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Morre a fotógrafa Vânia Toledo, referência na área de Cultura

Vânia Toledo (Crédito: Tiago Queiroz / Estadão)

Morreu nesta quinta-feira (16/7), aos 75 anos, em São Paulo, a fotógrafa Vânia Toledo. Ela estava internada no hospital Santa Casa e teve complicações por causa de uma infecção urinária.

Vânia é referência em fotografia sobre cultura e artes em geral, tendo sido uma das primeiras a registrar a vida noturna paulistana. Nascida em Paracatu (MG), em 1945, foi para São Paulo em 1961 cursar Ciências Sociais na USP. Trabalhou em veículos de imprensa nacionais e internacionais, como Vogue, Claudia, Veja, IstoÉ, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, Interview, Time e Life.

Entre os diversos trabalhos ao longo de sua carreira, destaca-se o registro da passagem do autor espanhol Fernando Arrabal por São Paulo, na época da montagem de Cemitério de Automóveis (1968), além de importantes encenações como O Balcão (1969), Macunaíma (1978), Hair (1968), Fala baixo senão eu grito (1969), O arquiteto e o imperador da Assíria (1970), Beijo no Asfalto (1970), Seu tipo inesquecível (1970), Os rapazes da banda (1971), Alícia que delícia (1977), Doce Deleite (1981), O Mistério de Irmã Vap (1988) e A vida é sonho (1991). Produziu também capas de livros, discos e calendários.

Com informações do Estadão.

Giuliana Reginatto começa na Imagem Corporativa

Giuliana Reginatto

Giuliana Reginatto, que foi por quase seis anos e meio da CDN, é a nova diretora de contas da Imagem Corporativa. Ela estará à frente do núcleo formado por clientes como Sanofi, Porto Seguro e XP Inc., sob liderança da VP Flávia Cola.

Em Sanofi, fará a gestão do time coordenado por Erica Rizzi, que conta com mais seis atendimentos exclusivos e foco em relacionamento com imprensa, influenciadores digitais e gestão de crise para o corporativo e todas as unidades da farmacêutica: Sanofi Pasteur (vacinas), Genzyme, Medley, Consumer Healthcare, bem como a divisão de General Medicines.

Para XP Inc., junta-se ao gerente Joseph Dana no atendimento a marcas como Rico Investimentos, Clear Corretora e da casa de análise de fundos Spiti.

E na Porto Seguro, liderará uma equipe que conta com sete profissionais e tem como gerente Carol Guerrero.

Núcleo de jornalismo da Record nos EUA muda para Miami

Evelyn Bastos (Crédito: Instagram / Evelyn Bastos)

O núcleo de jornalismo da Record TV nos EUA, em Nova York, mudou-se para Miami, na sede da Record TV Américas. Com isso, também seguiu para lá a correspondente internacional Evelyn Bastos.

Inaugurada no ano passado, a sede dispõe de tecnologia e diversos estúdios para gerar informações locais, sobre o Brasil e o mundo. A Record TV Américas pode ser assistida em todo o território americano e no Canadá.

Com apoio de ABI, Aner e ANJ, está nascendo o MediaTalks by J&Cia

Novo movimento na celebração dos 25 anos deste Jornalistas&Cia, projeto reúne correspondentes de grandes centros mundiais para analisar os avanços, os tropeços, o mercado e a sustentabilidade do negócio Jornalismo

Jornalistas&Cia lança em agosto o projeto internacional multiplataforma MediaTalks by J&Cia, iniciativa que pretende acompanhar os avanços da imprensa no Brasil e no mundo, debater tendências e questões que impactam o Jornalismo, repercutir nacional e internacionalmente o Quality Journalism, avaliar a Sustentabilidade dessa indústria e inspirar o aprimoramento da atividade, com especial atenção ao Brasil.

Bilíngue (português e inglês), terá conteúdos exclusivos em séries digitais especiais temáticas (duas por ano), novos conteúdos regulares acompanhando os principais acontecimentos, site exclusivo com endereço próprio e hospedagem com destaque no Portal dos Jornalistas, redes sociais, webinars trimestrais e newsletter semanal.

Entre os temas que vai abordar estão boas práticas; inovações tecnológicas; modelos de negócio; o papel das novas mídias; liberdade de imprensa e de expressão; democracia; ética, legislação, direito e justiça; independência, imparcialidade e pluralidade; credibilidade e reputação editorial e profissional; combate às fake news; audiência; tendências editoriais, comerciais e operacionais; práticas jornalísticas alinhadas à evolução da sociedade; e impacto das redes sociais.

O projeto, que já conta com o apoio institucional de Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e de Associação Nacional de Jornais (ANJ), é uma das iniciativas para marcar as comemorações dos 25 anos deste J&Cia, que já teve recentemente o lançamento do J&Cia Academia. À frente dele estão o seu diretor (e do Portal dos Jornalistas) Eduardo Ribeiro; o editor Fernando Soares; e Luciana Gurgel e Aldo de Luca, ambos ex-O Globo e fundadores da Publicom, depois S2Publicom, adquirida em 2011 pelo IPG Group. Luciana e Aldo vivem atualmente em Londres e são membros da Foreign Press Association. Da capital britânica, têm colaborado com veículos brasileiros como o MyNews e o próprio J&Cia, com a coluna Especial Reino Unido

A série  de estreia, intitulada O impacto do coronavírus sobre a imprensa, terá textos informativos e analíticos sobre a atuação da mídia, do jornalismo e dos jornalistas na cobertura da pandemia, nos cinco continentes. Eles estão sendo produzidos com a colaboração de correspondentes que darão a visão a partir de diferentes realidades.

Foram escalados  profissionais de larga experiência e reconhecida credibilidade: Cláudia Wallin (Suécia/Península Escandinava), Deborah Berlinck (França), Karina Gomes (Alemanha), Liz Rezende (Austrália), Michele Oliveira (Itália) e Mônica Yanakiew (Argentina), além dos próprios Aldo De Luca e  Luciana Gurgel, desde o Reino Unido. Na retaguarda, no Brasil, estará toda a equipe de Jornalistas&Cia, sob a liderança do editor executivo Wilson Baroncelli.

Nos próximos dias entrará na rede o site do MediaTalks, que está sendo produzido em parceria com o I’Max, mas o perfil da plataforma já está disponível para InstagramTwitter e Facebook.

Para Eduardo Ribeiro, o MediaTalks é um projeto que representa a maturidade e a consolidação dessa trajetória de 25 anos do Jornalistas&Cia: “Nascemos para ser uma espécie de elo profissional entre os jornalistas de redações e os assessores de comunicação, para mostrar o vaivém do mercado. Saltamos de uma modesta página em 1995 para as mais de 20 páginas que hoje trazem informações sobre todo o mercado jornalístico e da comunicação corporativa, indo muito além daquele vaivém inicial. E agora vamos voltar nosso olhar, adicionalmente, sem nenhum prejuízo para nossos demais projetos, para o que está acontecendo no mundo, ampliando a exitosa experiência da coluna assinada pela Luciana sobre o mundo da mídia no Reino Unido. Vivemos dessa atividade, acreditamos no Jornalismo, adoramos o que fazemos e isso nos impõe o compromisso de lutar pela sustentabilidade e longevidade dessa indústria, tão fundamental para a Democracia e para a Liberdade. É o que queremos com o MediaTalks by J&Cia”.

Luciana diz que “tem sido gratificante compartilhar na coluna histórias e experiências da mídia britânica capazes de contribuir para que o nosso jornalismo enfrente os desafios que se apresentam”. E Aldo arremata: “Estamos muito felizes com a oportunidade de ampliar ainda mais esse debate por meio da plataforma MediaTalks”.

Em busca de parcerias premium, Eduardo afirma que o MidiaTalks “identifica-se com marcas que valorizem e mantenham programas permanentes de relacionamento com a mídia, que entendam a necessidade de um jornalismo forte, independente, livre e sustentável para a construção da Democracia, e que saibam do valor que têm para a sua reputação o apoio ao Jornalismo e às causas sociais da liberdade de expressão”. Os contatos dele são 11-996-892-230 e [email protected].

Patrícia Campos Mello é homenageada com o Maria Moors Cabot

Patrícia Campos Mello
Patrícia Campos Mello

A repórter Patrícia Campos Mello, da Folha de S.Paulo, está entre os jornalistas vencedores do Maria Moors Cabot 2020. Oferecido pela Universidade de Jornalismo de Columbia, a distinção é a mais antiga e uma das mais relevantes do mundo. Além dela, foram premiados neste ano o colombiano Ricardo Calderón Villegas e os norte-americanos Stephen Ferry e Carrie Kahn.

Em comunicado, a Universidade de Columbia justificou que “ao longo de sua premiada carreira, Campos Mello produziu de maneira consistente trabalhos excepcionais que tiveram grande impacto no Brasil, onde ela inspira outros jornalistas“.

“Honra imensa receber o prêmio Maria Moors Cabot da Columbia University”, destacou Patrícia sobre a premiação. “Recebo em nome dos jornalistas brasileiros, em especial as mulheres, que fazem seu trabalho, apesar da intimidação. Agradeço ao Sérgio Dávila e a todos da Folha, ao Paulo Sotero, à Abraji e ao Rosental Alves“.

O último brasileiro a receber a condecoração foi o diretor de Redação do Poder 360 Fernando Rodrigues, em 2018. Além dele, já foram homenageados profissionais como Carlos Castello Branco, Clóvis Rossi, Dorrit Harazim, José Hamilton Ribeiro, João Antonio Barros, Mauri König, Merval Pereira e Miriam Leitão.

Formada em Jornalismo pela Universidade de São Paulo, Patrícia é autora de Lua de Mel em Kobane (Companhia das Letras) e Índia – da miséria à potência (Editora Planeta). Foi correspondente em Washington, por O Estado de S. Paulo, e cobriu importantes eventos internacionais, como a guerra do Afeganistão, as eleições norte-americanas de 2008, 2012, 2016, os atentados de 11 de setembro de 2001, e foi a única repórter brasileira, em 2014 e 2015, a cobrir a epidemia de ebola em Serra Leoa.

Esteve diversas vezes em Síria, Iraque, Turquia, Líbia, Líbano e Quênia fazendo reportagens sobre os refugiados e a guerra, e idealizou o premiado projeto Mundo de Muros, especial multimídia sobre a crise das migrações feito em quatro continentes.

Recebeu em sua carreira importantes reconhecimentos, como o Prêmio Internacional de Liberdade de Imprensa do Comitê para Proteção de Jornalistas (CPJ), em 2019; os prêmios Rei de Espanha e Petrobras de Jornalismo, em 2018; e o Prêmio Comitê Internacional da Cruz Vermelha, em 2017.

Ganhou destaque nacional em 2018 ao publicar reportagens sobre o financiamento de empresas a agências que realizavam disparos em massa por aplicativos de mensagens para beneficiar o então candidato à Presidência Jair Bolsonaro, prática vedada pela Legislação Eleitoral. Por seu trabalho, sofreu diversos ataques de Bolsonaro e de pessoas ligadas ao agora presidente.

(* Com informações do Poder 360)

Poucos sabem…

Padre Roberto Landell de Moura

* Por Hamilton Almeida

O dia de hoje (16/7) marca o aniversário de um evento extraordinário na história do rádio, das telecomunicações. Há 121 anos, na manhã de domingo de 16 de julho de 1899, o padre gaúcho Roberto Landell de Moura realizou a primeira transmissão de voz por ondas de rádio no mundo.

Onde? Por incrível que possa parecer, Padre Landell fez suas primeiras experiências de rádio na cidade de São Paulo. Mais especificamente do prédio do atual Colégio Santana, na zona norte, para outros pontos e até para a Avenida Paulista, distante 8 km em linha reta.

Padre Landell organizou tudo muito bem. Convidou cientistas, empresários, a imprensa e até o cônsul britânico, Percy Charles Parmenter Lupton, para conhecer a grande novidade.

Até então, o mundo convivia, na área das comunicações, com relativamente poucas opções: jornais e revistas impressos, além do telégrafo e do telefone com fio (telefone fixo é a denominação atual).

O início da era wireless, no final do século XIX, transformou a humanidade para sempre, deixando para trás não só a infraestrutura de fios e cabos, mas os limites das distâncias, chegando às comunicações interplanetárias – algo previsto por Landell.

A barreira começou a ser vencida pelo italiano Guglielmo Marconi, com suas transmissões de telegrafia sem fio (desde 1895) emitindo sinais em código Morse. O passo adiante foi dado pelo Padre Landell ao colocar a voz em ondas eletromagnéticas!

No início do século XX, o padre-cientista patenteou o rádio no Brasil e logo nos Estados Unidos. Em que pese toda a sua genialidade e pioneirismo, não recebeu por parte da sociedade brasileira nenhum apoio para desenvolver e comercializar aquela que seria batizada de “a mídia de maior penetração no planeta”.

O resultado todos já sabem. Com o tempo, a sua invenção seria inventada por outros cientistas e o Brasil estaria fadado a ser um importador daquela moderna tecnologia de telecomunicações.

Até hoje, Padre Landell não é reconhecido oficialmente pelos méritos científicos que inegavelmente soube conquistar.

-*-*-*-*-

* Hamilton Almeida é jornalista e autor da biografia Padre Landell de Moura – Um herói sem glória.

Marcelo de Andrade lança o Dicionário Completo das Meias Verdades

O jornalista e cartunista Marcelo de Andrade lança o Dicionário Completo das Meias Verdades (Autografia), obra que reúne seus textos e cartuns, unidos com humor, ironia e temas de espiritualidade. 

“É o livro de cabeceira definitivo nesta era de incertezas!”, garante Marcelo. “Eu classificaria essa antologia como um entretenimento que busca divertir e provocar reflexões”. O Dicionário discute as chamadas verdades absolutas em uma série de contos, poemas, frases de efeito e cartuns. Segundo o autor, o livro encaixa-se no gênero de autoajuda.

Marcelo colaborou como cartunista em Folha de S.Paulo e Tech Tudo, além de ter publicado alguns cartuns no jornal francês Le Monde e no suíço Le Temps. Atualmente, produz conteúdo para a imprensa espírita.

Câmera Record tem cenário hiper-realista

O programa Câmera Record, que vai ao ar aos domingos às 23h30, com apresentação de Sérgio Aguiar, tem nova identidade visual. Resultado do trabalho de um semestre das equipes internas de Computação Gráfica e de Videografismo da Record TV, vem com cenário e pacote gráfico (logomarca, vinheta e trilhas) idealizados no novo conceito.

Um projeto de tecnologia gráfica permite que o tema do programa integre-se ao cenário com imagens hiper-realistas. “Até pouco tempo, cenários virtuais pecavam por detalhes como falta de sombra e reflexos. Agora, o telespectador terá a sensação de estar diante de um palco verdadeiro”, diz Rogério Gallo, diretor de Criação do Jornalismo da Record.

Não há círculos, como palco arredondado, uma tradição em TV. E não há limites nas bordas laterais, dando uma sensação de infinito. Por fim, a única fonte de iluminação será um painel de cubos localizado ao fundo, como um mosaico. São usadas cores sóbrias, com tons de cinza, preto, vermelho e branco. Os elementos gráficos funcionam como uma animação, e assim, a base do cenário é a sempre a mesma, mas os painéis que podem surgir mostram imagens relacionadas ao assunto abordado.

“Meu crime? Ser um jornalista na América de Trump”

Buncombe fichado pela polícia americana

Por Luciana Gurgel, especial para o J&Cia

Luciana Gurgel

Um episódio de ameaça à liberdade de imprensa vem causando indignação na Grã-Bretanha desde a semana passada, mesmo tendo ocorrido do outro lado do Atlântico. Andrew Buncombe, correspondente-chefe do jornal britânico Independent nos Estados Unidos, foi preso em 1º/7 ao cobrir manifestações raciais em Seattle, desencadeando uma onda de protestos nos meios políticos e jornalísticos.

Por coincidência, começou a funcionar na última segunda-feira (13/7) no Reino Unido o Comitê Nacional de Segurança dos Jornalistas, que reúne representantes de Governo, Imprensa, Inteligência e Segurança Pública. O objetivo é assegurar aos profissionais o exercício da profissão sem riscos.

“Meu crime? Ser um jornalista na América de Trump” − O episódio ocorrido com Buncombe vem ganhando ares de crise diplomática. A embaixadora britânica formalizou reclamação junto ao Departamento de Estado e à Casa Branca.

O relato do jornalista é impressionante. Ele conta que se identificou como membro da imprensa credenciado pelo Departamento de Estado e não ultrapassou áreas restritas nem obstruiu o trabalho da polícia. Mesmo assim foi algemado e levado ao distrito policial em uma viatura com ativistas também presos na mesma operação.

Foi fichado, teve o celular confiscado e ficou em uma cela por seis horas, sem medidas de isolamento para proteger contra o coronavirus. Teve que entregar pertences e usar uniforme de presidiário. Não recebeu autorização para ligar para um advogado nem para a Embaixada. Ainda responde a processo e pode ser condenado à prisão ou ter que pagar fiança.

Comitê para proteger o trabalho da imprensa − O novo Comitê britânico não terá poderes para atuar em casos como o de Buncombe. Mas chega em boa hora, podendo ser um exemplo para outros países em um momento em que se somam ataques à prática da profissão por parte de governos autoritários e de setores da sociedade, como os movimentos de extrema-direita.

A decisão de criar o grupo não foi da atual administração. Tinha sido anunciada há exatamente um ano, depois que o Reino Unido sediou a conferência mundial sobre Liberdade de Imprensa, dias antes de primeira-ministra Theresa May deixar o posto.

O Comitê vai se reunir duas vezes por ano e terá a missão de monitorar o progresso na área. A primeira tarefa é desenvolver um Plano de Ação Nacional para resguardar profissionais de imprensa contra danos físicos e ameaças.

No discurso que abriu os trabalhos, John Whittingdale, ministro da Mídia e Dados, ressaltou que, embora o país não enfrente os mesmos problemas de outras nações, é necessário atuar proativamente para garantir um ambiente seguro para os jornalistas trabalharem.

Imagem do Governo arranhada por embates −Certamente o Reino Unido não se encontra no estágio preocupante de outras nações, incluindo os Estados Unidos, onde mais de 50 jornalistas já foram presos devido aos protestos raciais. Mas também não anda muito bem visto por organizações engajadas na defesa da liberdade de imprensa.

A administração de Boris Johnson tem tido embates com jornalistas que cobrem o Governo. Desagradou ao anunciar mudanças no sistema de briefings. E não esconde o desconforto com a presença de profissionais de veículos críticos.

Ao ponto de, no fim de maio, o International Press Institute e a Media Freedom Rapid Response (MFRR) dirigirem ao primeiro-ministro uma carta conjunta expressando preocupação com movimentos no sentido de bloquear certos jornalistas ou veículos.

A carta cita a polêmica declaração de Lee Cain, chefe da comunicação de Johnson, que afirmou: “Estamos à vontade para informar a quem quisermos, quando quisermos”. Posição discutível considerando que as informações do Governo são de interesse público.

Parece que o novo Comitê não precisará mesmo se ocupar de situações ocorridas fora das fronteiras do país. Deve ter trabalho doméstico a fazer.

Sindicatos acionam Editora Abril na Justiça por pagamento menor do FGTS

Sede da Editora Abril
Abril na Marginal Tietê – Crédito Onildo Lima
Abril na Marginal Tietê – Crédito Onildo Lima

Os sindicatos dos Jornalistas de São Paulo (SJSP) e dos Administrativos de São Paulo entraram na Justiça contra a Editora Abril por ter pagado apenas 20% da multa sobre o FGTS (o equivalente a metade do valor devido) de jornalistas e administrativos demitidos a partir de abril.

A empresa alegou motivo de força maior com base na MP 927/2020, que garante a possibilidade de redução de jornada de trabalho e salário durante a pandemia. Porém, de acordo com a lei, a redução da multa sobre o FGTS em demissão sem justa causa por iniciativa do empregador só pode ser feita em caso de fechamento da empresa ou de seu estabelecimento.

Em nota, o SJSP pede “que os demitidos recebam os 20% devidos; que a Editora Abril seja instada a não efetuar novas dispensas sem o pagamento integral da multa sobre o FGTS; arque com a multa do artigo 477 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) pelo atraso no pagamento das verbas rescisórias no valor de um salário de cada trabalhador; indenize cada trabalhador por dano moral no valor de três salários contratuais e seja penalizada a pagar dano moral coletivo no valor compatível a sua capacidade econômica em favor de organizações sem fins lucrativos ou ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT)”.

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