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terça-feira, abril 7, 2026

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Câmera Record tem cenário hiper-realista

O programa Câmera Record, que vai ao ar aos domingos às 23h30, com apresentação de Sérgio Aguiar, tem nova identidade visual. Resultado do trabalho de um semestre das equipes internas de Computação Gráfica e de Videografismo da Record TV, vem com cenário e pacote gráfico (logomarca, vinheta e trilhas) idealizados no novo conceito.

Um projeto de tecnologia gráfica permite que o tema do programa integre-se ao cenário com imagens hiper-realistas. “Até pouco tempo, cenários virtuais pecavam por detalhes como falta de sombra e reflexos. Agora, o telespectador terá a sensação de estar diante de um palco verdadeiro”, diz Rogério Gallo, diretor de Criação do Jornalismo da Record.

Não há círculos, como palco arredondado, uma tradição em TV. E não há limites nas bordas laterais, dando uma sensação de infinito. Por fim, a única fonte de iluminação será um painel de cubos localizado ao fundo, como um mosaico. São usadas cores sóbrias, com tons de cinza, preto, vermelho e branco. Os elementos gráficos funcionam como uma animação, e assim, a base do cenário é a sempre a mesma, mas os painéis que podem surgir mostram imagens relacionadas ao assunto abordado.

“Meu crime? Ser um jornalista na América de Trump”

Buncombe fichado pela polícia americana

Por Luciana Gurgel, especial para o J&Cia

Luciana Gurgel

Um episódio de ameaça à liberdade de imprensa vem causando indignação na Grã-Bretanha desde a semana passada, mesmo tendo ocorrido do outro lado do Atlântico. Andrew Buncombe, correspondente-chefe do jornal britânico Independent nos Estados Unidos, foi preso em 1º/7 ao cobrir manifestações raciais em Seattle, desencadeando uma onda de protestos nos meios políticos e jornalísticos.

Por coincidência, começou a funcionar na última segunda-feira (13/7) no Reino Unido o Comitê Nacional de Segurança dos Jornalistas, que reúne representantes de Governo, Imprensa, Inteligência e Segurança Pública. O objetivo é assegurar aos profissionais o exercício da profissão sem riscos.

“Meu crime? Ser um jornalista na América de Trump” − O episódio ocorrido com Buncombe vem ganhando ares de crise diplomática. A embaixadora britânica formalizou reclamação junto ao Departamento de Estado e à Casa Branca.

O relato do jornalista é impressionante. Ele conta que se identificou como membro da imprensa credenciado pelo Departamento de Estado e não ultrapassou áreas restritas nem obstruiu o trabalho da polícia. Mesmo assim foi algemado e levado ao distrito policial em uma viatura com ativistas também presos na mesma operação.

Foi fichado, teve o celular confiscado e ficou em uma cela por seis horas, sem medidas de isolamento para proteger contra o coronavirus. Teve que entregar pertences e usar uniforme de presidiário. Não recebeu autorização para ligar para um advogado nem para a Embaixada. Ainda responde a processo e pode ser condenado à prisão ou ter que pagar fiança.

Comitê para proteger o trabalho da imprensa − O novo Comitê britânico não terá poderes para atuar em casos como o de Buncombe. Mas chega em boa hora, podendo ser um exemplo para outros países em um momento em que se somam ataques à prática da profissão por parte de governos autoritários e de setores da sociedade, como os movimentos de extrema-direita.

A decisão de criar o grupo não foi da atual administração. Tinha sido anunciada há exatamente um ano, depois que o Reino Unido sediou a conferência mundial sobre Liberdade de Imprensa, dias antes de primeira-ministra Theresa May deixar o posto.

O Comitê vai se reunir duas vezes por ano e terá a missão de monitorar o progresso na área. A primeira tarefa é desenvolver um Plano de Ação Nacional para resguardar profissionais de imprensa contra danos físicos e ameaças.

No discurso que abriu os trabalhos, John Whittingdale, ministro da Mídia e Dados, ressaltou que, embora o país não enfrente os mesmos problemas de outras nações, é necessário atuar proativamente para garantir um ambiente seguro para os jornalistas trabalharem.

Imagem do Governo arranhada por embates −Certamente o Reino Unido não se encontra no estágio preocupante de outras nações, incluindo os Estados Unidos, onde mais de 50 jornalistas já foram presos devido aos protestos raciais. Mas também não anda muito bem visto por organizações engajadas na defesa da liberdade de imprensa.

A administração de Boris Johnson tem tido embates com jornalistas que cobrem o Governo. Desagradou ao anunciar mudanças no sistema de briefings. E não esconde o desconforto com a presença de profissionais de veículos críticos.

Ao ponto de, no fim de maio, o International Press Institute e a Media Freedom Rapid Response (MFRR) dirigirem ao primeiro-ministro uma carta conjunta expressando preocupação com movimentos no sentido de bloquear certos jornalistas ou veículos.

A carta cita a polêmica declaração de Lee Cain, chefe da comunicação de Johnson, que afirmou: “Estamos à vontade para informar a quem quisermos, quando quisermos”. Posição discutível considerando que as informações do Governo são de interesse público.

Parece que o novo Comitê não precisará mesmo se ocupar de situações ocorridas fora das fronteiras do país. Deve ter trabalho doméstico a fazer.

Sindicatos acionam Editora Abril na Justiça por pagamento menor do FGTS

Sede da Editora Abril
Abril na Marginal Tietê – Crédito Onildo Lima
Abril na Marginal Tietê – Crédito Onildo Lima

Os sindicatos dos Jornalistas de São Paulo (SJSP) e dos Administrativos de São Paulo entraram na Justiça contra a Editora Abril por ter pagado apenas 20% da multa sobre o FGTS (o equivalente a metade do valor devido) de jornalistas e administrativos demitidos a partir de abril.

A empresa alegou motivo de força maior com base na MP 927/2020, que garante a possibilidade de redução de jornada de trabalho e salário durante a pandemia. Porém, de acordo com a lei, a redução da multa sobre o FGTS em demissão sem justa causa por iniciativa do empregador só pode ser feita em caso de fechamento da empresa ou de seu estabelecimento.

Em nota, o SJSP pede “que os demitidos recebam os 20% devidos; que a Editora Abril seja instada a não efetuar novas dispensas sem o pagamento integral da multa sobre o FGTS; arque com a multa do artigo 477 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) pelo atraso no pagamento das verbas rescisórias no valor de um salário de cada trabalhador; indenize cada trabalhador por dano moral no valor de três salários contratuais e seja penalizada a pagar dano moral coletivo no valor compatível a sua capacidade econômica em favor de organizações sem fins lucrativos ou ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT)”.

Inscrições ao Prêmio Vladimir Herzog vão até 6/8

Estão abertas até 6 de agosto as inscrições para a 42ª edição do Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, que reconhece trabalhos sobre democracia e temas correlatos.

Interessados podem inscrever seus trabalhos, veiculados entre 21 de julho de 2019 e 31 de julho de 2020, em uma de seis categorias: Arte, Fotografia, Produção jornalística em texto, Produção jornalística em áudio, Produção jornalística em vídeo e Produção jornalística em multimídia.

Os vencedores serão anunciados em 17 de outubro, com transmissão ao vivo pela internet. Em 24 de outubro, haverá uma conversa virtual com os ganhadores e no dia seguinte (25/10), a solenidade de premiação, também em ambiente virtual.

Elle Brasil lança revista digital Elle View

A Elle Brasil, referência no universo da moda, lançou em 13/7 sua primeira revista digital, a Elle View, que oferece conteúdo exclusivo para assinantes. A edição de estreia trouxe 15 matérias, algumas interativas, sobre o tema Contato.

O projeto está sob a liderança da diretora editorial Susana Barbosa, da publisher Paula Mageste e da diretora comercial Virginia Any. As edições da Elle View estarão disponíveis para assinantes no site elle.com.br. A assinatura mensal está com uma promoção de R$ 9,99 nos primeiros seis meses.

Opinião Nacional (TV Cultura) discute os desafios do jornalismo

Andresa Boni (Crédito: TV Cultura)

Vai ao ar nesta quarta-feira (15/7), às 22h15, uma edição inédita do Opinião Nacional (TV Cultura) que discute os desafios do jornalismo e da comunicação em geral. A apresentadora Andresa Boni entrevista o espanhol Juan Antonio Giner, fundador da consultoria Innovation e referência no estudo da indústria jornalística, prestando serviços para empresas de comunicação em mais de 70 países.

O debate abordará temas como modelos de negócios, mercado e reformulação. Participam do programa diretores de Redação de O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, Lance, Zero Hora e outros, além de estudiosos de mídia como Eugênio Bucci e Caio Tulio Costa. O Opinião Nacional vai ao ar na TV Cultura e no canal da emissora no YouTube.

CNN Brasil estreia CNN Tonight

Gabriela Prioli, Mari Palma e Leandro Karnal (Crédito: CNN Brasil)

A CNN brasil estreia nesta segunda-feira (13/7), às 22h30, o CNN Tonight, talkshow que une jornalismo e variedades. O programa será apresentado pela advogada e comentarista Gabriela Prioli, pela jornalista Mari Palma e pelo historiador Leandro Karnal, recém-contratado pela CNN Brasil.

O programa vai ao ar de segunda a quinta-feira, após o Jornal da CNN. Cada edição abordará um assunto diferente. O tema da estreia é Diálogo: as pessoas estão se ouvindo menos?.  

Morre Raul Wassermann, fundador do Grupo Editorial Summus

Morreu em 9/7, aos 77 anos, Raul Wasserman, fundador do Grupo Editorial Summus, vítima de complicações do tratamento de um câncer que enfrentava há 12 anos. O velório e sepultamento foram reservados à família por causa da pandemia de coronavírus.

Formado em Engenharia pelo Mackenzie, ainda na faculdade entrou como sócio da gráfica Planinpress, que se tornaria uma das maiores produtoras de house organs no País. Posteriormente, fundou o Grupo Editorial Summus, hoje uma referência em títulos de não-ficção nas áreas de Educação, Comunicação, Psicologia e Saúde.

Raul foi fundador e presidente da Associação Brasileira de Direito Reprográfico (ABDR), entidade que defende os direitos de autores e editoras contra a cópia não autorizada. Foi por cerca de vinte anos membro ativo da Câmara Brasileira do Livro (CBL), que presidiu entre 1999 e 2002. Promoveu importantes avanços na Bienal do Livro e ajudou a desenvolver feiras locais, como a de Ribeirão Preto, uma das mais populares. Integrou ainda o Conselho da International Federation of Reprografic Rights (IFFRO).

Sobre Carlos Castello Branco, pai de todos os colunistas políticos

Castelinho (Crédito: Jair Cardoso)

Por Edson Pinto de Almeida

Começo dos anos 1980, eu, um jovem redator da Rádio Cidade, que pertencia ao Jornal do Brasil. Trabalhava na mesma redação da sucursal de São Paulo, comandada por Armando Figueiredo. Ficávamos ali na Paulista, no edifício Eluma.

Eu chegava cedo, às 6 da manhã, para escrever as primeiros notícias para a rádio. Ainda de manhã, Castelinho chegou, a redação ainda vazia. Deu bom dia, perguntou a que horas o pessoal costumava chegar e sentou-se próximo de onde eu ficava. Pegou algumas laudas e começou a batucar a sua coluna diária. Era como já estivesse tudo pronto em sua cabeça. Datilografou tudo de forma rápida, o que me deixou impressionado. Quando terminou, deu uma rápida conferida e mostrou-me o texto. Quer dar uma lida?, perguntou. Fiquei ali, espantado, incerto sobre o que fazer, mas peguei o texto e li. Nenhum erro, texto limpinho do começo ao fim. Imagine isso com máquina de escrever, não havia computador.

Sem saber o que dizer, devolvi o texto e perguntei a ele outra coisa. Paulo Francis, em um de seus livros, dissera que a única vez em que empregou a expressão “via de regra” foi no Diário Carioca. E que Castelinho ao ler o texto riscou a expressão e anotou em vermelho: via de regra é vagina. Dali em diante Francis conta que nunca mais escreveu aquilo.

Perguntei a Castelinho se a história era verdadeira. Ele sorriu, disse que não lembrava, mas que era possível. Levantou-se, agradeceu e saiu para tomar um café.

Fiquei ali admirando a simplicidade com que me tratou. E me deixou feliz por ter uma história para contar aos netos: o foca pôde assistir ao vivo Castelinho escrever sua coluna e ainda por cima ler direto na lauda. E de lambuja conferir se Paulo Francis contou mesmo a verdade. Foi bom demais.

Edson Pinto de Almeida

A história desta semana é de um estreante neste espaço: Edson Pinto de Almeida, editor assistente no Valor Econômico, na área de Projetos Especiais. Tem carreira de 43 anos, dividida, a partir dos anos 1980, entre o jornalismo econômico e a comunicação corporativa − metade para cada. Na mídia impressa, trabalhou em Folha de S.Paulo, Exame, Forbes e Veja.


Tem alguma história de redação interessante para contar? Mande para [email protected].

SBT terá em breve novo site de notícias

O Departamento de Jornalismo do SBT estreará em breve o SBT News, site de notícias especializado em política, economia e assuntos do judiciário. A sede principal do projeto será em Brasília, com uma equipe trabalhando em tempo integral. A estreia está prevista para agosto. A informação é de Flávio Ricco (R7).

Segundo o colunista, a ideia é produzir conteúdo jornalístico 24 horas por dia. O site também aproveitará o material não utilizado no único telejornal da emissora, o SBT Brasil.Esse conteúdo será disponibilizado em vídeo, sempre que possível, na nova plataforma. Um âncora, cujo nome está mantido em sigilo, será escalado para desenvolver o trabalho.

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