento, destaca-se a palestra Por dentro da operação #VAZAJATO, realizada no teatro TUCA (ao lado da PUC), com presença de Glenn Greenwald (The Intercept).

Em entrevista ao site da PUC-SP, os organizadores da Semana destacam a importância das redes sociais nas discussões políticas: “Os algoritmos e as interações nos lançaram em bolhas de opiniões convergentes às nossas. Ao mesmo tempo, as fake news emergiram, poluindo o debate público, ao ponto de quase tudo perder credibilidade. Nesse contexto, o trabalho da imprensa, antes responsável por equilibrar o balanço dos três poderes, ou até por desequilibrar em favor de seus aliados, ganha novas importantes responsabilidades. Mas quais são elas? Onde está o quarto poder?”.

Confira a programação completa.

Revista AzMina lança bolsas de reportagem sobre violência doméstica

A Revista AzMina abriu em 30/9 inscrições para a terceira edição de suas bolsas de reportagem, com o tema Violência Doméstica. Repórteres mulheres, que tenham experiência em reportagem, podem enviar sugestões de pauta para o site da revista.

As três pautas escolhidas receberão uma bolsa de R$ 5 mil cada para produzir a reportagem. Os critérios utilizados para a avaliação serão: originalidade, viabilidade, relevância da pauta e trabalhos anteriores das repórteres. As pautas vencedoras serão anunciadas em 18 de outubro.

As inscrições vão até 11 de outubro. Leia o regulamento na íntegra aqui.

Universidade do Texas oferece curso gratuito sobre jornalismo de dados

O Centro Knight da Universidade do Texas promove o curso online Jornalismo de dados e visualização com ferramentas gratuitas, com nove instrutores, liderados por Alberto Cairo, ocupante da cadeira Knight na Universidade de Miami, e Simon Rogers, editor de dados do Google News Lab.

O objetivo do curso é ensinar às pessoas a encontrar dados, analisá-los e prepará-los para exploração e visualização, oferecendo as ferramentas e dicas necessárias para começar ou aperfeiçoar a atuação no jornalismo de dados.

Vale lembrar que este curso será o primeiro oferecido em três idiomas (inglês, português e espanhol), simultaneamente. A iniciativa faz parte do programa Journalism Courses do Centro Knight, que já alcançou 182 mil estudantes em 200 países nos últimos sete anos.

O curso é gratuito e terá duração de seis semanas, de 14/10 até 24 de novembro.

Aos Fatos lança programa para apoiadores

Justiça derruba liminar que proibia Aos Fatos de mencionar que Revista Oeste publicou desinformação
Justiça aceita recurso contra Aos Fatos por difamação do Jornal da Cidade Online
Logo Aos Fatos

A agência de checagem Aos Fatos lançou em 30/9 o Aos Fatos Mais, programa que visa a beneficiar seus principais apoiadores, como forma de agradecimento pelo suporte dado ao seu trabalho.

Os apoiadores que contribuírem com R$ 20 mensais ou mais receberão benefícios, como uma newsletter semanal exclusiva, contendo os bastidores das checagens e reportagens da Aos Fatos; o direito a conversar com a equipe mensalmente por meio de uma transmissão online especial; e descontos em livros da editora.

Além disso, os 100 primeiros contribuintes poderão concorrer a um dos cinco livros que serão sorteados. (Veja+)

Confira os vencedores do Prêmio Europa de Comunicação 2019

A 30ª edição do Prêmio Europa de Comunicação, iniciativa da Comissão Europeia de Turismo na América Latina (ETC), prestigiou uma série de produções jornalísticas voltadas ao turismo, com foco na visão dos brasileiros sobre a Europa. A cerimônia de premiação ocorreu em 24/9, no Consulado Geral da Espanha, em São Paulo.

O prêmio tem três categorias: melhor matéria impressa, melhor matéria online e melhor matéria audiovisual. Segundo os organizadores, as vencedoras destacam-se pela originalidade com a qual abordaram o tema. São elas:

Melhor matéria impressa: Diário de uma bicicleta, por Tales Azzi (Viaje Mais), mostra uma viagem pela Europa utilizando apenas uma bicicleta e um barco como meios de transporte.

Melhor matéria online: Islândia e as 7 maravilhas Naturais de Myvatn, por Sidney Michaluate (3 em 3), destaca sete maravilhas naturais da região do Lago de Myvatn, no sexto episódio da websérie da 3 em 3 sobre a Islândia.

Melhor matéria audiovisual: San Marino – País nas alturas, por Daniel Arcanjo (TV Record), mostrando a região de San Marino, na Itália, com todas as suas particularidades, tradições e curiosidades.

Prefeitura de São Paulo lança podcast sobre mobilidade

A Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes da Prefeitura de São Paulo acaba de lançar a Rádio Mobilidade, canal de comunicação em formato de podcast e vídeos. Comandado por Cátia Toffoletto e José Nello Marques, contará com prestação de serviços, fazendo um acompanhamento diário dos departamentos responsáveis pelo trânsito na capital paulista.

Os temas dos programas serão pertinentes aos usuários de todo o sistema de mobilidade da cidade e o conteúdo será disponibilizado nos sites da SMT, da CET e da SPTrans, nas redes sociais desses órgãos e compartilhado também para rádios comunitárias. A Rádio Mobilidade terá também uma página na plataforma online de publicação de áudio Soundcloud.

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