A partir da esquerda: Fred Müller, Luciana Valério, Giancarlo Paladino, Priscila Stoliar, Marcia Baeza, Karin Ribeiro, Marcos Kotait, Carolina Scheinberg, Daniel Abravanel e Mayra Hassano − Foto feita de maneira remota e manipulada pela equipe de arte. Fotos: Gabriel Cardoso/SBT
O Departamento de Publicidade do SBT passa a se chamar Diretoria de Negócios e Marketing, para englobar o Comercial e outras áreas da emissora, tanto TV como digital, sob a liderança de Fred Müller. A ideia é entregar ao anunciante desde o tradicional merchandising até novos produtos, como documentários e outros, entre os formatos de branded content.
Nas inovações implantadas, está a gerência SBT Solutions, a cargo de Mayra Hassano,ex-Rede TV, MTV e Fox Sports, que chega à emissora para uma oferta de pacotes multiplaforma centrados nos KPIs (indicadores-chaves de desempenho) dos clientes. Nova também é a área de Negócios Digitais, comandada Karin Ribeiro, ex-Infoglobo. Seu foco é a venda do conteúdo de mídia digital do SBT, implementando boa estratégia de monetização e soluções criativas.
Nesse modelo organizacional, a área de vendas ficou concentrada em três gerências para comercialização nacional, e para apresentar soluções integradas aos clientes: são as áreas de Solutions, Digital e Regionais. Nas gerências de vendas estão Giancarlo Paladino, Marcos Kotait e a recém-contratada Luciana Valério, que vem do canal Sony e AXN, onde era vice-presidente de Ad Sales. Marcia Baeza lidera as vendas para as afiliadas da rede. Priscila Stoliar segue como head de Marketing, Carolina Scheinberg como gerente de Novos Negócios, e Daniel Abravanel na Gerência de Relação com Afiliadas e Rede.
O WhatsApp lançou nessa terça-feira (4/8) um chatbot de checagem de notícias, que conversa com o usuário e checa a veracidade das notícias enviadas a ele. A ferramenta, produzida pela Rede Internacional de Checagem de Fatos (IFCN), já estava disponível em mais de 70 países, nos idiomas inglês, espanhol e hindi. Em parceria com o Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro (ITS Rio), o chatbot agora fala português.
Por enquanto, a ferramenta checa apenas notícias relacionadas à pandemia de coronavírus, mas a ideia é que mais para a frente passe a verificar notícias de diversos assuntos. Cristina Tardáguila, diretora-adjunta da IFCN, explica que o chatbot “vai durar até a Covid-19 acabar. De cara, vai cruzar com eleições. Evidentemente, tudo o que for de eleição, política, que cruze com Covid, vai aparecer no robô. Ali vai ser uma fonte para identificar candidatos que desinformarem sobre o coronavírus”. Segundo ela, a ferramenta tem cerca de 2.260 checagens em português.
O robô checa a veracidade de informações por meio de uma simples pergunta ou palavra-chave. Após a verificação, a ferramenta classifica o conteúdo pesquisado como verdadeiro ou falso, além de fornecer o link para a notícia original e os motivos que mostram por que as informações não procedem. O chatbot mostra também a data em que foi feita a verificação e o veículo responsável pela checagem.
Para usar a ferramenta, que é gratuita, basta salvar o número +1 (727) 291 2606 na lista de contatos e mandar um “oi”. O robô vai iniciar uma conversa em português.
Faleceu em São Paulo na manhã desta quarta-feira (5/8), aos 73 anos, de parada cardíaca em decorrência de complicações de um AVC sofrido na última semana, Paulo Vieira Lima.
Formado em Jornalismo pela Cásper Líbero, teve grande parte de sua carreira ligada ao radiojornalismo, em especial como produtor e chefe de Reportagem da CBN.
Foi também assessor de imprensa da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo e coordenador da Comissão de Assessores de Imprensa do Sindicato dos Jornalistas de SP. Na carreira acadêmica, fundou e dirigiu a Faculdade de Jornalismo da Universidade Guarulhos.
Ao lado de Cecília Queiroz e Eduardo Ribeiro, diretor deste Portal dos Jornalistas, associou-se na década de 1990 à Puente Projetos de Comunicação, editora responsável pela publicação de uma série de guias para jornalistas, entre eles Fontes de Informação, Guia Brasileiro das Assessorias de Imprensa e de Comunicação Empresarial, e Colunistas Brasileiros. Na sequência, o que era Puente virou Mega Brasil Comunicação, com a fusão da Puente com a M&A Editora, agregando Marco Antonio Rossi à sociedade.
Nos últimos anos colaborou em diversas oportunidades com a Mega Brasil e foi colunista do Brasil Econômico. Deixa a esposa, Maria, os filhos Thais e Paulo, e três netas: Sophia, Alice e Laura.
A 27ª edição do Prêmio CNT de Jornalismo encerra inscrições na próxima seguinte-feira, 10 de agosto. Promovido pela Confederação Nacional do Transporte, divide-se em seis categorias – Impresso, Televisão, Rádio, Internet, Fotografia, Meio Ambiente e Transporte. São R$ 35 mil por categoria, e mais um grande prêmio de R$ 60 mil.
O certame reconhece o jornalismo de qualidade, com trabalhos que explorem as diversas faces do transporte e da rotina dos trabalhadores do setor, com textos e imagens que ressaltem a importância do transporte no desenvolvimento econômico, social, político e cultural do País. Busca também fomentar a melhor compreensão da relevância da atividade transportadora para o desenvolvimento do Brasil. Isto porque, em tempos incertos de pandemia, o jornalismo sério reforça seu papel como um dos pilares das democracias modernas e mostra que – assim como o transporte – continua sendo essencial nesse novo mundo.
O regulamento e inscrições no site. Outras informações podem ser obtidas com a Comissão Organizadora pelos 61-3315-7142 / 7140 ou [email protected].
O Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo (Projor) e o Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper) lançam o Manual GPI Eleições 2020, que serve como um guia para jornalistas e demais cidadãos sobre temas relacionados às eleições municipais de 2020. O objetivo é reunir, de forma acessível, as principais informações e recursos necessários para a cobertura jornalística e debate democrático sobre a campanha eleitoral.
O manual tem diversas seções, como o Raio-X Municipal, ferramenta interativa que fornece dados por município; vídeos com especialistas; panoramas gerais dos municípios; discussões sobre políticas públicas; transparência; além de dicas para os jornalistas como onde obter dados confiáveis, desafios da ética jornalística, combate à informação, impacto de suas reportagens e sugestões de perguntas.
O projeto tem como parceira institucional a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), além do apoio financeiro do Google News Initiative e do Facebook Journalism Project. Acesse o Manual GPI Eleições 2020.
A imprensa britânica acompanha atentamente a movimentação em torno da venda do Archant, um dos mais antigos grupos editoriais do país, dono de títulos regionais. Rumores sobre o interesse em passar a empresa adiante não são novos. Mas no início de julho a SkyNews revelou que os proprietários nomearam a KPMG para encontrar compradores.
O Archant, sediado em Norwich, foi fundado em 1845 pela família Colman, famosa pela marca de mostarda. Com 1,1 mil funcionários, publica 60 jornais e 75 revistas. Segundo a Sky, a tiragem total chega a 6 milhões de cópias, além de 9 milhões de visitantes únicos nas edições digitais.
A exemplo de outras organizações, a receita caiu nos últimos anos: quase 20% entre 2017 e 2019. Nem o reforço da parceria com o Google para a criação de um novo modelo de jornalismo digital, o PeterbouroughMatters.co.uk, resolveu a questão financeira. Mas é uma empresa legendária, e há interessados em adquiri-la.
Jornalismo regional sob risco −Ainda que o plano de vender o Archant tenha sido confirmado no momento em que o jornalismo enfrenta dificuldades financeiras devido à pandemia, a fragilidade da imprensa regional vem de longe. Essa tem sido uma preocupação recorrente no Reino Unido, país com forte tradição de veículos locais, sobretudo impressos, que desapareceram ou reduziram tiragem nos últimos anos.
Em 2009, Claire Enders, uma das mais respeitadas analistas de mídia britânica, projetara em depoimento a uma comissão do Parlamento sobre o futuro do jornalismo local no país que a metade dos então 1,3 mil veículos regionais britânicos fechariam nos cinco anos seguintes.
São jornais altamente dependentes de propaganda local e de venda individual. Assinaturas não são tão comuns, principalmente em pequenas localidades. Os jornais são vendidos em pontos como supermercados ou lojas de conveniência. Muitos são gratuitos e entregues nas residências.
Mesmo em Londres há jornais de bairro deixados nas casas e disponíveis nas estações de metrô. Por eles sabemos de fatos da vizinhança, como mudanças no trânsito e eventos, que não aparecem na BBC.
Muitas cidades britânicas padecem com o declínio econômico causado pelo fechamento de indústrias e pela concorrência do comércio online com lojas de rua, secando a fonte da receita publicitária. E com a pandemia, até nas cidades grandes os anunciantes sumiram, por causa de negócios fechados e lazer paralisado.
A Enders Analysis estimou que as vendas em bancas devem cair à metade este ano, um choque que muitos títulos não conseguirão absorver. O governo fez uma campanha de propaganda em jornais nacionais e locais, mas não alcançou boa parte dos pequenos sites e jornais que circulam pelo país.
Em março, jornais dos quatro principais grupos de mídia local, incluindo os do Archant, veicularam uma capa idêntica, chamando a atenção para a importância deles, sobretudo no momento da crise do coronavírus. Por vezes eles são a única fonte de notícias sobre as medidas de controle da Covid-19 na comunidade.
A sobrevivência da mídia regional − incluindo impressos e digitais, muitos deles independentes e sem o suporte de uma organização para atravessar crises como a que vivemos − não é uma questão que interesse apenas a jornalistas e donos de veículos. Um estudo do Pew Research Center nos Estados Unidos, publicado em 2016, apontou que pessoas que se mantêm informadas sobre as suas comunidades são mais engajadas civicamente.
Elas mantêm conexão forte com a sociedade local, atuando como voluntárias e votando nas eleições (o voto no país é facultativo). A falta desses jornais cria uma lacuna difícil de ser suprida por veículos nacionais, por melhores que sejam.
A edição do domingo passado (2/8) do programa Domingo Espetacular (Record TV) exibiu de forma equivocada a imagem do youtuber Maicon Küster como se ele fosse um homem acusado de pedofilia. Uma reportagem do Jornal da Record, exibida na segunda-feira (3/8), reconheceu o erro da emissora.
O caso em questão trata de um homem, preso no Distrito Federal, acusado de pedofilia. A confusão ocorreu pois o acusado utilizava dois perfis falsos nas redes sociais, e em um deles usou uma foto de Küster com uma peruca loira, algo que o youtuber utiliza ao interpretar um de seus personagens.
O Jornal da Record declarou que “o programa pede desculpas pelo erro e pela exposição da imagem. Não houve qualquer intenção de expor ou causar transtorno à sua imagem”. Em comunicado à imprensa, a Record escreveu: “Durante uma reportagem exibida ontem, 2/8, no Domingo Espetacular, sobre a prisão de um homem acusado de pedofilia no Distrito Federal, foram utilizados vídeos e fotos de perfis falsos que constam da investigação conduzida pela Polícia Civil local. Infelizmente, houve um equívoco ao apontar a imagem de um dos perfis como sendo a do pedófilo, quando, na verdade, ele usava fotos obtidas na internet. Lamentamos o que aconteceu”.
A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) lançou um relatório mensal sobre ocorrências de atentados à liberdade de imprensa no Brasil, que reúne os ataques direcionados a profissionais de imprensa e veículos de comunicação ocorridos ao longo do mês.
Em sua segunda edição, a versão mais recente do relatório registra os ataques feitos no mês de julho, destacando casos como a denúncia do presidente Jair Bolsonaro à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e à ONU por ataques a profissionais de imprensa; o caso em que o próprio Bolsonaro retirou sua máscara durante uma entrevista, após afirmar que estava com coronavírus; e diversos ataques e ofensas pessoais direcionados a jornalistas por causa de seus trabalhos.
Josué Suzuki, diretor de Rádios e Mídias Digitais do Grupo EP (ex-EPTV, que atua no interior de São Paulo e Sul de Minas), informou ao mercado que deixará a empresa em outubro, após 12 anos de casa, completados agora em agosto.
Pelas rádios, coordenava as CBNs Ribeirão Preto, Araraquara e São Carlos, esta inaugurada em dezembro de 2019, a mais nova do grupo. Pelas mídias digitais, era responsável por ACidade ON, rede de portais hiperlocais em Ribeirão Preto, Araraquara, São Carlos e Campinas.
“Aliás, estamos lançando em agosto mais um portal, ACidade ON Circuito das Águas, o primeiro no modelo de afiliadas”, informa Josué. “Também lançamos este ano, pelo ACidade ON, o projeto de verticais de nichos pela Home + (acidadeon.com)”.
Segundo ele, outros diretores do grupo vão acumular suas funções: “Estou em transição e fico no grupo até outubro. Depois, pronto para novos desafios”.
Estreou em junho no YouTube o programa MídiaMundo, que traz discussões sobre a grande quantidade de informações que circulam na sociedade contemporânea. Apresentado por Maria Cristina Poli(ex-TV Cultura, Globo e Band) e Alexandre Sayad (Futura), MídiaMundo aborda assuntos como tecnologia e comunicação, hiperinformação, educação midiática, fake news, hiperconectividade e cultura digital. A direção é de Luciano Cury (ex-Academia de Filmes, Bandeirantes e canal Arte1).
O programa, que vai ao ar toda segunda-feira, às 10h, no canal do YouTube do MídiaMundo, dura cerca de quatro minutos e tem participações especiais de jornalistas, educadores, políticos, analistas e especialistas. A primeira temporada do projeto terá 24 episódios.
O episódio de 3/8, sobre Fontes: onde nasce a notícia, contou com a participação de Sônia Racy (O Estado de S. Paulo), Leão Serva (diretor de Jornalismo da TV Cultura) e Valmir Salaro (TV Globo). Confira!