Alunas do curso de Jornalismo da PUC-SP criaram o Projeto Alamandas, que conta histórias de mulheres paulistas durante o isolamento social, com o objetivo de apresentar problemas e consequências que elas seguem enfrentando em quarentena, e conscientizar o público sobre questões de gênero e feminismo.
Inspirados no livro Sejamos Todos Feministas, de Chimamanda Ngozi Adichie, as estudantes buscaram mulheres de diferentes classes sociais, econômicas e raciais para relatarem o período de quarentena e suas visões sobre o feminismo.
Camila Barros, uma das alunas responsáveis pelo projeto, explica que a ideia é “deixar o projeto completamente com a cara das entrevistadas. As músicas são escolhas delas, os textos informativos são baseados nos relatos delas, o conteúdo em si é todo criado a partir dessas entrevistas”.
O Grupo Bandeirantes confirmou na quarta-feira (24/6) a contratação da apresentadora Mariana Godoy, que chega para trabalhar na BandNews FM, na BandNews TV e possivelmente apresentar o programa matinal Aqui na Band. Segundo Daniel Castro (Notícias da TV/UOL), o acerto gerou uma série de desavenças e polêmicas dentro da emissora. Vildomar Batista, diretor-geral e criador do Aqui na Band, foi demitido nesta quinta-feira (25/6), após declarar que não havia sido avisado da contratação de Godoy, e que ficou sabendo apenas pela imprensa.
Luís Ernesto Lacombe
Em comunicado, a Band anunciou que o apresentador Luís Ernesto Lacombe, que comandava o Aqui na Band, deixou a emissora. Nathália Batista, que apresentava a atração ao lado de Lacombe, foi afastada. Mariana Godoy deve assumir o programa ao lado de outro apresentador que ainda será definido. Segundo Daniel Castro, as medidas são fruto de uma briga ideológica entre os setores de Entretenimento e Jornalismo da emissora, por causa de pautas tendenciosas e debates sobre conservadorismo em favor do presidente Jair Bolsonaro.
No comunicado, a Band escreveu que o Aqui na Band será reformulado. A diretoria da emissora suspendeu a exibição das edições inéditas do programa. Até julho, serão exibidas reprises.
O coletivo AzMina criou o portal Elas no Congresso, que monitora a atuação parlamentar no que se refere aos direitos das mulheres. O site elabora um ranking de deputados e senadores, mostrando quais políticos e partidos estão agindo positivamente e negativamente pela causa.
Quinze organizações que trabalham com direitos das mulheres julgaram cerca de 331 projetos sobre o tema criados em 2019 por parlamentares. Elas avaliaram se os projetos eram favoráveis ou desfavoráveis, e relevantes ou irrelevantes. Com base nesse critério, cada projeto de lei (PL) e cada parlamentar recebeu uma pontuação.
O portal disponibiliza os dados completos, incluindo os critérios de pontuação. Eles podem ser baixados por qualquer um. Confira!
A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), em parceria com o Facebook Journalism Project, relança o curso Jornalismo Local Sustentável, destinado a profissionais que trabalhem em meios de comunicação de abrangência local ou que tenham projetos para empreender nesse setor. O curso, gratuito, será o mesmo de 2019, com conteúdo igual ao da edição anterior, que teve 3,5 mil inscritos.
As aulas são divididas em quatro módulos: Jornalismo local de qualidade, Territórios e comunidades, Ferramentas digitais para jornalista e Jornalismo economicamente sustentável. Ao longo do curso, os participantes aprenderão sobre fundamentos do jornalismo; uso de smartphones para produção de vídeos; novas linguagens, como dados e podcasts; análise de redes sociais; ferramentas que aumentam a produtividade jornalística; técnicas de medição de audiências, entre outros.
Marcelo Träsel, presidente da Abraji, destaca a importância do Jornalismo Local. Para ele, “a existência de veículos de imprensa saudáveis nos municípios é fundamental para a democracia, porque é nos municípios que a cidadania acontece todos os dias. Pesquisas mostram que nas cidades onde há jornalismo independente há menos casos de mau uso do dinheiro público. Além disso, o contato com o jornal, emissora ou website local é uma forma de o cidadão conhecer na prática o trabalho dos jornalistas, o que pode contribuir para aumentar a credibilidade na imprensa como um todo”.
As inscrições vão até 30/6 e são limitadas a até 1,5 mil participantes. Caso o número de inscritos seja inferior, a Abraji abrirá uma lista de espera para estudantes de Jornalismo.
Enquanto países que já controlaram a Covid-19 temem a “segunda onda”, outros ainda vivem o drama de contabilizar vidas perdidas e prejuízos à economia. Em comum, todos apostam na vacina contra o coronavírus para dar fim ao pesadelo.
Mas pode não ser tão simples, se os movimentos antivacina conseguirem afetar a contenção da doença. Essa preocupação motivou um estudo da empresa FTIConsulting a respeito de riscos à saúde pública global advindos da disseminação de informações falsas sobre imunização nas redes sociais.
O relatório lembra que teorias conspiratórias envolvendo vacinas não são novidade, mas observa que as redes sociais asseguram condições inigualáveis para a proliferação delas. A fim de avaliar os riscos potenciais, a consultoria tomou como referência a onda de desinformação a respeito da vacina tríplice viral (ou MMR, contra sarampo, rubéola e caxumba). E projetou um cenário preocupante para a imunização contra o coronavirus.
O curioso é que as fake news sobre a MMR tiveram origem sólida. Espalharam-se a partir de um estudo publicado em 1999 na respeitada The Lancet, fonte de referência para cientistas e jornalistas, que associava a vacina ao autismo.
Depois muita controvérsia a publicação retirou o artigo. Seu autor teve a licença cassada. Mas isso foi apenas em 2010, quando os boatos já tinham se espalhado o suficiente para impactar a saúde pública em vários países.
O estudo da FTI Consulting assegura que as notícias sem fundamento causaram queda de 94% para 90% na cobertura vacinatória no Reino Unido entre 2013 e 2019. Os pesquisadores empregaram modelos matemáticos e estatísticas oficiais para isolar outros fatores capazes de influenciar redução, comprovando que as informações falsas desempenharem papel central na decisão de pais não imunizarem os filhos.
A conclusão da FTI é que ideias transmitidas pelas redes sociais afetam o comportamento humano, podendo impactar a saúde pública na vida real. No caso do coronavírus, pessoas podem se recusar a tomar a vacina quando estiver disponível, permitindo que a doença continue a fazer vítimas.
A consultoria conclama os indivíduos a terem cuidado com o que criam e compartilham. E chama as redes sociais à responsabilidade de conter a desinformação. Por fim, aborda a adoção de controles legais sobre as mídias sociais.
Editores ou plataformas de compartilhamento? − Embora o coronavírus tenha motivado algumas redes a agir rápido para remover conteúdo falso, o posicionamento das plataformas digitais continua o mesmo. Sustentam que não são editores como a mídia tradicional, e sim ambientes para partilhar material feito pelos usuários, sendo esse o foco do debate sobre mecanismos de controle.
A boa notícia é que o trabalho feito por meios de comunicação e entidades dedicadas a combater as fake news parece estar sendo eficaz para conscientizar o público sobre os riscos de acreditar em tudo o que chega pelas redes. A seriedade da pandemia pode estar contribuindo, como registram pesquisas.
Uma das mais notórias, sobre a qual falamos aqui, foi feita pela empresa GlobalWebIndex. Indicou que, mesmo figurando como fonte de informação sobre a doença para 47% dos respondentes, as redes sociais alcançaram somente 14% no quesito confiança, o maior gap entre uso e credibilidade.
Todos são responsáveis − É um caminho fácil crucificar as plataformas digitais. Porém, não são as únicas vilãs.
O episódio envolvendo The Lancet acaba de se repetir, com a inacreditável história do artigo científico publicado em maio mostrando riscos cardíacos para pacientes tratados com hidroxicloroquina. Foi removido diante de questionamentos sobre a metodologia por parte do The Guardian depois de ter sido usado até pela OMS para fundamentar a recomendação de suspender o uso da substância.
Responsabilidade e cuidado quando se trata de saúde precisam valer para todo mundo.
Apaixonado por triatlo, VP de Comunicação Corporativa da Arcos Dorados (McDonald’s) relata como as habilidades emocionais adquiridas por meio do esporte foram essenciais para enfrentar a doença
Já está à venda, em formato exclusivo para e-books, o livro Rotina de Ferro (Planeta). Nele, David Grinberg, vice-presidente de Comunicação Corporativa da Arcos Dorados, empresa que opera a marca McDonald’s em 20 países da América Latina e Caribe, aborda como a motivação, disciplina e resiliência de um atleta de Ironman estão sendo importantes na luta contra o câncer.
Em 2018, aos 39 anos, poucos dias depois de participar do maior desafio esportivo da vida, uma prova completa de Ironman, o executivo recebeu o diagnóstico de linfoma, um tipo de câncer que afeta os linfócitos. Em Rotina de Ferro, ele narra sua história desde antes da descoberta da doença, passando pelo tratamento, enquanto aborda como encarou a adversidade − um desafio no qual a meta era alcançar a cura e retomar a vida familiar, profissional e esportiva −, além de compartilhar reflexões e aprendizados ao longo desse processo.
“Eu sempre soube, desde pequeno, da importância da disciplina e da concentração em tudo o que faço na vida”, destaca Grinberg. “E devo isso em grande parte ao esporte. Essas duas ferramentas não vêm de graça, demandam treino e atenção, mas me foram extremamente úteis em toda a minha vida – inclusive durante o enfrentamento da doença”.
Ao longo do tratamento, o autor relata que teve diversos insights e passou a rever algumas atitudes e a valorizar pequenas coisas: “A doença me fez parar para enxergar melhor os outros e ver como as relações precisam ser mantidas com atenção dos dois lados”.
Ele ressalta, por exemplo, a importância em manter conexões com os familiares e amigos, mesmo quando as rotinas muitas vezes não permitem ter um contato próximo, aproveitar com calma pequenos prazeres do dia a dia, valorizar conquistas de recomeço e ser mais gentil com o próprio corpo, de forma a perceber pequenos sinais que ele possa dar.
O valor de lançamento de Rotina de Ferro, na Amazon, é de R$ 17,91, e o valor dos direitos autorais será 100% revertido para a Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia.
A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) destacou em comunicado o aumento da violência contra jornalistas que cobrem manifestações públicas em diversos países e como isso afeta a liberdade de imprensa e de expressão.
Audrey Azoulay, diretora-geral da Unesco, afirmou que “a cobertura de acontecimentos está no centro do trabalho jornalístico, (…) essencial para garantir a liberdade de imprensa e o direito à informação”. De acordo com a entidade, nos últimos anos houve um aumento significativo nos registros de uso desproporcional da força por parte de policiais contra profissionais de imprensa em manifestações.
No comunicado, a Unesco lembra que realizou programas de formação sobre liberdade de imprensa e expressão para cerca de 3.5 mil agentes das forças de segurança de 17 países, e para quase 17 mil juízes e funcionários judiciais na América Latina e na África.
A 15ª edição do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Abraji, em 11 e 12 de setembro, já tem confirmadas as participações de três convidados internacionais: Craig Silverman, do BuzzFeed do Canadá; Neena Kapur, especialista em doxing (exposição de dados pessoais na internet) do New York Times; e Cécile Prieur, responsável pela inovação do Le Monde. O evento, que terá inscrições abertas em breve,.será totalmente virtual, com palestras, painéis e bastidores de reportagens sobre a Covid-19, meio ambiente, racismo e ameaças à democracia.
Vale lembrar que o modelo de cobrança do Congresso será diferente: o valor do ingresso será proporcional a dois dias e servirá como referência para os participantes definirem o valor de sua contribuição voluntária. A ideia é garantir a participação dos jornalistas que foram demitidos ou tiveram suas jornadas reduzidas por causa da pandemia.
Em 10 de setembro, um dia antes do Congresso, haverá o 7º Seminário de Pesquisa em Jornalismo Investigativo e a apresentação de trabalhos de conclusão de curso (TCCs), que já está com inscrições abertas. E em 13 de setembro, um dia após do Congresso, haverá a segunda edição do Domingo de Dados, com cursos, oficinas e palestras sobre jornalismo de dados.
A ONG Repórteres sem Fronteiras (RSF) apresentou em 16/6 uma lista com 30 jornalistas, meios de comunicação e projetos destacados como “heróis da informação” no combate à pandemia da Covid-19. São profissionais e plataformas que estão contribuindo para difundir informações confiáveis e vitais no contexto da crise sanitária. Entre os trabalhos reconhecidos, dois são brasileiros.
São eles o Gabinete de crise, projeto criado pelas organizações de mídia alternativa Papo Reto, Voz das Comunidades e Mulheres em Ação para informar as populações negligenciadas no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro; e a Rede Wayuri, que reúne 17 jornalistas oriundos de oito etnias da Amazônia para evitar a propagação do vírus na região e informar mais de 750 comunidades indígenas. A rede vem produzindo e traduzindo boletins informativos em áudio para diversas línguas nativas.
A organização também prestou homenagem especial aos jornalistas de Guayaquil, primeiro epicentro da epidemia na América Latina. As imagens dos cadáveres deixados nas ruas rodaram o mundo, mas apesar da falta de equipamentos de proteção os jornalistas locais continuaram seu trabalho de informar e realizaram reportagens em áreas altamente contaminadas. Até o final de abril, pelo menos 13 profissionais haviam sucumbido à doença.
“Alguns se arriscaram tanto para informar sobre a realidade da pandemia que perderam suas vidas, enquanto outros ainda estão desaparecidos ou atrás das grades”, constata o secretário-geral da RSF Christophe Deloire. “Processados, agredidos, insultados, muitos pagaram um alto preço por defenderem o direito à informação e lutarem contra os boatos e a desinformação que agravam as consequências da crise sanitária. Esses novos heróis nos lembram de que o jornalismo pode salvar vidas. Eles merecem toda a nossa atenção e admiração”.
O Grupo Bandeirantes decidiu nessa segunda-feira (22/6) pelo afastamento dos apresentadores do Band Notícias. A medida foi tomada após Douglas Santucci testar positivo para a Covid-19. Como medida de segurança, sua colega de bancada Cynthia Martins também foi afastada temporariamente.
Douglas Santucci e Cynthia Martins
Com a decisão, o telejornal ganhou uma dupla interina de apresentadores: Pablo Ribeiro e Joana Treptow.
Em nota enviada à emissora, o Sindicato dos Jornalistas de SP solicitou uma série de ações para garantir a segurança dos profissionais da casa, como comunicação oficial, teste para todos os funcionários e contingenciamento da equipe por home office parcial.
Confira o comunicado:
“Prezados,
Atendendo solicitação da diretoria do Sindicato dos Jornalistas, encaminho o presente pedido de providências, decorrente da informação de que um jornalista assintomático (Douglas Santucci) que trabalhou na redação até ontem, testou positivo para COVID 19.
Diante de tal situação que demanda preocupação aos colegas rogamos sejam tomadas as seguintes medidas pela BAND:
1 – Sejam os jornalistas comunicados formalmente pela empresa da situação, para que possam avaliar se tiveram contato mais próximo com o referido profissional;
2 – Sejam todos os funcionários da empresa imediatamente testados para detectar novos focos de contágio e separar os positivados da redação;
3 – Seja adotada um contingenciamento preventivo, colocando cerca de metade da redação em home office, de preferência aqueles que tiveram contato recente com o referido profissional positivado, a fim de evitar um blackout da redação, caso o contágio se dissemine entre os profissionais presentes na empresa.
Por fim, desde já nos colocamos à disposição para efetuarmos uma reunião remota para discutir a questão.