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sexta-feira, abril 10, 2026

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Quer colaborar? Torne-se uma liderança!

Leandro Modé

Por Ceila Santos

Ceila Santos

A pandemia trouxe as crianças, o cachorro, o gato e os idosos para o campo do trabalho. E, lógico, o(a) companheiro(a), grupo de amigos que divide a casa ou a solidão. Quem não liderar essa vida nova, dentro das funções e responsabilidades a que já estava habituado no seu dia a dia fora de casa, pode perder o bonde da colaboração. De origem latina, a palavra tem significado simples “trabalhar com”. Ou seja, fazer junto. Na prática, colaborar tem interpretações bem diferentes: ajudar o outro, entregar parte do trabalho ao outro, suprir a necessidade de outros. Focado na entrega e cheio de boas intenções, quem diz que colabora ainda não entendeu o significado de ajuda mútua, escuta e exercitar a confiança.

É fácil para jornalistas, RPs e publicitários falar de fenômenos disruptivos, analisar tendências e categorizar os desafios; vivemos disso. Somos perguntadores do mundo. A Comunicação é o mundo das ideias, dos conceitos, símbolos, mensagens e transmissão. E, como vivemos na era do conhecimento, analisar o futuro é como beber água no dia a dia. Alguns profissionais também têm o hábito de olhar o passado, principalmente aqueles que investigam e usam a linha histórica para compreender o presente. Lex Bos (1957-2005), sociólogo e consultor holandês, mostra o quanto essas duas habilidades de análise, do passado e do futuro, faz parte do processo comunicativo de todo ser humano. Primeiro a gente julga o que acontece (passado/fatos) e depois como algo deve ser (futuro/normas). Ele nomeia a tendência de olhar para o passado como caminho cognitivo e, para o futuro, de optativo. Se esse é o trabalho natural, que inclui funções e responsabilidades da comunicação, penso que a liderança da comunicação pode servir de inspiração para todos que desejam colaborar de forma genuína. Ou seja, saindo do lugar comum e velho, de fazer pelo outro ou para o outro, e praticando a origem da palavra, com outro.

Pra começar essa partilha era necessário definir quem é a liderança da comunicação. Minha escolha foi pelo domínio econômico, o corporativo, que hoje é o ponto nevrálgico, que sustenta os dois lados do chamado balcão – RP e jornalista – e ainda se relaciona commarketing. Leandro Modé, superintendente do Itaú Unibanco, premiado pela Aberje em 2019, foi o primeiro que aceitou abrir esse diálogo no Jornalistas&Cia. Respondeu meu contato de forma rápida, receptiva e sem intermediários. Abertura. Qualidade primordial para transformar em juízos os julgamentos do caminho cognitivo e optativo, identificados por Bos.

Leandro revelou que o Itaú Unibanco já reconhece a colaboração como princípio a ser desenvolvido nas relações para a sustentabilidade do negócio e investe nas equipes multidisciplinares para áreas diferentes trabalharem juntas numa meta comum. Esse é o começo da brincadeira. Pra ela prosperar vai ser crucial que cada integrante aprenda a comunicar fora do senso comum. Aprenda a ser líder de si. Aprenda a tomar decisões não só em prol do comum, que se agrega nessas equipes, mas que insira o que está conectado à equipe-multi. Clientes? Fornecedores? Não. Coronavírus! O que estamos aprendendo agora nesta crise? Responsabilidade do contágio. Somos todos um. Não basta conhecer ou falar da globalização. É preciso vivê-la.

É aí que entram as metodologias de Desenvolvimento Humano e Organizacional. Bos ensina que perguntadores, como nós, quando usam os caminhos propostos, tornam-se pesquisadores quando olham para o passado e empreendedores, quando olham para o futuro. Essa postura de quem investiga para compreender o mundo ou de quem empreende para mudar o mundo é o ponto de partida para a formação do juízo. Só que ele só acontece quando a gente consegue distinguir os caminhos e relacionar um com outro.

Pra cair a ficha do que isso significa, lembra de alguma reunião em que seu coração fervia dentro de si porque desejava resolver logo o problema, mas aquela pessoa, ou grupo, insistia em perguntar mais, averiguar mais, diagnosticar mais. Seja qual for o lado em que se posiciona, se não houver consciência e técnica, conflito e mal-estar serão gerados e não cuidados, pois todos os percebem. Batizada pela sigla FDJ, a Formação de Dinâmica de Juízo nos ajuda neste discernimento e na correlação dos caminhos citados, com uma técnica muito simples – identificando ora o passado ora o futuro, nas posições do tempo, durante o discurso de quem fala. Isso ajuda os corações ansiosos do futuro a esperar a voz de quem olha para o passado pra dizer se aquela ideia fantástica e genial, que veio do fundo de si, honra aquilo que foi, ou só reproduz o velho. É simples, mas não é fácil.

Bos explica que a distinção dos caminhos não é uma dinâmica de grupo, mas uma distinção psicológica-individual. “Toda pessoa tem tendências a ver a realidade através dos óculos de suas intenções, desejos e necessidades próprias”. Ele diz: julgamos o futuro de acordo com a nossa experiência do passado. Sem que o percebamos, nossas decisões no caminho optativo são ditadas pelo caminho cognitivo. Se não os distinguirmos conscientemente, chegaremos a decisões erradas no caminho optativo”. Ou seja, se as equipes multidisciplinares forem capazes de dialogar a partir da profundidade dos seus conhecimentos, mesmo que haja soluções, o resultado pode ser o conhecido.

Se tem algo com que comunicadores e não profissionais desta área concordam é que haverá mortes – além das existentes – de profissões, modelos de negócios e organizações depois dessa crise. Nós já lidamos com a reinvenção da imprensa desde começo do milênio e sabemos o quanto as áreas de entrega precisam tornar-se mais estratégicas para cumprirem sua função. Não será a inteligência da capacidade de análise e raciocínio que todo jornalista tem que irá trazer o novo. Nisso, os algoritmos são melhores que nós. Talvez seja a hora de aprendermos a formar juízos para criar uma realidade de comunicação colaborativa, onde haja escuta e ajuda mútua. Bos ensina que a realidade social ao nosso redor não cresce como uma floresta natural, ela é obra humana. Depende de cada um de nós ter a disposição de discernir o nosso tempo de fala e escuta para julgar menos e construir mais. Assim construiremos uma nova comunicação.


Entre os presentes que Jornalistas&Cia oferecerá aos seus leitores no Especial do Dia do Jornalista, está a estreia da coluna Liderança Colaborativa, que abordará os desafios das grandes organizações em harmonizar e integrar as gerações, com seus diferentes perfis, vocação e interesses, nos processos produtivos da comunicação. Ceila Santos se aprofundou na área de Desenvolvimento Humano sob a perspectiva da antroposofia, e trará a cada 15 dias a conversa com um líder de comunicação do País.

Briga dos Frias volta a frequentar o noticiário

Luiz Frias e Maria Cristina Frias. Crédito: reprodução/YouTube

A disputa judicial que se sucedeu ao afastamento de Maria Cristina Frias da Direção de Redação da Folha de S.Paulo, por seu irmão Luiz Frias, e que também abrange as questões societárias dentro do Grupo Folha, voltou esta semana ao noticiário, curiosamente em matéria publicada pelo Valor Econômico, jornal que até meses atrás era parte do próprio Grupo.

Embora corra em segredo de justiça, o processo, segundo apurou o Valor, em matéria publicada nessa terça-feira (7/4), envolve acusações, por parte de Maria Cristina, contra o irmão, de ilegalidade e uso de informação privilegiada em uma transferência de ações do Grupo UOL.

Nenhuma das partes quis se manifestar pública e oficialmente, exceção ao advogado João Ricardo de Azevedo Ribeiro, que representa Luiz Frias e Fernanda Diamant, viúva de Otavio Frias Filho e sócia do Grupo Folha, também ré na acusação; para o advogado, o assunto não deverá prosperar por não haver qualquer irregularidade na transferência das ações. O jornal tentou ainda contato com os dois réus, mas não obteve reposta.

Abraji diz que cerca de 70% dos ataques à imprensa em 2020 vieram de agentes públicos

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) fez um levantamento das violações à liberdade de imprensa e de expressão nos primeiros meses de 2020 e registrou 24 ataques, sendo 17 vindos de agentes públicos – presidente, ministros, deputados, Polícia Militar, entre outros –, o que equivale a 70% do total.

Entre os casos registrados, sete foram feitos pelo presidente Jair Bolsonaro e outros sete por seus apoiadores, que incluem deputados, ministros e simpatizantes no Twitter. Para efeito de comparação, os resultados do estudo em 2019 detectaram 16 ataques à imprensa, sendo dois deles feitos por Bolsonaro e outros seis por seus apoiadores.

A entidade repudiou a postura do governo federal em meio à crise do coronavírus, classificando-a como irresponsável: “Enquanto a imprensa noticia os dados e eventualidades relacionados à doença, Bolsonaro elege, insistentemente, o jornalismo como inimigo público número um em seus pronunciamentos”.

Vale destacar que dos sete ataques feitos por Bolsonaro este ano, cinco ocorreram durante o contexto pandêmico atual. (Veja+)

Fórum de Direito de Acesso a Informações retoma atividades

O Fórum de Direito de Acesso a Informações Públicas retomou suas atividades intensificando o monitoramento da implementação da Lei de Acesso à Informação (LAI), trabalho que realizou de 2011 a 2017.

Lançada em 2004 por iniciativa da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), a rede foi muito importante na criação da LAI. Sua primeira ação em 2020 foi a participação na redação da nota de repúdio contra a Medida Provisória 928/2020, que permitia a suspensão do prazo máximo de atendimento a pedidos de informação. Tal medida foi suspensa no mês passado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Além de garantir que a LAI seja cumprida, o fórum estará atento a qualquer tipo de retrocesso da lei e apresentará soluções para melhorar a sua implementação nos diferentes níveis e poderes. A entidade responsável pela coordenação da rede no biênio 2020-2021 é a Transparência Brasil.

Com informações da Abraji.

Ato virtual em defesa do jornalismo será hoje (7/4), às 19h

Nesta terça-feira (7/4), a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e a Associação Profissão Jornalistas (APJor), entre outras entidades, realizarão às 19h, no YouTube, um ato virtual em defesa do jornalismo. Em meio à pandemia do novo coronavírus, a categoria é “artigo de primeira necessidade”, como classifica a Fenaj.

O evento virtual neste Dia do Jornalista tem o objetivo de valorizar o trabalho da imprensa em trazer informações confiáveis e relevantes sobre a Covid-19, correndo risco de contágio e sofrendo ataques frequentes por parte do governo federal. As entidades convocam também profissionais da saúde, pois 7 de abril também é o Dia Mundial da Saúde.

Rodrigo Alvarez lança startup que imprime livros brasileiros no exterior

Rodrigo Alvarez lança nesta quarta-feira (8/4) a startup Buobooks, que imprime livros brasileiros no exterior, sob demanda e a preços competitivos, como uma espécie de “Netflix dos livros”. Ele deixou a TV Globo em dezembro do ano passado, após 23 anos de casa, e agora dedica-se ao projeto.

Atualmente morando na Flórida, onde escreve seu décimo livro – o segundo volume de Jesus –, Alvarez fechou parcerias com algumas editoras brasileiras como Sextante e LeYa. A ideia é reduzir as dificuldades que pessoas que moram no exterior encontram para adquirir livros editados no Brasil, como altos preços, frete e grande tempo de espera até a chegada do produto.

“O que estamos fazendo é inovador porque elimina a distância. Imprimimos os livros perto de onde as pessoas moram, com preços normais de mercado, sem aumentos excessivos por conta do processo de exportação e importação”, explica Alvarez.

Já estão no catálogo da plataforma best-sellers como Silvio Santos: A Biografia (de Anna Medeiros e Marcia Batista), Todos contra Todos (de Leandro Karnal), Brasil: Uma História (de Eduardo Bueno) e Fazendo as Pazes com o Corpo (de Daiana Garbin), além de livros do próprio Alvarez. É possível inscrever seu e-mail no site da Buobooks para saber quando ela estará disponível.

João Borges deixa a GloboNews e assina com a Febraban

João Borges

O comentarista João Borges pediu demissão da GloboNews após 17 anos na emissora. Um dos principais destaques do canal, principalmente por suas participações no Jornal das 10, a decisão surpreendeu os colegas, segundo apurou Leo Dias (UOL). Em revezamento, Camila Bomfim e Marina Franceschini o substituem interinamente na GN.

Borges será o novo porta-voz da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). A entidade afirmou que o comentarista “chega em um momento de grandes desafios e decisivo para o futuro do País”.

Grande Prêmio apresenta nova programação

O portal Grande Prêmio ganhou nova programação, com mudanças em algumas atrações já tradicionais, como os programas Paddock GP e Paddockast, por causa do impacto da pandemia do coronavírus, além de três novas atrações.

Em 30/2 estreou o Fala y Fala. No formato de talk show, exibido às segundas e quintas-feiras, sempre às 21h, o programa apresentado por Victor Martins e Gabriel Curty traz convidados que não necessariamente têm a ver com o esporte a motor, como jornalistas do ramo do esporte, da política, entretenimento ou economia, assim como comediantes, escritores e atletas de outras categorias.

A conversa aborda histórias de vida e carreira, assim como uma discussão franca sobre o momento em que vivemos no mundo, medidas contra a pandemia e projeções para o que será da Terra quando tudo isso passar. A edição de abertura teve uma roda de conversas com Flavio Gomes, João Carlos Albuquerque, Mauro Cézar Pereira e Lúcio de Castro.

Nesta terça-feira (7/4), às 21h, será a vez do Cadeira Cativa, programa que trará grandes nomes do jornalismo automobilístico para discutir momentos marcantes do esporte a motor, contar histórias, relembrar coberturas, discutir um pouco de atualidade e falar da vida. Entre os convidados estão Edgard Mello Filho, Rodrigo Mattar e Américo Teixeira Jr.

Outra novidade será o game show Passa ou Ultrapassa, apresentado por Felipe Noronha, em que membros do Grande Prêmio receberão assinantes do site para responderem a uma série de perguntas em busca de pontos e prêmios, sempre às quartas-feiras, ocupando uma faixa que, tradicionalmente, é do futebol na televisão.

E a partir de 17/4, às 21h, o canal do GP trará um programa com foco nos eSports. Apesar do cunho virtual, é voltado a todos os fãs do esporte a motor, que poderão acompanhar o desempenho de importantes pilotos do cenário nacional dando voltas rápidas em simuladores. A apresentação será de Thiago Izequiel.

Festival Cannes Lions 2020 é cancelado

O Cannes Lions Festival Internacional de Criatividade no Brasil 2020 foi cancelado oficialmente. Em comunicado, o Estadão, representante oficial do evento no Brasil, afirmou que a decisão foi tomada por causa do atual contexto pandêmico.

“As prioridades de nossos clientes mudaram para a necessidade de proteger as pessoas, para atender os consumidores com itens essenciais e focar na preservação de empresas, sociedade e economias”, diz o texto. O festival, que seria realizado em outubro, foi remarcado para de 21 a 25 de junho de 2021.

Comunique-se e Etalent apresentam resultados da pesquisa Talento Brasileiro da Comunicação

O portal Comunique-se e a consultoria em gestão de talentos Etalent realizam na terça-feira (7/4) uma videoconferência para apresentar os dados da pesquisa Talento Brasileiro da Comunicação, que estuda o comportamento e o perfil dos comunicadores brasileiros. O webinar é gratuito e terá início às 14 horas.

O evento será conduzido por Rodrigo Azevedo, CEO e fundador do Grupo Comunique-se, e Jorge Matos, CEO e fundador da Etalent. Dirigida a profissionais das mais diversas áreas da comunicação, a videoconferência terá como pontos centrais as tendências do perfil comportamental na comunicação; a importância do comportamento no sucesso do profissional; inspirações para os profissionais lidarem com os desafios da transformação digital; modelos, ferramentas e dicas, entre outros. Inscreva-se!

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